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sábado, outubro 17, 2009

A VERDADEIRA OFERENDA

É comum que ao nos encontrarmos diante de uma dificuldade, ofertemos presentes a nossos Orixás e Guias protetores para que possamos alcançar graças e assim termos como seguir em frente em nossa caminhada. Obviamente que elas são válidas e nos ajudam e muito a superar nossas fases difíceis.

Porém, temos que nos ater que, as oferendas somente, muito pouco fazem em prol de nossas vidas, porque temos que antes de tudo estar com nossos corações abertos para o amor e o perdão. De que nos adianta, por exemplo, oferecermos uma comida para Oxalá no sentido de nos perdoar por algo cometido. Ou mesmo para Ogum ou Águé para que nos ajudem a encontrar um bom emprego, para que abram nossos caminhos financeiros, se dentro de nossos corações reinarem a vingança, o ódio, o remorso, ou qualquer outro sentimento inferior?

Posso lhes garantir que muito pouco ajudará essa oferenda. Pelo motivo de que a verdadeira oferenda é nosso coração puro, repleto de amor e perdão, a fé viva em Deus e nossos Orixás.

O amor nos abre portas incríveis, nos proporciona meios milagrosos de resolver todos os problemas que tivermos em nossas vida A fé já é meio caminho andado para que possamos resolver todos os obstáculos que a vida colocar em nossa frente.

Se ficamos em um canto, reclamando e maldizendo a sorte, com certeza muito pouco conseguiremos em nossas vidas, mas, se por outro lado, enxugamos nossas lágrimas e confiamos o desfecho a nosso Orixá, alcançaremos tudo aquilo que desejamos. A força do pensamento, todos sabem, é de vital importância para tudo que desejamos nessa vida, e temos que canalizar este, para o desenvolvimento benéfico de nossa vida.

Entreguemos pois, várias oferendas a nossos Orixás, mas, antes de tudo, entreguemos a maior de todas as oferendas: a fé e o amor por tudo e por todas as criaturas da Terra.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

sexta-feira, outubro 09, 2009

A SUPREMACIA DA PAZ

Que vivemos em um mundo conturbado, todos sabemos, mas, podemos sim, viver em um mundo de paz e harmonia, bastando para isso que saibamos canalizar as energias de nossos Orixás para tal.

A palavra Orixá em Yorúba significa guardião, ou ainda dono da cabeça. Com o sentido de guardião temos a visão de nosso anjo da guarda e como tal, essa divindade não deseja outra coisa que não seja a paz e a harmonia entre os homens.

Quando utilizamos de nossos conhecimentos para prejudicar a quem quer que seja, causamos um sentimento de tristeza em nossos Orixás e consequentemente geramos dívidas espirituais para nós mesmos e toda dívida tem que ser paga.

Nada nesse mundo se compara com a supremacia da paz! Ao entregarmos uma oferenda solicitando ajuda de nossos Orixás, no sentido de obtermos a paz, provocamos aí uma avalanche de boas energias que não somente nos atingirá como a tudo que nos rodeia. Orixá é paz, amor, humildade e sabedoria, e essa ultima só obteremos com o discernimento necessário para entendermos que não importando os caminhos e o grau que alcancemos, estamos todos, sujeitos às leis divinas.

O lido com o sagrado é belo, esplendoroso e de muito conforto para nossas almas, bastando que saibamos direcionar nossos pedidos e nossas oferendas. Nunca devemos usar de nossos meios para prejudicar aos outros, pois que assim, estaremos nos afastando dos principais objetivos das leis de Deus tão pregadas por nosso Mestre Jesus Cristo.

Muitos me perguntam por que me refiro tanto a Jesus, e para esses vai aqui a resposta: não sou católico, e sim Candomblezista e tenho muito orgulho de minha fé, porém, negar a existência de Cristo, seria negar a existência do Próprio Deus e isso seria o cúmulo da ignorância. Ao reportar-me a existência do Cristo, não prego o cristianismo, mas sim, a verdadeira prática do amor e do perdão, afinal ele, como Cordeiro, se entregou a seus algozes e ao ser imolado, não levantou sequer uma palavra que fosse de descontentamento ou mesmo de ira ou revolta com o destino que a humanidade lhe obrigava.

Quantos de nós, por muito menos não se levantou contra os desígnios de Deus, não esbravejou contra seu Orixá tão somente por passar um momento de dificuldade em sua vida?

Isso é revolta e, contra a força não existe defesa. No panteão afro antigo, claro que a presença de Cristo não era mencionada, afinal, falamos de uma cultura com mais de 8.000 anos, mas, após seu nascimento e sua morte, nenhuma cultura desse mundo pode negar sua existência. Cristo para mim, é a personificação da paz, do amor e da supremacia. Jamais existiu ou existirá outro como ele!

