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quarta-feira, outubro 08, 2008

E CONHECEREIS A VERDADE E ELA VOS LIBERTARÁ!


Quem de nós nunca ouviu essa máxima de Jesus Cristo? Com certeza todos nós já ouvimos ao menos uma vez em nossas vidas.

Se observarmos com atenção, veremos que essa máxima não somente nos mostra uma clara palavra de fé, mas, também nos abre os olhos com relação aos enganos que cometemos em nossas vidas, e também nos mostra a necessidade real de aprendermos, para que possamos distinguir o certo do errado.

Quando simplesmente nos deixamos enganar por falsas promessas, estamos nos acomodando às mentiras que nos são impostas tanto por sacerdotes como por políticos e outros membros de nossa sociedade, bem como, por seguimentos variados.

Como sacerdotes, temos a obrigação moral de mantermos a verdade acima de todas as coisas, mesmo que essa vá machucar e doer em algum de nossos semelhantes, ou em nós mesmos.

Ao nos procurarem, as pessoas tão somente desejam encontrar respostas para suas dores, seus sofrimentos e seus problemas. Se deixarmos de agir com decência e mentirmos ao invés de usarmos da verdade, estamos condenando mais uma pessoa a se manter no sofrimento e também condenamos nossa religião a ser mais uma vez pisada por pessoas das igrejas evangélicas, que, aliás, ADORAM um motivo por mais fútil que seja para denegrir nossos nomes e nossa fé.

A verdade tem o dom de dissipar as trevas de nossas vidas e nos fazer entender as dores deste mundo, que nada tem de cruel como pensamos, mas sim, é apenas o mundo, maravilhoso, e se somos felizes ou não, é apenas reflexos de nossas atitudes do dia a dia e até mesmo de encarnações passadas.

Quando mostramos a verdade a nossos consulentes e discípulos, fazemos na verdade uma caridade, pois que assim eles poderão enxergar que seu dia de hoje depende do que fizeram no de ontem.

Se mentirmos, condenamos essas pessoas a permanecerem em um mar tão podre, que dificilmente conseguirão algum dia alcançar a felicidade. Sabemos como sacerdotes que esse mundo tão somente é uma passagem e que mais dia menos dia retornaremos a nossa verdadeira morada, junto a Deus e nossos antepassados. Assim sendo, por que não fazermos essa passagem com base na verdade pura?

Porém, por outro lado, não podemos usar a verdade para escravizar as pessoas, para mantê-las sob nosso julgo. Temos sim, que deixar que a verdade os guie para o caminho da submissão a lei de nossos Orixás, e não as nossas vontades.

Não podemos também, usar da verdade para impor uma falsa autoridade nas pessoas, nesse ponto, concordo em graus, gênero e número com o Egiptólogo Gerald Massey, que viveu de 1828 a 1907 quando esse disse:

Temos que colocar a própria verdade como autoridade e não a autoridade como verdade”.

Quanta sabedoria nessas palavras! Quanto nos ensina em tão simples linha! Claro! Se usamos a autoridade como verdade, distorcemos a mesma, mas, se a deixarmos como a própria autoridade, estaremos mostrando uma capacidade imensa de nos submetermos aos nossos Orixás e principalmente: A DEUS NOSSO PAI! E assim sendo, aqueles que nos seguem, sentirão muito mais confiança em nós e em tudo aquilo que os ensinamos.

Sempre que mostramos a verdade aos nossos seguidores, estamos dando exemplo de dignidade e não de soberba.

Pensemos nisso!

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

Contatos:

odemutaloia@hotmail.com

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