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quarta-feira, novembro 20, 2013

A VERDADEIRA VISÃO DA MORTE



Desde que o mundo é mundo, desde que a primeira vida foi criada, a morte faz parte desta, da mesma forma que o nascer. Todos nós pregamos o desapego, o consolo, mas, quando ela visita nossa família, quando vemos àqueles que amamos serem levados desse mundo, muito do que pregamos desaba. Todos nós já perdemos alguém, e nem sempre mostramos que estamos verdadeiramente prontos para o momento fatídico.

As religiões, todas elas, cada uma de sua forma, mostra-nos que a morte nada mais é, que o retorno da alma para junto de Deus. Cada uma com sua linguagem, mas, todas pregam no fundo a mesma verdade. Porém, quem realmente se consola ao ver um ente querido, inerte, frio e sem respiração? Muito poucos na verdade se consolam com esse momento. Sempre nos abatemos seja de uma forma ou de outra.

Mas, o que é realmente a morte?

A resposta para essa pergunta varia muito de cada religião. Para os cristãos evangélicos, é ela, o salário do pecado, ou seja: é o que recebemos como soldo após uma vida de erros e pecados. Para os japoneses, a morte nada mais é que o livramento da alma, de um mundo de lutas e dissabores que é o que vivemos. E assim por diante. O mesmo ocorre com o destino na alma após o desencarne do invólucro que ela aqui usava, ou seja: o corpo físico. E as mesmas variantes encontramos no tangente à resposta para tal.
Mas, e para nós; o que é a morte e para onde vai nosso espírito?

Dentro dos preceitos do Candomblé, acreditamos que a morte nada mais é que uma transformação, ou seja: passamos do estado físico para o de espírito. Não temos nada contra a morte, até mesmo porque, segundo nos ensina Nanã Burukê, “é necessário que morra um, para que possa nascer outro”. E assim encaramos a morte. Temos a convicção de que um dia partiremos desse mundo, e nesse momento, nosso espírito será levado pelos Orixás a um local onde esperará o julgamento de seus atos aqui na Terra. Cremos ainda, que nos unimos aos nossos antepassados e vivemos à partir de então, no gozo pleno da felicidade que somente as graças de Olorúm, podem nos conceder.

Não cremos na morte como fim, mas sim como recomeço. Vejamos bem: quando viajamos para outro lugar, passamos lá o tempo necessário para resolvermos nossos assuntos ou mesmo para o descanso que precisa nosso corpo, mas, um dia retornaremos para nosso lar, junto de nossos familiares. O mesmo ocorre com a morte: nosso espirito passa aqui, o tempo imprescindível para suas conquistas, para seu aperfeiçoamento, mas, depois ao morrer o nosso corpo físico, ele volta para sua casa, onde estão à sua espera, familiares, amigos queridos, que anseiam o dia de seu retorno. Isso para nós é a morte.

Não cremos com isso, que nossos atos são simplesmente apagados porque Deus perdoa, afinal é essa sua função. Não! Cremos que ao morrer nosso corpo, nosso espírito dará contas de tudo que fez quando aqui encarnado, cremos ainda que, ao criar o espírito, Olorúm cria uma mente para ele, e essa mente é quem vai nos condenar ou não.

Sabemos que existem os Orixás e eles são os Ministros de Deus, e servem à Ele somente, e sempre que precisam, aplicam o rigor de suas Leis em nós seres humanos. Pois bem: se Olorúm é a perfeição, suas Leis não podem ser diferentes, então não tem como um ladrão, estuprador, assassino, simplesmente ficar impune de tudo que cometeu aqui na Terra. Pois se assim o fosse, de nada adiantariam suas Leis e sabemos que Ele é a perfeição acima de tudo.

Da mesma forma que precisamos nos preparar para o nascimento de uma criança, precisamos nos preparar para a morte, pois que, essa é inevitável. Se por uma lado, ao nascer uma criança, ou nascermos de novo para o Orixá, quando somos feitos existem os ritos a serem seguidos, depois da morte existem os ritos próprios, e temos que estar preparados para eles, por mais que nos doa.

Ao nascer uma criança, festejamos, e depois providenciamos seu batizado. Quando somos feitos, existem tanto os rituais para nossa iniciação, como existe a festa, onde nosso Orixá dará seu nome para os que ali estiverem.

