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quinta-feira, abril 30, 2009

O QUE É RELIGIÃO?

Desde os tempos mais remotos, a humanidade busca incansavelmente, uma explicação para sua existência, um motivo, para que tudo “termine com a morte”, e, principalmente, uma explicação plausível para o que acontece após a morte.

Muitas lendas, mitos, tabus e toda a sorte de crendices foram criadas, na tentativa de manterem as pessoas sob o julgo de alguém. Os sacerdotes “pagãos” e depois, os sacerdotes cristãos, mantiveram os mesmos e até mesmo criaram outros no intuito de monopolizarem a fé, de pregarem uma salvação, condenando a outros cultos diferentes dos seus, tão somente no interesse de se manterem abastados, juntando verdadeiros tesouros na terra. Mas, esqueceram-se do principal: da alma, do espírito em si, e esse foi seu maior erro e o que levou a dissolução de muitas sociedades religiosas.

A religião, nada de anormal tem, e cada uma está certa sim, dentro de seus conceitos e de suas interpretações. Afinal, se formos juntar as religiões, qual delas poderemos apontar como a verdadeira, a mais pura?

Buscamos ainda nos dias atuais, uma explicação para nossa existência, um motivo para continuarmos na labuta, superando dia após dia as agruras dessa vida, para depois simplesmente morrermos e deixarmos tudo para trás.

Dentro das religiões, sempre vamos encontrar pessoas boas e más, pessoas honestas e desonestas, o que não podemos fazer de forma alguma, é julgarmos a todos por conta do erro de uns.

Se analisarmos as religiões, veremos que elas mesmas se perdem em seus ensinamentos, a menos que seus sacerdotes tenham consciência de que nada somos nesse mundo e se existimos, é tão somente porque Deus assim o achou por bem que fosse.

Religião é uma palavra derivada do terno latino, Re-Ligare, ou seja, Religar, unir novamente o homem a Deus, seu criador. Obviamente que outrora, esse termo teria sido utilizado com outras finalidades, mas, na questão religiosa, essa terminologia passou a englobar todas as formas de culto, devido à necessidade do homem de encontrar-se, ou em minha concepção: de superar sua insignificância perante a grandiosidade do Universo. Sabemos que nossa raça julga-se superior as demais, e que membros das sociedades antigas, jamais admitiriam que pudesse existir algo maior que o homem, e eis que então começou sua busca pelo entendimento de sua existência, bem como o medo do que o aguarda após tumulo.

Passou então o termo “Re-Ligare”, a fazer parte das filosofias religiosas de toda a raça humana, sendo ela Politeísta, Monoteísta ou até mesmo Ateísta.

As religiões assim se dividem:

As monoteístas

As politeístas

As ateístas

As panteístas

As monoteístas pregam a existência de um só Deus, de um só ser que a tudo criou e que a tudo governa, e são exemplos: os seguimentos cristãos. São seguimentos religiosos mais modernos que segundo historiadores, surgiu no último milênio antes de Cristo, e sua expansão e predominância, se deu a partir da idade media.

As politeístas não acreditam em vários deuses como pregam alguns, mas sim, na pluralidade do mesmo. São seus exemplos, as religiões gregas e egípcias. Acreditam nessas religiões, que Deus se dividiu em partes e criou para cada elemento da natureza, uma divindade, em sua forma de ser, ela é confundida com o ateísmo, mas surgiu bem posteriormente a essa, em uma época em que o desenvolvimento cultural da raça humana atingia outros graus. Observamos ao ler os relatos históricos, que: quanto maior a complexidade de uma determinada etnia, mais o politeísmo substitui o panteísmo, uma vez que seus valores, suas formas de culto se agregam.

As ateístas negam a existência de um ser maior, Deus. Muito embora alguns seguidores em alguns momentos pregam e creem na existência de espíritos. Sua presença no meio da humanidade deu-se a partir do século V antes de Cristo, segundo relatos de historiadores. O ateísmo, geralmente surge em uma determinada raça, segundo estudiosos, dado a reação adversa ao monoteísmo.

As panteístas são as mais antigas religiões da humanidade. Teriam surgido na Mesopotâmia. São seus exemplos o Candomblé e todas as ramificações religiosas africanas. Nesse seguimento, Deus á a própria natureza, e todas as coisas estão ligadas, promovendo um equilíbrio, e assim sendo a manutenção do eco sistema é essencial para o aspecto místico.

Mas, o que importa mesmo, não é a nomenclatura que damos, mas sim, o uso que dela fazemos.

Temos que entender, que: termos uma religião é algo profundamente necessário ao nosso crescimento seja como matéria, seja como espírito. Temos que nos RELIGAR a Deus, e assim sendo, buscarmos sua presença em nossas vidas.

