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quarta-feira, maio 28, 2008

KARDEC E O PRETO VELHO

É incomum vermos em sessões Kardecistas, a presença de espíritos como Caboclo, Preto velho e outros. Inclusive quando da primeira incorporação do Médium Zélio Fernandino de Moraes, em 15 de Novembro de 1908, seu guia protetor o Caboclo das Sete encruzilhadas, foi contestado em sua totalidade.

Porém o que poucas pessoas sabem, é que o Decodificador dessa doutrina, o Médium Allan Kardec, teve sim um contato com espírito de um preto velho conforme notícia veiculada no Jornal SEI Serviço Espírita de Informações.

Segundo o referido jornal, Allan Kardec teria solicitado a presença de um espírito que se anunciava com o nome de Pai César, e que teria falecido no ano de 1859, mais precisamente em 08 de Fevereiro com 138 anos de idade. Essa reunião aconteceu em 25 de Março do mesmo ano, pouco mais de um mês, portanto do desencarne do espírito.

Consta ainda na noticia que Allan Kardec teria indagado ao espírito que coordenava a reunião, espírito de São Luís, sobre a possibilidade de algum impedimento daquele irmão se comunicar dado ao seu recém retorno ao plano espiritual, o que São Luís, haveria dito que não, inclusive se colocando a prestar auxílio no intercâmbio e assim o teria feito.

Relata ainda o Jornal, que, a comunicação teria sido mal iniciada o que chamou os participantes a várias reflexões. O espírito de Pai César revelou muitas feridas que trazia em seu coração, dado aos sofrimentos que passara em sua existência terrena, devido ao preconceito que naqueles dias, graçava muito mais do que nos dias atuais. Ele ainda relatou ao Codificador que não gostaria jamais de voltar ao planeta como negro, pois em seu entendimento estaria assim fugindo da maldade q impera nos seres humanos.

Se tinha mesmo vivido 138 anos, ele não soube informar, o que segundo Kardec, seria compreensível, uma vez que os negros não possuíam certidão de nascimento, assim sendo, somente poderiam ter uma noção aproximada de seu tempo de vida no plano carnal.

Com certeza essa incorporação ajudou e muito a Kardec, a reforçar as suas teses contra o preconceito que o levou há fazer dois anos mais tarde, em sua “Revista Espírita” “Revuc Spirite”, uma declaração na qual deixou certo de que o Espiritismo teria um papel de suma importância no processo árduo de evolução da humanidade, contribuindo de forma significativa para retirar o véu da escuridão que mantém subjugados os corações e mentes humanas.

Referência: Matéria publicada no Jornal Espírita de Informações, no dia 19/04/2008.

domingo, maio 18, 2008

DEDICAÇÃO AOS NOSSOS SEMELHANTES

Todas as vezes que falamos em Deus, Jesus Cristo e nossos Orixás, os Deuses do panteão africano, ouvimos falar na necessidade de nos dedicarmos ao bem, ao amor universal como formas únicas de alcançarmos as graças tanto nesse plano físico como em outros planos, os espirituais.

Porém em que grau temos que nos dedicar ao nosso semelhante para que possamos ver aparadas as arestas de nossa vida terrena?

Bem, pensemos que a dedicação aos nossos semelhantes, é antes de tudo, uma dedicação à Olorúm, Zambi, Jeová, Alá, Deus apenas. Vier em prol de outros meus irmãos, é algo dos mais difíceis de realizarmos, até mesmo porque em sua maioria as pessoas não reconhecem todo nosso esforço em prol delas.

Aí está explícita uma das máximas de Jesus Cristo: “faça ao seu próximo somente aquilo que gostaria que ele lhe fizesse”. Será que não gostaríamos de ver uma outra pessoa mesmo que estranha, se dedicando, por exemplo, a nos conceder um minuto de seu tempo para nos oferecer um sorriso? Claro que sim! Somos humanos se como tal, necessitados de muito mais coisas do que podemos imaginar.

