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O Abassá Lambanranguange,(Casa de Oxóssi) existe desde Dezembro de 1993,e está registrado na UNESCAP, União Espírita Capixaba. Seu sacerdote é o Sr. Sérgio Silveira, Tatetú N'Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá.
quinta-feira, dezembro 25, 2008
SINCERIDADE, AMIZADE, AMOR E HONRADEZ NÃO PODEM FALTAR EM UM ZELADOR
quarta-feira, dezembro 24, 2008
FESTEJEMOS O NATAL, MAS COMUNGUEMOS COM NOSSOS ORIXÁS
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terça-feira, dezembro 16, 2008
SACRIFÍCIO NO CANDOMBLÉ
Com certeza utilizamos em alguns casos, o sacrifício animal sim. Porém, nem sempre se derrama egé (sangue) em uma pessoa ou ibá de santo. Dizermos que não utilizamos esse tipo de ritual, seria mentir descaradamente, mas daí as pessoas afirmarem que utilizamos sacrifícios humanos, a distância é imensa.
Algumas pessoas me escrevem, me abordam sobre esse tema, dizem que já ouviram falar nesse ritual no qual os zeladores sacrificam seres humanos, principalmente crianças. Pois bem: ao que me consta somos sacerdotes de uma religião na qual, Deus Olorum é o supremo criador do Universo, e os orixás, seus ministros.
Nunca soube de rituais com esse tipo de holocausto, soube sim, de carnificina provocada por outras religiões em nome de Deus (?).
O fato de usarmos sacrifício animal, é tão somente para trocarmos a vida daquela ave, ou mesmo de um quadrúpede, pela vida daquele ser humano que passa por algum problema sério, seja em sua vida financeira, profissional ou por sua saúde. Jamais, usaríamos seres humanos, pois assim estaríamos nos colocando contra as leis de Olorúm, Deus, que determina que a vida das pessoas é um bem seu, somente seu, pois que foi ele quem criou o céu, a terra e todo o universo.
Só que o sacrifício não é realizado de qualquer maneira nem por pessoas que não estejam devidamente preparadas para tal. Nem mesmo a todo instante derramamos sangue animal, pois uma de nossas leis diz que: “somente mataremos com a finalidade de nos alimentarmos e a nossos orixás.
O que existe na verdade, é uma propagação de mentiras sobre nossa religião, seja por pessoas de seguimento evangélico ou mesmo por pessoas que saíram de nossa fé, pois não encontraram que se vendesse a eles e assim lhes passassem nossos mistérios em troca de moeda. E essas pessoas acharam local de farta oportunidade para difamarem o Candomblé dentro das igrejas, pois assim, seus sacerdotes podem manter seus fiéis pelo medo, que somente os menos esclarecidos possuem.
Dentro de nossos preceitos, aprendemos a respeitar a vida até mesmo daqueles que são nossos inimigos, pois são também filhos de nosso Pai, Deus, Olorúm. Se assim aprendemos, como vamos sair por aí degolando pessoas, ou bebendo seu sangue?
Muito se fala em Candomblé, mas posso garantir que falam de forma equivocada, pois NUNCA tais rituais fizeram ou farão parte de nossas crenças.
Amamos a Deus, Olorúm, da mesma forma que os cristãos, e valorizamos a vida acima de tudo. O ritual de sangue animal, esse sim, existe, porém em locais, dias e horários apropriados, uma vez que ao derramarmos sangue de um animal, alimentamos nossos orixás de forma muito séria e temos que saber se aquele santo deseja o sacrifício animal, ou apenas o sacrifício de se arriar comidas secas para ele, ou seja: cereais, frutas, água e alguns outros elementos da natureza para que possa ele assim, interagir na vida do consulente.
Essas obrigações nas quais apenas arriamos as comidas secas, são muito mais constante do que as que utilizam sacrifício animal. Somos uma religião diferente sim, mas apenas no ponto de vista de encararmos a Natureza, Deus e seus Ministros, além de encararmos também de forma diferente a morte, uma vez que para nós, essa não existe, apenas é uma transformação que passamos para que possamos entrar no Reino de Olorúm; a Morada de Nossos Orixás.
