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terça-feira, abril 06, 2010

POR QUE DARMOS OFERENDAS AOS ORIXÁS?

Muitas pessoas se perguntam o por que de darmos oferendas aos Orixás e também por que temos que pagar o axé ou chão do zelador para que o mesmo possa nos preparar e entregar as oferendas aos Orixás quando são necessárias para resolver qualquer assunto em nossas vidas.

Pois bem, as oferendas o próprio nome já diz, são nada mais que presentes, que se constituem em comidas e sacrifícios prediletos de cada Santo do panteão afro. Para cada Orixá, existem comidas diferentes e as mesmas, são verdadeiras iguarias na culinária africana, o mesmo acontece com o sacrifício, muito embora sejam ofertados galos, galinhas, pombos, cabritos e outros para os Orixás, todos possuem formas diferentes de se sacrificar seus animais prediletos.

Em tempos remotos, parte da colheita era oferecida aos deuses como forma de agradecer pela fartura na mesma, e em tempos anteriores ao cristianismo, eram oferecidos holocaustos a Deus e mesmo parte da colheita era a ele ofertada como forma de agradecimento e pedido de prosperidade. A essa doação, ou oferta, dava-se o nome de dízimo.

Com os Orixás, o mesmo acontece, oferecemos presentes como comidas secas, e em alguns casos o holocausto como forma de agradecermos por sua ajuda em determinado assunto, ou para pedir que interfira na solução de problemas variados de nossas vidas.

Nada se faz dentro do Axé Orixá, sem que a eles, ofertemos esses “presentes”, afinal são deuses que governam a natureza e assim sendo, nada mais justo que ofertarmos as obrigações que nos solicitam.

Quanto ao pagamento do axé do zelador, também é algo muito justo por vários motivos: um templo não se mantém sem dinheiro, pois temos água, luz e outras coisas a serem pagas mensalmente e ninguém com certeza absoluta vai se comprometer a arcar com as mesmas.

Em segundo plano, porém não menos importante, está o trabalho realizado por aquele zelador. Nas igrejas, por mais que alguns teimem em dizer que não, mas se cobram pelas coisas sim, pois tem o dízimo que obrigatoriamente é pago pelos fiéis além das ofertas que são entregues todos os dias de culto. Então por que no Candomblé e na Umbanda, os sacerdotes teem a obrigação de realizar as coisas sem cobrança?

Dentro de nosso mundo, é comum, desde tempos remotos, que os sacerdotes recebessem pagamentos em formas variadas por suas intervenções junto aos deuses ou junto a Deus, na solução de problemas variados.

Quem nunca ouviu falar das indulgências vendidas por Roma para seus fiéis? E mesmo em tempos atuais, um batizado, casamento, ou outra cerimônia qualquer que seja, é cobrado algum valor sim, assim sendo dentro dos templos afro religiosos, temos total direito em cobrar pelos serviços prestados.

O que não podemos, seja qual for a nossa ramificação religiosa, é; como sacerdotes, explorar a fé das pessoas, extorquindo-as de todas as formas possíveis. E esse fato vemos constantemente divulgado em veículos de informação, quando os sacerdotes cristãos prometem até mesmo, terrenos no céu para quem se dedicar a pagar mais para a igreja.

A partir do momento que cobramos, temos também a obrigação moral de zelarmos verdadeiramente por aquela pessoa que nos pagou, afinal foi seu sacrifício em favor dos Orixás, sua fé, que o levou a nos procurar.

Não podemos ser hipócritas e cobrarmos sem nos dedicarmos de verdade nos problemas daqueles que buscam em nós uma solução para suas vidas. Não temos o direito de pegar o dinheiro de uma pessoa e não realizarmos suas obrigações, e se por ventura seus pedidos não forem atendidos imediatamente, temos sim, a obrigação moral de revermos a situação a fim de que encontremos a forma para resolvermos a sua vida.