Tive meu início religioso dentro do Catolicismo como a maioria dos brasileiros, mas nunca concordei com as práticas dessa fé, no tangente a salvação, indulgência e outros. Penso que no processo reencarnacionista temos a chance de nos livrarmos de nosso Karma e assim, quitarmos nossas dívidas com o criador.

Jamais irei acreditar em um lugar onde existe um ser que nos cozinha eternamente por conta de nossos erros, isso seria negar a essência principal que Cristo pregou: o perdão e o amor eternos. Desse amor que somente uma mãe pode ter por seus filhos.

Tudo no Universo é vida, e vida segundo todas as crenças filosóficas e religiosas, se baseia em amor, em paz, e nunca em violência e contestação dos caminhos que seguimos na Terra.

Ao abrirmos um obi, por exemplo, abrimos conclamando as forças de nossos antepassados, as forças benignas para que possam vir em socorro daquela pessoa que passa por aquela obrigação, e se não agirmos assim, nossos Orixás não conseguem fazer com que a vida seja menos dolorosa para o consulente.

Ao entregamos uma oferenda em prol de uma pessoa doente ou que passa por alguma privação, o que mais pedimos? A paz! Assim sendo, como negar que somente a supremacia dessa pode muda o mundo?

Quando desejamos apagar um fogo, utilizamos água e não gasolina. E assim são as expressões de paz: água que abranda e extingue o fogo da guerra. Experimentemos, pois, essa maravilha que é a paz e seremos muito mais felizes nesse mundo de expiação.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com

odemutaloia@ig.com.br

quarta-feira, outubro 07, 2009

A LEI DO KARMA

Vivemos nosso dia a dia e muitas vezes nos esquecemos de que nossas ações são vistas e analisadas por nossos mentores que tão somente seguem a lei de Deus nosso Amado Pai.

Ao nos prepararmos para tomar uma atitude, ou mesmo uma decisão, temos que nos lembrar de que em tudo existe a lei do retorno e essa, nos obriga a pagarmos nossas ações aqui mesmo nesse planeta em que vivemos.

Quando nascemos temos nossos projetos de vida, nossas privações, alegrias e tudo o mais, marcados, e, esses são partes de nossos débitos das nossas outras existências. A isso chamamos KARMA.

Ao idealizarmos qualquer coisa aqui nesse plano temos que nos ater que dependendo de nossas atitudes, estaremos criando KARMAS que não passaremos sem resgatá-los. Dentro desse resgate existem provações simples e até mesmo as mais cruéis possíveis, e isso nunca foi nem será uma imposição de nossos inimigos, mas, de nosso próprio espírito.

Ao contrário do que imaginam muitos, Deus não nos condena a um território obsoleto, onde existe uma figura a nos cozinhar em caldeirões como se fossemos carne a ser servida em um banquete. Ao ser criado o espírito, é implantado nele, uma consciência e é justamente essa consciência que nos pune, cobrando por nossas dívidas ou nos permite o descanso após nosso traslado para o outro mundo.

Se nossa consciência observa que agimos de forma errada, teremos aí um verdadeiro cartório que nos cobrará incessantemente até que esse débito seja pago. Nada, absolutamente nada será esquecido, por mais ínfimo que seja.

Muitas vezes encontramos pessoas com defeitos físicos, outros que vivem em miséria absoluta, já algumas pessoas por mais que lutem e conquistam fortunas, veem tudo se perder com doenças terríveis. Isso é KARMA e com certeza se passamos por tal, é tão somente a vidas passadas, a atitudes erradas que tomamos em nossa passagem por esse planeta.

Pessoas que aqui são dotados de fortunas, e fazem dela mau uso, não estando nem aí para a dor e o sofrimento dos menos afortunados, voltarão a esse mundo como mendigos, e terão assim que pagarem por suas ações. Aqueles que em outras vidas, mataram, mutilaram, voltarão como deficientes físicos e sofrerão com o descaso das pessoas, essas formas são na verdade, meios de nossa consciência espiritual nos obrigar a resgatarmos nossos erros.

Se nessa vida, usamos meios ilícitos, por exemplo, para nos apossarmos de bens de outros, voltaremos aqui e sofreremos com as provas que nos serão impostas por nossas consciências.

É de suma importância agir com sabedoria a fim de que possamos gozar de descanso após nossa jornada nesse mundo. Afinal as dores do corpo físico nada são, se comparadas as dores do espírito. Por mais que soframos nesse mundo, não temos como comparar com o sofrimento do espírito, pois que, nossa carne é finita e o espírito eterno, assim sendo, podemos estar nos condenando a sofrimentos terríveis que podem perdurar séculos e séculos sem que nada possa ser feito para nos abreviar a dor em nossas almas e nossos espíritos.

