Um ato comum em terreiros de Umbanda, que é utilizado antes de começarem
os trabalhos em qualquer casa deste seguimento. Mesmo dentro do
Candomblé ao darmos um ebó em uma pessoa, costumamos defumá-la depois do
banho e também, a casa, para que as energias se renovem.
Mas,
poucas as pessoas dão o verdadeiro valor a esse ato, muitas inclusive
nem mesmo sabem seu significado, pensam que é somente uma fumacinha
cheirosa. Ledo engano!
A defumação é algo de suma importância
dentro das religiões afro descendentes e até mesmo a Igreja Católica
adota o uso da defumação em seus rituais. Esse ato tem um simbolismo
magnânimo dentro dos preceitos do catolicismo, pois que durante esse
ato, tem-se a idéia de que a fumaça cheirosa suba até Deus levando até
ele um aroma agradável de louvor à sua soberania. Como os sacerdotes do
tempo de Moisés que queimavam as carnes do carneiro sacrificado para que
a fumaça subisse até Deus.
Dentro da Umbanda e do Candomblé, a
idéia do aroma suave subindo até Deus, não se descarta, porém, no ato da
defumação, gênios se apresentam a partir da fumaça, incumbindo-se de
retirar do local, espíritos errantes e atrasados que atrapalhariam os
trabalhos.
O mesmo acontecendo no Candomblé, pois que esses
gênios se fazem presente levando para o astral, toda a energia negativa
que estava junto daquela pessoa que passou pela limpeza, eliminando
assim qualquer chance dessas energias permanecerem na casa de santo.
A defumação não é apenas um ato sem motivo real e sério, como, aliás, tudo que se refere aos assuntos da Umbanda e do Candomblé.
Existem
defumadores para cada ocasião, e para cada caso em particular, temos
que ter noção dos tipos de defumação e para que cada uma se aplica,
existem defumações para purificar o ambiente, para atrair clientes para
um comércio, para afastar energias de egum e exú quando essas estão
atrapalhando a vida de alguém, temos a defumação para atrair amor e até
mesmo virilidade para um casal.
Mas, seja qual for a utilização
do defumador, é importantíssimo que o usemos com respeito e na certeza
de que espíritos estão trabalhando a partir daquela fumaça emanada e
assim são e devem ser respeitados e a defumação deve ser realizada com
seriedade e amor, e acima de tudo: fé que nossos problemas serão
resolvidos.
Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi, Odé Mutaloiá.
odemutaloia@gmail.com
O Abassá Lambanranguange,(Casa de Oxóssi) existe desde Dezembro de 1993,e está registrado na UNESCAP, União Espírita Capixaba. Seu sacerdote é o Sr. Sérgio Silveira, Tatetú N'Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá.
quinta-feira, janeiro 30, 2014
sábado, dezembro 28, 2013
XANGÔ, ORIXÁ REGENTE DE 2014
Segundo Ifá, o ano de 2014 será
regido por Xangô. Não por qualidades, mas pelo Orixá de uma forma geral. E ele
nos revela que no próximo ano podemos esperar muitas batalhas, e uma justiça impiedosa
na cabeça daqueles que se aproveitam dos outros e fazem o mal sem mais nem por
quê. Como Orixá da Justiça de Olorúm, Xangô traz uma influência muito grande em
nossas vidas dentro desse caminho, pois não terá piedade de quem anda fora dos
ditames da Lei e da Justiça.
Quem no mundo de hoje se julga a
quem da justiça, pode esperar, pois em 2014 prestará contas sim de muita coisa.
Enxergamos até mesmo para os políticos, um ano complicado, pois a Justiça os
interpelará de todas as formas e terão que prestar contas de tudo que veem
fazendo contra a população de uma forma geral. Sabemos que a humanidade está
carente e ansiosa por ver a justiça ser feita na cabeça daqueles que roubam,
mentem e abusam com o poder e o dinheiro público, e terão sim, que prestar
contas disso tudo.
