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quinta-feira, janeiro 24, 2008

DIA DO COMBATE A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Segunda feira passada foi veiculada em rede nacional de televisão, mais precisamente na Rede Globo, o lançamento do dia do combate à intolerância religiosa, e esse dia foi escolhido, por ser a data de falecimento de uma yalorixá, da Bahia, sendo que a mesma era cardíaca e sofreu um ataque após ser vítima de uma denúncia de charlatanismo.

Com certeza essa denúncia era falsa e este dia veio em um bom momento, afinal somos perseguidos, massacrados mesmo, pelas igrejas evangélicas e até mesmo pela católica e nada ou muito pouco tem sido feito para coibir tal atitude mesquinha e horrenda.

Porém, faz-se imprescindível que não nos contenhamos em apenas um dia por ano, nos mobilizarmos com tal atitude, mas sim, que façamos de todos os dias, um dia de combate a intolerância e perseguição que sofremos em um direito básico garantido pela constituição nacional e pela carta dos direitos humanos da ONU.

Devemos aproveitar o ano eleitoral e prestarmos atenção aos candidatos que se apresentam, nos dizendo que são contra a perseguição, as discriminações etc. e tal, pois que JAMAIS vi um legislador, seja ele municipal federal ou estadual, se levantar verdadeiramente em nosso favor. Apenas nos agradam com mentiras quando se aproxima a eleição, para depois simplesmente nos esquecerem em um canto qualquer feito uma roupa suja ou rasgada.

Se quisermos realmente termos nosso direito garantido e respeitado, temos que lutar de todas as formas para que respeitem-nos como cidadãos acima de qualquer coisa, pois pagamos nossos impostos e sustentamos essa imensa máquina governamental.

Dentro de nossas casas, muitas vezes somos obrigados a nos calar quando vemos pessoas denegrindo nossa imagem, e muitas vezes nos calamos por não termos a noção de nossos direitos garantidos na carta magna de nossa nação.

Muito tem crescido o número de sacerdotes e sacerdotisas que entram na justiça contra as igrejas, devido à falta completa de respeito aos nossos direitos. Devemos seguir esse exemplo e recorremos à justiça através de um advogado sério e que esteja realmente apto a embrenhar-se em tal demanda.

A partir do momento que mais e mais zeladores entrarem na justiça pedindo até mesmo indenização por danos morais, calúnia, difamação e tudo mais, e a justiça obrigar que paguem, a coisa irá mudar, uma vez que somente damos crédito e respeitamos àquilo que nos pesa no bolso. A justiça está aí, a lei existe, depende agora de nós fazermos nossa parte e recorremos a ela, que com certeza tudo isso irá mudar.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá, babalorixá, escritor e pesquisador.

Contatos:

odemutaloia@pop.com.br

odemutaloia@hotmail.com

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