Existem inclusive, depoimentos de espíritos que se compadecem de outros irmãos que penam anos e anos em uma situação de tortura íntima que os condena, por exemplo, a vagarem pelos mares sofrendo a ânsia do afogamento sem se perceber que seu corpo físico já virou alimento para os seres ali existentes. Outros, sofrem por séculos achando que estão sendo queimados, mas, sua carne há muito deixou de existir. Existem ainda aqueles que são condenados a sofrerem a dor de seu corpo físico ser comido pelos vermes dentro do túmulo, sentem a putrefação de seus corpos numa ânsia que por mais que tentamos não conseguimos entender.

Outros espíritos se agarram a seus esqueletos numa tentativa inútil de se levantarem, pois não enxergam que seu corpo morreu. E isso sem falarmos na SEGUNDA MORTE, que é justamente a morte do espírito, e esse, sem corpo físico sofre a penalidade de sua morte eterna.

Nada, nada absolutamente acontece sem que Deus em sua infinita sabedoria, tome conhecimento,e assim também, sem que seus Ministros, nossos Orixás e Guias protetores, não nos imponham a cobrança de tais.

Ao vermos um espírita sofrendo descomunalmente sem uma explicação lógica, é tão somente por ter feito mal uso de seus dons, explorando aos outros, agindo de má fé com a intenção tão somente de juntar riquezas, não se importando em nada com a dor e o sofrimento alheio.

Se agimos com bondade, se usamos do direito de cobrar nosso chão, sem exploração, se dedicamos alguns momentos de nossas vidas para fazer a caridade, teremos nossas dores amenizadas por nossos Orixás e por nossos Mentores.

Assim é a lei do KARMA: pagamos todos nossos débitos independente do que fomos nessa Terra. Saibamos então agir com cautela, sem ânsia de riqueza, nos curvando perante a vontade de Deus e estaremos conquistando o direito de repousarmos após túmulo e nos prepararmos assim para nossa jornada espiritual ao lado de espíritos superiores e trabalharmos em ambiente de luz e progresso.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com

quinta-feira, setembro 17, 2009

OXOSSI


Orixá muito cultuado no Brasil, símbolo da fartura e da prosperidade. Na África sempre foi o caçador que alimentava as tribos através de seu oficio.

Segundo as pesquisas de Pierre Verger, publicada em seu livro, “Orixás”, o culto a essa divindade foi praticamente extinto em terras africanas, mais precisamente em Kêtu onde teve início a todo seu fetichismo, porque os seus sacerdotes foram feitos escravos e levados para a Europa e para o próprio Brasil, e muitos deles morreram durante a travessia dos mares. Os que conseguiam ficar em sua terra natal, pararam de cultuá-lo, pois se perderam juntamente com seus sacerdotes os mistérios de seus ritos.


Enquanto os negros se dispersavam pelo mundo, devido à escravidão, que consumia suas aldeias e tribos, muitos cativos que cultuavam esse Orixá sucumbiram perante os rigores dos traficantes de escravos e do próprio cativeiro. Porém, seu culto foi mesmo que a duras penas, preservados no Brasil onde é um dos Orixás mais populares, e também em Cuba, onde ocupa local de destaque na Santeria daquele país.

Os sacerdotes que conseguiram sobreviver ao cativeiro foram moldando seu culto junto com as outras culturas, pois era somente assim que conseguiam que a divindade não sucumbisse juntamente com seu povo.

No Brasil, Oxossi foi associado à figura dos caboclos, sendo seu patrono dentro da Umbanda Sagrada. Já no Candomblé, foi associado como Rei de Kêtu. Dentro da Umbanda e também na nação Angola, ele recebe a cor verde, como representação de seu habitat, as florestas. Já nos Candomblés de Kêtu, recebe a cor azul clara.

Em seus colares, costuma-se encontrar itens como sementes e penas, que representem as matas. Seu fetiche é o Ofá, arco e flecha que usou para matar o pássaro que destruía determinado reino na África.

Seu dia de culto é a quinta feira. Alimenta-se de todas as caças que encontra, e também de milho, coco, acaçá vermelho, frutas, peixes, e ainda podemos oferecer a ele em determinadas situações a canjica branca de Oxalá.

A curiosidade, observação, perseverança, inteligência são algumas das características dos filhos deste santo. Ele também é associado a alegria. Como caçador que é, gosta de agir a noite e passa isso para seus filhos.

Geralmente os filhos de Oxossi gostam mais da noite que do dia, afinal é no silêncio da noite, que o caçador espreita para poder matar a caça que deseja.

Seus filhos também são conhecidos por serem faladores e de um raciocínio rápido que poucos conseguem acompanhar, teem ainda a capacidade de se adaptarem a qualquer situação e sempre buscam mudanças para suas vidas.