Ogum regeu 2013 e junto com ele Obaluayê
e Exú. Como Orixá da guerra, Ogum foi o responsável por findar rum ciclo e
abrir os caminhos para um novo. E graças à Deus, esse caminho começa com a
justiça prevalecendo em todos os sentidos. Uma nova era se inicia e teremos
chance de ver mais políticos, que roubam e mentem serem desmascarados e assim
pagarem por seus erros. Guerras também podem ser esperadas e em todos os
sentidos, pois Xangô foi o terceiro Rei de Oyó e com isso, sabe guerrear e
colocar seus inimigos dentro dos ditames da lei e da ordem.
Como governante, Xangô implantou
um sistema de justiça em Oyó e dentro deste, não havia lugar para ladrões e
mentirosos, e é justamente aí que Xangô vem nos abençoando. Vem nos trazendo
caminhos para que possamos seguir em nossa jornada esperando que a justiça será
feita sim, e que nos acautelemos pois que, se andarmos o mínimo que seja fora
dela, nos cobrará sem piedade, da mesma forma que os demais.
Ifá aconselha a todos os
Babalorixás e Yalorixás, que orientem e acalmem seus filhos, pois teremos um
ano complicado, como é toda a transição. Pede Ifá, que aconselhemos muito aos
que frequentam nossas casas para que não se sintam desamparados, pois que,
muita, mas muita coisa mesmo mudará à partir de 1° de Janeiro.
Yemanjá pede clemência no jogo,
mas Xangô diz não! Diz que a justiça tem que ser feita e que maus Reis devem
perder seus tronos. Maus governantes devem ser afastados para o bem da
humanidade em geral. Assim como fez com seu irmão Dadá Ajaká, o qual destronou,
ele se mostra tendencioso a destronar a todos que se mantiverem em caminhos que
não sejam da retidão e da justiça.
Aqueles que merecem pedra, que não
ousem pedir pão em 2014! Mas os que merecerem pão jamais receberão a pedra,
pois Xangô está reinando no ano que se aproxima. Oyá aparece com Xangô, mas
como esposa apenas, pois onde um está o outro se faz presente. Xangô diz que o
ano é seu, e que somente através da justiça imparcial e impiedosa, poderemos
ver as modificações que necessitamos para nossa vida e para o mundo.
Dentro das Leis de Olorúm não há
lugar para mentiras, abusos e tantas outras barbaridades que se cometem em nome
de Deus e de Cristo, e até mesmo pessoas de outra religião, poderão sentir na
pele o que é justiça e como essa se aplica a todos sem distinção.
Ifá nos mostra também, que
teremos um ano turbulento, um ano onde muitas lágrimas serão derramadas pois
que, tudo o que estiver oculto será posto para fora. No primeiro dia de 2014
teremos uma influência muito grande de Obá Kossô, e os que são do Santo, sabem
bem o que isso significa, pois este foi o verdadeiro Obá, Rei de Oyó. Durante todo
o ano, Xangô estará nos observando e nos mantendo dentro dos caminhos da
prosperidade e da justiça. Mas temos que nos lembrar que caminhos de
prosperidade, não é ganhar na loteria.
Xangô nos promete caminhos para
trabalharmos e cavarmos nosso lugar ao Sol, mas também nos lembra que: o Sol nasceu
para todos, mas a sombra somente para os que merecem. Então assim sendo, não esperemos
que o Orixá vai nos enriquecer, pois que esta não é sua missão. Mas sim,
garantir que tenhamos saúde para trabalharmos e para enfrentarmos os dissabores
da vida.
Assim sendo, aguardemos que Deus
nos amparará muito nesse ano através de seu Ministro Xangô e este nos promete
um ano de guerra, mas contra os que roubam, matam e mentem. Aqueles que caluniam,
aguardem pois sofrerão os rigores da justiça. Os que se julgam acima do bem e
do mal, se preparem, pois no ano de 2014 prestarão contas de tudo, os muito têm,
à custa do sofrimento e da dor alheia, se preparem, pois muito irão perder.
