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sexta-feira, agosto 06, 2010

NEM SÓ DE REALIZAR TRABALHOS SE PRATICA O SACERDÓCIO

Muitas são as pessoas que procuram um sacerdote, com vários problemas em sua vida pessoal, financeira, amorosa e outros. Em sua grande maioria os trabalhos são imprescindíveis, pois existe a necessidade de dar-se um rumo na vida da pessoa.

Porém, nem sempre o cliente nos procura para realizar obrigações, ainda mais quando são clientes que já se cuidam há tempos com o mesmo sacerdote.

Existem momentos que a pessoa busca mais, alguém para ouvir seus desabafos, seja por uma incompreensão de seu conjugue, seja por algum dilema com filhos, ou mesmo por estar deprimido com outros problemas.

Nessa hora, é que exercemos o outro lado do sacerdócio: o lado de ouvir e aconselhar. Como sacerdotes, somos um pouco de “psicólogos”, não que tenhamos estudado e com direito de exercer a profissão, mas interagimos como tal sim. Explicamos as coisas da vida e do mundo, orientamos em qual caminho a pessoa deve seguir, e muitas vezes orientamos até mesmo na criação de seus filhos ou apaziguarmos uma briga conjugal.

Se agirmos sempre dessa forma, veremos que aquele cliente se sentirá tão seguro, que nunca mais sentirá vontade de buscar outra casa. Nem sempre a obrigação é fato decisivo. Muitas vezes, um bom conselho, uma orientação ou somente o fato de ouvirmos um desabafo, ajuda e muito àquela pessoa a entender melhor sua vida e seus problemas.

Obviamente que se enxergamos um problema que foge ao nosso alcance e vemos que obrigação não resultará de muito, temos o dever de sugerir que aquela pessoa, busque uma ajuda profissional, pois para isso existem os psicólogos e a medicina tradicional, ou seja: o neurologista e o psiquiatra. Temos apenas que enxergar o momento certo e orientarmos a pessoa a buscar essa ajuda.

Quantas vezes um vivente, busca uma casa, tão somente na intenção de ser ouvido, pois já não suporta mais as agruras que a vida o impõe!

Claro que uma mesa para Oxalá e para Yemanjá, por exemplo, ajuda em muitos aspectos da vida humana, do cotidiano, mas existem momentos que mesmo essas, são dispensáveis, pois o problema é físico e não espiritual.

Saber ouvir é uma dádiva, uma prova de que a pessoa se encontra pronto para o sacerdócio.

Ter sempre uma palavra de consolo, uma opinião construtiva, e ainda a sensatez para agir com a delicadeza que o momento requer, nos faz verdadeiramente sacerdotes no sentido real da palavra.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.


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