Assim sendo, é completamente normal a cobrança do axé ou chão do zelador, mas temos que ter a responsabilidade de acompanharmos de perto os problemas daquela pessoa que solicitou nossa interferência.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

segunda-feira, abril 05, 2010

DEDICAÇÃO AO NOSSO ORIXÁ

Algumas pessoas, por mais que frequentem uma casa, muitas vezes deixam a desejar no tangente à dedicação ao Orixá de sua cabeça, bem como com a própria casa onde foi iniciado.

Temos que nos ater, que não basta visitarmos a casa em dia de festa ou quando chamados por nosso zelador. A casa assim como os Orixás, precisa de uma dedicação constante de nossa parte, bem como da parte de todos os que frequentam aquele ambiente para que a mesma possa existir em condições de nos atender quando dela precisarmos.

Da mesma forma que temos que manter nosso Santo com vela e comida seca, a casa que frequentamos e onde temos nosso Santo, também precisa ser mantida com recursos financeiros para que possa assim nosso zelador, ter as condições que necessita para atender a todas as pessoas que de uma forma ou de outra necessitem ou venham a necessitar de qualquer tipo de intervenção em seus problemas.

Temos que nos lembrar, que vivemos em um mundo moderno, onde alguns itens são imprescindíveis, como: água, luz, gás e outros. Se participamos de uma igreja seja ela qual for, teremos que pagar o dízimo, pois, dele é que sairá a manutenção daquele templo, assim por que nos omitirmos com relação à casa de Santo?

Ao ajudarmos na manutenção da casa, estamos também nos dedicando ao nosso Orixá, uma vez que o mesmo, ali vive e goza dos benefícios, principalmente quando de nossas obrigações. Não é justo de forma alguma que um zelador arque com as despesas de uma casa de santo e nós, filhos ou frequentadores simplesmente nos achemos no direito de negar nossa ajuda.

Orixá é dedicação acima de tudo, lembremo-nos disso, e saibamos agir com carinho para com ele e com a manutenção do Templo onde recorremos em nossos momentos mais difíceis.

Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

segunda-feira, março 29, 2010

OS TEMPLOS DE CAMOMBLÉ E UMBANDA

Existem várias pessoas que frequentam as casas de Umbanda e Candomblé, mas, muito poucas são as que realmente entendem seu significado correto. Algumas chegam a pensar que somente são sagradas quando estão em funcionamento, oferecendo uma festa ou mesmo algum tipo de trabalho. Ledo engano!
Essas casas são na verdade TEMPLOS e como tal, merecem todo nosso respeito e dedicação. Mas, o que é realmente um templo?
A palavra Templo, deriva do latim, Templum, que significa local sagrado. Geralmente é uma obra arquitetônica, e, se dedica ao serviço religioso, não importando o credo ali praticado.
Porém, o termo Templo, pode ser usado figurativamente dando sentido a uma reflexão do mundo divino. Ou seja: a habitação de Deus na terra, ou em se tratando dessas religiões, a habitação de Deus e de seus Ministros e Mensageiros.
Os verdadeiros Templos, teem que obrigatoriamente envolverem um simbolismo cósmico, e toda a energia que habita o cosmo. Ao nos depararmos com seus objetos, deparamo-nos acima de tudo com simbologias sagradas que perduram através dos tempos. Os castiçais,por exemplo, representam os planetas, por isso em tempos atrás era comum que os mesmos possuíssem sete braços, ou fossem um total de sete. Atualmente mesmo possuindo quantidade menores de braços, abrigam as velas, que representam a luz de Deus para nossos caminhos. A chama que alimenta nossa fé em tudo aquilo que praticamos e pregamos.
O altar da Umbanda ou Peji como chamamos, representa a ação de graças por tudo aquilo que realizamos o conseguimos durante nossa vida nesse planeta. Representa ele, a união de Deus com os homens, devemos assim nos aproximarmos dele, com nossos corpos, mente e coração limpos de toda e qualquer energia negativa.
Existe ainda um local onde se coloca o assentamento principal da casa, local esse chamado no Candomblé de Axé, constitui-se basicamente de um buraco onde são plantados os fundamentos daquela casa, e,esse buraco fica situado bem no meio da sala principal. Seja na Umbanda ou no Candomblé, esse “buraco” juntamente com o assentamento ali depositado, representa o centro do mundo, e dedica-se a segurança da casa bem como de todos aqueles que ali frequentam.
Segundo as tradições antigas, é nesse assentamento que se comunicam as forças terrestres e as celestiais. Desde tempos imemoráveis são dessa forma construídos os Templos e nele praticados os ritos religiosos de acordo com o seguimento de cada sacerdote.
A cumeeira, representa o sustentáculo da casa, assim sendo, deve-se muito respeito à mesma, pois independente do Orixá daquela casa, teremos uma cumeeira e nela são depositados as mais variadas oferendas, pois, se por um lado o assentamento no chão representa o centro do mundo, a cumeeira representa o céu, e nela é assentado um Orixá para que o mesmo sustente aquela casa, não deixando que sucumba perante as forças inimigas.
Como podemos ver, tudo dentro de um templo religioso, seja Umbanda ou Candomblé, refere-se à união do homem ao seu Criador, buscando sempre uma forma de nos sustentar durante as provações às quais somos submetidos nesse mundo.
Temos, pois, que revermos nossos conceitos com esses Templos e, entendermos que ele funciona como nossa “igreja”. A palavra igreja deriva do antigo grego, que por sua vez, foi tirada do hebraico Yahveh, e esse termo era usado para designar uma assembléia do povo do deserto.
Assim podemos traduzir igreja, como assembléia ou reunião.
É de suma importância que respeitemos nossos templos, que zelemos por ele, que contribuamos para sua manutenção, pois assim estaremos servindo aos nossos Orixás e Protetores de todas as formas.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

CHEGOU A QUARESMA

Como ocorre todo o ano, após o festejo de momo, surge novamente a quaresma, um ritual cristão mais propriamente da Igreja católica, sendo que as demais Igrejas denominadas Evangélicas não possuem esse ritual.

A palavra quaresma, se traduz do latim, quadragésima, é para os católicos um período de orações e sacrifícios e que antecede a maior festividade do catolicismo: a ressurreição de Jesus Cristo, ou seja, a páscoa.

Esse período de orações e jejuns inicia-se na quarta feira de cinzas e seque até a quinta feira santa, ocasião em que se comemora a última ceia de Cristo com seus apóstolos, e termina no sábado de aleluia.

O período da quaresma são quarenta dias após o carnaval, mas se contado em sua totalidade, daria uma soma de quarenta e sete dias, porém como os domingos já são santos para os católicos, eles não são contados, ficando assim somente os quarenta dias.

Nos templos de Umbanda é comum os trabalhos seguirem em ritmo normal, iniciando na quarta feira de cinzas com uma gira de pretos velhos, que veem na terra para nos conceder as cinzas que nos redimirão dos atos praticados no carnaval, e afastará os espíritos inferiores que normalmente se aproximam das pessoas durante o carnaval, pois mesmo na Umbanda, as entidades de luz, afastam-se durante os dias da festividade de momo.

Dentro das casas de Candomblé, hoje em dia existem variações com relação a esse ritual: os antigos zeladores para serem aceitos pela comunidade local, a exemplo do que faziam negros e negras como Chica da Silva, que viveu em no Arraial do Tijuco hoje Diamantina MG, entravam para as irmandades da igreja católica, como Sagrado Coração de Jesus, e seguiam seus rituais e preceitos. Assim sendo, introduziram dentro do Candomblé o ato de se resguardar a quaresma, ou seja, a casa fica fechada durante os quarenta dias desse rito.