Que tenhamos todos, um excelente
ano novo e que a justiça seja feita, para que todos tenhamos chances iguais nessa
vida.
segunda-feira, dezembro 16, 2013
NOS ACAUTELEMOS POIS A GUERRA DO BEM CONTRA O MAL CONTINUA
Temos em nossa vida, momentos,
sejam eles bons ou ruins. Mas a vida é o que senão momentos somente? Vivemos em
um mundo conturbado, onde a maldade reina no coração da grande maioria das
pessoas.
Precisamos aprender que na verdade, existe sim, uma guerra eterna
contra as forças do bem, isso, todas as religiões antigas pregam. Dentro do
Candomblé não acreditamos no capeta, figura alegórica criada pela Igreja de
Roma como forma de manter seu fieis firmes em suas fileiras. Mas, cremos sim,
que existe uma força, ou seja: o próprio mal e este dá combate ferrenho a todas
as forças do bem, pois deseja de todas as formas que sejamos fieis em suas
fileiras e não nas de Olorúm.
Se temos um Santo, temos que nos
acautelar com o que dissemos ou pensamos, pois que: as palavras e pensamentos são
sim, preces e se essas são para o mal ou o bem, depende somente de nós. Aprendemos
dentro das Leis do Santo, que Olorúm criou o mundo, e após criar o mesmo, criou
os Orixás, seus Ministros para que governassem este em seu nome. Mas, deveriam
esses Orixás, oferecerem a Ele, prestações de contas de tudo que acontecesse
nesta Terra e de tudo que nós, seus filhos, fizéssemos, pois que, somente
agindo para o bem, poderíamos nos sentir filhos de Deus.
Não temos uma exatidão de como
começou essa guerra, sabemos somente que ela existe sim, e devemos nos
acautelar com isso.
Somos filhos de um mesmo Pai e não
podemos de forma alguma oferecer armas para que esse inimigo nos jogue contra o
Criador. Temos que atentar para suas leis, afinal, são elas que nos garantem
que no futuro venhamos a fazer parte desse Universo maravilhoso que é o mundo
onde vivem nossos Orixás, antepassados que aqui viveram e deram sua cota de dor
e sofrimento para que nós, seus descendentes pudéssemos gozar de dia melhores.
Porém, mesmo dando essa cota,
eles sabiam que a guerra estava longe de terminar e para isso, deixaram seu
legado, ou seja, essa religião que tanto amamos, que infelizmente é tão pouco
compreendida por todos. Mesmos pelos que se dizem adeptos, pois que, sua fé
depende de terem seus anseios atendidos. Mas, essas pessoas são na verdade,
espíritos muito longe de terem a fé verdadeira, pois que, esta não se condiciona
com pedidos atendidos.
Quando fazemos uma consulta aos
Orixás e damos presentes para termos determinados pedidos atendidos, temos que
nos lembrar que não depende somente deles para que as coisas se resolvam, eles
também dependem da aprovação de Nosso Pai Eterno.
E nessa labuta toda quem ganha é
o mal, que vê nessas pessoas de pouca fé, a fonte verdadeira para dar
seguimento em sua luta contra o bem, e assim, segue-se a batalha, alimentada
pela falta de fé e de amor que muitos ainda possuem.
Por outro lado, temos pessoas que
se dedicam a amar ao próximo incondicionalmente, que amam seu Orixá tão somente
pelo fato de amar, pois creem, e de forma correta, que seu Orixá é apenas uma religião
e não uma fonte de mágica como as que vemos em filmes ou lemos em livros. Viver
para o Santo, é amarmos um ser que já viveu sim, antes de nós aqui no Planeta e
que hoje habita as esferas mais próximas de Olorúm, e que, nos aguardam nesse
local.
Enquanto não amarmos nosso Orixá
incondicionalmente, enquanto não aprendermos que somente através da fé
verdadeira teremos paz, essa guerra continuará e a cada dia, mais pessoas terão
na fileira das forças inferiores. Se observarmos com atenção, veremos que até
mesmo, líderes religiosos, são usados por essa força e se alimentam de sua ira,
quando saem atacando a todos sem discriminação, pois somente sentimentos
inferiores são capazes de alimentar essa força negativa e inimiga de todos os
que realmente temem a cólera de Deus. Nos acusam constantemente de sermos
adeptos do capeta, mas, nunca vemos pessoas feitas no Santo e que são realmente
tementes aos Orixás agredirem a quem quer que seja. Então, nos resta a
pergunta: somos nós filhos do cão ou são eles?
