O Abassá Lambanranguange,(Casa de Oxóssi) existe desde Dezembro de 1993,e está registrado na UNESCAP, União Espírita Capixaba. Seu sacerdote é o Sr. Sérgio Silveira, Tatetú N'Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá.
sexta-feira, junho 27, 2008
terça-feira, junho 24, 2008
quinta-feira, junho 05, 2008
FANATISMO NUNCA FOI FÉ

Entendemos que religião, é tão somente uma forma de cada povo, ver Deus. Para uns, a vida se apaga com a morte, para outros como no nosso caso, a morte nada mais é que uma transformação.
Se formos observar toda a trajetória da humanidade, veremos atos aterrorizantes que tiveram como motivo o credo de um povo. Por exemplo, a busca e a apropriação do Santo Sepulcro, causaram um derramamento de sangue, uma carnificina que temos medo até de pensar em tal ato. A Intolerância romana, com os cristãos se dava pelo mesmo motivo.
Nós espíritas, não concebemos tais atitudes, não matamos como fonte de exterminar o preconceito que sofremos, não caluniamos nenhum seguimento contrário ao nosso, mas, vemos constantemente nosso nome ser enlameado, tão somente por conta do fanatismo.
Temos que entender que fanatismo e fé se distinguem. Enquanto o primeiro provoca a morte, a destruição, a segunda prega e promove o amor incondicional, o perdão, a paz e tantas outras coisas benéficas ao ser humano.
Existem ainda aqueles que por conta do fanatismo, levam o terror ao seu lar, maltrata sua esposa, filhos e depois se esconde atrás do livro santo, em busca de teses que justifiquem seus atos covardes.
Apenas nos perguntamos o porquê de tanta hipocrisia. Deus, nunca foi nem será um assassino, um vingador. Ele criou leis sérias e sábias, que promovem o bem estar geral da raça humana. Ao olharmos nosso passado recente, podemos ver que pessoas foram escravizadas e domesticadas como animais, apenas por uma coisa: a tonalidade de sua pele. Muitos desses foram esquartejados, pois a “santa inquisição” (?) os chamava de adoradores do demônio, outros apenas por possuírem uma mancha de nascença na pele, eram condenados a morte ainda recém nascidos.
Quanta crueldade, quanta ignorância! Mas, nos dias de hoje essa crueldade e ignorância ainda prevalecem no seio da “sociedade”. Pessoas são atacadas de todas as formas, apenas por acreditarem no mesmo Deus, só que de forma diferente. Acreditam num Deus amoroso, piedoso, mas também na vida após a morte, no culto aos espíritos de nossos antepassados.
E seus sacerdotes, os vulgos “pastores” são os que mais incentivam essas práticas horrendas e que desclassificam quem as pratica do restante da humanidade. Deixam de serem dignos de serem chamados de gente civilizada e adentram por um caminho de monstruosidade apenas.
Precisamos nos cuidar com esse FLAGELO humano, chamado FANATISMO, pois ele como o ácido, corrói a toda fé verdadeira que deve habitar em qualquer seguimento religioso e/ou filosófico.
Lembremos a estes religiosos de outros seguimentos, uma das máximas do fundador do cristianismo: “AME A TEU PRÓXIMO COMO A SI MESMO”.
Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi, Odé Mutaloiá.
Babalorixá, escritor, pesquisador.
odemutaloia@hotmail.com
INVASÃO DE TEMPLO UMBANDISTA
Há muito que viemos prevendo que em pouco tempo, os fiéis de igrejas evangélicas, e até mesmo de outros seguimentos religiosos, invadiriam nossos templos e os depredariam totalmente. Pois bem, aconteceu. Sim, e o fato foi segunda feira, dia 02 de Junho do corrente ano, no Catete, Rio de Janeiro. Reportagem está no G1.
Isso nos repudia, mas também, mostra a necessidade de nos unimos em prol de uma causa única: nossa fé. Em tempos remotos, muitos foram queimados em fogueiras, por não seguirem a religião oficial dos Reis e dos Senhores Feudais e donos de escravos, e isso dado somente ao fanatismo.