Comumente vemos casas de Angola e mesmo algumas de Jêje ou Kêtu que mantêm suas festividades suspensas, pois acreditam que: “o santo está dormindo” ou seja, afastado da terra e que somente exú responde e governa para eles durante essa passagem. No sábado de aleluia tocam o adarrun, toque sagrado para invocar os orixás de volta a nosso planeta.

Porém hoje em dia com a atual situação das religiões afro-brasileiras, esse tipo de ritual vem sido abolido em grande maioria das casas de candomblé, pois, conforme dizem seus zeladores: “trata-se de um ritual cristão e não do axé orixá”, assim sendo não veem motivo para que se mantenha na atualidade.

Um outro fator que com certeza contribuiu e muito para a introdução desse preceito no candomblé, foi o fato de que os negros eram proibidos por seus “donos” a praticarem a religião de seus antepassados e assim sendo, primaram pelo sincretismo.

Mesmo em meados do século XX, ainda era comum a policia perseguir os templos de Umbanda e Candomblé, ocasião em que prendiam todos que se encontravam naquele local, então, os sacerdotes e sacerdotisas continuaram a manter o culto da quaresma como forma de mostrar uma “submissão” ao cristianismo, afastando assim a idéia de culto demoníaco, que erroneamente se tinha de nossa religião.

Mas, com o avanço das leis, muitas casas hoje em dia, aboliram esse ritual, e assim sendo, podemos até mesmo ver saídas de yawô durante os quarenta dias que se seguem após a folia.

Se esse ou aquele está errado, nessas humildes páginas não nos compete dizermos, apenas posso afirmar que, se cultuando ou não a quaresma, o que realmente importa é que sigamos fielmente as leis de nossos orixás, não nos importando as pedras que encontraremos em nosso caminho.

Não nos importa o ritmo de cada casa e de seu sacerdote, o que importa realmente, é que sejamos fiéis à casa que nosso orixá escolheu, pois ele com certeza sabe o que é melhor para seus filhos.

Sérgio Silveira, Tatetú n”inkisi: Odé Mutaloiá

odemutaloia@hotmail.com




















ORAÇÃO DOS ESTUDANTES AO MENINO JESUS DE PRAGA

Ó Santo Menino Jesus, sabedoria eterna e encarnada, que pela vossa suave imagem de Praga, dispensais a todos, generosamente, as Vossas graças, e de modo à juventude que a Vós recorre, volvei olhar benigno sobre mim, que invoco a vossa proteção para os meus estudos.

Iluminai a minha mente, tornando fácil a aquisição do saber. Reforçai minha memória, a fim de que possa reter tudo o que aprendi. Nos momentos difíceis sede a minha luz, o meu amparo e o meu conforto. ò dulcíssimo Menino Jesus de praga, Protegei-me todos os dias, cobrindo-me com o Vosso manto protetor, e guiai-me sobretudo na aquisição do saber e no caminho da salvação eterna.

Amém

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

ORAÇAO DOS PRETOS VELHOS

Senhor, Pai, que sois o poder, a bondade, a misericórdia, olhai por aqueles que acreditam em vossa bondade, poder e misericórdia.

Daí, Pai, aos que vacilam no vosso poder, na vossa misericórdia e bondade, a clareza de clareza de pensamentos e abri-lhes Senhor, os olhos para que pratiquem sempre a bondade, a caridade para com os outros, reconhecendo assim vossa existência, poder e misericórdia, bem assim, vosso Reino.

Senhor, perdoai aqueles que a escuridão ainda não deixou ver os erros cometidos na sua passagem por esse planeta. Daí, senhor, a eles que sofrem a luz do vosso imenso amor.

Que a luz do vosso imenso amor nos ilumine neste mundo e em outros que ainda desconhecemos, mas, que cremos se mais difícil atingir. Oh! Pai, a nós pecadores aceitai o nosso arrependimento dos erros que temos cometido, oh! Pai, pela vossa sagrada bondade e paixão, consenti que caminhemos até vós pelo caminho da perfeição.