Também os filhos de Oxossi amam viajar, e sempre que podem, optam por trabalharem longe de suas casas, indo assim, como o caçador, buscar o alimento e a sobrevivência para sua família.

Outro arquétipo dessa divindade é a ultrapassagem dos limites, sejam esses quais forem. Sempre busca expandir seus conhecimentos, sendo a caça vista como uma forma de adquirir mais conhecimentos além da sobrevivência dos seus.

Dado a sua grande busca por conhecimento, por desmistificar mitos, é um Orixá ligado diretamente ao ensino, pois possui grande inteligência. Tendo também um gosto refinado como, a cultura, a arte, e outros que levem à necessidade do uso da inteligência.

Em sua terra natal, era o caçador responsável por trazer não só o alimento, mas também as ervas que serviam para curar todos os males. Como se não bastasse, era ainda o caçador responsável por encontrar o local mais apropriado para que a tribo pudesse se mudar quando fosse preciso. Porém ele somente buscava o novo local e as demais pessoas é que faziam a mudança da tribo.

Oxossi também representa a incansável busca pelo mais puro saber, e assim sendo, sua área de abrangência e consequentemente de seus filhos, são a filosofia, a teologia e as demais ciências.

Muitos são os favores pedidos a Oxossi por seus filhos e ou crentes, por ser ele a personificação da fartura, e dentre esses pedidos, encontram-se a cura de várias doenças, as dificuldades no campo profissional ou ainda para que possam conseguir um emprego. E como na mata escondem-se espíritos diversos, ele também é invocado como combatente no plano material e para afastar forças espirituais malignas.


Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com









quarta-feira, setembro 09, 2009

TEMOS QUE AGIR COM CAUTELA PARA EVITARMOS A COBRANÇA DE NOSSO ORIXÁ.

Com certa frequencia vemos zeladores de Santo, passando pos dificuldades das mais variadas. Desde a dificuldade para conseguir alimento, roupas e remédio, e até mesmo para terem suas casas abertas. Muitos perdem suas casas sem saber o porque, e da noite para o dia mesmo dando oferendas e mais oferendas para os Orixás, terminam por padecerem nas mãos de inimigos ou mesmo pelo próprio destino.

Isso faz com que pessoas se perguntem onde está o Santo daquela pessoa que vê seu filho sofrer e nada faz para mudar esse destino. Aí é que está o grande equivoco: quanto mais um zelador sofre, mais presente está seu Santo.

É que muitas vezes, esse sofrimento é imposto pelo seu próprio Orixá daquele sacerdote e o motivo é apenas um; a desobediência às leis de Olorúm, Deus! Assim sendo, de nada adianta arriarmos comida e mais comida nos pés de nossos Santos, se eles estão vendo que em nosso coração existe soberba, arrogância, prepotência e tantos outros males.

Algumas vezes o sacerdote consegue crescer tanto que começa a sentir-se tão poderoso como os próprios Orixás, acham-se acima das leis, afinal foram escolhidos por seus Santos, como Reis e Rainhas, e devem ser homenageados como tal. Mas, se esquecem de que ser um zelador de santo, é antes de tudo servir a todos os Orixás, independente se são seus, de seus filhos ou mesmo de clientes.

Ao receberemos esses “poderes”, não devemos de forma alguma nos sentir acima das leis, muito menos querermos nos igualar aos nossos Orixás que são seres que governam a natureza, a mesma natureza criada por Deus para todos, indistintamente.

Quando deixamos que a soberba tome conta de nossas mentes e de nossos corações, incorremos no alto grau de crime, que é o da criatura querer se igualar a seu criador. Temos que entender que nada somos sem nossos Orixás, mas, eles continuam sendo o que são sem nós.

Quem de nós pode, por exemplo, dizer que está livre do dito pecado? Posso assegurar que ninguém dentre nós, pobres mortais estamos fora da classe de pecadores e assim sendo, “criminosos espirituais”.

Temos que nos acautelar, agirmos com amor, carinho, zelo, dedicação, e acima de tudo: com muita obediência e humildade perante nossos Orixás, pois sua cobrança é certa e nunca de forma serena.

Se passamos por alguma dificuldade financeira, que culpa tem nosso Santo? Claro que nenhuma, mas, em nossa ganância, em nossa eterna ânsia de poder, logo nos colocamos de contra a nossos Santos e as leis de Deus, blasfemamos sendo que eles não possuem culpa alguma, pois os nossos problemas existem e continuarão existindo independente se somos ou não feitos no santo.

Ao agirmos com serenidade, vemos que nossos problemas são solucionados com mais rapidez e logo, logo estamos de novo, gozando de certa facilidade. Antes de reclamarmos por uma situação difícil, agradeçamos a Deus e nossos Orixás por tudo que já nos concederam, e assim veremos a solução surgir muito mais rápido em nossa vida.

