foxyform

Contador de visitas

contador grátis

segunda-feira, dezembro 20, 2010

MUITO AINDA TEMOS QUE APRENDER COM NOSSOS ORIXÁS E MENSAGEIROS DE LUZ

Vivemos em um mundo onde os valores materiais sempre suplantam os espirituais. As coisas da carne, como poder financeiro sempre falam mais alto que o verdadeiro tesouro: o conhecimento e a nobreza do espirito.

Temos convivido com pessoas que se dizem altamente espiritualizadas, mas na verdade nada praticam daquilo que pregam. Outras por sua vez, dão valor somente aos bens que alguém conquistou em sua jornada, não se importando em avaliar em que grau de estágio se encontra seu espirito.

Muitos dos que se dizem “sacerdotes”, escondem-se em templos luxuosos, onde a nobreza do ouro impera e a soberba do dinheiro compra tudo até mesmo o perdão pelos “pecados” pregados por sua fé.

Leigos e pessoas sem cultura, ou mesmo, pessoas de alto poderio, mas acostumados com a indulgência paga, amontoam-se nesses templos e ali propagam uma fé que na verdade tem seus fundamentos belos, seus rituais benignos, mas infelizmente a ganância e a avareza derrubam por terra toda sua plenitude.

Muitos ainda se escondem na fé para praticarem o adultério, e outros males que correm a alma e condena o espirito a viver em um mundo de trevas após seu desenlace desse planeta.

De que adiantam templos suntuosos, sedas, carmins, ouro, dinheiro, se nada disso compra nem comprará jamais o perdão por nossos erros?

Em tempos mais remotos, guerras foram travadas, promoveram as cruzadas com o intuito de tomarem a terra dos povos árabes, alegando ser aquela “uma terra santa” e assim pertencente à igreja católica. Onde há registros que uma terra de um povo pertence a uma ramificação religiosa?

Em outros tempos, criaram a santa inquisição, ferramenta que foi abundantemente usada para torturar a matar pessoas em “nome de Deus”, pois segundo suas pregações, negro não possuía alma, eram animais.

Milhões foram queimados vivos nas fogueiras da inquisição e mesmo assim ainda têm coragem de se intitularem “a única religião representante de Cristo”. E todos os ensinamentos desse Profeta; onde foram parar?

Hoje, com as leis, torna-se impossível queimar pessoas vivas, mas, continuam na perseguição contra os templos de Candomblé, alegando sermos nós, adeptos do capeta. Mas, o que é o capeta? Até hoje não achei uma única explicação plausível para esse nome.

Se capeta for a personificação do mal, então o que são eles, que mataram e esquartejaram em nome de Deus?

Sei apenas que perseguem nossa religião e nos massacram como se nada fôssemos. Mas, temos uma lição que devemos aprender com nossos antepassados africanos e com nossos Orixás: a da humildade acima de tudo.

Podemos observar em todos os templos que, quando manifestados, esses Orixás, seres que governam a natureza, trazem dentro de si, uma humildade tamanha, mesmo possuindo uma força indescritível sempre são humildes em tudo que fazem e suas rezas nos consolam em nossos momentos mais difíceis.

Em sua grande maioria, os templos a eles dedicados, estão nas zonas periféricas, sem riqueza, sem ajuntamento de ouro, sem soberba e sem orgulho, até mesmo porque aqueles que se atrevem a agir dessa forma têm um fim doloroso.

Os templos de Orixá são construções simples, onde apenas existe o necessário para os rituais de fé desse povo. Os Ministros de Deus, quando manifestados em seus eleitos, possuem uma humildade tão grande que chega até mesmo a levar às lágrimas as pessoas que realmente entendem de seus fundamentos e assim sendo, sabem de sua procedência, de suas histórias enfim.

O mesmo acontece com a Umbanda, onde também encontramos a humildade, o cheiro do incenso, do charuto, do cachimbo, e as doces palavras de consolo dos pretos velhos e dos demais guias que ali se manifestam para prestarem a caridade.

Mas, muito ainda temos que aprender com todos esses seres, pois estamos muito distantes da humildade verdadeira, do verdadeiro amor e do verdadeiro perdão.