Sermos Sacerdotes então, nos traz um peso muito maior do que nossa capacidade de raciocínio pode compreender, pois que, não devemos em hipótese alguma, usarmos de nosso conhecimento religioso e/ou filosófico, para mantermos as pessoas presas e subjugadas a nós.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Odé Mutaloiá.

odemutaloia@gmail.com

odemutaloia@hotmail.com



sábado, abril 25, 2009

DE NADA NOS ADIANTA A FÉ SEM AMOR AO PRÓXIMO.

Muito falamos em fé em nossas vidas. Para tudo recorremos à mesma para que possamos assim, vermos nossos problemas resolvidos. Porém, sempre deixamos de perguntarmos se estamos praticando o maior ato de amor a Deus nosso Eterno Pai: o amor a nosso próximo. Sim, amar a nosso próximo é amarmos a Deus acima de tudo nessa vida. É a expressão máxima de nossa fé n’ele.

Nossa fé é válida sim, temos que tê-la viva em nossos corações para que possamos recorrer aos nossos Orixás e Guias Protetores em vários momentos de nossas vidas. Porém temos que entender que Cristo desencarnou pregado na Cruz, por amor a todos nós, filhos de Deus, seus irmãos.

Amarmos nosso próximo é sim, o maior ato de fé nas promessas de Deus, afinal não é somente nós que somos filhos de nosso Pai. Mas, eis que amar a quem nos ama, a quem nos quer bem, muito pouco tem valia perante a nosso Criador. Temos sim, que amarmos nossos inimigos da mesma forma que amamos a nossos amigos, familiares e todos os que nos são caros.

Ao invés de termos em nossos corações a mágoa, ira, ódio e tantos outros sentimentos negativos, semeemos em nossos corações e almas o amor, pois que, somente ele poderá construir um mundo novo e melhor para todos nós.

Temos que nos atermos ao fato de que nossos inimigos são antes de tudo, companheiros que estão nos ajudando sem saber, a superar as agruras da vida, a alcançarmos mais um degrau em nossa escalada espiritual. Temos que ter em mente, que, essa vida, esse mundo e tudo o mais que faz parte deles, são somente ocorrências passageiras e mais dia menos dia teremos que prestar contas ao nosso Pai Celestial de todos nossos atos praticados nesse planeta.

Amarmos a todos indiscriminadamente é confessarmo-nos repletos de amor por Deus, pois que estaremos praticando uma das máximas de Jesus Cristo: “Amai a seu próximo como a si mesmo”. Jamais devemos tomar a justiça em nossas mãos, afinal Deus colocou nossos Orixás justamente para interagirem em nossas vidas, e eles assim agem em todos os momentos que passamos, sejam eles, bons ou maus.

Assim meu irmãos, lembremos que:

PRECISAMOS SIM TER FÉ, MAS TAMBÉM TEMOS QUE AMAR A NOSSO PRÓXIMO, POIS ASSIM, ESTAREMOS AMANDO A NOSSO PAI QUE ESTA NO CÉU.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com

sexta-feira, abril 10, 2009

O VERDADEIRO CONHECIMENTO NÃO SE COMPRA EM BANCAS DE REVISTA

Comumente temos encontrado pessoas que se dizem “conhecedoras” dos mistérios dos orixás e de toda a prática dos barracões e rituais de santo. Mas, ao nos aprofundarmos um mínimo que seja, vemos que são pessoas completamente OCAS sem nenhuma base religiosa.

O que acontece é que compram revistas, que abundam o mercado, leem e depois saem por aí se dizendo pesquisadores de religiões, se auto intitulam “sabedores” dos mistérios e até mesmo alguns se propagam como zeladores de orixá. Quanta baboseira! Em primeiro lugar, deveriam saber que os verdadeiros sacerdotes ou sacerdotisas, JAMAIS proclamam seus conhecimentos aos quatro ventos. Ao contrário: guardam para si as coisas que aprenderam e somente as utilizam quando a necessidade se faz inadiável.

Deveriam também se ater ao fato que zeladores de santo, são pessoas sinceras, honestas e JAMAIS vão se utilizar de seus conhecimentos para prejudicar a quem quer que seja, pois essa é uma prática inconcebível aos olhos de nossas divindades. O verdadeiro zelador é um praticante de uma das máximas de Sócrates: “tudo que sei, é que nada sei”. Isso sim é sermos servidores de nossos santos.

Também existem aqueles que discriminam nossa religião, dizendo que: “estudei o Candomblé, já fui dessa religião..,”, e por aí vai. Mas se esquecem de dizer, se já foram realmente do Candomblé, qual o verdadeiro motivo de seu afastamento, uma vez, que muitos são expulsos de suas casas, por práticas inadequadas ao caráter que se exige de uma pessoa feita de santo. Outros dizem que leram muito e acharam evasivas as práticas litúrgicas. Oras..., como se achar evasivo algo que nada se conhece?