Não podemos agir com frieza e com soberba diante da dor alheia, mas, ao contrário, sejamos caridosos e nos compadeçamos daquela pessoa e veremos as dádivas do céu em nossas vidas.

Para que sejamos mais felizes temos somente uma coisa a fazer: sermos humildes e seguirmos as leis de Deus e de seus Ministros, nossos Orixás.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com


sábado, agosto 29, 2009

O BEM E O MAL, UMA QUESTÃO DE ESCOLHA

Sabemos que Olorúm (Deus) criou o Universo e tudo que há nele, igualmente criou o nosso Planeta e tudo que nele existe. Por uma questão que jamais ser humano algum conseguirá explicar, ele criou também a dualidade das coisas: O macho e fêmea, o direito e o avesso e o bem e o mal.

São as duas faces de tudo que existe, mesmo nós, meros mortais temos nosso lado bom e nosso lado ruim. Existe o vírus que mata, mas, o mesmo vírus se transforma em medicamento para curar a doença que ele causa.

Nas forças espirituais, Olorúm também criou a dualidade, criou as forças para o bem e para o mal, claro que se criou teve um motivo e a explicação que mais gosto, é o de testar continuamente nossa fidelidade. As forças da natureza aí estão para podermos estudá-las e também lançar mão delas para alcançarmos os favores que necessitamos.

Obviamente que sempre que escolhemos para um lado, temos um preço a pagar e se vamos sofrer ou sermos felizes vai depender somente de como lidamos com as forças que temos a nossa disposição.

Ao lançarmos mãos de uma determinada energia para ajudarmos a alguém, estamos nos aproximando de Deus e de seus Santos, seus Ministros, mas, se por outro lado usamos alguma força para prejudicarmos quem quer que seja, estamos nos afastando de Deus e de seus ensinamentos.

E se nos afastamos de Deus e de seus caminhos, temos que ter ciência de que também nos afastamos de suas bênçãos e de tudo que ele tem para nos oferecer.

Algumas pessoas insistem em utilizar a força do espírito para o mal, se esquecem de que o mal é dividido e nunca, nunca será distribuído de forma que não seja a da igualdade para ambas as partes.

O mal e o bem é apenas uma questão de escolha, escolhemos o caminho que desejamos seguir e temos que estar preparados para arcar com as consequências de nossos atos. Quando dizemos que Deus criou tudo, nos lembramos de que ele também criou o livre arbítrio nos concedendo o direito de escolhermos de que lado queremos estar, mas, sempre nos avisa de que temos que pagar por nossos atos.

Seria isso vingança?

Não! De forma alguma! Isso é justiça a toda prova.

Tenhamos em mente o seguinte: se um filho nos é obediente, nos respeita, faz as tarefas que a ele determinamos com amor e carinho, e o outro age de forma totalmente contrária, ou seja: nos desobedece, não realiza suas tarefas, não nos respeita as vontades, para qual dos dois teremos mais prazer em presentear? Em qual dos dois nos apegaremos mais?
Obviamente que ao primeiro, até porque ele mesmo nos cobrará se aquele que não nos respeita, gozar dos mesmos privilégios que ele, e também entenderá que realizar as tarefas, obedecer nossas determinações etc., e tal, de nada adianta, pois que o rebelde tem os mesmos privilégios que ele.

Da mesma forma Zambi Apongue age conosco, nos presenteando conforme nossos merecimentos. Como podemos pagar o mesmo soldo para um trabalhador que cumpre com rigor suas funções e para outro que nada faz para merecer as recompensas? Também assim Olorúm age conosco seus filhos.

Como pode aquele que mata, estupra, rouba, e comete todos os tipos de crimes, serem recompensados da mesma forma que aquele que andou uma vida inteira dentro das leis de Deus? Isso sim seria injustiça!

Assim, sempre recebemos nossas recompensas conforme as ações que praticamos. Se andarmos nas leis de Deus, com certeza seremos merecedores de gozar junto de nossos Orixás da paz que somente o Orúm (céu) pode nos oferecer. Mas se agimos contrários às suas leis, que estejamos prontos a pagar e muito caro por eles.

Lembremos sempre de que temos uma alma e ela é imortal, e como sempre me disse Mametú Indembeleouy, “temos que prestar contas dessa alma, mais dia menos dia”.

Saibamos, pois, escolher de que lado estaremos para não reclamarmos em um futuro muito próximo quando nossos Orixás começarem a nos cobrar por nossas ações, fazendo valer a lei de Olorúm.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com






quarta-feira, agosto 26, 2009

UMA FORÇA CHAMADA ALMA

Desde que o homem descobriu a religião, começou a ter noção de que possuía uma alma e depois passou a ter consciência de que dela daria conta a Deus um dia, após deixar esse mundo.