Temos que nos acautelar, amarmos
as pessoas, sem distinção de cor credo ou raça, porque somente assim daremos
cabo a essa força que nutre-se de sentimentos ruins. Quando somos atacados e
perdoamos nosso agressor, simplesmente fazemos com que o mal, saia furioso de
nosso caminho e de nossa vida, porque não encontrou ali, a morada que buscava. Quando
acendemos uma vela para nosso Orixá ou para nossos Guias e pedimos que ajudem
nossos inimigos, estamos dando uma contribuição valorosíssima à Deus e seus
Ministros, nossos Orixás, pois que, o inimigo das nações afasta-se de tal
forma, que não consegue voltar.
Atentemo-nos pois, o soldado vai
pelo toque da corneta e se encontra um toque de ódio, serão os soldados do mal,
que entrarão em nossas vidas, mas, por outro lado, se o toque da corneta é de
amor, os soldados do exército Divino é que se aproximam de nós e desta forma,
as forças inferiores nada podem contra nós.
Presenciei pessoas que ao serem
agredidas, não desejaram o mal para seu agressor, apenas pediu a seu Exú, que
afastasse aquela pessoa de seu caminho, mas, que não lhe fizesse mal algum, e o
resultado veio em poucos dias. Mas, se ao contrário, tivesse essa pessoa pedido
o mal, estaria desencadeando uma guerra tão horrenda que temo só em pensar nas
suas consequências.
Isso prova que o amor, constrói e
somente ele constrói, pois o ódio desencadeia guerra e mais nada que isso. Quando
praticamos o amor, praticamos a vontade de Deus, porque Ele, não colocou
ninguém aqui para sofrer miséria ou outro mal, e se assim ocorre, é tão somente
pela imensa cadeia de ódio que alimenta as forças negativas desde que o mundo é
mundo.
Tenhamos cuidado, oremos aos
nossos Orixás para que a guerra se afaste, pois, enquanto ela persistir mais e
mais vítimas deixarão esse mundo sedentas de vingança e assim sendo, as forças
inferiores mais alimento encontrarão. Roguemos à Olorúm por quem nos quer mal,
e assim estaremos dando nossa parte de contribuição para que a paz reine não somente
em nosso mundo, mas em todos.
terça-feira, novembro 26, 2013
EKEDI SUSPENSA
Existem inúmeros cargos dentro de
uma “roça” de Santo e todos possuem valor e são dignos de respeito. Algumas pessoas
insistem em dizer que não batem cabeça para uma determinada EKEDI, pelo fato de
ser ela, apenas suspensa e não feita.
Bem, sou de uma nação onde os
cargos são respeitados independente de a pessoa ser feita ou não. Ocorre que
quando uma pessoa é suspensa como Ekedi, foi porque o Orixá da casa, ou seja, o
DONO VERDADEIRO DA CASA, viu que
aquela pessoa tem o cargo e deseja que ela faça parte de seu Axé. Muitas vezes
porém, a pessoa não tem condições financeira de ser iniciada, ou mesmo não o
pode devido a assuntos além de nossa alçada, mas, isso não significa que ela não
seja digna de respeito, ao contrário.
Uma mulher não ocupa esse cargo
porque deseja apenas. Ela traz consigo desde seu nascimento, e se o traz é
porque seu Orixá o traz antes dela, então porque não respeitaremos essa mulher?
Ekedi, é antes de tudo, mãe e
como tal deve ser respeitada. Não fazemos as coisas sozinhos dentro de nossa
casa, precisamos de pessoas que nos auxiliem e cuidem dos Orixás que estão
virados enquanto alimentamos outro, ou mesmo fazemos qualquer outro fundamento
dentro do Santo. Um yawô não pode nos auxiliar, por exemplo, em uma feitura, em
uma matança ou mesmo dentro dos ritos fúnebres. Quem então, poderá nos ajudar? As
Ekedis e os ogãs. Sem eles, quase nada podemos fazer, afinal são eleitos pelos
Orixás para nos auxiliarem naqueles momentos mais complicados, quando realmente
estamos impossibilitados, afinal, quem consegue assoviar e chupar cana ao mesmo
tempo?