Assim seja.

sábado, fevereiro 06, 2010

EIS QUE CHEGOU O CARNAVAL

Chegamos mais uma vez, à festa mais popular de nosso amado país. Obviamente que muitas pessoas do santo, brincam na folia de momo, se distraindo, esquecendo-se um pouco das lutas e dos sofrimentos do dia a dia. Entregam-se com fervor à folia, aos ritmos que fazem o delírio de todos nós.

Claro que não condeno àqueles que se dedicam a essa festa, afinal antes de tudo ela é uma das poucas festas onde a discriminação e a intolerância não encontram berço. Porém, não devemos nos esquecer de, antes de sairmos para a folia, deixarmos nosso Orixá e nosso Exú acesos para que possam nos guardar de todas as maldades do mundo, afinal, estamos em uma época em que os exageros colaboram para o aumento da violência e outros.

Não devemos também, esquecermos das promessas e juras que fizemos aos nossos Pais e Mães e nos mantermos atentos, em vigília para que possamos nos prevenir. Para as pessoas do santo, é sim, permitido, desfilar em escolas de samba, dançarem nos bailes de clube, e até mesmo nos de rua, mas NOS É PROIBIDO, a prática de crimes sejam eles quais forem.

Podemos brincar na folia, mas não podemos esquecer-nos de agirmos com coerência e calma durante os festejos. Sabemos que muitos espíritos inferiores estão à solta nessa época, tentando de todas as formas, arrebatarem mais almas para seu seio, e aí é que entra nossa responsabilidade como pessoas do santo: impedindo que esses seres, se apoderem de nós e, ao convocarmos nossas forças superiores, impedir também que se apoderem de nossos entes queridos, vizinhos e amigos.

Se convocarmos Deus e nossos Orixás, claro que enviarão mensageiros para que nos auxiliem e que tenhamos assim uma festa de amor e paz somente.

Não devemos como pessoas de uma religião, nos entregarmos em demasia à bebida e temos que nos mantermos mais que nunca, em vigília constante por conta das drogas que são consumidas em altíssimas doses, facilitando assim a interferência de seres inferiores que se alimentam dessas energias, provocando o caos em várias famílias.

Brinquemos, pois com Momo, mas, nos lembremos de que após o término da festa, temos que tomar um banho de limpeza para que possamos estar assim, livres de toda a influência negativa.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com

segunda-feira, dezembro 21, 2009

PARA QUE 2010 SEJA DE PAZ E PROSPERIDADE

Segundo o Oráculo de Ifá esse ano que vem será regido por Oxalá, Yemanjá e teremos também uma influencia de Oxum. Podemos esperar um ano em que as pessoas buscarão mais paz dentro de seus corações e em suas vidas.

Temos um bom ano para casamentos, namoros e demais relações serem coroados de êxito, devemos nos prevenir, porém, pois Oxalá é o Orixá que mais nos cobra, sendo ele o Pai de todos os Orixás, fica irado se vê que seus filhos aqui na terra, independente de seu Orixá, estiverem andando de forma contrária às leis que regem o Universo.

Podemos fazer vários banhos e simpatias para esse novo ano, uma boa dica é combinarmos o branco com o azul para que os dois Orixás reinantes de 2010 possam interagir de forma mais direta em nossas vidas. E também acendermos incenso de mirra e de rosas em nossa casa nos primeiros dias do ano.

Para que tenhamos um ano com mais sorte na vida financeira e com paz podemos realizar o seguinte:

Na véspera do ano novo, selecione bem um pacote de meio quilo de canjica branca, lave bem lavado, e deixe de molho por pelo menos duas horas. Depois leve ao fogo e deixe cozinhar até estar bem mole, no ponto de comer. Ao retirar do fogo, separe a água em uma panela ou bacia e acrescente mais água fria e ali deixe descansando. Divida a canjica em duas porções iguais e prepare assim:

Uma das porções lave bem com água fria para que fique bem soltinha, depois deixe escorrer, escreva seus pedidos para Oxalá e coloque dentro de uma tigela branca, após a canjica estar sem água, coloque dentro da tigela e regre com mel de abelhas.