Como observamos na história, algumas raças como os negros, por exemplo, foram acusados de não possuírem alma. Ledo engano! Afinal são seres humanos como outro qualquer e a cor não diferencia a pessoa nem mesmo a isenta da responsabilidade com seus atos.

Algumas pessoas que não creem em outra coisa que não seja a que seus olhos podem ver, e suas mãos tocarem, acham ridícula a afirmação de que animais e plantas possuem alma. Assim como os que afirmaram que negro não possuía alma, esses também estão sobremaneira equivocados.

Quando Olorúm criou o mundo e tudo que nele habita, criou espíritos para residirem em determinados locais, e estes foram responsabilizados a cuidarem desses elementos.

Com o passar do tempo, seres que ali viviam integraram a sua energia ao se transladarem para o mundo invisível. E assim suas almas se fundiram com as almas de seus elementos.

Para todos os seres que andam ou voam, Deus, Olorúm deu uma alma, e até mesmo para as plantas, árvores e tudo o mais que existe e forma a natureza possui sim sua alma.

Temos assim a alma do seres humanos, dos ditos “animais irracionais” e ainda, a alma dos rios, das florestas, do mar e de tudo o mais. E nós, seres humanos temos que respeitar as almas de todos os seres, assim como faziam os silvícolas de toda à parte do planeta em tempos remotos. Inclusive segundo relatam alguns historiadores, essas pessoas agradeciam a determinado animal quando o abatiam, por sua carne servir de alimento para seu povo.

Eles agradeciam e pediam perdão por tê-lo abatido para que sua carne e sua pele pudessem servir ao consumo de sua tribo. Já presenciei pessoas mais velhas que antes de derrubarem uma árvore, por exemplo, rezavam em agradecimento à natureza por fornecer aquele material que serviria para construir suas casas, de lenha para alimentar o fogo que serviria para o preparo de seus alimentos. Isso sim é sabedoria!

Se nos dedicássemos mais a respeitar a natureza e as almas que nela existem, com certeza teríamos um mundo melhor para vivermos. Temos que entender que as almas existem e ali estão e são partes da força criadora de Deus, e assim sendo são sua própria sabedoria e onipresença.

As almas da natureza clamam para que tenhamos mais consciência e paremos de destruir a nós mesmos, pois até mesmo o planeta tem sua alma: GAIA. E ela como mãe maravilhosa que é, sempre nos proporciona tudo que necessitamos para existirmos, mas, em nossa ânsia de prosperar sem olhar com carinho pela natureza, sangramos a mesma e destruímos com tudo que sua alma construiu em tanto tempo, com uma rapidez que não permite nem mesmo que ela se defenda, ocasionando assim nossa própria destruição.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi, Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com

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domingo, agosto 23, 2009

O PRECONCEITO DOS TRAFICANTES NEGREIROS CONTINUA AINDA HOJE.

Assistindo ao filme, “Jornada da Liberdade”, pude me conscientizar mais um pouco do imenso sofrimento dos nossos antepassados negros. Neste filme é relatada a ânsia de um Deputado em extinguir com o comércio de escravos na Inglaterra. Mostra a película, de forma explícita toda a ganância do europeu que tão somente enxergava os negros como máquinas para suas plantações.

Durante o filme pode-se observar como sofriam os africanos nas plantações de cana de açúcar na Inglaterra e demais países onde se encontrava o regime escravocrata. Nem mesmo as crianças eram poupadas nessas plantações e eram as primeiras a morrerem devido a vários fatores.

Então me perguntei se ainda hoje não sofrem ainda esses negros, com a perseguição religiosa, com discriminação de sua fé por nosso país. Mesmo depois de séculos de suas mortes, ainda podem ver seus descendentes sofrerem com a intolerância da fé que aqui deixaram como seu maior legado para nós. Inclusive, essa intolerância se dá muitas vezes por negros que não comungam da mesma fé de seus antepassados, e culminam por serem tão cruéis como os famosos traficantes de pessoas.

Esses negros nem mesmo tiveram sepultura, pois, conforme a orientação da Igreja Católica, “negro não possuía alma”, logo não era mais que animal, e isso a história nos relata de forma explícita. Mas, mesmo sem terem ao menos direito a um enterro digno, onde seus nomes pudessem ser revistos em alguma sepultura pelas gerações vindouras, não desistiram de buscar em seus antepassados, os Orixás, a fé para seguirem em frente.

Observando as fontes de história da humanidade, podemos ver que nossos Orixás estiveram desde sempre junto a seu povo, amparando-os em seus momentos de fraquezas, alimentando dentro de seus corações a chance de no futuro poderem desfrutar de um paraíso junto a Olorúm.