Quando uma pessoa morre, temos que nos entregar aos rituais que irão amparar aquele espírito em sua nova jornada. Desde tempos imemoriais, as tribos mantinham seus rituais fúnebres. Uns, queimavam seus mortos mediante determinados cânticos que eram próprios para a ocasião, e assim faziam para que aquele que os deixava, pudesse se encontrar com seus antepassados. Depois com a criação do Cristianismo, passou a Igreja Católica a celebrar o velório, que significa exatamente: queimação de velas. Pois viam nesse rito, a forma mais correta para encaminhar aquela alma. E não podemos dizer que estejam errados, basta nos lembrarmos que, em tempos atrás, o velório era sinônimo de silencio em respeito ao morto, e durante seu acontecimento eram recitadas várias preces e de forma incansável para que aquela alma pudesse se confortar e ascender aos Céus.

Já outras religiões apenas velam o morto durante umas horas, sem velas, pois não creem nelas e dão sepultamento ao cadáver. Mas e como devemos proceder, nós que somos do Santo?

Muito simples:

Ao recebermos a notícia do falecimento de alguém de nossa casa, a primeira coisa a fazer é esvaziarmos as quartinhas de água, suspender todas as comidas que estiverem arriadas para que possamos então, dar por iniciada a cerimonia, que quem é Zelador sabe o que fazer. E enquanto a casa estiver nessa cerimonia, todos os filhos devem se resguardar, afinal temos que respeitar àquele que deixou esse mundo. E enquanto seguem as cerimônias no corpo, somente os mais velhos podem ficar presente, e depois que se encerram, entrega-se o corpo para o velório.

Mesmo depois de sepultado o cadáver, temos outras cerimonias que deverão ocorrer com no mínimo sete dias do falecimento, e todos da casa seguem de preceito. Fazemos esses ritos, pois são de suma importância para que nosso espírito possa seguir em paz, para junto dos Orixás e esperar pelo julgamento de seus atos aqui na Terra. Oras, se sabemos entregar uma pessoa para a vida, temos que saber como entregar para a morte, e, temos que entender que, tudo isso faz parte dos mistérios de Deus para nós.

Em toas as épocas, em todas as religiões, sempre existiram os rituais fúnebres e eles são de importância primordial para o espírito que se vai desse mundo. Não podemos simplesmente permitir que uma pessoa vá para o mundo astral, sem seu reconhecimento. Se esses rituais não fossem necessários, não existiriam desde tempos imemoriais, pois sabemos que os antigos, sempre foram dotados de uma sabedoria que nos surpreende ainda hoje.

Em nosso meio, temos o direito de chorar o morto sete dias e depois disto, temos a obrigação de deixá-lo em paz para que siga seu novo caminho. Não temos o direito de perturbar a paz daqueles que são chamados de volta para o Céu. Temos sim, que respeitar a vontade do Pai que tudo criou e de tudo sabe. 

Entendemos dentro de nossa fé, que a morte é apenas a passagem da alma deste mundo para o outro, e que mais dia menos dia, todos faremos essa passagem. Nada nos impedirá, nem ninguém irá em nosso lugar, afinal, quando nascemos, já temos marcado o dia de nossa morte.

Embarcamos no trem da vida, mas, com a passagem de volta no bolso. E isso queridos, faz parte dos mistérios de Deus. Entendamos que Ele somente é quem sabe de tudo e que nada podemos fazer sem sua permissão. Se somos verdadeiros com aqueles com os quais convivemos, entenderemos o momento de sua passagem de volta. O que nos faz chorar muito, é na verdade o nosso egoísmo, pois queremos a pessoa para nós para sempre, e isso não acontece. Também o nosso egoísmo faz com que pensemos que nunca mais veremos aquela pessoa, mas isso também está errado. Se Deus nos concedeu a morte, com certeza concede o reencontro de todos nós um dia.

Por que então, nos desesperarmos pela morte de alguém? Chorar, chorar é válido, afinal somos seres humanos e temos esse direito. A dor da perca não cala dentro de nós, e por mais que saibamos que é errado chorar, choramos sim, e em meu ver, é saudável, porque damos vazão a um sentimento que poderá colocar em risco nossa saúde. Mas, o que não precisamos é do desespero, pois este sempre é mal conselheiro.