Em nossa caminhada queridos irmãos somos sempre chamados a abdicar de nosso tempo em prol da felicidade de alguém. E se soubermos fazer com desprendimento, veremos quão maravilhoso é o ato de deixarmos de lado nossos afazeres e até mesmo nossa felicidade momentânea em prol de um irmão.

Ás vezes temos uma pessoa amada passando por uma dificuldade e em nosso egocentrismo é comum nossas mentes dizerem: “e eu com isso? Não é problema meu, então que se vire e resolva seus dilemas”. Outras vezes nos diz nossa mente:” quando passei por algo semelhante ou até mesmo pior resolvi sozinho pois ninguém me ajudou”.

Bem, em primeiro lugar temos que ter a certeza de que não existem problemas maiores ou menores. Cada problema é único e para quem o sofre é incomensurável. Mas, se tivermos a capacidade de abrirmos mão de nosso sorriso naquele instante, se não nos negarmos a doar aquele sorriso a outro, com certeza isso valeu nossa vida!

Ao observarmos os filmes de aventura, veremos que os heróis fazem justamente isso, ou seja, abdicam de seus sorrisos e de sua felicidade em prol de pessoas que jamais vimos!

Existe um herói que abdicou tanto de seu sorriso, de sua felicidade e paz, que um belo dia deu em prol de pessoas as quais não conhecia e nem mesmo sabia da existência delas, a sua vida! Esse herói mesmo depois de mais de 2.000 anos de sua morte é cultuado por toas as religiões do planeta e seus ensinamentos passaram de geração para geração e chegaram aos nossos dias atuais. Vocês o conhecem não é mesmo?

Aprendamos irmãos a doar um pouco de nós aos nossos irmãos encarnados ou desencarnados. Sirvamos para que possamos ser servidos, amemos para que possamos ser amados.

Lembremo-nos de que a vida é passageira, e nada mais receberemos do que aquilo que doamos. Afinal, “viver é colher hoje o que semeamos ontem”.

Que nosso pai Oxalá os abençoe, os guarde e aos seus lares e familiares, e que a fartura do gozo pleno do amor e da caridade reine em seus dias.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

Contatos:

odemutaloia@hotmail.com







terça-feira, maio 13, 2008

A FORÇA DO PENSAMENTO

Muito se fala no poder da oração, da fé e do amor. Claro que essas são forças incomensuráveis em nossa vida! Mas, muito pouco se ouve falar, ensinar sobre a imensa força do pensamento.

Sabemos todos nós que, segundo a ciência, nosso cérebro é algo ainda muito desconhecido por nós e a nossa capacidade de raciocínio vai muito além do que imaginamos.

Pois bem, dentro de nosso cérebro, está a maior força que podemos encontrar no mundo: O PENSAMENTO! Sim, este ato que praticamos a cada segundo de nossas vidas, muitas vezes passa despercebido de sua força total!

De nada adianta orarmos, suplicarmos, se nosso pensamento, nosso desejo não estiverem contritos com nossa oração. É comum vermos pessoas que nem mesmo oram conseguirem galgar degraus inúmeros em sua vida, e aí no perguntamos: “se eu oro tanto, ofereço presentes aos Orixás, porque não consigo alcançar o mesmo que fulano”? Muito simples a resposta: não estamos com nosso pensamento contrito com nossas orações e súplicas!

Claro que é necessário orarmos, mas temos que condicionar nossos pensamentos naquilo que desejamos que aconteça. Se observarmos, veremos que algumas coisas vêm até nós, sem que estejamos no sacrifício da oração e do jejum. Por quê? Porque desejamos aquilo com nossa mente e coração.

Temos que aprender a condicionar nosso pensamento naquilo que realmente queremos e o resultado será surpreendente.

