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segunda-feira, dezembro 26, 2011

2012 O ANO DO FIM DO MUNDO

Tenho recebido muitos e mails de pessoas preocupadas com as previsões para o fim do mundo nesse novo ano que se iniciará em poucos dias. Todos estão preocupados, pois as previsões Maias e de muitos outros seguimentos apontam 2012 como o ano onde o mundo irá acabar.
 
Dentro de meus humildes conhecimentos, posso afirmar que 2012 será sim um ano de transformação, como todos os demais foram e serão. Como candomblecista não creio em fim de mundo, pois Olorúm jamais nos concederia o dom de prevermos o mesmo se esse for acontecer.
 
Acontece que dentro do Candomblé e da Umbanda, cremos sim, no fim de uma era, onde os mais antigos transcendem para o Orúm (céu) e assim dão oportunidade para as futuras gerações.
 
Como nos lembramos, sempre ouvimos dizer que “de um passará, mas a dois não chegará” e com isso veio a crença de que o mundo acabaria no ano de 2000. Mas aqui estamos nós, seguindo em nossa jornada.
Obviamente que se formos olhar com a ótica da morte, o mundo acaba todos os dias, para aqueles que desencarnam e voltam para a pátria espiritual.
 
Cremos que Olorúm, Deus, criou o Universo para que seus filhos, os espíritos, pudessem aprender em sua jornada e assim alcançar a elevação que somente o trabalho e a missão verdadeiramente cumprida proporciona.Cremos ainda que a reencarnação é a forma que temos de resgatar todas as nossas dividas para com o plano espiritual.
 
Sendo o Pai, a fonte suprema de tudo, permitiria que nós, seres humanos soubéssemos de seus segredos mais profundos? Posso afirmar que não, pois seríamos então “deuses” e não filhos do Criador.
 
Com certeza, muitas transformações acontecerão em 2012, até porque será um ano regido por Oxaguiã e Oxum, e Oxaguiã vem caminhando também com Oyá, trazendo para o mundo a chance de modificação. Permitindo a nós, que nos emprenhemos em resgatar nossas dividas e assim nos fazermos merecedores de todas as bênçãos que Deus tem para nós.
 
Não creio, pois, nessa afirmação de fim do mundo, dado que somente Olorúm poderia ter tal conhecimento, pois é Ele o verdadeiro arquiteto e somente a Ele cabe o conhecimento de todas as coisas.
 
Penso que em vez de nos destruirmos com tais pensamentos, deveríamos ofertar presentes aos Orixás, para que possam nos amparar nesse novo ano e assim nos ajudarem a crescer espiritualmente para que possamos um dia nos reunir com nossos ancestrais.
 
Deixemos, pois, de lado, esse medo do fim do mundo, nos concentremos mais no aperfeiçoamento de nossos espíritos, até mesmo porque de nada adianta nos preocuparmos com nada, pois os planos de Olorúm não se modificam se não por sua vontade.
 
Busquemos nossos Orixás e Guias protetores para que nos consolem e nos auxiliem em nossa árdua jornada por esse mundo.
 
Preocupemo-nos mais em amar a nosso semelhante, uma vez que somos todos filhos do mesmo Pai.
 
Respeitemos mais a Leis de Deus e veremos com certeza, um futuro muito melhor para nós e para nossos descendentes.
 
Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

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