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segunda-feira, agosto 03, 2009

OXALUFÃ

Orixá do panteão africano mais cultuado em todas as nações de Candomblé existente no Brasil, juntamente com Oxaguiã.

Oxalufã é segundo as lendas africanas, o Orixá mais velho que existe, tem o corpo curvado pelos anos e possui passos inseguros, o que faz com que ande com certa hesitação, mas nem por isso deixa de ser mais respeitado de todos os Orixás.

Devido a seus passos cambaleantes, ele anda apoiado em uma espécie de cajado, chamado de Opá Xorô, encimado por um pássaro, que para muitos seria a pomba branca, e adornado com várias ferramentas que pertencem a seus filhos, os demais Orixás. É considerado o Orixá da paz, da sabedoria, aquela sabedoria que somente os anos podem nos trazer, em suas obrigações a calma se faz imprescindível, assim como em tudo que diz respeito a ele.

Gosta preferencialmente da cor branca e seus filhos não usam tons vermelho, preto, roxo ou de outras cores mais escuras. Em sua homenagem, as pessoas do santo, costumam usar branco toda sexta feira, pois esse é seu dia. Seu bicho preferido é o Igbín, espécie de caramujo africano por ele muito apreciado, juntamente com a canjica branca ou ebô.


Nas casas mais antigas de Candomblé, costumavam-se todas as sextas feiras, realizar a cerimônia de lavagem de seu peji, ocasião em que seu assentamento é retirado de madrugada com muito silêncio e lavado e depois se oferece a ele o ebô, velas e rezas, pedindo sua misericórdia para o mundo.

Seu arquétipo na África é de um senhor muito velho e muito sábio e seu principal templo fica na cidade de Efon, próximo a Oxogbô. Em sua cidade de origem, a tranquilidade se faz presente, conforme nos relata Pierre Verger, e seu culto ainda é por lá difundido.

No Brasil seu culto é muito difundido, e na Nação Angola, todos os Orixás quando são feitos, comem juntamente com Oxalufã, pois é ele o pai supremo de todas as cabeças, uma vez que está ligado diretamente a criação do mundo e de todos os seres humanos.

Em outra lenda, teria sido esposo de Yemanjá com quem teve 16 filhos, os nossos 16 Orixás cultuados em nossa nação.

Não importando qual é a bandeira de uma nação de candomblé, todos, reverenciam Oxalufã e o amam, por sua sabedoria e por sua capacidade de nos acalmar em nossos momentos mais difíceis.

Sempre que nos reportarmos a esse Orixá, devemos fazê-lo prostrados no chão, pois estamos nos direcionando ao pai maior, àquele que todos os Orixás veem em socorro quando chamados, a quem todos os Orixás devem respeito e satisfação de seus atos, bem como dos atos de seus filhos.
Infelizmente na África, algumas regiões já não mais o cultuam em seu dia próprio, mas encontra aqui em terras brasileiras, o amor, carinho e dedicação por parte de todas as pessoas iniciadas, não importando de que santo sejam.

Em seu dia, não se pratica sexo, não se come carne vermelha, não se bebe, nem se usa roupas escuras, para o mais velhos, os mais novos se trajam de banco em respeito ao Senhor da Criação, ao Pai maior.

Nenhum Orixá pode realizar nada se não for com sua permissão. Mesmo assim, Oxalufã está sempre disposto a perdoar e a amar seus filhos, mesmo sendo o Orixá que mais nos cobra por nossos erros. É sincretizado com Senhor do Bonfim na Bahia e com Jesus Cristo nas demais regiões brasileiras.

Sérgio Silveira. Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com















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