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terça-feira, outubro 31, 2006


FAZER O BEM


Eis aí uma questão que muitas vezes nos leva a um pensar profundo, uma certa sensação de incômodo dentro de nossa alma, e conseqüentemente a uma pergunta: será que realmente fazemos o bem?

Muito embora seja este um dos incansáveis ensinamentos de Cristo (Oxalá), é comum passar desapercebido em nosso dia a dia. Como constituir uma sólida vida futura se tão somente nos esquecemos deste verdadeiro Emblema de Jesus?

Uma questão das mais polêmicas para nosso espírito com certeza. O que afinal seria FAZER o Bem sem Olhar a Quem?

Constituiria-se este ato, apenas em conceder doações financeiras ou não para mendigos e entidades beneficentes? Esses nossos atos, apagariam nossas intolerâncias com outros?

Devemos pensar e repensar de forma incansável neste tópico que tão primordial é, para que possamos obter de nossos orixás e de nossos guias protetores, a proteção que tanto necessitamos nesta nossa caminhada pela terra.

Diz um antigo ditado que: “palavras convencem, exemplos arrastam”. Assim devíamos observar com maior atenção os exemplos deixados para nós, pelo homem que mais sofreu nesse mundo, mas mesmo padecendo feito carneiro imolado nas mãos de seus carrascos, não desanimou nem um dia sequer de quem quer que fosse.

Apesar de seu tamanho poder, ele acreditava que dentro de cada um de nós, existia a chama de Deus Nosso Pai, e assim nutria a esperança, a certeza de que se nos empenhássemos de verdade, conseguiríamos levar adiante este seu pensamento e esta sua prática.

Fazer o bem com certeza não se constitui apenas de nossas doações a entidades que sequer nos conhecem. Claro, elas são válidas, mas e quanto aquele nosso semelhante, que está tão próximo de nós, mas que por motivos de rancor, mágoa, deixamos de ajudar? Não seria justamente este, o ato que ele, Cristo, esperaria de nós?

Fazer o bem é darmos um sorriso que seja a quem está triste, é consolar a quem chora, mostrando que podemos transformar em risos nossas lágrimas, é alimentar a esperança de cura em um doente, enfim, são tantas as formas. E isso tudo também se constitue em amor e caridade.

Não nos adianta somente fazermos o bem a quem nos ama, ou simplesmente não nos conhece, o principal ato de fazer o bem, é justamente com aqueles que nos odeiam, nos caluniam, nos roubam, que simplesmente não desejam nosso bem. Aí sim, nossa atitude com certeza terá o valor esperado pelo Criador de tudo e de todos.

A tolerância é fazer bem. A chance que damos de alguém aprender, é fazer o bem. Enfim; qualquer que seja o bem que fizermos, é importante que façamos, Sem Olhar A Quem.

A partir do momento, que sairmos do comodismo, e realmente praticarmos este ato, veremos o quanto aumentaremos nossas conquistas neste mundo. Sejam elas, materiais ou espirituais.

Porém é preciso que façamos, sem esperar recompensa, pois que esta deve ser uma conseqüência, e não uma meta principal. Se dividirmos nosso pão com quem precise, deixemos que o anonimato nos livre da arrogância e do falso reconhecimento. Afinal, qual deles seria mais importante: o dos homens, ou o dos espíritos superiores?

De nada nos adianta juntarmos reconhecimentos terrenos, se nos corrompemos com o orgulho e outros vícios da matéria, perdendo assim o glamuroso reconhecimento das esferas superiores.

Deus meus queridos, é sabedoria, mas também é humildade. Façamos por nossos semelhantes, na certeza de que estamos fazendo por nossos irmãos legítimos, e veremos a verdadeira recompensa que nos guarda o Grande Arquiteto do universo.

Antes de xingarmos, amaldiçoarmos, perdoemos, pois este é um Fazer o Bem, Sem Olhar a Quem.

Que a paz de nosso Pai Oxalá reine em nossos corações.

Tatetú N’Inkisi Lambaranguange, Odé Mutaloiá.

Contatos:

odemutaloia@hotmail.com


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