Não nos percamos então diante da morte, pois ela é tão somente uma transformação, e se por acaso perdeu alguém de sua família ou mesmo que não seja seu sangue, mas alguém que amava, saiba que na verdade não perdeu, mas sim, ganhaste uma flor nos jardins de Deus, e Ele saberá permitir o momento de esta flor vir te visitar. Chore, mas não se desespere, sinta sua dor, mas não permita que ela atrapalhe sua jornada, nem a de quem se foi. Nada, isso posso garantir: nada passa desapercebido aos olhos de nosso Pai e Ele saberá nos mandar o conforto de que precisamos.

 A morte, essa não é fim, mas o começo de uma outra etapa. Quem de nós quando em viajem, não deseja voltar para casa? O mesmo acontece com o espírito encarnado, que anseia pelo seu retorno para junto dos seus, em seu mundo. Morrer faz parte do viver, assim como o nascer, não podemos é nos deixar abater ao ponto de abdicarmos de nossas tarefas, pois que, aquele espírito sofrerá ainda mais.

Eu como todos, já perdi pessoas que amava, mas sei, que estão juntos de Deus e no momento certo, nos encontraremos. Queridos, nada é mais importante que a fé, e esta não nos permite titubear nem mesmo quando o inevitável acontece, porque fé é antes de tudo a certeza daquilo que pregamos, estudamos e praticamos. Assim sendo, não se abata em demasia, lembre-se de que outros ficaram e dependem de ti.

segunda-feira, novembro 04, 2013

PARA CONSEGUIRMOS FAVORES DE EXÚ



Primeiro queremos lembrar que exú nada tem a ver com o diabo do catolicismo, ao contrário: A palavra exú em dialeto yorúba, significa esfera, e foi criado para que levasse aos orixás nossos pedidos, e, também é o responsável pela procriação de nossa raça. Este orixá mora nas encruzilhadas, pois ela representa os caminhos que nos levam ao encontro de nosso destino, e as dúvidas que sempre nos acometem na hora de tomarmos qualquer decisão. Então devemos invocá-lo com muito respeito, afinal a ele está entregue a missão de nos proteger e guardar nossas estradas.

Para que exú nos ajude a encontrar um bom emprego:

Materiais necessários:
01 alguidá médio
01 kg de farinha de mandioca
01 vidro de azeite de dendê
01 vela vermelha
50 cm de morim vermelho
01 garrafa pequena de aguardente de cana
03 moedas de qualquer valor
01 charuto
01 cx. de fósforo

Se pega o alguidá, coloca-se a farinha de mandioca, adiciona-se o azeite de dendê, e vamos fazendo uma farofa, mexendo com as mãos e pedindo a exú que nos ajude a encontrar um bom emprego etc., então passamos também as moedas em nosso corpo, pedindo fartura…, e as colocamos enfiadas na farofa, pegamos o morim esfregamos em nosso corpo, do pescoço para baixo, assim como se tivéssemos nos limpando, e pedindo a exú para que tire de nosso caminho todo mal, olho grande, etc.

Feito isto, levamos tudo a uma encruzilhada (cruzeiro) e lá chegando pedimos licença a exú, jogando um pouco de cachaça nos cantos, depois se acende a vela em um dos cantos, forramos o morim ao lado, colocamos em cima o alguidá, acendemos o charuto e, colocamos ao lado junto com o fósforo. Feito isto podemos esperar que em breve teremos a resposta que precisamos.


domingo, outubro 27, 2013

A FÉ E A CIÊNCIA



Nós que temos casa aberta, frequentemente somos chamados para intervir em assuntos de doença. Muito, muito válido, pois pesquisas feitas por médicos e cientistas, mostram que a fé tem sim, aumentando e de forma valorosa a quantidade de pessoas que se recuperam de doenças sérias e que poderiam já; terem falecido.

