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quarta-feira, setembro 06, 2006

EXÚ

É muito comum vermos esta entidade ser chamada de capeta, demônio, etc e tal. Esta é uma forma errônea que nem de perto passa da realidade deste ser.

E o erro começa na interpretação de seu nome: ao contrário do que acreditam pessoas de outros seguimentos religiosos, e até mesmo do candomblé e umbanda, a palavra exú, Nunca se traduziu como capeta ou algo semelhante. É uma palavra do dialeto yorúba que tão somente significa Esfera. Sim, a palavra exú significa esfera apenas. E o outro nome com o qual o conhecemos, Bára, significa força.

Dentro do candomblé de Angola, existem dois tipos de exú: o orixá e o catiço.

O exú orixá, é aquele que ao nascer uma criança, ele o adota como seu protegido, sendo assim, ele se torna seu anjo da guarda, como Ogum, Odé, Oyá Yemanjá e os demais. Este orixá é de uma complexibilidade muito grande, pois por ser o primeiro a ser homenageado nas cerimônias, nós zeladores, temos formas de agir com ele, totalmente adversa às formas que agimos com os demais orixás. Sua importância é incomensurável dentro dos preceitos do axé orixá.

Ele representa uma das cabaças que Olorúm (Deus), usou para criar o mundo, sendo assim ele está ligado diretamente à criação do planeta e dos seres humanos. É guerreiro como seu irmão Ogum, porém seu caráter é muito mais intempestuoso que o de Ogum. A ele, exú, devemos muitas coisas, e uma delas é a garantia de nossos pedidos chegarem até nossos orixás e ao próprio Deus. Sem ele, jamais conseguiríamos alcançar as graças que solicitamos em nosso dia a dia.

Segundo as lendas afros, este orixá, por ser uma das cabaças utilizadas na criação do mundo, conhece não somente todos nossos sentimentos e necessidades, como também a face do próprio Deus. Sendo assim ele, tem livre acesso aos ministros de Deus, os quais conhecemos como Orixás.

A outra qualidade de exú do candomblé de Angola o catiço, vem como escravo de nossos orixás, mas, isso não faz com que sua importância seja menor que seu ancestral o exú orixá. Ao contrário: quando nos deparamos com problemas sérios, esta entidade é que literalmente guerreia em nosso favor. Este exú, o catiço, tem como finalidade principal, de servir ao nosso orixá, tanto para levar até ele nossos pedidos, como para realizar tarefas por nós solicitadas aos nossos anjos guardiões. Por exemplo: solicitamos de nosso orixá um pedido para conseguir um emprego: dificilmente aquele orixá sairá em caminhada para nos alcançar tal tarefa, ele encarregará seu exú de realizar para ele. Como sabemos nossos orixás são reis na natureza, e como tal, necessitam de servidores, que executem suas ordens. E é aí que entra exú com sua sabedoria e conhecimento.

Se alguém está guerreando conosco, é a exú que vamos ofertar presentes a fim de que aquele nosso inimigo não consiga nos derrubar.

O que faz com exú seja sempre comparado a um espírito mal, é que nós em nossa ânsia, em nossa ganância, o incubimos de realizar trabalhos de vingança etc. Ele prontamente atende aos nossos pedidos, pois não possui noção de certo ou errado. Se pedirmos para ele se voltar contra alguém que nos fez mal, para ele não há maldade nisso, pois que estará lutando para defender uma pessoa. Mas quando dele é cobrado um mal causado, não é ele quem irá responder, e sim aquele que solicitou tal favor. Se assim não fosse, as leis divinas não estariam sendo respeitadas. E sabemos que destas leis, Ninguém escapa.

Tanto exú catiço como o orixá, carrega em seus pontos e em suas ferramentas o tridente, o que faz também com que seja visto como diabo. Mas esta é uma visão deturpada. O tridente que ele usa, representa tão somente os caminhos que temos que percorrer aqui na terra, bem como nossos mistérios, além de ser uma arma de guerra. Esta visão de tridente ser arma de lúcifer, veio com a imposição da igreja, às demais seitas. Se assistirmos um filme de gladiadores, veremos muitos deles usarem o tridente como arma, como a espada e outras mais.