Tenham certeza: povo de Candomblé, NUNCA FOI NEM NUNCA SERÁ ANTROPÓFAGO OU CANIBAL, amamos a Deus e a todas as suas criaturas da mesma forma, sem distinção de raça, cor, credo.
Sérgio Silveira, Tatetú N'Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.
segunda-feira, dezembro 15, 2008
AS FORÇAS DO MAL EXISTEM SIM, ASSIM COMO AS DO BEM, NOS ACAUTELEMOS.
Se acreditamos ou não em inferno é uma coisa, mas, de uma podemos ter certeza, o mal existe sim, e temos que nos acautelar com o que falamos em nosso dia a dia, afinal a palavra ainda é a maior arma que temos, seja ela para o bem, para o mal e até mesmo para o nosso próprio mal, aliás, muito mais para nosso mal que para o dos outros.
Devemos nos ater a uma via regrada de pensamentos puros e limpos, lutar com todas as forças para mantermos longe de nós, os pensamentos impuros e insanos. Temos que nos lembrar de que o soldado vai pelo toque da corneta. Assim, se chamarmos pelas forças celestiais, elas virão, mas se chamarmos pelas trevas elas virão também.
O problema maior, é que as forças inferiores, é incontrolável, nunca temos sobre ela, um controle por menor que seja, e seu preço é altíssimo. Não me refiro aqui, a Exú, esse ser incompreendido, mas que tanto nos ajuda, me refiro às forças das trevas mesmo. Independente do nome que demos a ela, mas existe sim, e temos que nos afastarmos dela.
Nossos orixás primam pelo amor e compreensão dos assuntos de Deus. Sempre nos levam a buscar caminhos melhores em nossa vida a fim de podermos comungar com eles, o verdadeiro amor. Assim, se alguém nos incomoda a ponto de causar em nós, um sentimento de ódio, raiva ou qualquer outro, oremos, peçamos ajuda à Deus e a nossos Orixás, para que tenhamos esses sentimentos afastados de nós.
Um dia, ainda em minha adolescência, ouvi um ensinamento de meu saudoso pai, que jamais esqueço: “meu filho, a ciência do viver é uma: colhemos hoje o que plantamos ontem”. E se desejamos mal para outra pessoa, mesmo que saibamos que esta não nutre amor e afeição por nós, como querermos que nossos Orixás, nos provenham de paz, amor, felicidade e prosperidade? Estranho tal desejo.
Se desejamos sermos providos dessas e outras coisas boas, temos que primeiro dar as mesmas para as pessoas. Temos que perdoar se queremos ser perdoados, e posso garantir: é difícil demais perdoar. Mas se tentarmos, se nos esforçarmos, veremos que o perdão é fácil de ser dado. Basta que primeiro limpemos nossos corações das coisas malignas que muitas vezes deixamos morar dentro dele.
Um outro fator que temos que observar, é que essas forças maléficas, jamais entram em nossa vida, em nossa casa se não forem chamadas e autorizadas por nós mesmos. Se ao invés de chamarmos por nossos Orixás, Guias de luz, chamamos por espíritos imundos, eles entrarão sim, e ai de nós daquele momento em diante.
Sei que às vezes é difícil nos mantermos sem que percamos essa consciência, mas, temos sim que nos esforçarmos se quisermos manter distância de seres que apenas nos trarão problemas seriíssimos.
Assim queridos, mantenhamos nossos corações limpos e que nossa boca profira apenas orações, uma vez que cada palavra boa é uma oração, e imploremos a Deus que se digne a nos enviar bons fluidos para que possamos seguir nossa jornada sem maiores dificuldades.
Sérgio Silveira,
Tatetú N1Inkisi Odé Mutaloiá.
odemutaloia@hotmail.com
segunda-feira, novembro 24, 2008
ONDE ESTÃO AS FEDERAÇÕES?
Constantemente temos visto casos de intolerância e discriminação religiosa contra nós, praticantes da Umbanda e do Candomblé, mas nunca vemos uma voz que se levante verdadeiramente contra esses absurdos.