Quem de nós, umbandistas ou candomblezistas, nunca foi agredido de uma forma direta até mesmo na rua? Basta olharmos os discursos dos ditos “pastores”, e assim me pronuncio, pois a palavra pastor sugere alguém que guia seu rebanho para o bem e não para ato bárbaros, que veremos tal situação. Xingam-nos, nos caluniam, nos difamam, e simplesmente cruzamos os braços e nos calamos diante de tanto preconceito.
Ontem invadiram um templo, amanhã invadem outro, e no futuro próximo? Será que não voltarão a nos queimar em praças públicas?
Não condeno as igrejas em soberania por tal ato, mas busco tão somente o direito a uma vida sem esse fanatismo e acesso de loucura, pois ferem nossos direitos constitucionais. Será que esses membros dessas igrejas, nunca ouviram falar em Deus? Ou será que seguem o mesmo ensinamento obsoleto de que Deus é vingança e quem não seguir os ensinamentos de uma determinada religião, tem que ser atacado e morto? Deus é amor e não violência queridos!
Essa atitude mostra o verdadeiro estado de selvageria em que vivemos, e o que realmente se tem visto em muitas igrejas: o fanatismo ser professado como amor e adoração a Deus.
Agora fica a pergunta: e os danos irreparáveis na moral, que sofreram essas pessoas? Esse, por mais que a justiça puna os culpados, ficará para sempre com esses irmãos. Temos que agir imediatamente e cobrarmos da justiça ações rápidas a fim de impedir que tais atos aconteçam novamente, enquanto coisas piores ainda não aconteceram.
Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi, Odé Mutaloiá.
Babalorixá, escritor e pesquisador.
quarta-feira, maio 28, 2008
KARDEC E O PRETO VELHO
Porém o que poucas pessoas sabem, é que o Decodificador dessa doutrina, o Médium Allan Kardec, teve sim um contato com espírito de um preto velho conforme notícia veiculada no Jornal SEI Serviço Espírita de Informações.
Segundo o referido jornal, Allan Kardec teria solicitado a presença de um espírito que se anunciava com o nome de Pai César, e que teria falecido no ano de 1859, mais precisamente em 08 de Fevereiro com 138 anos de idade. Essa reunião aconteceu em 25 de Março do mesmo ano, pouco mais de um mês, portanto do desencarne do espírito.
Consta ainda na noticia que Allan Kardec teria indagado ao espírito que coordenava a reunião, espírito de São Luís, sobre a possibilidade de algum impedimento daquele irmão se comunicar dado ao seu recém retorno ao plano espiritual, o que São Luís, haveria dito que não, inclusive se colocando a prestar auxílio no intercâmbio e assim o teria feito.
Relata ainda o Jornal, que, a comunicação teria sido mal iniciada o que chamou os participantes a várias reflexões. O espírito de Pai César revelou muitas feridas que trazia em seu coração, dado aos sofrimentos que passara em sua existência terrena, devido ao preconceito que naqueles dias, graçava muito mais do que nos dias atuais. Ele ainda relatou ao Codificador que não gostaria jamais de voltar ao planeta como negro, pois em seu entendimento estaria assim fugindo da maldade q impera nos seres humanos.
Se tinha mesmo vivido 138 anos, ele não soube informar, o que segundo Kardec, seria compreensível, uma vez que os negros não possuíam certidão de nascimento, assim sendo, somente poderiam ter uma noção aproximada de seu tempo de vida no plano carnal.
Com certeza essa incorporação ajudou e muito a Kardec, a reforçar as suas teses contra o preconceito que o levou há fazer dois anos mais tarde, em sua “Revista Espírita” “Revuc Spirite”, uma declaração na qual deixou certo de que o Espiritismo teria um papel de suma importância no processo árduo de evolução da humanidade, contribuindo de forma significativa para retirar o véu da escuridão que mantém subjugados os corações e mentes humanas.
Referência: Matéria publicada no Jornal Espírita de Informações, no dia 19/04/2008.
domingo, maio 18, 2008
DEDICAÇÃO AOS NOSSOS SEMELHANTES
Porém em que grau temos que nos dedicar ao nosso semelhante para que possamos ver aparadas as arestas de nossa vida terrena?