Eu mesmo, tenho presenciado ao longo de meu sacerdócio, curas simplesmente milagrosas, inclusive, vivenciei o fato com minha mãe: ela ao 90 anos teve um AVE e brônquio aspirou todo o almoço. Resultado: a comida foi para seus pulmões e ela ficou internada 60 dias, sendo mais de 30 em coma total. Chegou a ser desenganada pelos médicos, disseram que ela iria falecer, que não tinham mais recursos a serem usados. Ela estava internada em um hospital particular, com tudo pago por seu plano de saúde.

Mas, viveu e saiu do hospital. E foi tendo vários micros AVEs, e sendo internada varias vezes. Na última internação em Maio desse ano, ela voltou para o hospital e a médica que estava na UTI, disse para minha irmã e sobrinha que preparassem o funeral, pois o óbito era questão de horas. Mas, no dia seguinte ela ali estava sentada e rindo.

Como minha família não compactua com minha fé, fiz todas as obrigações sem saberem, e através de muito pedido aos pés de Oxalá, eis que mamãe está melhor a cada dia. Eu mesmo, estive internado em Novembro de 2012, em um hospital do Rio com AVE, (mal de família) e foi aquele alvoroço. Achavam que eu não iria sobreviver, aqui estou traçando mais essas linhas.

Milagre? Sim! Inúmeros foram os pedidos, e inúmeras as obrigações. Mas, foi somente o milagre? Não!
Em nenhum momento, o tratamento foi interrompido por causa da fé, ou sem seu nome. Estive em João Pessoa, para cuidar de uma senhora que estava para ir a óbito, devido a ser paciente renal crônica, diabética e hipertensa. Hoje ela anda, trabalha e faz todas as suas obrigações dentro de suas limitações, é claro.

Mas, o que me refiro com essas narrativas, é o fato de que, nunca nenhuma dessas pessoas, ou as que conheço, e estão bem, suspenderam seus tratamentos em nome de uma religião. A fé como disse, é de grande importância em momentos como esse, mas, a medicina e seus recursos, são insubstituíveis para o tratamento de nosso corpo. Sempre que temos um problema de saúde devemos sim, recorrer ao Orixá, mas o tratamento médico, esse não pode de forma alguma ser negligenciado.

Quem nunca deu uma receita de um “trabalhinho” que viu dar resultado, ou de um medicamento que sabe ser bom para o que a pessoa sente? Mas isso é um erro desmedido.

Se temos um problema a ser cuidado no plano espiritual, devemos buscar uma pessoa séria e que saiba o que está fazendo, e não sair feito papagaio de pirata, repetindo o que vimos ser dito e feito. O mesmo acontece com medicamentos. Se temos algo, busquemos um profissional FORMADO, para que possa diagnosticar o que sentimos e então, termos o medicamento correto. Medicamento, é como trabalho de santo: o que é bom para uns, pode ser prejudicial para outros.

Não temos o direito em hipótese alguma de substituir o recurso medicinal, por uma obrigação ou simpatia. Isso é crime e deve sim, ser punido com todos os rigores da lei. O curandeirismo é crime previsto no código penal. Temos o direito te intervir com obrigações? Sim! Mas a medicina é algo sagrado e que deve ser levada à sério. Tenho clientes médicos, fisioterapeutas, e todos ficam abismados em ver, como me comporto perante a esse assunto. Pois que, sempre se veem às voltas com o fanatismo religioso, que tenta suplantar os recursos da medicina. Não passam de ignorantes quem assim age. O próprio Cristo disse: “a matéria cuida da matéria, e o espírito cuida do espírito”.

A medicina foi deixada aqui por Deus, como tudo que existe, e se não fosse ela necessária não existiria. Temos que encarar que medicina, é sim, um sacerdócio, e para mim, é tão sagrada quantos meus instrumentos litúrgicos. Quem de nós, sacerdotes, tem o conhecimento para, por exemplo, deitar uma pessoa, coloca-la para dormir, abrir seu corpo, e depois costura-lo e a pessoa continuar viva? Eu ao menos não o tenho. Se a medicina não fosse necessária, se a fé a tudo substituísse, por que então, sacerdotes ficam doentes e morrem? A resposta é simples: somos constituídos de carne, osso e sangue, e consequentemente somos sensíveis e passiveis de adoecer e morrer!