Na mitologia Grega, Netuno o rei dos mares usa tridente, como símbolo de realeza. Exú traz o tridente representando tão somente nossos caminhos e os mistérios que ele carrega consigo. Mas também, o tridente foi incorporado a ele, aqui no Brasil, pois na África, seu fetiche é um cajado nodoso que usa para se transportar de um lado a outro, e um pênis de madeira, pois lá, ele é o orixá responsável pelo desejo entre o homem e a mulher, para que possam se reproduzir, sendo assim ele está de forma direta, ligado à reprodução humana, juntamente com Yemanjá e Oxum. A primeira por ser responsável pela geração de uma vida no útero materno, a segunda por ser responsável pela retenção do sangue, garantindo assim que a menstruação não expulsará o feto que Yemanjá está criando.

Como vemos, nada de satânico existe em exú, mas, se existir, posso garantir que o satanás, somos nós que o usamos para prejudicar a outros. É preciso que sejam revistos nossos valores, nossa religião. A igreja que tantos queimou em fogueiras, esquartejou e mutilou em nome de Deus e Cristo, não é perseguida, mas aceita, por que nós e nossos orixás, temos que ser vistos como satã e seus seguidores? Ainda mais exú que sem o qual não estaríamos seguros em nossa caminhada!

Cobá Laroiê Exú!

Ajibalá, Ajibalá, Odokiró, Odokiró, Exú Emopé.


Tatetú N'Inkisi Lambaranguange, Odé Mutaloiá

Contatos: 0 (XX)27 - 3282 -1860

E mail: odemutaloia@hotmail.com
odemutaloia@uol.com.br

segunda-feira, setembro 04, 2006


UMA PARÁBOLA DE CRISTO;
PARA TE CONFORTAR:

Certo dia, Cristo estava reunido com seus discípulos em uma caverna, quando por ela adentrou uma mulher com os olhos úmidos de lágrimas.

Ele perguntou por que ela chorava, e ela respondeu: “Senhor, minha cruz está muito pesada não a suporto mais. Permita-me trocá-la.”

Cristo com seu olhar meigo e carinhoso respondeu: “Filha, olhe à sua volta, vê quantas cruzes? Escolha uma para ti e vá em paz!”

Ela prontamente se abaixou para pegar a menor de todas, mas estava tão pesada que não conseguiu levantá-la. Foi apanhar uma outra maior, e também não conseguiu erguê-la. E assim consecutivamente, cruz, após cruz ela foi tentando. E Cristo a observava.

Faltava apenas uma cruz: a maior de todas, seu tamanho era incomensurável. Ela pensou: “se não consegui levantar a menor, que dirá esta! Mas tentarei!” E tamanha foi sua surpresa ao ver que a cruz apesar de imensa, era tão leve que ela a ergueu com uma das mãos apenas.

Então se voltou para cristo e disse: “Senhor, encontrei uma que me serve, posso trocar?”

Cristo perguntou: “Filha, tem certeza que esta cruz tão grande lhe serve? Ela é imensa e tamanho deve ser seu peso!”

Ela disse-lhe: “Senhor, esta cruz tão grande, não pesa nada! Se me permitir trocar, é esta que quero, pois assim sofrerei menos!”

Cristo então concluiu: “Filha, se esta cruz tão grande a serve, leve-a, mas antes olhe para o que está escrito nela, e depois vá em paz!”

A mulher olhou para a cruz, e eis que nela estava escrito SEU NOME! Então ela se percebeu que sua cruz nada tinha de pesada! E desse dia em diante, seguiu feliz com sua missão!