Bem, pensemos que a dedicação aos nossos semelhantes, é antes de tudo, uma dedicação à Olorúm, Zambi, Jeová, Alá, Deus apenas. Vier em prol de outros meus irmãos, é algo dos mais difíceis de realizarmos, até mesmo porque em sua maioria as pessoas não reconhecem todo nosso esforço em prol delas.
Aí está explícita uma das máximas de Jesus Cristo: “faça ao seu próximo somente aquilo que gostaria que ele lhe fizesse”. Será que não gostaríamos de ver uma outra pessoa mesmo que estranha, se dedicando, por exemplo, a nos conceder um minuto de seu tempo para nos oferecer um sorriso? Claro que sim! Somos humanos se como tal, necessitados de muito mais coisas do que podemos imaginar.
Em nossa caminhada queridos irmãos somos sempre chamados a abdicar de nosso tempo em prol da felicidade de alguém. E se soubermos fazer com desprendimento, veremos quão maravilhoso é o ato de deixarmos de lado nossos afazeres e até mesmo nossa felicidade momentânea em prol de um irmão.
Ás vezes temos uma pessoa amada passando por uma dificuldade e em nosso egocentrismo é comum nossas mentes dizerem: “e eu com isso? Não é problema meu, então que se vire e resolva seus dilemas”. Outras vezes nos diz nossa mente:” quando passei por algo semelhante ou até mesmo pior resolvi sozinho pois ninguém me ajudou”.
Bem, em primeiro lugar temos que ter a certeza de que não existem problemas maiores ou menores. Cada problema é único e para quem o sofre é incomensurável. Mas, se tivermos a capacidade de abrirmos mão de nosso sorriso naquele instante, se não nos negarmos a doar aquele sorriso a outro, com certeza isso valeu nossa vida!
Ao observarmos os filmes de aventura, veremos que os heróis fazem justamente isso, ou seja, abdicam de seus sorrisos e de sua felicidade em prol de pessoas que jamais vimos!
Existe um herói que abdicou tanto de seu sorriso, de sua felicidade e paz, que um belo dia deu em prol de pessoas as quais não conhecia e nem mesmo sabia da existência delas, a sua vida! Esse herói mesmo depois de mais de 2.000 anos de sua morte é cultuado por toas as religiões do planeta e seus ensinamentos passaram de geração para geração e chegaram aos nossos dias atuais. Vocês o conhecem não é mesmo?
Aprendamos irmãos a doar um pouco de nós aos nossos irmãos encarnados ou desencarnados. Sirvamos para que possamos ser servidos, amemos para que possamos ser amados.
Lembremo-nos de que a vida é passageira, e nada mais receberemos do que aquilo que doamos. Afinal, “viver é colher hoje o que semeamos ontem”.
Que nosso pai Oxalá os abençoe, os guarde e aos seus lares e familiares, e que a fartura do gozo pleno do amor e da caridade reine em seus dias.
Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.
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odemutaloia@hotmail.com
terça-feira, maio 13, 2008
A FORÇA DO PENSAMENTO
Sabemos todos nós que, segundo a ciência, nosso cérebro é algo ainda muito desconhecido por nós e a nossa capacidade de raciocínio vai muito além do que imaginamos.
Pois bem, dentro de nosso cérebro, está a maior força que podemos encontrar no mundo: O PENSAMENTO! Sim, este ato que praticamos a cada segundo de nossas vidas, muitas vezes passa despercebido de sua força total!
De nada adianta orarmos, suplicarmos, se nosso pensamento, nosso desejo não estiverem contritos com nossa oração. É comum vermos pessoas que nem mesmo oram conseguirem galgar degraus inúmeros em sua vida, e aí no perguntamos: “se eu oro tanto, ofereço presentes aos Orixás, porque não consigo alcançar o mesmo que fulano”? Muito simples a resposta: não estamos com nosso pensamento contrito com nossas orações e súplicas!
