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domingo, agosto 24, 2008

ORAÇÃO A SÃO SEBASTIÃO


Glorioso mártir São Sebastião, soldado de Cristo e exemplo de cristão, hoje venho pedir a vossa interseção junto ao trono do Senhor Jesus, nosso salvador, por quem destes a vida.

Vós que vivestes a fé e perseverastes até o fim, pedi a Jesus por nós para que sejamos testemunhas do amor de Deus.

Vós que esperastes com firmeza nas palavras de Jesus, pedi-lhe por nós para que aumente a nossa esperança na ressurreição.

Vós que vivestes a caridade para com os irmãos, pedi a Jesus para que aumente o nosso amor para com todos.

Enfim, glorioso Mártir São Sebastião, protegei-nos contra a peste, a fome, e a guerra; defendei a nossas plantações e os nossos rebanhos, que são dons de Deus para o nosso bem, e para o bem de todos.

E defendei-nos do pecado, que é o maior de todos os males.

Assim Seja!

ORAÇÃO A SÃO JORGE

EU ESTOU VESTIDO E ARMADO COM AS ROUPAS E AS ARMAS DE SÃO JORGE, PARA QUE OS MEUS INIMIGOS TENHAM PÉS E NÃO ME ALCANCEM, TENHAM MÃOS E NÃO ME TOQUEM, TENHAM OLHOS E NÃO ME VEJAM, E NEM MESMO EM PENSAMENTO ELES POSSAM ME FAZER MAL.


ARMAS DE FOGO O MEU CORPO NÃO ALCANÇARÃO.
FACAS E ESPADAS, SE QUEBREM SEM O MEU CORPO TOCAR.
CORDAS E CORRENTES, ARREBENTEM SEM O MEU CORPO AMARRAR.

ASSIM SEJA!

sexta-feira, agosto 22, 2008

A DOR E O SOFRIMENTO

A cada dia que se passa mais pessoas se encontram perdidas em um verdadeiro mar de lágrimas. Vemos constantemente chefes de família se perdendo na dor e sofrimento, mães em verdadeiro desespero por conta do imenso sofrimento de sua família, e crianças passando por situações que jamais deveriam passar.

Quantos dias e momentos difíceis as pessoas têm passado...! Mas nesses momentos é que a fé tem que se apresentar de todas as formas em nossas vidas. Não podemos deixar que as forças inferiores nos arrastem em seus turbilhões de desespero.

Se buscarmos a Deus com todas as forças de nossas almas e de nossos corações, com certeza teremos a chance de resolvermos nossas dificuldades com maior rapidez. Devemos apenas lembrar que o tempo de Deus e dos Orixás, é totalmente diferente do nosso.

Ao assentarmos um Orixá, ou mesmo arriarmos uma oferenda seja ela qual for, temos que entender antes de tudo, que essas são como uma planta, que primeiro efetuamos o plantio e então esperamos que a mesma cresça para nos proporcionar sua sombra e seus frutos.

Devemos também nos lembrarmos que a dor e o sofrimento, são nada mais, nada menos que formas de nos aperfeiçoarmos e conseguirmos alcançar assim a proximidade com nosso criador.

A cada momento que nos deixamos abater pela falta de fé, damos mais forças as trevas e aos inimigos que nela residem, e assim sendo, dificultamos a nossa passagem por aquele momento. Claro que as obrigações aos Orixás nos ajudam a superar essas situações, mas dentro de seu tempo apenas.

Devemos buscar a força de Deus que existe dentro de nós e assim veremos todas as sombras se dissiparem de nossas vidas e finalmente poderemos voltar a sorrir.

Que Deus nos ajude nessas horas de dificuldade e que seus mensageiros nos tragam a sabedoria para distinguirmos o mal do bem, e a paciência para suportarmos nossas provações.

Sérgio Silveira. Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com

odemutaloia@gmail.com

segunda-feira, agosto 18, 2008

ONDE VAMOS PARAR?