O engraçado é que pagamos uma federação, sim, pois sem os alvarás por elas expedidos somos proibidos de praticar a religião. Acho correto pagarmos sim, pois temos que nos vincular em alguma entidade a fim de obtermos respaldo para nossas ações sacerdotais.
Só que em meu modo de ver e pensar, essas federações TERIAM a obrigação de punir na lei, as igrejas que nos perseguem noite e dia em canais de televisão. Oras se vivemos em um país livre, no qual temos nossos direitos garantidos por uma Carta que se chama CONSTITUIÇÃO, por que somos atacados sem dó por essas pessoas? E o pior? POR QUE AS FEDERAÇÕES NÃO ENTRAM NA JUSTIÇA E OS FAZEM CALAR?
Tenho recebido denúncias de pessoas de outros Estados como Minas Gerais, que sofreram agressões em suas residências, e nada é feito para coibir tais erros!
Não faço aqui falsa apologia ou defesa da UNESCAP, mas como associado dela, tenho visto seu presidente buscar de todas as formas meios de conter essa onda de difamações que somos vítimas dia após dia. E se não fosse assim, saibam que seria eu o primeiro a sair dela.
Mas o que frustra é que em sua maioria, as federações apenas se preocupam em receber a anuidade que pagamos. Se são entidades registradas com a finalidade de FISCALIZAR os templos, não seria também sua obrigatoriedade, usar da justiça para defender o nome de quem paga para que existam?
Apenas sei que enquanto isso somos perseguidos noite e dia. Não temos sossego em nossas casas. Vizinhos acusam-nos de BRUXOS, MACUMBEIROS e nada é feito para coibir tais atitudes.
Penso que se houvesse federação que usasse da justiça para TIRAR DO AR esses programas de igrejas que tanto nos perseguem, a coisa mudaria sim. Depois a federação entrasse com processo de danos morais e materiais, calúnia e difamação, que pagassem caro por essas arbitrariedades e fosse a decisão do juiz publicada em jornais e até mesmo, que fossem as igrejas obrigadas a veicular a decisão em seus programas e DUVIDO que as coisas continuassem como estão.
Por outro lado, temos que sair do anonimato, lutar por nossos ideais, ir nas delegacias de polícia, registrar um Boletim de Ocorrência e assim passarmos esse documento para a federação que somos filiados e se ela não tomar uma atitude, simplesmente paramos de pagar e buscamos outra! Dentro do quadro de filiados da UNESCAP, existem pessoas que reclamaram de perseguição, mas por medo não tomaram as providências que a diretoria da entidade pediu.
Mas esses são casos isolados. Pois as federações, volto a repetir, parecem estar interessadas somente nas anuidades e DANE-SE O RESTO.
Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá. Babalorixá, escritor e pesquisador.
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terça-feira, novembro 18, 2008
BARAK OBAMA
Mas, que nossos Orixás o induzam no caminho do bem, oro para que a mágoa e a ira sejam retirados de seu coração (se é que ali existam), e que guiem seu governo para a justiça e amor ao próximo acima de qualquer coisa.
Axé!
quarta-feira, outubro 22, 2008
SE AMAMOS NOSSOS ORIXÁS, SALVEMOS A NATUREZA!
Venho usar esse espaço, para mais uma vez alertar a todos que aqui entram e lêem minhas singelas postagens, no sentido da necessidade de salvarmos nossa natureza.
Sabemos todos nós que todas as nossas obrigações, de egum a Oxalá, são despachadas em rios, matas, encruzas praia etc., mas, se continuarmos a depredar a natureza, ou mesmo se não tomarmos medidas URGENTES para coibir os danos contra ela praticados dia a dia, corremos um sério risco de NÃO TEMOS MAIS CONDIÇÕES SEQUER DE DARMOS UM OBI, QUE DIRÁ OUTRAS OBRIGAÇÕES MAIS SÉRIAS, COMO UMA FEITURA POR EXEMPLO! Uma vez, que, para tudo que fazemos no santo dependemos de forma direta dela.
Na natureza estão nossos verdadeiros encantamentos, nossa força maior, nossas energias, nela encontramos tudo de que precisamos para cultuar nossos antepassados e, assim, ajudarmos as pessoas a resolverem sua vida, como também para resolvermos a nossa, e darmos seguimento a nossa caminhada de progresso material e principalmente espiritual.