Tatetú N'Inkisi Lambaranguange, Odé Mutaloia

odemutaloia@hotmail.com

Tel: 0 (xx) 27-3282-1860

0 (xx) 51- 8451-1077




quarta-feira, julho 26, 2006

ODÚ

ODÚ


A palavra odú em yorubá, significa destino. Todos nós temos nossos orixás, que são nossos anjos da guarda. Eles como sabemos são nossos ancestrais.

Os ancestrais deles, são nossos odús. Como tudo neste mundo, os odús também seguem uma regra: o positivo e o negativo. Muitas vezes vemos pessoas que por mais que realizem obrigações, rezem, supliquem, não conseguem alcançar as graças solicitadas. É aí que temos que entender de odú; pois seu problema pode estar aí, e neste caso a solução pode ser muito mais complicada do que pensamos.

Para que possamos entender melhor, temos aqui um exemplo do que vem a ser um odú: sabemos que existe o redemoinho, e que sua força é imensa. Mas também sabemos que no centro do redemoinho, a força é ainda maior. Pois bem: o orixá seria o redemoinho, e o odú o centro deste. Assim nossos orixás não conseguem nos tirar de dentro desta força, por mais que desejem. Ele, o orixá pode nos jogar dentro desta força, mas não consegue nos tirar de lá. E é aí que entram os ebós de odús. Porém é necessário um conhecimento bem alicerçado desta força e de seus ebós. Quando damos um ebó (limpeza) em alguém, estamos trocando a energia ruim que o cerca e habita pela boa. Mas quando se trata de odú a coisa é mais complicada.

Vejamos: se uma pessoa está com perseguição de egum ou mesmo de exú, damos um ebó nos caminhos de determinado santo para que seja retirada esta energia. Mas quando o odú da pessoa está negativo, temos que presenteá-lo para que se torne positivo, pois não conseguimos despachar o odú da pessoa, para isso ela teria que renascer. E como fazer isso? Jamais, pois a vida é um dom de Deus somente. É comum vermos zeladores dizerem que despacharam o odú da pessoa. Isso é um equívoco, o que fazemos, é despachar o negativo daquele odú. Afinal como despachar por exemplo, o anjo da guarda de alguém?

Não que o odú seja o anjo da guarda, mas como dissemos, ele é o ancestral de nossos anjos guardiões. Muitas vezes o odú que rege a pessoa, uma empresa, é negativo por excelência. Neste caso teremos que fazer ebós periódicos para manter a positividade dele, seja na pessoa ou em uma empresa. A única forma de sabermos quais os odús que regem uma pessoa, é através de sua cabala. Esta cabala, nada tem a ver com a cabala judaica, e sim, é uma cabala de orixá. Esta cabala, não pode ser feita sem um estudo aprofundado de cada odú, pois que temos 16 odús e por sua vez os Omo odús, e seus caminhos finais que ultrapassam os 2.000.

A complexidade é tão imensa, que é muito comum encontrarmos pessoas que têm os mesmos odús, mas seus problemas por mais que sejam iguais, diferem e muito nas obrigações que teremos que fazer, isso porque temos que levar em conta fatores como; a natureza de cada um, os caminhos de seus odús, e assim por diante, e isso sem constarmos com a qualidade de cada orixá e de seu juntó (segundo santo). Assim, por exemplo, uma pessoa pode ter os seguintes odús: 8,13,7,5,6, e mais duas outras pessoas terem os mesmos odús, porém uma é de por exemplo, Oxalá com yemanjá, a outra de omulú com Oyá, assim seus ebós já começam a diferenciar. Além é claro da natureza íntima de cada um, e dos problemas que vivem.

É recomendado que um zelador, antes de efetuar um ebó de odú esteja bem consciente do que está por fazer, pois se algo não for como solicitam os fatores acima citados, poderemos causar danos irreversíveis na vida da pessoa, ou nos caminhos de uma empresa.