Temos andado cada dia mais, oprimidos e perseguidos por pessoas das igrejas, sejam elas evangélicas ou mesmo a católica. Não temos mais o direito sequer de expor nossa fé se não quisermos ver nossas casas apedrejadas e nossos nomes vagando de boca em boca como “macumbeiros, feiticeiros, adoradores do demônio” e etc.

Sentem eles, verdadeiro prazer em difamarem as pessoas tão somente porque não praticam a mesma fé. Somos acusados de rituais satânicos e por aí vai.

Mas, o engraçado é que, volta e meia, vemos pastores, padres e outros sendo acusados de desvio de dinheiro, como por exemplo, transportar verdadeiras fortunas em cueca, mala, e em outras ocasiões, padres sendo acusados de pedofilia e nem por isso o nome de sua fé é manchada, e, nunca vemos um sendo punido com a lei. Ao contrário, apenas são transferidos para outras paróquias e tudo bem.

Será que somos nós, Umbandistas e Candomblecistas, adoradores do demônio, ou eles, que tanto nos insultam seriam a própria encarnação do demo? Essa pergunta já fiz e refiz, mas ninguém de suas classes consegue me dar uma explicação convincente.

E as tantas pessoas que em nome de Deus, foram queimadas vivas na inquisição? E os recém-nascidos que foram mortos também pelos tribunais da igreja católica, tão somente porque traziam algumas marcas de nascença como manchas escuras na pele? Alguém pode explicar isso? Apenas sei que, enquanto se degladeiam tentando provar que essa ou aquela igreja é a Representante de Cristo, muitos de seus seguidores estão passando fome.

Seus sumo-sacerdotes andam de carro importado, sentam-se em cadeiras de ouro puro, e as pessoas mais humildes, sequer têm uma casa para morar.

Isso é ser puro perante Deus? Acredito em minha vã ignorância que não. Acredito sim, que para alguém ser puro perante o Criador, deve antes de tudo, renegar as luxúrias deste mundo, a exemplo de Jesus Cristo, que nasceu em uma manjedoura e teve uma vida despojada de qualquer luxo.

Se avareza, derramamento de sangue, calúnia e difamação, forem formas de ser Seguidores de Deus, o que será então o Inferno?

Sérgio Silveira. Tatetú N’Inkisi, Odé Mutaloiá.

Escritor, Pesquisador e Presidente do Conselho Sacerdotal da UNESCAP.

odemutaloia@hotmail.com

odemutaloia@pop.com.br

sexta-feira, agosto 08, 2008

O FIM DO RESPEITO

Longe, muito longe se vai o tempo em que os fundamentos dos mais antigos eram respeitados em sua totalidade.

Hoje a prepotência e a arrogância falam mais alto que qualquer outra coisa no Axé Orixá. Os ditos “zeladores” em sua ânsia descabida por cabeças em suas casas, saem profanando os preceitos, criando rituais que nunca existiram, chegam até mesmo a despacharem santos de outra nação, alegando que “isso não existe”.

Outrora, as pessoas tinham mais ética no trato aos Orixás. Respeitavam-se os mais velhos, e por mais que não compreendessem suas decisões, as mesmas eram respeitadas e tidas como certas e santas, afinal alguém com mais tempo de iniciação havia plantado aquele axé.

Mas, a educação, o respeito, a ética já não mais existem. Apenas sentem uma ânsia descomunal em terem filhos, não se importando na verdade com suas vidas e seus caminhos.

Misturam as coisas mundanas com o sagrado, numa verdadeira depravação espiritual. Culminam por chamarem zeladores mais antigos de LOUCOS, INVENTORES DE MODAS, e por aí em diante.

Uma pena que isso esteja acontecendo que os preceitos antigos estejam sendo tão destruídos e assim, nossa religião perde verdadeiros adeptos que tão somente desejam se entregar ao seu Orixá e em um futuro próximo se tornar num verdadeiro zelador ou zeladora de nossos Orixás.

Sérgio Silveira. Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com

terça-feira, agosto 05, 2008

TROCA DE ORIXÁ?