Presenciamos todos os dias, várias formas de devastação da natureza e muitas vezes somos colaboradores ativos e outras, passivos, e isso precisa acabar.
Agimos como colaboradores ativos, quando vamos a um local qualquer da natureza e lá deixamos pratos de vidro, garrafas, cestas e vários outros itens que não se desmancharão com facilidade, que ali ficarão por séculos e assim sendo exterminamos a natureza sim. Como o caso de uma cachoeira que vi recentemente ao ir fazer uma obrigação de “rodar cabaça” em determinada pessoa.
Claro que temos que levar as oferendas em vasilhas, pois na mão é impossível, mas daí deixarmos lá, simplesmente a coisa é outra. Podemos perfeitamente deixar as oferendas em folhas e nossos Orixás as receberão da mesma forma, e talvez até com mais força ainda, pois esse elemento é de Ossanha e assim sendo, tem a verdadeira força, o verdadeiro AXÉ DO ORIXÁ!
Matando a natureza, matamos nossos orixás! Sim, Pois que eles dependem dela para se comunicarem conosco e nos auxiliarem nessa jornada tão difícil que a vida nesse planeta. Podemos agir livremente dentro de nossos preceitos, mas temos que nos lembrar de que nossos preceitos são a natureza acima de qualquer outra coisa. A natureza nos oferece tudo que precisamos para nos alimentarmos e a nossos Orixás, por isso sua importância e valia incomensuráveis.
Ao colocarmos objetos que não se decompõem dentro dela, agimos como tantas outras pessoas que mesmo sobrevivendo dela a destroem sem a mínima importância darem se a água está acabando por exemplo.
Ainda ontem, terça-feira, dia 21 de Outubro, estive em uma aldeia Tupi Guarani na cidade de Aracruz, para tratar de certo assunto, e pude ouvir do pajé, cujo nome indígena não sei escrever, mas seu nome de batismo cristão é Jonas, a seguinte assertiva:
“Aprendi como minha avó, que faleceu aos 125 anos de idade, (dizia ele), que temos que salvar as crianças, e para isso, precisamos ter uma mata com tudo que precisamos para curar. Sem a natureza, não temos como existir. Ao darmos início nessa aldeia e isso acontece em todas as aldeias indígenas, a primeira coisa que fazemos foi plantar árvores frutíferas, tanto para nosso consumo como para os bichinhos da natureza, pois sem comer, não se vive. Se passamos por um bicho que está na época de matar, comemos ele sim, mas se não podemos matar naquele tempo, ficamos com fome, mas não tocamos nele. A mesma coisa acontece com as árvores: tem umas que podemos cortar, mas já outras, não podemos cortar de jeito algum, isso é viver para nós os índios”!
E isso meus queridos irmãos de fé, é um aprendizado que devemos seguir com muita atenção. Seguirmos assim como eles, é garantirmos que nós e nossos descendentes teremos nossos Orixás conosco, sempre.
Se deixamos que nossa Mãe Natureza morra nos condenamos à morte sim. E junto com ela e nós, morrerá nossa fé, nossa religião uma vez que mesmo a Umbanda não existe sem a natureza.
Povos antigos cultuavam GAIA, nossa mãe terra, cuidavam para que as coisas ficassem onde devem ficar, e nada faziam para agredir essa mãe generosa que de tudo nos provê. Mas, nos dias atuais, MATAMOS NOSSA MÃE, sem nos importarmos com as mensagens que ela nos envia, mostrando que estamos extrapolando todos os limites e, que, em breve, não mais teremos como viver nesse mundo.
A forma passiva e nem menos criminosa que agimos, é aquela que: vemos a devastação sendo feita, porém como COVARDES, nos calamos e não tomamos uma providência para salvar a quem verdadeiramente nos alimenta!
Precisamos rever imediatamente nossa postura com referência a esse assunto de desejamos continuar com nossa prática religiosa, afinal, assistirmos a um assassinato e preferirmos nos calar, não é a mesma coisa que cometermos o assassinato?