Claro que é necessário orarmos, mas temos que condicionar nossos pensamentos naquilo que desejamos que aconteça. Se observarmos, veremos que algumas coisas vêm até nós, sem que estejamos no sacrifício da oração e do jejum. Por quê? Porque desejamos aquilo com nossa mente e coração.
Temos que aprender a condicionar nosso pensamento naquilo que realmente queremos e o resultado será surpreendente.
Tente todos os dias de manhã, ao se levantar, mentalizar o que deseja daquele dia, o que precisa resolver e outras coisas mais. No início irá parecer que nada mudou, mas, se observar com atenção, verá que ocorreram mudanças lentas e gradativas e assim sendo imperceptíveis ao olho humano.
As mudanças, sejam elas boas ou más, nunca acontecem da noite para o dia. Elas se revelam aos poucos, de forma sucinta e sutil. Nada no universo é de um segundo para outro, até mesmo porque as coisas que se desenrolam rapidamente têm uma tendência a se perderem mais rápido também.
Levante-se de manhã, e ainda em jejum, olhe o sol nascendo, observe as árvores, as plantas em geral, e deixe seu coração divagar em suas estradas incompreensíveis aos nossos olhos e entendimentos. Permita que a natureza, aja sobre você e sua vida e com o passar dos dias, verá que nada é impossível de ser alcançado, apenas usávamos as formas erradas.
Lembre-se sempre que: a força de nosso pensamento é a melhor estrada para conseguirmos o que queremos.
Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá.
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segunda-feira, maio 12, 2008
ESPERANÇA. FÉ E AMOR ACIMA DE TUDO
Eis aqui as três maiores formas de nos mantermos ligados aos nossos Orixás, Guias e Protetores e, acima de tudo a Deus nosso eterno pai.
A esperança nos remete à força que tanto precisamos para alcançar nossos objetivos, sem ela dificilmente encontraremos o caminhos para adquirir o que almejamos, seja em que aspecto for de nossas vidas.
A fé, essa nos mantém vivos e nos faz termos a esperança em dias melhores. Muito fácil mantermos nossa fé, quando estamos com nossa vida bem resolvida, seja no campo profissional, financeiro ou amoroso. Mas, quando nos deparamos com as dificuldades que nos impõe a vida, aí sim, chegou o momento de provarmos que temos nossa fé.
O amor, bem, esse é fonte sublime e suprema para que possamos caminhar nesse mundo, sem temer as mazelas e ciladas que a vida e o destino colocam em nossos caminhos. Mas, temos que prestar atenção em qual forma de amor praticamos. Se amarmos nossos entes querido, conjugues estamos praticando um amor relativo.
Mas, ao amarmos nossos inimigos, aí, sim estaremos praticando o amor tanto ensinado por nosso amado mestre Jesus. Ao amarmos nossos inimigos, demonstramos a prática de um amor universal, fraterno e desprovido de qualquer interesse, e aí sim meus irmãos, estamos amando Deus acima de tudo nessa vida.
É verdade que nesse mundo os interesses financeiros sempre ocupam maior parte de nossa jornada, porém, temos que nos abster dessa forma egocêntrica de vivermos. É primordial que mantenhamos um contato com Deus nosso pai, e com seus mensageiros se desejarmos realmente termos uma vida farta nesse mundo.
Existe um ditado mundano que diz: “quem meu filho beija, minha boca adoça”. E que forma maior de mostrarmos ao Criador, nosso amor por ele, do que amando seus filhos independentes de serem nossos amigos ou inimigos? É importantíssimo que amemos nossos semelhantes, principalmente àqueles que nutram por nós, um desafeto, ira, inveja, ou seja, lá o que for, temos que nos lembrarmos de que essa não é nossa única nem primeira vida, será que outrora, em um passado distante ou não, não causamos esse dissabor?
Ao nos atinarmos para esse fator, estamos na verdade, retornando nossa mente, nosso inconsciente para as coisas do espírito e aí sim, mais próximos de Deus estaremos.
Amemo-nos uns aos outros e deixemos que a justiça de Deus, reine em nossas vidas e em nossos problemas.
