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terça-feira, junho 22, 2010

MENTIRA E INTRIGA, ÁCIDOS QUE A TUDO CORREM.

Dentro de uma obrigação, temos que manter a disciplina, o amor, a harmonia para que o Orixá possa interferir na vida de uma pessoa. Mas, nem somente nesses momentos essas energias devem ser utilizadas, mas em toda nossa vida, uma vez que os Orixás precisam delas para nos ajudar em nosso dia a dia.

Acontece que muitas vezes, por mais que se lute com fé e dedicação, algumas coisas não alcançam seus objetivos, então, temos que parar analisar e ver onde está o erro. No geral, as pessoas tendem a colocar logo a culpa no santo ou no zelador que fez as obrigações, mas, se esquecem de olhar à sua volta, e ver se está em um ambiente salutar.

Ocorre, que; quando estamos em um local onde a mentira, e a intriga reinam, dificilmente obteremos os resultados desejados, pois, elas são como ácido que a tudo correm, mesmo com as mais belas e amorosas obrigações realizadas.

Não existe como um Orixá trabalhar nesse local, pois ao invés das pessoas, se manterem unidas em prol de todos, alguns se manifestam, seja por inveja, ciúmes ou outro motivo, contrário ao que se está sendo feito, e aí meus queridos, dificilmente alcançaremos a graça desejada.

De nada adianta ter um bom zelador de santo, fartura em materiais, e tudo que se diz respeito ao santo, se uma ou mais pessoas estiverem nutrindo esses sentimentos que somente a espíritos e almas pequenas servem.

Seria como um barco, onde existem pessoas remando para um lado, e outras para outro. Esse barco vai apenas rodar até que afunde levando a todos junto de si.

É de suma importância que, todos estejam com pensamentos positivos, tanto na hora das obrigações, como depois delas. Afinal, de que serve tanta energia positiva, como é jogada nas obrigações, se, depois ficam alguns nutrindo ódio, rancor, mágoa, vingança etc.?

Existe um ditado que diz que: “uma laranja podre em um cesto, estraga todas as demais”. E é a mais pura verdade.

Desde os momentos que antecedem a uma obrigação, o sumo sacerdote que irá realizá-la, tem que se abster de tudo que for do mundo, para que somente o positivo aja no trabalho. Mas, não somente o sacerdote tem essa obrigação, as pessoas que irão ajudar a família da pessoa beneficiada, teem a obrigação de compactuarem com pensamentos e ações positivas.

“Uma andorinha só não faz verão” diz outro ditado popular. E aí mais uma vez, vemos a sabedoria dos antigos, ditando os caminhos corretos para seguirmos.

Após a obrigação, a pessoa beneficiada, passa por um período no qual estará muito sensível e vulnerável ocasião em que as forças inferiores farão de tudo para estragarem o que foi feito, e se encontram essas energias negativas, teem terreno fértil para semearem suas malditas sementes.

As pessoas devem se conscientizar de que, tudo aquilo que desejamos para os outros, volta contra nós mesmos, e assim deixarem a mesquinharia, o orgulho e a avareza fora de suas vidas. Os fofoqueiros deviam entender que somente eles são as maiores vitimas de suas intrigas e maledicências.

Deveriam essas pessoas se envergonhar e pararem de mentir e intrigar, pois mais dia menos, dia, elas mesmos serão suas vítimas. Acontece que: “o que mata a cobra, é o próprio veneno”. E essas palavras já ouvia quando ainda era criança.

Quantas vezes uma família inteira terá que sofrer por conta de pessoas assim, até que as mesmas deixem do lado de fora de suas vidas essas ações?

Mentira, intriga, servem somente para destruírem tudo ao nosso redor, não importa se somos sacerdotes, sacerdotisas, abikús, ebomis etc.

Usemos, pois, sempre da verdade, da harmonia e do amor, por mais que achemos defeitos nos outros e veremos que muita coisa ao nosso redor pode mudar.



Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.




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