Por que não podemos agir como nossos irmãos, índios, e como nossos antepassados os negros africanos que buscavam de todas as formas salvar e preservar a natureza? Eis uma lição que deveríamos aprender, mais que qualquer outra coisa.
Se vamos entregar nossas oferendas, e temos que entregar sim, façamos de forma conscienciosa a fim de mantermos as energias para quando delas precisarmos novamente. Lembremos que nossos Orixás são partes da natureza! Dessa mesma natureza que matamos um pouco a cada dia!
Sérgio Silveira, Tatetú N’inkisi Lambaranguange: Odé Mutaloiá.
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segunda-feira, outubro 13, 2008
A FORÇA DO PENSAMENTO
Eis algo de imensa força dentro de nós, seres humanos. E temos que nos acautelar com ele, uma vez que detentor de tamanha e desconhecida força, pode nos levar aos cumes mais elevados de nossos desejos, mas também, pode perfeitamente nos arremeter a um imenso mar de miséria total.
Sempre que sentirmos que nossos pensamentos estão de algum modo, nos levando a sentimentos como a vingança, o ódio, a intriga ou outro que não seja de ordem superior, devemos imediatamente coordená-lo a fim de que esses sentimentos não tomem conta de nossa alma.
Nosso pensamento deve possuir as características de Deus nosso Pai, e este não possui outros sentimentos que não sejam os mais puros com relação a nós, seus filhos e a tudo que ele criou.
Se canalizarmos nossos pensamentos, veremos que com muito mais facilidade, conseguiremos suplantar as dificuldades nos impostas pela vida, e, seguirmos a trajetória que escolhemos ao encarnarmos.
Muitos pensadores, filósofos e escritores tinham essa preocupação com o pensamento, essa força maior. Vejamos como exemplo as palavras do escritor Victor Hugo:
"Escuta tua consciência antes de agir, porque a consciência é Deus presente no homem."
Se observarmos essas palavras e seu contextos, veremos uma expressão máxima do que devem ser nossos pensamentos. A vida sempre foi e sempre será composta de sofrimentos, de provas intermináveis, pois que temos que nos mostrar dignos das coisas de Deus. Se ao invés de direcionarmos nossa mente a criar vingança, ódio e outros, a direcionarmos para a paz, o perdão, a humildade com certeza suportaremos melhor nossa passagem árdua por esse planeta.
Um outro fator que temos que aprender a direcionar nosso raciocínio, é com relação a alçarmos aquilo que desejamos para nós: temos que aprender a mentalizarmos coisas boas, vitórias em nossa luta pela sobrevivência. Abandonemos pois, os pensamentos que nos induzem ao fracasso, tal como: “eu não consigo isso, jamais sairei desse dificuldade”.
Passemos a manter nosso equilíbrio e dizermos para nós a todo instante: eu serei vencedor, eu superarei as dificuldades, eu irei adquirir tal coisa. Ao agirmos assim, mas com o pensamento livre de maldiçoes para nossos semelhantes, estaremos alcançando nossos objetivos com muito mais velocidade.
Sérgio Silveira,
Tatetú N’Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá.
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quarta-feira, outubro 08, 2008
PRECE DE CÁRITAS
Deus nosso pai, que sois todo poder e bondade,dai força àquele que passa pela provação,dai luz àquele que procura pela verdade,ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.
Deus dai ao viajor a estrela guia,ao aflito a consolação, ao doente o repouso!
Pai dai ao culpado o arrependimento,ao espírito a verdade,a criança o guia,ao órfão o pai!
Senhor, que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes! Piedade meus Deus para aqueles que a vós não conhece,esperança para aqueles que sofrem! Que a vossa bondade permita hoje aos espíritos consoladores, derramarem por toda a parte, a paz, a esperança e o amor!
Deus, um raio, uma faísca de vosso amor, pode abrasar a terra; deixai-nos beber na fonte dessa bondade fecunda e infinita, que todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão!
Um só coração, um só pensamento subirá até vós, como um grito de reconhecimento e de amor!
Como Moisés sobre as montanhas, nós vos esperamos com os braços abertos para vós! Oh poder! Oh bondade! Oh beleza! Oh perfeição! E queremos de alguma sorte, alcançar a vossa misericórdia!