Até mesmo um casamento pode acabar, ou mesmo um casal que se ama muito não conseguir viver em paz, isso pode estar relacionado com os odús. Outras vezes realizam-se obrigações para reunir um casal que foi separado e não se consegue o objetivo. Neste caso, logo se imagina que o zelador não sabe fazer a obrigação, mas nada disso se fundamenta. O que pode estar acontecendo, é que o odú de um, não aceita o outro e aí entram presentes para acabar com a guerra entre os odús e permitir assim que o casal se una novamente.

O odú é a vida por excelência, tanto de uma pessoa, como de uma empresa, e se não soubermos como agradá-lo, dificilmente conseguiremos o objetivo final, ou se conseguirmos, este objetivo não tem uma durabilidade.

Este é apenas mais um, dos inúmeros mistérios do mundo dos orixás

Sérgio Silveira,

Tatetú N’Inkisi Lambaranguange, Odé Mutaloiá

odemutaloia@hotmail.com


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sábado, julho 01, 2006

OS DEZ MANDAMENTOS PARA UM BOM MÉDIUM:


1 – Disciplina,

2 – O serviço de Deus, está acima dos meus interesses,

3 – Policiar meus pensamentos para que não caiam em vibrações negativas,

4 – Policiar meus sentimentos para mantê-los sempre nas vibrações do amor, perdão, paciência e humildade,

5 – Combater em mim o orgulho e a vaidade. (Nada sou senão um instrumento para o uso do bem. Nada faço, é Deus quem faz através de mim. Ele me usa para seus fins).

6 – Procurar evitar nos dias de trabalho espiritual: alimentos que tornem meu corpo mais pesado. (Carnes e bebidas alcoólicas, por exemplo),

7- Chegar sempre pontual em meus compromissos espirituais,

8 – Usar roupas claras (de preferência brancas) e simples, nos momentos de trabalho espiritual. Lembrar sempre: meu corpo é um aparelho receptivo e transmissor de energia, precisa apenas estar limpo, não cheio de adornos,

9 – Ter como sagrado meus momentos de preces (uma hora marcada todos os dias, é a hora em que recebo o alimento que me dará forças para vencer as minhas fraquezas),

10 – Não perder as chances de fazer, sempre que aparecer a oportunidade. Nunca se achar impossibilitado de ajudar alguém, lembrando sempre que é Deus quem faz e não eu, assim para ele é sempre possível, mesmo que para mim não seja.


OBS: o médium é como um instrumento musical muito sensível a ser usado na grande orquestra do Pai em sintonia com a terra. É preciso, pois, que estejam estes instrumentos, bem cuidados e afinados, para que sejam utilizados por grandes mestres. Caso contrário, somente alunos principiantes, ou mesmo os maus alunos farão uso deste instrumento defeituoso.

Se desejarem ser bons médiuns, e que seus aparelhos sejam utilizados pelos grandes mestres espirituais, cuidem de seguir ao menos os ensinamentos básicos, para eu possam ser utilizados por eles na grande sinfonia do AMOR E DO BEM.

quarta-feira, junho 14, 2006


POR QUE SEMPRE NOS CALAMOS?


É comum vermos constantemente, nossa fé ser jogada na lata de lixo, por pessoas de outras religiões. Somos banquetes em seus Orgasmos Febris em sua eterna busca por dinheiro e poder. Muitos deles até Ameaçam a Invadir nossos templos e Acabar com nossa religião. E sempre continuamos na mesma: nos calando, e nos calando...!

Quem de nós, espíritas, não sentiu na pele a dor causada por tamanha discriminação? E o estado onde está? O estado é constituído por homens eleitos por nós, mas que preferem aderir a este orgasmo financeiro, que movimenta os interesses de pastores e padres.

Um orgasmo infinito, uma volúpia, que nunca vimos iguais. E onde estão nossos representantes? Calados como se nada tivesse acontecendo!

Chega meus irmãos de fé! Vamos dar um basta a esta hipocrisia toda! Nos levantemos e busquemos nossos direitos, pois que são muitos, mas enquanto nos acovardarmos, eles tão somente nos pisarão cada vez mais!