Tente todos os dias de manhã, ao se levantar, mentalizar o que deseja daquele dia, o que precisa resolver e outras coisas mais. No início irá parecer que nada mudou, mas, se observar com atenção, verá que ocorreram mudanças lentas e gradativas e assim sendo imperceptíveis ao olho humano.

As mudanças, sejam elas boas ou más, nunca acontecem da noite para o dia. Elas se revelam aos poucos, de forma sucinta e sutil. Nada no universo é de um segundo para outro, até mesmo porque as coisas que se desenrolam rapidamente têm uma tendência a se perderem mais rápido também.

Levante-se de manhã, e ainda em jejum, olhe o sol nascendo, observe as árvores, as plantas em geral, e deixe seu coração divagar em suas estradas incompreensíveis aos nossos olhos e entendimentos. Permita que a natureza, aja sobre você e sua vida e com o passar dos dias, verá que nada é impossível de ser alcançado, apenas usávamos as formas erradas.

Lembre-se sempre que: a força de nosso pensamento é a melhor estrada para conseguirmos o que queremos.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá.

Contatos:

odemutaloia@hotmail.com

odemutaloia@pop.com.br




segunda-feira, maio 12, 2008

ESPERANÇA. FÉ E AMOR ACIMA DE TUDO

Eis aqui as três maiores formas de nos mantermos ligados aos nossos Orixás, Guias e Protetores e, acima de tudo a Deus nosso eterno pai.

A esperança nos remete à força que tanto precisamos para alcançar nossos objetivos, sem ela dificilmente encontraremos o caminhos para adquirir o que almejamos, seja em que aspecto for de nossas vidas.

A fé, essa nos mantém vivos e nos faz termos a esperança em dias melhores. Muito fácil mantermos nossa fé, quando estamos com nossa vida bem resolvida, seja no campo profissional, financeiro ou amoroso. Mas, quando nos deparamos com as dificuldades que nos impõe a vida, aí sim, chegou o momento de provarmos que temos nossa fé.

O amor, bem, esse é fonte sublime e suprema para que possamos caminhar nesse mundo, sem temer as mazelas e ciladas que a vida e o destino colocam em nossos caminhos. Mas, temos que prestar atenção em qual forma de amor praticamos. Se amarmos nossos entes querido, conjugues estamos praticando um amor relativo.

Mas, ao amarmos nossos inimigos, aí, sim estaremos praticando o amor tanto ensinado por nosso amado mestre Jesus. Ao amarmos nossos inimigos, demonstramos a prática de um amor universal, fraterno e desprovido de qualquer interesse, e aí sim meus irmãos, estamos amando Deus acima de tudo nessa vida.

É verdade que nesse mundo os interesses financeiros sempre ocupam maior parte de nossa jornada, porém, temos que nos abster dessa forma egocêntrica de vivermos. É primordial que mantenhamos um contato com Deus nosso pai, e com seus mensageiros se desejarmos realmente termos uma vida farta nesse mundo.

Existe um ditado mundano que diz: “quem meu filho beija, minha boca adoça”. E que forma maior de mostrarmos ao Criador, nosso amor por ele, do que amando seus filhos independentes de serem nossos amigos ou inimigos? É importantíssimo que amemos nossos semelhantes, principalmente àqueles que nutram por nós, um desafeto, ira, inveja, ou seja, lá o que for, temos que nos lembrarmos de que essa não é nossa única nem primeira vida, será que outrora, em um passado distante ou não, não causamos esse dissabor?

Ao nos atinarmos para esse fator, estamos na verdade, retornando nossa mente, nosso inconsciente para as coisas do espírito e aí sim, mais próximos de Deus estaremos.

Amemo-nos uns aos outros e deixemos que a justiça de Deus, reine em nossas vidas e em nossos problemas.

Sérgio Silveira. Tatetú N’Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá.

Babalorixá, escritor e pesquisador.

Contatos:

odemutaloia@hotmail.com

odemutaloia@pop.com.br