Depois de meu AVE, tenho tratamento regular com médicos, tenho um filho de santo que é fisioterapeuta, e na hora das sessões, o Pai Mutaloiá não está presente, nem mesmo o filho de santo. Ali estão apenas o paciente Sérgio e seu fisioterapeuta Dr. Mário. E tem que ser assim.

Não podemos negligenciar nosso corpo, pois é suicídio e pagaremos caro por isso. Muitas pessoas me ligam, me escrevem relatando doenças, minha primeira pergunta é: O QUE DISSE O MÉDICO? Oras, tem que ser assim! Não possuo formação acadêmica e mesmo que assim o fosse, teria que respeitar a opinião do colega!

Cuidar de nosso corpo, é antes de tudo, cuidar de nosso espírito e de nosso Orixá e Guias, pois que, precisam que nossa matéria esteja bem, para que possam agir em favor nosso, e de todos que precisam.

Outra coisa que muito incomoda os sacerdotes sérios, é a questão de guia beber quando o médium toma medicamentos. Está errado! Certa vez, conversando com uma médica, a Dr.ª Juanita, leia-se Ruanita, ela me disse: pai, por mais que a pessoa esteja incorporada, o medicamento está agindo na matéria e não na entidade e a bebida vai, sim, prejudicar o paciente, pois temos recebido constantemente nos hospitais, pessoas com choque devido a associação de remédios e bebidas ingeridas por suas entidades. Mas, veja bem pai: não digo que são entidades mentirosas não. Ao contrário, são pessoas sérias e que possuem incorporação verdadeira, mas esquecem-se de que o espírito está em uma matéria e sendo assim, tem que haver o respeito pelos medicamentos que ingeriu.

Tenho uma filha de santo, que também é minha advogada, Drª Rita, ela tanto representa-me como advogada de pessoa física, quanto é assessora jurídica de minha empresa e ela certa vez me disse: “Pai, fico orgulhosa de seu Exú, o Sr. Meia Noite, pois vi e comprovei o quanto ele é exú de verdade, mas ele respeita seus medicamentos, e não fica por aí bebendo como um louco”. Isso me deu muito orgulho, pois, que, vemos aí uma entidade que respeita a matéria que ocupa.

Tenho uma amiga no Espírito Santo, que recebe Maria Mulambo. Mas essa minha amiga toma vários medicamentos, e suas entidades, inclusive Dª Mulambo, não bebe de forma alguma. Então me vem a pergunta: por que certas entidades têm tanta necessidade de se mostrar, agindo diferente? E a resposta não poderia ser outra infelizmente: não é a entidade, mas a matéria que deseja ser mais que os outros. A entidade não tem orgulho, soberba, não precisa mostrar para os outros quem ela é, pois isso as pessoas verão por si só na realização de tabalhos. E também a falta de cultura influencia muito nesses casos.

Queridos, temos o direito de praticar nossa religião, mas temos a obrigação de zelar por nosso corpo, pois ele é um instrumento que é utilizado constantemente por nossas deidades. Não ajamos então, por impulso, mas sim, tenhamos a consciência e a decência de sermos modestos e respeitar os limites que a Natureza nos impõe.

Sermos bom sacerdotes, é antes de tudo, sermos bons filhos de santo e para isso, s[o tem uma forma: agirmos com humildade, cautela e respeito por todos e principalmente de nosso corpo.

Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são")

“orandum est ut sit mens sana in corpore sano.
fortem posce animum mortis terrore carentem,
qui spatium uitae extremum inter munera ponat
naturae, qui ferre queat quoscumque labores,
nesciat irasci, cupiat nihil et potiores
Herculis aerumnas credat saeuosque labores
et uenere et cenis et pluma Sardanapalli.
monstro quod ipse tibi possis dare; semita certe
tranquillae per uirtutem patet unica uitae.
(10.356-64)

              Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são.
Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte,
que ponha a longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza,
que suporte qualquer tipo de labores,
desconheça a ira, nada cobice e creia mais
nos labores selvagens de Hércules do que
nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental.
Revelarei aquilo que podes dar a ti próprio;
Certamente, o único caminho de uma vida tranquila passa pela virtude.”
           
            AUTOR: Décimo Júnio Juvenal (em latim Decimus Iunius Iuvenalis; Aquino, entre 55 e 60Roma, depois de 127), foi um poeta e retórico romano, autor das Sátiras.