Deus dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até vós! Dai-nos a caridade pura! Dai-nos a fé e a razão!
Dai-nos a simplicidade e a humildade que fará de nossas almas, um espelho onde se deve refletir a vossa puríssima imagem,
Que assim seja!
VOCÊ SABIA?
Que o nome Cáritas, significa CARIDADE?
Que a prece de Cáritas foi psicografada na noite de 25 Dezembro de 1873, por um espírito que se intitulava Cáritas, através de uma médium da época, a Madame, W. Krell – que participava de uma reunião com um grupo de Bordeaux, França, e que essa senhora foi uma das maiores médiuns psicografas de toda a história do Kardecismo?
Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.
E CONHECEREIS A VERDADE E ELA VOS LIBERTARÁ!

Quem de nós nunca ouviu essa máxima de Jesus Cristo? Com certeza todos nós já ouvimos ao menos uma vez em nossas vidas.
Se observarmos com atenção, veremos que essa máxima não somente nos mostra uma clara palavra de fé, mas, também nos abre os olhos com relação aos enganos que cometemos em nossas vidas, e também nos mostra a necessidade real de aprendermos, para que possamos distinguir o certo do errado.
Quando simplesmente nos deixamos enganar por falsas promessas, estamos nos acomodando às mentiras que nos são impostas tanto por sacerdotes como por políticos e outros membros de nossa sociedade, bem como, por seguimentos variados.
Como sacerdotes, temos a obrigação moral de mantermos a verdade acima de todas as coisas, mesmo que essa vá machucar e doer em algum de nossos semelhantes, ou em nós mesmos.
Ao nos procurarem, as pessoas tão somente desejam encontrar respostas para suas dores, seus sofrimentos e seus problemas. Se deixarmos de agir com decência e mentirmos ao invés de usarmos da verdade, estamos condenando mais uma pessoa a se manter no sofrimento e também condenamos nossa religião a ser mais uma vez pisada por pessoas das igrejas evangélicas, que, aliás, ADORAM um motivo por mais fútil que seja para denegrir nossos nomes e nossa fé.
A verdade tem o dom de dissipar as trevas de nossas vidas e nos fazer entender as dores deste mundo, que nada tem de cruel como pensamos, mas sim, é apenas o mundo, maravilhoso, e se somos felizes ou não, é apenas reflexos de nossas atitudes do dia a dia e até mesmo de encarnações passadas.
Quando mostramos a verdade a nossos consulentes e discípulos, fazemos na verdade uma caridade, pois que assim eles poderão enxergar que seu dia de hoje depende do que fizeram no de ontem.
Se mentirmos, condenamos essas pessoas a permanecerem em um mar tão podre, que dificilmente conseguirão algum dia alcançar a felicidade. Sabemos como sacerdotes que esse mundo tão somente é uma passagem e que mais dia menos dia retornaremos a nossa verdadeira morada, junto a Deus e nossos antepassados. Assim sendo, por que não fazermos essa passagem com base na verdade pura?
Porém, por outro lado, não podemos usar a verdade para escravizar as pessoas, para mantê-las sob nosso julgo. Temos sim, que deixar que a verdade os guie para o caminho da submissão a lei de nossos Orixás, e não as nossas vontades.
Não podemos também, usar da verdade para impor uma falsa autoridade nas pessoas, nesse ponto, concordo em graus, gênero e número com o Egiptólogo Gerald Massey, que viveu de
“Temos que colocar a própria verdade como autoridade e não a autoridade como verdade”.
Quanta sabedoria nessas palavras! Quanto nos ensina em tão simples linha! Claro! Se usamos a autoridade como verdade, distorcemos a mesma, mas, se a deixarmos como a própria autoridade, estaremos mostrando uma capacidade imensa de nos submetermos aos nossos Orixás e principalmente: A DEUS NOSSO PAI! E assim sendo, aqueles que nos seguem, sentirão muito mais confiança em nós e em tudo aquilo que os ensinamos.
Sempre que mostramos a verdade aos nossos seguidores, estamos dando exemplo de dignidade e não de soberba.
Pensemos nisso!
Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.
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