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sábado, dezembro 27, 2008

XANGÔ O REI DE OYÓ

Dentro do Candomblé, Xangô é venerado como Rei do mundo, Senhor absoluto da terra. Para alguns seguimentos religiosos, ele, como tudo dentro do Candomblé e Umbanda, são apenas o imaginário popular, aquilo que apenas existiu e existe dentro do ilusionismo, nunca tendo existência. Crêem eles, que nossa religião é apenas uma ilusão, que nada nela se embasa em veracidade, porém estão enganados.


Pregam outras religiões, que, Candomblé é tão somente um culto demoníaco, que sacrificamos pessoas, principalmente crianças, que louvamos ao tal de satanás como nosso Deus. Outro engano. Acreditamos em um Deus único, que fez o mundo e tudo que nele existe. Nossos orixás não são demônios, mas sim, antepassados dos negros e toda raça humana, afinal sem os que viveram a milhares de anos atrás, não existiria a raça humana que conhecemos hoje, independente da cor ou nacionalidade.


As teses sobre Candomblé são fartas em todas as Universidades do Brasil, cada vez mais, universitários se embrenham nas pesquisas sobre nossa religião, e provam dia após dia, que Candomblé é tão somente uma religião como outra qualquer, apenas com o diferencial, de que, louvamos nossos antepassados como divindades, partes pequenas do IMENSO DIVINO E SUPREMACIA QUE É DEUS, NOSSO PAI.


Xangô assim como outros Orixás, existiu sim, foi o quinto Rei de uma cidade chamada Oyó, seu reinado se deu graças ao caráter manso e alegre de seu irmão consangüíneo, Dadá Ajaká, que mais tarde retornou a Oyó, depois da morte de seu irmão e reassumiu seu trono.


Para analisarmos sua existência, comecemos com a explicação de que existiu sim, seu reino, Oyó. Esse reino se deu início segundo alguns historiadores no período de 1700 A.C, quando seu primeiro Rei era AKANBI, que reinou de 1700 a 1600 A.C.


Outras pesquisas nos dão conta de que, Oyó era um grande Império Africano que aglomerava em seus domínios vários outros reinos. Lembremos que em tempos antigos, costumavam se dividir o que hoje são países, em pequenos reinos, e cada um tinha seu Rei e esse pagava tributo o Chefe Supremo de todos os Reinos, o Império.


Esse Império se propagou em 1400 sendo sua Capital, Oyó Ilê, também conhecida como Oyó antiga. E sua importância se deu graças ao comércio que fez dela uma importante localização socioeconômica da áfrica, além de possuir imensa cavalaria, o que proporcionava soberania ao Império de Oyó dentro do Continente Africano. Era ele o Estado Yorubá de maior importância política pelos idos do século XVII até o fim do século XVIII. Dominava vários outros Estados Reinos mais fracos, como também os de Fon do Daomé, que se localizava onde hoje é a atual República do Benin.


Segundo pesquisas de estudiosos, cientistas e historiadores, Dadá Ajaká era filho de Oranyan e irmão consangüíneo de Xangô, ele era o Alafin de Oyó, o grande Imperador.


Era um Rei que amava as crianças, a beleza e as artes. Pacifico de natureza, calmo. Porém essas não eram de forma alguma o perfil que se esperava para um Rei daquela época, um tempo em que as guerras eram constantes, pois a conquista e escravidão de povos eram comuns, um Rei tinha que ser o oposto do que era Dadá Ajaká. (O nome Dadá era dado pelos Yorúbas às crianças que tinham cabelos em tufos que se frisam separadamente).


Na época em que seu irmão reinava em Oyó, Xangô morava nas terras dos Tapás (Nupe) a qual era sua terra natal, e a terra natal de sua mãe, Torosí. Mais tarde Xangô juntamente com alguns de seus seguidores, teria se mudado para Oyó e foi residir em um bairro chamado por ele de Kossô, que era o mesmo nome da cidade na qual viveu, mantendo assim seu título: Obá Kossô.


Ao perceber a fraqueza de seu irmão, e sabendo que um país precisava de um Rei mais agressivo e destemido, e sendo ele astuto e com muita ânsia de poder, destronou seu irmão Ajaká transformando-se assim no quarto Alafin de Oyó. Dadá Ajaká é exilado sai de Oyó e vai reinar em uma cidade menor e de menos importância, Igboho, essa era vizinha de Oyó. Como tinha sido deposto de seu trono, não mais tinha o direito de usar a coroa real de Oyó.


Assim ele passou a usar uma coroa rodeada por vários fios ornados de búzios, (Adê) ao invés das contas preciosas usadas na Coroa Real de Oyó. Essa coroa escondia seu rosto e seus olhos envergonhados pela atitude de seu irmão, e por sua covardia que ajudou a ser usurpado seu trono. E fez um juramento, que só retiraria aquela coroa, quando pudesse novamente usar o Adê Real de Oyó que lhe fora roubado por Xangô. Esse adê que Dadá Ajaká passou a usar se chama adê de Baianni, pois Bayanni era o outro nome pelo qual Ajaká era conhecido em Oyó.


O tempo passa e Dadá Ajaká se casou e nesse casamento teve um filho ao qual deu o nome de Aganjú, esse então era sobrinho de Xangô.


O reinado de Xangô durou sete anos e, como o remorso das atrocidades por ele cometidas lhe corroía, somando-se a revolta do povo por causa de suas arbitrariedades, Xangô abandona Oyó e vai se refugiar na terra natal de sua mãe, Tapá. Depois de certo tempo vivendo nessa terra, Xangô suicida se enforcando em uma árvore chamada àyòn na cidade de Kossô.


Após a morte de seu irmão, Dadá Ajaká retorna a Oyó, e recupera seu trono, tirando assim como prometeu, seu adê Bayanni passando a usar novamente sua Coroa Real, tornando-se o quinto Alafin de Oyó.


DINASTIA DE OYÓ


A fundação de Oyó: segundo alguns historiadores, Oranyan teria fundado Oyó e foi seu primeiro Rei. Seu reinado se deu de 1700 a 1600 A.C.

O segundo Alafin foi Okanbi que ali teria reinado de 1600 a 1500 A.C

O terceiro foi Dadá Ajaká que reinou de 1500 a 1450 A.C Xangô foi assim o terceiro Alafin de Oyó e reinou de 1450 a 1403 A.C

O quarto foi Aganjú que reinou de 1403 a 1370, no Brasil Aganjú passou a ser cultuado como uma qualidade de Xangô,

O quinto Alafin dessa linhagem foi Dadá Ajaká que reinou a partir de 1370 A.C

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

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