Se antes se faziam presentes para acalmarem seus corações e almas na fé, devido à escravidão, hoje se fazem presentes clamando pelo direito de verem o culto de nossos ancestrais ser respeitado nessa nação que escolheram para ser a guardiã de seus mistérios.

Hoje nos acalentam diante da perseguição religiosa da qual somos vítimas diárias e intolerância que faz com que pessoas que se dizem cristãs, invadam templos, depredando, quebrando, tratando com vilipêndio a nossa fé e nossa crença.

E se observarmos sem máscaras, veremos que essas pessoas agem da mesma forma que esses mercenários que traficavam seres humanos.

Obviamente que hoje não traficam pessoas, mas pregam, disseminam a intolerância religiosa, mostram que somos dignos de sermos apedrejados em nossa fé, e que não devem ter complacência alguma para conosco.
São covardes seus sacerdotes, da mesma forma que era a Igreja que fomentava o holocausto dos negros. São tão covardes que se escondem atrás da Bíblia e degeneram nossos nomes, tratam com total menoscabo nossas credenciais, culminam por inventarem que somos adeptos de satanás. Mas, não seriam eles, os próprios representantes de belial entre nós? Afinal segundo suas crenças, esse anjo das trevas vive de disseminar o ódio, a vingança e tantos outros males com e contra a humanidade.

Nós não damos crédito algum a esse ser, tão somente por enxergarmos a figura de Deus como o único onipotente, aquele que reina desde antes do inicio do mundo e que assim permanecerá.

Não nos escondemos atrás de uma fé, para sairmos a difamar quem quer que seja, tão somente por não compactuarem de nossa fé. Ao contrário, agimos muitas vezes como o carneiro que se entrega a seu algoz, pois sabemos que acima de tudo está a vontade e a sabedoria soberana de nosso Pai Celestial.

Então, se hoje não somos vendidos, mas por outro lado, somos entregues ao carrasco que se incube de tentar nos destruir com falsas afirmações e com todo tipo de calúnia possível.

Porém, não entreguemos jamais a vitória a nossos inimigos, sejamos perseverantes, pois a vitória nos será sempre concedida pelo céu, o mesmo céu que cobre a todos sem distinção de cor, raça ou credo.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@ig.com.br

odemutaloia@hotmail.com

quarta-feira, agosto 19, 2009

O QUE É SER UM SACERDOTE

Muitas pessoas confundem o sacerdócio com atitudes que em nada compactuam com a referida prática. São orgulhosos, autoritários, soberbos e tantas outras. Mas, a função de sacerdote requer algo muito maior: humildade, serenidade, perdão incondicional, amor, companheirismo e sobre tudo, obediência a todos os orixás.

Ser um sacerdote é servir aos Orixás, seres que foram criados por Deus nosso Pai Celestial, a fm de governarem a natureza, não importando se esses Orixás são nossos, de nossos filhos ou consulentes. Isso aprendi com a sacerdotisa que me iniciou, Mametú Yndembelouí, a qual sempre que tinha uma oportunidade pregava para todos os seus filhos, o quão importante é, a prática do amor e do perdão acima de tudo.

Nunca em minha vida com ela, foram 15 anos, a vi desejando o mal para quem quer que seja, por maior que fosse a agressão por ela sofrida. Ao contrário, nos ensinava que sem perdoarmos jamais poderíamos ser perdoados por Deus e por nossos Orixás.

Entristece-me vê que hoje em dia, a arrogância, a prepotência, a maldade, a soberba, ocupam lugares onde deveria somente existir a fraternidade de forma universal.

Sermos sacerdotes é como sermos reis: um rei serve muito mais do que é servido, pois que vive em função de seu povo, providenciando desde a justiça, a todas as condições para que sejam felizes.

Um sacerdote também tem que aprender a servir antes de ser servido, precisa aprender amar, mais do que ser amado. Praticar a humildade contra a arrogância e o amor contra o ódio. Devemos nos privar de muitas coisas em nossas vidas, em prol daqueles que necessitam de nosso apoio e de nossos préstimos sacerdotais. Temos que entender por fim, que: o poder está somente em Deus e seus Ministros, nossos Orixás, e que nós somos apenas suas ferramentas nesse mundo.

Um verdadeiro sacerdote conhece bem a prática do amor acima de tudo, amor universal, que temos que ter por todos os seres vivos nesse planeta. Isso sim é ser um sacerdote a serviço de Deus e de nossos Orixás.


Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com

segunda-feira, agosto 17, 2009

OXAGUIÃ O COMEDOR DE INHAMES

Esse Oxalá se apresenta novo, guerreiro, destemido e aguerrido. Segundo as lendas seria filho de Oxalufã. Na África, seu principal templo fica em Ejigbo mesmo estado da radiosa yabá Oxum. Lá, Oxaguiã ostenta o título de Eléèjigbó, ou seja, O Rei de Ejigbo.