Temos ainda uma longa jornada pela frente, dado que somos espíritos em evolução e como tal, nos assemelhamos à crianças ainda em desenvolvimento, que carecem de atenção diária de suas mães. E nós carecemos da atenção de nossos Orixás e Guias protetores.

Nada desse mundo carregaremos para a vida além-túmulo. De nada nos servirão os tesouros aqui juntados. Para nada nos servirá nossa conta bancária, em nada nos favorecerá o orgulho e a arrogância. Assim, saibamos cultivar hoje, aprendamos com nossos Orixás e Protetores, esses mensageiros de luz, fiéis a Deus, para que tenhamos uma vida melhor em espirito.

Lembremo-nos sempre de que apenas nossa alma irá para a vida pós morte e lá teremos que dar contas de todos os atos cometidos nesse mundo.



Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.


quinta-feira, dezembro 16, 2010

OS RITUAIS COM SACRIFÍCIO

Dentro do Candomblé é natural o sacrifício de animais, sejam aves ou quadrúpedes dependendo da situação, em louvor às divindades que governam a natureza em nome de Olorúm, Deus.

Em praticamente tudo que fazemos, emprega-se esse rito, pois com o sangue, consagra-se desde os objetos litúrgicos, até mesmo a vida das pessoas que buscam a intervenção dos Santos para a solução de um determinado problema em sua vida.

Quando sacrificamos uma ave, por exemplo, para Exú, damos a ele aquela vida, em troca do favor solicitado naquele momento. Temos que lembrar que o ato de sacrificar animais, vem desde os primórdios da humanidade e mesmo os Profetas Bíblicos, efetuavam sacrifícios a Deus, em busca de santidade para a vida de suas comunidades.

Porém, esses sacrifícios dentro de nossa religião, não podem de forma alguma ser realizados por pessoas que não estejam devidamente preparados para tal. São os sacerdotes e sacerdotisas de Orixá, os Ogãs, Ekédis e outras pessoas de cargos altos e que possuem as obrigações que têm o direito de levarem o obé, faca, ao pescoço de um animal para sacrificá-lo em honra das entidades.

E mesmo para essas pessoas realizarem o ato, existe o momento certo, oportuno, em que a entidade solicita aquele ritual. Este não é feito somente porque desejamos. Existe a necessidade de uma consulta à Ifá, para sabermos se a divindade deseja o sacrifício e qual o animal que ele quer que seja imolado em sua honra.

Não basta querermos dar-lhe, por exemplo, um cabrito, temos que saber se ele deseja o quatro pés, como chamamos, pois pode ocorrer que ele queira um ou dois frangos, por exemplo.

E mesmo que aquele ser deseje o ritual, esse não pode ser praticado como uma coisa simples, corriqueira. Tem-se todo um preparo tanto das pessoas que participarão da imolação como até mesmo do ambiente que esta deverá acontecer, pois o ato de se derramar sangue é algo deveras sério e requer muita responsabilidade da parte de todos que forem compor a comitiva do rito.

Existem as folhas certas, as rezas, as cantigas, todo um processo de encantamento, de se pedir licença para que se possa realizar a atividade. Não é somente pegar uma galinha e cortar fora sua cabeça!

Uma matança mesmo que seja de uma codorna, deve ser bem preparada e realizada com muito cuidado e respeito, pois estamos alimentando um ser que governa determinado elemento da natureza e assim sendo, deve-se acautelar o máximo para que nada saia errado.

O menor erro pode ser fatal e suas consequências seríssimas na vida de quem estiver passando pela obrigação. Nada se faz com gracejos e com pensamentos desvirtuados no mundo do Orixá. Para tudo devemos saber a reza certa, as palavras certas e como proceder.

Não devemos de forma alguma deixar sangue no chão, pois as consequências podem ser terríveis, não podemos permitir que pessoas que não estejam preparadas participem de determinados fundamentos, pois pode causar problemas em sua espiritualidade.

Deve-se levar os assuntos pertinentes ao Orixá com muita seriedade e muito mais ainda quando se trata de sacrificar uma vida, pois mesmo sendo um animal, é um ser vivo, e assim sendo, não temos como saber que fim levará aquela obrigação, caso as coisas não sejam feitas da forma correta.