Tatetú N’Inkisi Lambaranguange, Odé Mutaloiá.

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terça-feira, junho 13, 2006

Falando Sério

Muitas vezes os filhos e filhas de santo não têm a mínima idéia da postura que precisam adotar em suas tendas ou terreiros, ou por não serem bem orientados ou porque realmente não se interessam. Por vezes preocupam-se mais em nutrir sentimentos inadequados como CIÚMES e INVEJA. Vejamos o que de fato deve prevalecer para que haja uma plena sintonia entre o comando e o corpo mediúnico:
PONTUALIDADE E ASSIDUIDADE, salvo para aqueles que têm compromissos outros como trabalho e família, mas que mesmo assim devem manter comunicação constante com a direção da casa para comunicar/justificar atrasos e faltas.
CONCENTRAÇÃO para poder auxiliar de fato aos trabalhos; aqueles que trabalham mediunizados, para poderem alcançar perfeita harmonia com suas entidades e transmitirem o que tiverem de melhor. Cambonos e macambas, que em 99% das casas ficam "voando", ocupando-se com inutilidades e conversas paralelas e não tomam as rédeas que seus postos exigem, também são muito importantes no funcionamento de uma gira, mais do que eles próprios se consideram. Incorporar não dá status a ninguém. A seriedade empregada nos afazeres atribuídos é indispensável. Precisamos trabalhar o mental o tempo todo para não abrirmos a guarda para a atuação de energias negativas. ORAI E VIGIAI.
DEVOÇÃO SEM FANATISMO, pois muitos idealizam que pais/mães de santo são tábua de salvação, querem que estes resolvam seus problemas mais prosaicos a qualquer custo. Nossas conquistas só têm o real valor quando adquiridas pelo nosso próprio esforço, daí vem o merecimento. E mais: pais e mães de santo são pessoas comuns, têm vida particular, adoecem, podem levantar da cama de mau humor. ÀS VEZES, SÃO ELES QUE PRECISAM DE UM AFAGO, UMA PALAVRA AMIGA, UM COLO, mas raramente aqueles que os procuram se dão conta disso. Não temos o direito de sugar-lhes as energias apenas por banalidades ou caprichos. Dirigir casa de santo requer cuidar de filhos e filhas, cada qual com seu enredo de orixá, tipo de mediunidade etc; atender consulentes; defender-se de demandas, entre outras responsabilidades. Resumindo: NÃO É FÁCIL! Precisamos aprender a respeitar os limites de cada um, afinal somos seres humanos, encarnados num plano cuja jornada é tarefa árdua, mas não impraticável.
INSTRUÇÃO, pois o médium precisa compreender aquilo que está se propondo a praticar. Ler bons livros, que realmente lhe esclareçam o porquê de sua existência na Terra, da interação com o mundo espiritual, entre outros tópicos de suma importância. Preocupar-se apenas em aprender mandingas e encantamentos não é o essencial para a evolução. Quando não souberem ou não compreenderem algo, não se acanhem de perguntar, ter dúvidas não é motivo de vergonha.
REFORMA ÍNTIMA, porque de nada adianta vestir a roupa branca, bater cabeça aos pés do gongá, arriar agrados para exprimir devoção aos Orixás e entidades se nossa vida cotidiana não reflete a realidade, que seria aplicarmos as inspirações benéficas que eles nos trazem. É necessária uma auto-avaliação constante, para depurarmos hábitos e atitudes e nos policiarmos para ver se realmente somos aquilo que pregamos.Somando tudo isso, é certo que estaremos no caminho certo para o cumprimento de nossas obrigações como UMBANDISTAS.
Que Oxalá nos abençoe! Axé e saravá a todos!

segunda-feira, junho 12, 2006


Constantemente temos nos deparado com pessoas que se dizem Umbandistas ou candomblezistas, mas que na realidade, pouco fazem para serem dignos deste maravilhoso mundo dos Encantados.