Cada dia que passa, mais e mais vê e ouve falar sobre essa prática dentro de alguns Candomblés atuais. Mas, em que se baseiam os zeladores para trocarem o Orixá de alguém?

Geralmente alegam que a pessoa está feita para o santo errado. Mas, estranho...! Depois que fez seu santo a pessoa enlouqueceu; perdeu tudo que tinha; contraiu uma doença que a medicina não diagnostica? Pois esses são alguns dos sintomas de que algo está errado com a pessoa, no âmbito espiritual.

Ainda assim, não significa que a pessoa esteja com o santo errado na cabeça, pode ter sido falta de algum ebó, ou até mesmo algum encantamento que aquele Orixá necessitava no ato da iniciação de seu filho. E ainda assim não se justifica essa modernidade de TROCAR O ORIXÁ.

O que são feitos são outros tipos de fundamentos que somente os realmente capacitados têm condições de fazer, pois que envolvem muitos rituais secretos, e de altíssima complexidade.

Essas práticas é que vêm acabando com o Candomblé que conhecemos e amamos. Pois que ao agirem assim, deturpam todos os conhecimentos que os mais antigos na religião passaram de pai para filho.

Precisamos colocar um ponto final nessa prática ridícula e denigrente, e, se vamos realizar algum ato que não temos conhecimento profundo, ou até mesmo se vamos mexer com algum Orixá que não sabemos os preceitos corretos, o que temos a obrigação de fazer, é procurar zeladores mais velhos, de nossa confiança e solicitar sua ajuda para tal assunto. Afinal ao mexermos na cabeça de alguém, podemos estar colocando em risco toda sua vida, e tão somente por não termos o conhecimento e nem a humildade necessários.

Outro sim, lembramos que se o Orixá respondeu em todos os fundamentos, como pode então estar errado? Onde está o Adarrum, que nos prova que a pessoa é rodante e principalmente: se é daquele santo?

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com

segunda-feira, agosto 04, 2008

O SAGRADO ESTÁ SE PERDENDO.

Dentro de uma casa de Orixá, o imperial sempre foi o respeito ao ser humano, e às coisas do santo, principalmente no pertinente às suas kizilas. Os zeladores tinham horror verdadeiro quando acontecia algo em sua casa que provocasse a ira do Orixá.

Mas, hoje as coisas estão mudando, e o SAGRADO SE PERDE, de forma assustadora. Temos ouvido histórias de pais que violam o corpo de suas filhas, sim, violam, pois dentro do axé orixá, uma filha ou um filho é tão sagrado para seu zelador ou zeladora, quanto nossos filhos carnais. Temos visto filhos e filhas que têm olhos carnais para seus pais e irmãos. E com isso toda a doutrina dos antigos, que já se foram desse mundo, se perde, e junto com ela o nosso sagrado.

Vemos hoje em dia, pessoas que comem o que querem, e , quando por nossa idade, perguntamos o porquê de agirem assim, sem respeitarem as kizilas do santo, somos vítimas de chacotas, de todo tipo de indiretas e diretas e dizem que isso é coisa do passado.

As pessoas estão DETERIORANDO com nossos Orixás, com suas leis. Estão banalizando e enlameando seus nomes, com seus atos promíscuos, com suas atitudes nojentas, e com suas depravações. Não se tem mais respeito aos mais velhos, tudo é motivo de zombaria e gozação.

Denigrem o nome da religião, pisam no nome de nossos antepassados, massacram com nossa fé, e não aceitam que essas atitudes, servem de prato cheio para aqueles que somente vivem de nos perseguirem.

Esses que nos perseguem, são os evangélicos, e estão errados, mas, muito mais errados, estão os que oferecem munição para tal. Pois se agissem de forma coesa e coerente com as leis que regem o Axé do Orixá, jamais veríamos ou ouviríamos as barbaridades que falam de nós em seus templos.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi, Odé Mutaloiá.

Escritor, pesquisador e Presidente do Conselho Sacerdotal e Religioso da UNESCAP.

odemutaloia@hotmail.com

odemutaloia@pop.com.br

uniaoespiritacapixaba@yahoo.com.br