Sim, digo que nada se conhece, pois os segredos litúrgicos, são guardados a sete chaves e pouquíssimas pessoas teem acesso a eles. E as que possuem acesso, nunca andam proclamando pelo mundo afora, muito menos se dedicam a difamarem a quem quer que seja, pois sabem dos juramentos feitos no roncó, quando de sua iniciação.

Ninguém aprende os segredos dessa religião apenas lendo revistas que na maioria das vezes trazem ensinamentos em nada condizentes com a realidade, e quando trazem, são ocultas muitas coisas como as palavras litúrgicas por exemplo.

Em vez de ficarem se propagando conhecedores disso ou daquilo, Esses Aprendizes De Bancas De Revista, deveriam calar-se e buscarem algo real para falarem ou se ocuparem.

Existem ainda aqueles borizados que adoram se proclamarem PESSOAS DO SANTO, e saem por aí falando tanta besteira que passam INÚMERAS VEZES POR RIDÍCULOS! Proclamam-se conhecedores de Candomblé, querem até mesmo bater de frente com zeladores, questionam isso ou aquilo, e isso quando não saem por aí DANDO UMA DE MÃES E PAIS DE SANTO.

Orixá queridos, é muito mais que uma banca de revista ou artigos de Internet, aceito que essa serve para desmistificar as coisas, mas daí a uma pessoa se intitular conhecedor de um assunto tão somente por ter lido isso ou aquilo em um site ou uma revista, é uma longa avenida.

Pelo amor de Deus! Parem com isso, vão ocuparem suas mentes vazias e doentes com algo real e deixem os mistérios dos orixás para quem realmente sabe o que faz!

Dizer: eu já fui do Candomblé é uma coisa, mas quero que me prove que realmente já foi e se provar que me dê motivo justo e plausível para sua saída e ainda mais, para sua discriminação. Condenar obrigações, sem mesmo terem noção do que falam??!!! PROCUREM ALGO REAL PARA FAZER E DÊEM UM SIGNIFICADO A SUA VIDA INSIGNIFICANTE!!!


Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá. Babalorixá, Presidente do Conselho Sacerdotal da UNESCAP.

odemutaloia@hotmail.com



quarta-feira, abril 08, 2009

O VERDADEIRO USO DOS CONHECIMENTOS SAGRADOS

Muitas pessoas ao entrarem em contato com os segredos dos Orixás pela primeira vez, guiados por verdadeiros sacerdotes, sentem-se maravilhados com a experiência. E não poderia ser de outra forma, afinal, nossa religião é linda e seus segredos, de forças incomensuráveis.

Uma pena que muitas pessoas, levadas apenas pela ganância, fazem com que nossa fé seja um prato feito para o descrédito e para a difamação, ao usarem-na sem o mínimo senso de responsabilidade e preocupados somente com o lucro, culminam por comercializarem a fé.

Outros, sem o menor senso de responsabilidade e sem o devido preparo para o sacerdócio, tão somente se dedicam em fazer o mal para as pessoas, culminam por proclamarem aos quatro ventos, que realizam trabalhos de vingança etc. e tal. Quanta bobagem...!

Deviam se lembrar, essas pessoas que nosso dom, deve ser usado somente para o bem, promovendo a paz entre as pessoas, que nosso principal objetivo é zelar pela vida, e que JAMAIS temos o direito de atentar contra a vida de semelhante, afinal, essa foi dada por Deus a todos, independente de sua cor, credo ou raça. E agirmos de forma contrária a isso, valerá em um futuro, a penas terríveis as quais seremos submetidos, feito marginais, e que muito dificilmente teremos novamente a afinidade com nossos Orixás.

Usarmos nossa fé contra as pessoas é o mesmo que atentarmos contra Deus diretamente, pois todos somos seus filhos. Nossos Orixás, não compactuam de forma alguma com a expressão do mal e sim, com a harmonia que deve habitar em nossos corações e em nossas almas.

O verdadeiro uso do conhecimento sagrado consiste em praticarmos o amor, a tolerância com nossos inimigos, espalharmos o perdão em vez de nos oferecermos em trabalhos de vingança.

Sermos filhos de nossos Orixás significa acima de tudo, amarmos a todos indistintamente e procurarmos apaziguar corações que anseiam por guerra. Por que usarmos nossos conhecimentos para o mal, se podemos canalizar nossa força imensa, para o bem?

Amemo-nos, pois, para que Deus e seus Ministros, nossos Orixás, possam nos dar abundantes dias na terra e a felicidade que com certeza gozaremos nesse mundo e no outro, após o túmulo.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com

odemutaloia@gmail.com