Nenhuma pessoa deve participar de um ritual de matança sem estar com seu corpo limpo de todas as impurezas do mundo, principalmente sexo e bebida.

Nem mesmo devemos falar alto nos momentos que antecedem a matança, ou durante ela e nem ainda quando o Orixá estiver comento, pois o barulho os incomoda.

Temos que nos lembrar que são seres encantados, verdadeiros elementais, governadores das forças da natureza, antepassados que se dignam a vir entre nós para nos ajudar a viver nesse mundo de provações.

Quando o zelador está em ritual de matança, a casa deve se manter o mais limpa possível, tanto física como espiritualmente para que as energias sejam as mais positivas possíveis. Nada deve acontecer para contrariar as leis que regem esse mundo maravilhoso que é o Candomblé, pois ele é feito de leis severas implantadas pelos antepassados oriundos da África que por sua vez herdaram de seus antepassados.

Uma matança é o ritual mais sagrado que existe e se nele não houver toda disciplina possível, as dores e sofrimentos podem ser inimagináveis. Por isso, respeitemos as leis de nossos Orixás e deixemos os fundamentos para quem realmente se encontra em condições de realiza-los.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.

ORAÇÃO DOS PRETOS VELHOS

Senhor, Pai, que sois o poder, a bondade, a misericórdia, olhai por aqueles que acreditam em vossa bondade, poder e misericórdia.


Daí, Pai, aos que vacilam no vosso poder, na vossa misericórdia e bondade, a clareza de clareza de pensamentos e abri-lhes Senhor, os olhos para que pratiquem sempre a bondade, a caridade para com os outros, reconhecendo assim vossa existência, poder e misericórdia, bem assim, vosso Reino.

Senhor perdoai aqueles que a escuridão ainda não deixou ver os erros cometidos na sua passagem por esse planeta. Daí, senhor, a eles que sofrem a luz do vosso imenso amor.

Que a luz do vosso imenso amor nos ilumine neste mundo e em outros que ainda desconhecemos, mas, que cremos se mais difícil atingir. Oh! Pai, a nós pecadores aceitai o nosso arrependimento dos erros que temos cometido, oh! Pai, pela vossa sagrada bondade e paixão, consenti que caminhemos até vós pelo caminho da perfeição.

Assim seja.


quarta-feira, dezembro 15, 2010

SANGUE, ALIMENTO SAGRADO DOS ORIXÁS

É comum vermos pessoas que não seguem nossa filosofia religiosa se alimentarem de sangue, como na galinha ao molho pardo e no chouriço, por exemplo, mas, para nós adeptos do axé Orixá, esses alimentos não podem de forma alguma fazer parte do cardápio.

Acontece que o sangue, é o alimento sagrado das Divindades, ou seja, de nossos Orixás e somente a eles é dado o direito de saborear deste. O sangue nada mais é que a essência da vida. Sem ele a vida simplesmente não existe, assim sendo, para nós, seres mortais, não é dado o direito de consumo do mesmo.

O tabu existe desde o mais remoto dos tempos, pois, em muitas outras religiões como no Islamismo, por exemplo, não é permitido de forma alguma se consumir sangue dos animais abatidos.

Ao imantarmos um assentamento de Orixá, exú, egum ou outro qualquer, qual o principal item para que essa imantação seja concretizada? O sacrifício de um animal. Como então, nós, seres humanos, poderíamos comer daquilo que é justamente a imantação de nossos ibás?

Quando derramamos o sangue de um animal, estamos dando aquela vida como forma de sacrifício às divindades para que elas nos façam algum favor em troca. Se sacrificamos em prol de nossos Orixás, estamos alimentando um ser ancestral que nos protege e nos guia nos caminhos que Olorúm designou para cada um.

Assim sendo, temos que manter o respeito e não comermos de seu principal alimento. Se sacrificamos uma galinha em nossa casa para o consumo da família, o certo é que seja feito esse sacrifício dentro de um tanque, e a torneira seja aberta para que a água leve aquele sangue embora. Não devemos derramar sangue no chão.

Não devemos sob hipótese alguma, deixar que sangue seja derramado no chão, pois seres negativos podem ali se alimentar e trazerem consequências sérias para nossas vidas.