Muito temos ouvido falar em direitos à pessoa e Liberdade de Culto, mas nos calamos quando somos atacados veementemente por nossos Algozes. Até quando suportaremos a injustiça da calúnia contra nossos antepassados e assim, contra nós mesmos?

Encontramos muitas casas sérias que não conseguem realizarem seus cultos de forma satisfatória, dado às perseguições que sofremos. Temos que dar um basta nessas perseguições e calunias, afinal somos ou não Cidadãos?

Nossos mestres devem estar se envergonhando de nossas atitudes, pois em vez de nos dirigirmos de encontro aos nossos direitos, perdemos precioso tempo, na calúnia entre nosso meio. Será que foi para isso que tanto sofreram e dedicaram até mesmo suas vidas; para verem seus preceitos serem massacrados e seu povo desunido, perdido na calúnia e brigas interiores?

Vamos irmãos, vamos nos unir em prol de nossa fé e de nosso amor por nossos Orixás; isso é o que esperam de nós!

Tatetú N’inkisi Lambaranguange, Odé Mutaloiá.

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segunda-feira, junho 05, 2006


PARA QUE SERVEM AS LEIS?


Fico me perguntando: para que servem as leis? É necessário que nós, espíritas revejamos os conceitos de lei, direitos humanos, e assim por diante. Nossos direitos Nunca são respeitados, sempre estamos esbarrando na mesma dificuldade: o pré-conceito com nossa religião.

Quem já viu uma igreja católica, evangélica, ou até mesmo estes mosteiros de Zen Budismo serem perseguidos? Eles Nunca são massacrados por esta massa de preconceituosos que cresce a cada dia mais e nos devoram, ou ao menos tentam nos devorar dentro de nossas próprias casas.

Quando Deus criou o mundo, foi para que todos vivêssemos em paz e harmonia, tendo nossos direitos respeitados. Mas a história vem mostrando o contrário. Aliás, a história sempre é escrita pelo vencedor e nunca pelo vencido. Assim podem escrever conforme convier com seus ideais medíocres e hipócritas.

Irmãos: nos unamos e acabemos de vez com esta prática abominável que é a intolerância religiosa, ou eles irão definitivamente e literalmente nos expulsar até mesmo do planeta!

Deixo aqui meu apelo, e caso alguém queira se juntar a mim nesta verdadeira batalha por nossos direitos, basta entrar em contato.


Tatetú N’Inkisi Lambaranguange, Odé Mutaloiá.

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sábado, junho 03, 2006


ONDE ESTÃO OS CONHECIMENTOS?

Precisamos com urgência rever os conceitos que atualmente comandam nossa religião. É comum encontrarmos pessoas que se dizem feitos de santo, mas que na verdade, nunca foram devidamente preparados para exercer o sacerdócio. Outros mesmo que preparados, não possuem conhecimentos necessários para dirigir uma casa de santo ou mesmo de Umbanda.

Mexer na cabeça de outra pessoa é algo muito mais sério do que pensam alguns. E com isto vamos permitindo que nossa fé, seja um banquete para o deleite de pessoas oriundas de outras filosofias e credos. Temos que averiguar com profundidade e com muita seriedade em que casa estamos entrando, visto que muitas pessoas tiveram danos terríveis em suas vidas dado a estes que se intitulam sacerdotes, e que na verdade não passam de enganadores.

Tenho encontrado em minha jornada espiritual, pessoas que desejam em muito se tornarem adeptas do axé Orixá, mas se afastam quando vêem suas vidas transtornadas, justamente por não escolherem bem a casa que vão frequentar. Já outros, por mais que avisemos, preferem se fingir de desentendidos e seguirem o caminho destas pessoas que nunca estiveram realmente preocupadas em passar um conhecimento verdadeiro da doutrina do Orixá.
Abramos nossos olhos, verifiquemos o que está realmente acontecendo nestas casas e tomemos atitudes sérias para evitarmos assim que nossa religião seja massacrada de vez por outros credos, tão somente por nos calarmos diante das fraudes que existem em nosso meio.
Sérgio Silveira (Tatetú N'Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá).
Conselheiro Sacerdotal da UNESCAP
odemutaloia@hotmail.com
Tel: 0 (xx)27-3282-1860

quarta-feira, maio 31, 2006


UMBANDA, RELIGIÃO OU INVENÇÃO?