A outra porção proceda da seguinte forma: em uma panela coloque azeite de oliva e cebola branca ralada, e uma pitada de sal. Depois da cebola estar bem frita, jogue dentro a canjica sem lavar e mexa para que ela pegue tempero. Coloque seus pedidos a Yemanjá em um papel e deposite o mesmo no fundo a outra tigela e então coloque a canjica temperada. Após ela estar bem fria,proceda da seguinte forma:

Escolha um local em sua casa, onde não haja bebida, sexo nem fumo. Ali deposite as duas tigelas e no meio coloque um copo com água e uma vela de sete dias branca e ofereça as comidas a Oxalá e Yemanjá, no intuito de tudo que deseja para o próximo ano. Feito isso coloque sua roupa e curta sua festa.

No dia seguinte, pegue a água da canjica que separou em uma panela ou bacia, acrescente mel e depois de um banho de asseio, jogue esse banho da cabeça aos pés. Deixe a água escorrer bem, enxugue as partes íntimas e vista roupas claras. Assim estará pronto para o ano que se inicia.

Um axé bem forte para todos e que Oxalá e Yemanjá, tragam muita sorte, amor, paz e felicidade para todos!

FELIZ 2010!

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Odé Mutaloiá.
odemutaloia@hotmail.com

sexta-feira, dezembro 04, 2009

2010, ANO DE OXALÁ, MAS QUAL ORIXÁ REGERÁ A VIDA DE CADA UM?

Para o próximo ano, a regência será de Oxalá e Yemanjá, e as oferendas são muitas, pois que, todos buscam uma chance de passarem o ano de forma melhor, com mais conquistas. Obviamente que essas oferendas são válidas e temos sim, que presentearmos o Orixá que rege cada ano.

Porém, uma coisa muitos se esquecem: de saber qual Orixá reinará sua vida durante aquele ano. Temos o Orixá que reina em determinado ano, mas temos o que regerá nossa vida durante todo o ano que virá.

Em alguns casos, somente um Orixá regerá a vida daquela pessoa, mas existem as que, dois Orixás regerão seus destinos e assim sendo, torna-se imprescindível que ofertemos presentes para aqueles.

Várias pessoas, mesmo dando oferendas para o Orixá que reina em determinado ano, não conseguem alcançar suas metas, isso as deixa frustradas, mas, é tão somente por não terem entregue obrigações para o Orixá que regerá sua vida em particular no ano vindouro.

Temos nesse caso, que procurar um zelador para que através do Oráculo de Ifá, nos diga qual Santo será nosso regente e mesmo as questões em que ele poderá nos ajudar e se somente a ele temos que buscar para a solução de cada problema de nossas vidas.

Temos que saber do zelador, com qual outro Santo aquele caminha, para que possamos agradar e assim termos um ano melhor. Muitos Orixás dependem de outros em nossas vidas, por exemplo, certa qualidade de Oyá, vem junto com Oxum, já existe um Ogum que vem junto com Odé, e assim seria necessário que efetuemos a oferenda para o Orixá certo, e de forma correta para que tenhamos um ano de muita paz e muita prosperidade.

Temos que nos ater também, que nem tudo depende do Orixá, as coisas materiais, temos que buscar a solução na matéria e assim por diante. Se teremos um ano em que Exú, por exemplo, regerá nossa vida, temos que saber como presentear a divindade para que ele possa vir em nossa ajuda sempre que dele precisarmos.