Muitas são as suas lendas no Axé Orixá, uma delas nos dá conta de que ele teria nascido em Ifé bem antes de seu pai se tornar o rei de Ifan. Orixá valente e guerreiro desejou em determinada idade, também conquistar um reino. Assim, acompanhado de seu amigo Awolediê, partiu em busca de seu sonho.

Nesse tempo Oxaguiã não atendia por esse nome.

Chegando a um reino chamado Ejigbo, destronou o rei tornando-se assim o seu sonho em realidade. E foi aclamado Elejigbô. Tinha Oxaguiã uma paixão por uma determinada comida: o Yan amassado. Ou seja: inhame amassado.

Contam as lendas que ele comia apenas essa comida, não importando que horas fosse, bastava sentir seu estômago vazio e imediatamente determinava que lhe fosse servida essa comida. Mesmo que fosse de manhã, de tarde, de noite ou de madrugada. Nenhuma outra comida o apetecia e somente aceitava o Yan.

Tamanha era sua adoração por essa comida, que ele chegou, segundo as lendas, a inventar o pilão, para que fosse preparada sua comida. Essa sua preferência fez com que os demais Orixás passassem a chamá-lo de OXAGUIÃ, ou seja: “Orixá comedor de inhame pilado”, e com esse nome é conhecido até os dias de hoje.

Seu amigo de jornada, Awolediê, era babalawô, e sempre o aconselhava no que devia ou não realizar e Oxaguiã nada fazia sem antes consultar seu amigo. Certa feita, Awolediê, lhe determinou algumas oferendas a serem feitas e garantiu que depois dessas, seu reino que era então tão somente um vilarejo na mata se transformaria em cidade grande e de muito poder. E assim, Oxaguiã o fez.

Após essa orientação, o babalawô viajou e suas previsões tornaram-se reais. A cidade crescera espantosamente, muitos habitantes haviam e essa cidade era cercada por altos muros e por fossos muito fundos, além disso, guardas armados, vigiavam todas as vias de acesso a cidade.

Em frente ao palácio de Oxaguiã existia um magnífico mercado que atraía gente de todos os lados do mundo. E o rei vivia com muita ostentação junto de suas mulheres e de todos que o amavam.

Havia uma proibição: que seu nome Oxaguiã fosse pronunciado por ser desrespeitoso devido a sua posição. A palavra usada para se referir a ele era, KABIYESI, que significa “Sua majestade”.

Após muitos anos, Awolediê retorna de sua viajem, mas, para sua infelicidade ele não sabia que o nome Oxaguiã era tabu naquelas terras. E assim, ele ao se aproximar de um dos guardas, pediu sem maiores formalidades, que lhe dessem notícias de seu grande amigo, o comedor de inhame pilado. Espantados com aquilo que chamaram de insolência, os guardas caíram sobre ele de pauladas, chutes, socos, e o jogaram em uma prisão, dizendo ser um ultraje se referir assim a Kabiyesi.

E assim quase morto com o tratamento recebido e com a alma morta pelo ultraje Awolediê dentro da prisão resolveu que iria se vingar de seu amigo, usando a magia que tão bem conhecia; e durante sete anos a chuva não caiu naquelas terras, as mulheres não mais engravidavam, e os cavalos do rei emagreciam cada vez mais pela falta do pasto.

Assim Elejigbô tomado pelo desespero foi em busca de um outro babalawô para que esse pudesse intermediar e assim resolver a situação; então o babalawô disse: “Kabiyesi, todo esse infortúnio se da pela prisão injusta de um de meus confrades! É preciso soltá-lo e implorar seu perdão Kabiyesi!”

E assim foi feito. Porém Awolediê estava tomado de ódio e mágoa e resolveu se esconder dentro da mata. Então o rei teve que deixar de lado sua imponência e ir até lá para lhe suplicar que o perdoasse e a seu povo. Por fim ele resolveu perdoar e permitir que a chuva voltasse a cair em sua terra e que todos os males fossem embora, mas, tinha ainda uma condição: “Oxaguiã, disse ele, todo ano em sua festa você deverá enviar muitos de seus súditos na mata e eles deverão cortar trezentos feixes de varetas. Depois deverão divididos em dois campos, surrarem-se até que as varetas gastem-se ou se quebrem”.

E até os dias de hoje,depois do fim da seca, os moradores de dois bairros de Ejigbo surram-se por um dia na esperança de que a chuva volte a cair, garantindo assim o alimento e a prosperidade.

Na Bahia nas cerimônias de Oxaguiã as pessoas das roças de santo dão surras simbólicas umas nas outras com varetas de café, os atorís, e depois cada um recebe uma porção de inhame amassado.


Sérgio Silveira. Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

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