Sérgio Silveira. Tatetú N’Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá.
Babalorixá, escritor e pesquisador.
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domingo, março 30, 2008
GAIA, NOSSA GRANDE MÃE.
Sempre ouvimos falar em nossos templos que devemos zelar de nossos Orixás, como forma de termos uma vida mais equilibrada e confortável nesta vida. Aprendemos que nossos Orixás são nossos anjos guardiões e que devemos promover todas as formas para que ele se sinta em paz e conseqüentemente nos trazer a paz.
Ótimo isso! Mas, existe um espírito que sempre foi cultuado pelos povos antigos e que hoje se encontra esquecido por vários de nós: GAIA! Esse esquecimento é algo que jamais deveria acontecer, pois como podemos observar ao estudarmos as filosofias antigas, Gaia é a Terra, ou ainda para outros, o Espírito da Terra.
Muitos povos acreditavam que ao desencarnarmos, retornaríamos para Gaia, fazendo parte de sua energia, nos uniríamos a esse espírito, retornaríamos à nossa essência.
Esse ensinamento é um dos mais sábios que podemos ter. Vejamos pela ótica desses povos: se aprendemos que fomos feitos do barro, não seria lógico que ao morrermos retornássemos a ele? A própria Bíblia nos ensina: “do pó tu viste, ao pó retornará”. Se formos estudar essas filosofias em conjunto, veremos que os povos mais antigos da Terra, sempre estiveram a um passo à frente de seu tempo, e possuíam um conhecimento elevadíssimo destes assuntos.
Pois bem, sempre cuidamos de nossos Orixás, levando-os oferendas variadas a seu habitat, ou mesmo aos seus assentamentos, mas depois, é comum vermos pessoas despejarem seus Carregos, em sacolas plásticas, em matas ou até mesmo nas águas, contribuindo de forma incomensurável para a degradação de nosso eco-sistema. Assim sendo Destruindo Gaia.
Nossos antepassados africanos nos deixaram um ensinamento de que: todas as comidas ao serem suspensas de nossos Ibás, deveriam ser despejadas nas águas, pois que serviriam de alimento para outros seres viventes ali: os peixes, e os mesmos seriam em um futuro, retirados para alimentação dos seres humanos, assim sendo, estaríamos cuidando de Gaia, contribuindo para a garantia da reprodução e alimentação. Se essas comidas fossem ser ofertadas em locais onde os deuses residissem, deveriam ser depositadas em folhas próprias para tais rituais, e assim, estaríamos mantendo Gaia viva de duas formas: garantindo a alimentação de animais ali existentes e usando um material que se deterioraria servindo de adubo para a mata.
Se agirmos de forma contrária, como podemos esperar que Gaia aja em nosso favor, nos fornecendo alimentação, árvores que nos abrandaria o calor causticante, e até mesmo a água, elemento fundamental para toda a existência na Terra?
Devemos rever mais nossos conceitos, e passar para nossos filhos e filhas, a fim de garantirmos que teremos sempre um local saudável para nós enquanto matéria e também para nosso espírito depois que nos fundirmos ao espírito de Gaia. Da forma como estamos agindo, não teremos a mínima condição de continuarmos as nossas práticas religiosas, pois que estamos Matando nosso Planeta e fazendo com que Gaia, perca as condições de nos fornecer tudo que precisamos em matéria e
Atendamos ao apelo de Gaia, façamos nossa parte para que amanhã possamos retornar à energia que nos criou e podermos ter um local de paz onde poderemos trabalhar em auxílio aos nossos descendentes.
Façamos com que nossos Orixás continuem existindo, se perpetuando cada vez mais, pois que, se hoje temos a condição de convivermos com eles, foi porque nossos antepassados possuíam a sabedoria de cuidar da natureza, ou seja, de Gaia, para que seus deuses pudessem ter condições de ajudar às gerações futuras. Vamos começar a mudar nossos costumes, os tornando mais saudáveis?
Lembremo-nos de que sem a natureza, não termos nossos Orixás e estaremos matando GAIA, NOSSA GRANDE MÃE.
Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.
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