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quinta-feira, setembro 20, 2007



Muito se fala em fé. Desde os tempos mais remotos ela acompanha o ser humano e na maioria das vezes, é o que o ajuda a caminhar em busca de melhoras para sua vida.

Claro que a fé é algo de mais maravilhoso e valoroso que possuímos, pois que ela nos faz termos a certeza, por exemplo, da existência de Deus nosso eterno pai, nos leva a entender dentro de nossos limites a existência, a magnitude deste ser tão poderoso que criou o universo.

Porém esta mesma fé torna-se arma a mais perigosa que já conhecemos. E este fato torna-se realidade pura e horrível, quando o homem possuído de sua ganância natural, a usa para mentir, enganar, submeter a terceiros, e no apogeu da crueldade, a matar seu semelhante.

Basta olharmos com atenção à história nossa, e veremos que muitas guerras foram criadas em nome da fé. Torna-se mais fácil exterminarmos aqueles que não compactuam com nossa fé, do que aceitar que a sua tem a mesma importância que a nossa.

Quantos reinos, culturas foram destruídas e os carrascos usaram o nome da fé em Deus? É comum encontrarmos relatos na história, de carnificinas ocorridas porque a fé que outros tinham em Deus não se mostrava da mesma forma que os míseros e falsos profetas diziam ser a correta.

Se Deus existe e temos a certeza de que sim, jamais desejaria que seu povo fosse assassinado em nome da fé que alguns dizem ter nele. Machuca ao vermos que sacerdotes usavam seu conhecimento para provocar intrigas que levavam a esses holocaustos terríveis.

Hoje em dia, porém, esta mesma forma errada de se ter fé ainda é praticada. Vemos sumos sacerdotes se alto proclamarem representantes de Cristo, anunciarem que sua fé é a única verdadeira, por se tratar da única deixada por nosso Senhor Jesus quando de sua passagem na terra. Mas, o que vemos mesmo, é utilizarem do nome sacrossanto de Nosso Senhor, para aplacar sua ânsia desenfreada por riquezas, muitas vezes não estando nem aí se seus seguidores têm com que alimentar suas famílias.

E essa maneira de se agir com relação a fé, é vista em todos os seguimentos religiosos e não apenas neste ou naquele. Quantos são sacrificados em suas economias de uma vida, devido à falsa promessa de terem um problema resolvido? Mas, infelizmente isso não se repercute apenas naquele sacerdote, mas sim, em toda a classe religiosa. É necessário extirparmos tais práticas de nosso meio se ainda desejamos sermos vistos como filhos de Deus e não como ladrões sujos que se aproveitam da boa fé alheia e buscam de todas as formas o enriquecimento ilícito.

Avante nossa fé verdadeira e amorosa. Façamos com que o santo nome de Deus nunca mais seja usado como base mentirosa para guerra e assassinatos frios.

O amor ao nosso semelhante ainda é a forma mais linda e gratificante, de mostrarmos a fé em Nosso Pai Celestial.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá. Babalorixá, escritor e pesquisador.

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