Não escolhemos as Ekedis de nossa
casa, porque nos encantamos com seus olhos. É nosso Orixá quem escolhe, assim
como é ele quem dançará com ela e para ela, então, como não respeitarmos essa
pessoa? Pode sim, uma Ekedi nos auxiliar mesmo que não seja ainda confirmada,
ou feita. Ekedi é traduzida como: mãe que o Orixá escolheu, isso devido a correspondência
desse nome dentro do dialeto ioruba. Então se ela é a mãe que nosso Orixá
escolheu, o fato de não a respeitarmos, não seria também o fato de faltarmos o
respeito com quem a indicou e/ou escolheu?
Temos que aprender muito com
nossos antepassados, que por sua vez, respeitavam os cargos das pessoas dentro
do Santo e com isso, valorizavam muito mais os fundamentos e preceitos das “roças”
de Santo.
Eles, não tinham muito o
conhecimento escrito, era mais oral, e mesmo assim, respeitavam e guardavam os
preceitos e as hierarquias do Santo. Oras, se um yawô não respeita uma pessoa
que tem um cargo mais elevado que ele, como poderá ser um zelador ou zeladora
de Orixá no futuro?
Ao vermos uma Ekedi e ela nos
toma a benção, temos a obrigação de trocar de benção com ela, ou seja: a
abençoamos, mas também pedimos sua benção, porque se não agirmos assim, estamos
dispensado a benção de um Orixá e posso garantir, que essa faz muita falta em
nossa vida. Da mesma forma que a benção de nossa mãe carnal nos faz falta, a de
um Santo nos faz também, porque quando abençoamos alguém, na verdade, estamos
abençoando em nome de nosso Orixá.
Porém, é importante que da mesma
forma que nós rodantes, respeitemos uma EKEDI, que ela também nos respeite
porque o sentimento recíproco é a verdadeira essência do Candomblé. Não podemos
somente respeitar sem sermos respeitados, como não podemos ser respeitados e não
respeitarmos. Dentro das funções de um barracão, a Ekedi é de suma importância,
afinal, é ela quem nos auxilia, isso pelo fato de precisarmos de uma pessoa que
não “rode de Santo” quando em fundamentos.
Existem no entanto, alguns ritos
que não pertencem às Ekedis, e esses são: jogar búzios, borizar e/ou raspar uma
pessoa, dar ebós entre outros. Alguns desses atos no entanto, são liberados
para que elas realizem, mas, somente o zelador que as iniciou poderá dar-lhe esse
direito.
Não cabe a uma Ekedi jogar búzios
para clientes. Isso pertence aos sacerdotes e sacerdotisas de Orixá, porque, da
mesma forma que a Ekedi é preparada para nos auxiliar em todos os rituais,
somos preparados para essa função e cabe somente aos rodantes, com obrigação em
dia, jogar búzios, dar de comer a Orixás entre outros. Temos sim, que saber o
que nos cabe dentro de uma casa de Santo e agir com sensatez, respeitando os limites
que cada um tem.
Mas afirmo que: uma Ekedi, tem
sim, que ser respeitada, pois que, mesmo sendo suspensa, mas o foi por um Orixá
e a eles devemos carinho, amor, respeito e submissão às suas leis, que são na
verdade as Leis de Olorúm.
Portanto, se tem uma ou várias Ekedis
em sua casa, mesmo que seja apenas suspensa, respeite-a, pois elas são as mães que
nossos Orixás escolheram para zelar deles e de nós. Ame sua mãe Ekedi da mesma
forma que ama seu zelador, porque ela com certeza, representa a mão que o
iniciou.
Sua benção minhas mães Ekedis.
Assinar:
Postagens (Atom)