Para que as oferendas sejam bem aceitas, é imprescindível que elas sejam feitas por um zelador de santo, que esteja preparado para tal. As comidas que são entregues por pessoas sem a devida preparação, podem ter efeitos contrários aos nossos desejos, e assim sendo, trazerem sérias consequências para nós.

Assim sendo, busque o zelador de sua confiança, peça a ele, as previsões para sua vida no próximo ano, pergunte qual Santo regerá sua vida nele, e faça as oferendas que lhe forem designadas, pois que, essa é a vontade daquele Orixá.

Sérgio Silveira, Tatetú, N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com



sexta-feira, outubro 23, 2009

QUEM É EGUN

A palavra egun em yorubá significa ossos, e essa entidade muito pode fazer para nos ajudar. Existem aqueles que dizem ser esta, uma entidade do mal, que tão somente trabalha para a destruição, e ainda existem os que dizem que egun ao ser assentado, culmina por levar com ele algum membro de nossa família. Ledo engano!

Egun quando bem cuidado, serve para nossa defesa; é um ser ancestral e que muito conhecimento possui. Lógico que se o usarmos para o mal, a situação se transforma, mas, em geral, as pessoas o utilizam para abrir caminhos, desmanchar feitiçaria, livrar do mal olhado, atrair clientes para a casa de Santo e até mesmo para um comércio, basta apenas sabermos o que fazer para cada caso.

Muitos são os trabalhos que podemos confiar a esse ser. Existem pessoas que encontraram seu amor, graças a intervenção deles. Outros conseguiram viver com a pessoa amada, tão somente através da intervenção de egun; que desmanchou algum trabalho que tinha contra esta pessoa, ou mesmo ajudou para que a paz voltasse para o interior de sua casa.

Ao oferecermos obrigação a egun, temos que ter em nossa mente o que desejamos e também sabermos o que fazer para que o consulente possa alcançar a graça desejada.

Egun nunca foi um espírito do mal. Obviamente que como qualquer ser espiritual, é dotado da dualidade, a mesma, inclusive, que existe dentro de nós, seres humanos. Se usamos essa dualidade para o mal, então o espírito do mal, somos nós mesmos e não os eguns.

Um exemplo disso é, quando arriamos para ele, determinada mesa, para que ajude a pessoa a ter um emprego, para que livre a pessoa da morte ou mesmo a proteja contra mal olhado, armas e feitiçaria. Egun imediatamente se levanta e sai em busca daquilo que lhe foi solicitado.

Tratarmos de egun significa antes de tudo, tratar de nossos ancestrais. Em minha casa mesmo, uma pessoa precisava de vender determinados terrenos e nada conseguia fazer com que vendesse e somente através de egun, foi que conseguiu realizar o negócio. Egun, mediante o pagamento, trabalhou e essa pessoa hoje goza dos frutos daquilo que pediu.

Como nossos ancestrais, egun carrega em si, a força da natureza e é com ela que serve aos Orixás, dado que são servidores dos mesmos. Uma casa de santo não só se pode como se deve cultuar egun para que a mesma possa crescer e ter condições de ajudar a quem ali recorra em busca de ajuda para seus problemas

Também em nossa casa, podemos alimentar egun, claro que sob a orientação de um sacerdote que saiba lidar com o mesmo, e que somente esse sacerdote efetue as obrigações para que possamos obter os favores daquele egun.
A escolha do egun que morará em nossa casa, não é nossa, mas sim, feita somente através do jogo de búzios, pois o Orixá determinará qual egun deve ser assentado ali. E existem vários eguns, assim a consulta é feita para que seja escolhido pela casa, o egun que deverá ali ser cultuado.

Seu culto porém, deve ser feito do lado de fora de casa, e somente a pessoa a ela apresentada deve lhe levar as oferendas para que possa trabalhar.

Egun, ser ancestral, aquele que cuida de nós e de nossa casa, de nós,e que está sempre pronto a ajudar-nos em nossas dificuldades.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

odemutaloia@hotmail.com

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