Existem os que dizem que a Umbanda, não existe, que é apenas uma invenção, outros dizem que é uma filosofia e não uma religião, existem também os que juram que a Umbanda é um culto de adoração ao demônio, enfim, cada um da a denominação que acha mais conveniente para sua pouca ou mesmo inexistente inteligência.

Mas uma coisa não podemos negar: os atos de caridade que são constantemente praticados dentro dos terreiros de Umbanda. Quem de nós nunca presenciou um deles? Duvido que uma pessoa que freqüente um templo, tenda, ou qualquer outra nomenclatura recebida por esses terreiros, não os tenha presenciado.

O que acontece é que os Caboclos, Pretos Velhos, Marinheiros, Boiadeiros e até mesmo os Exús, não permitem que os atos de amor ao próximo, que são praticados por eles ou por seus médiuns sejam conclamados aos quatro cantos (como se diz no dito popular). Praticando assim uma das máximas de Nosso Senhor Jesus Cristo: “dai com a direita, sem que perceba sua esquerda”. Ao contrário do que vemos em demais seguimentos, que, quando praticam uma caridade, esta tem que ser divulgada até mesmo nos meios de comunicação. Será que Jesus Cristo em sua infinita sabedoria, compactua ou concebe este tipo de “caridade”?

A umbanda foi criada em Niterói, no dia 15 de Novembro de 1908, para receber os espíritos de nossos Índios e Escravos, e até mesmo os espíritos de Índios Americanos que não encontraram apoio em Centros Kardecistas. Através do Caboclo Sete Encruzilhadas, nasceu a Umbanda. E foi se espalhando por todo território Nacional, até chegar ao ponto que não há um único estado sequer que ela não esteja presente.

Assim temos esta que é verdadeiramente a única Religião Brasileira, e que devíamos amar mais e exigir respeito até mesmo de nossos governantes. Por se tratar de uma Religião Genuinamente Brasileira, acredito que nosso governo deveria olhar para ela com mais atenção e carinho. Afinal ao que me consta, as demais religiões foram criadas em outros países e futuramente introduzidas aqui em nosso País. Mas, como brasileiro aceita tudo que depositam aqui por falta de espaço em suas casas...!

Mas o importante mesmo é sabermos que Umbanda Existe sim, é uma Religião sim e não apenas uma filosofia de vida como pregam alguns. Até mesmo existem Umbandistas que dizem: “não temos religião e sim Seita!” Segundo me consta, o então Presidente da República, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, sancionou uma lei na qual Candomblé e Umbanda passaram a ser religião sim.

Nossa religião é Paz, Amor e Caridade, mas infelizmente somos apenas perseguidos e escorraçados como em tempos passados. Será que não somos responsáveis diretos por isso?

Afinal, quando falam de nossa religião, nos apedrejam ficamos calados! E diz a sabedoria popular: “quem cala consente”. Devemos parar de nos submeter a essas coisas horrendas que fazem conosco e lutarmos por nossos ideais.

Quantos drogados, alcoólicos encontraram cura na Umbanda? Quantas vezes os chefes de terreiros tiraram até mesmo de seus parcos recursos para socorrer a quem nada tinha? Mas isso não dá Ibope não é mesmo? Só da Ibope, falar mal dos outros, caluniar. Blasfemar.

Se Umbanda é invenção não sei. Tudo que sei é que ela é Minha Religião, e a amo muito e respeito seus ensinamentos e preceitos.

VIVA UMBANDA ILUMINADA!

Tatetú N’Inkisi Lambaranguange, Odé Mutaloiá (Sérgio Silveira).

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