Existem algumas pessoas que acham que esses tabus são invenções dos mais velhos. Mas, posso garantir que não. Ao nos alimentarmos do sangue, estamos ferindo os preceitos das leis dos Orixás e isso nos trará com certeza sérias consequências em nossas vidas, pois as leis existem para serem cumpridas.

Não devemos matar animal algum que não seja para nosso alimento ou para algum ritual onde haja a real necessidade do holocausto, pois uma vida não se tira em vão. Não se derrama sangue pelo simples motivo de se desejar, mas sim, por existir uma necessidade muito grande e imprescindível.

Somente aos Orixás e às demais entidades, competem determinados alimentos e atos, e a nós compete a obrigação de zelarmos para que esses preceitos sejam respeitados e que nossa religião seja respeitada em toda a sua grandeza.



Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi, Odé Mutaloiá.


terça-feira, novembro 09, 2010

O NOSSO ANJO DA GUARDA

Como todos nós sabemos cada ser humano possui seu anjo da guarda. Esse é um espírito concedido por Deus, para nos guiar e nos orientar em todos os momentos de nossa vida. É ele na verdade, uma espécie de mentor espiritual, e sempre nos guia para os caminhos do bem, e muitas vezes quando ouvimos o que chamamos de “nossa voz interior”, é na verdade esse espírito quem nos fala.

Dentro do Candomblé sempre cuidamos de nossos Orixás, acendemos velas, damos comidas secas, obrigações com rituais mais profundos, mas muitas vezes esquecemos-nos de alimentar nosso Anjo da Guarda.

Temos sim, que cuidar de nosso Anjo Protetor, da mesma forma que cuidamos de nosso Orixá, apenas diferenciando o culto. Quando passamos por uma obrigação, são cuidados nossos caminhos, nossos Orixás, Exú e até mesmo o egum de nosso Santo, mas, ao sairmos do preceito da obrigação, é bom que cuidemos de nosso Anjo Guardião.

Obviamente que para ele, não oferecemos matança nem mesmo comidas secas, pois é um espírito pertencente à outra esfera, e assim sendo, dispensa os tributos que ofertamos a nossos antepassados.

Para cuidarmos de nosso Anjo da Guarda, basta que mantenhamos em local mais alto que a nossa cabeça, um prato ou pires com uma vela de sete dias branca acesa e ao lado um copo com água, de preferência filtrada. Ao colocarmos a vela e o copo neste local mais alto, basta que rezemos o Pai Nosso, Ave Maria, Salve Rainha, um Credo e um Santo Anjo do Senhor, aquela mesma oração que nossas mães nos ensinaram quando ainda crianças.

Ao apagar essa vela,devemos imediatamente acender outra e trocarmos a água despejando aquela em uma planta que não seja venenosa.

Ao fazermos isso, e cuidando de nosso Orixá, estaremos sempre em dia com nossas obrigações e assim sendo, será muito mais difícil algum inimigo oculto ou não, nos atingir.

Sempre devemos nos cuidar, pois as forças inferiores,sempre nos rondam buscando pontos fracos para nos atingir e assim destruir com nossas vidas e nossas conquistas.

Comumente vemos pessoas que por mais que façam obrigações,não param de sofrer e muito pouco conseguem alcançar. Isso não significa que o zelador fez algo de errado ou que aquela pessoa não esteja sendo merecedor dos favores das divindades, pode estar ocorrendo, que, seu anjo da guarda esteja enfraquecido, ou mesmo esquecido no tangente ao zelo por parte de seu protegido.

Não compete ao zelador de santo, cuidar de nosso anjo da guarda, mas sim a nós mesmos. Não devemos esquecer jamais desse ser que nos guia em todos os momentos de nossa vida, pois o que seria de nós sem ele?

Ao acendermos uma vela para nosso anjo da guarda, estamos mantendo um contato direto com um ser de muita elevação e assim sendo, temos que estar sempre de corpo limpo, com nosso coração livre de qualquer sentimento inferior.

Se formos médium de Umbanda é bom antes dos trabalhos, deixarmos acesa uma vela para nosso Anjo Protetor, para que ele nos auxilie, evitando, por exemplo, que espíritos inferiores e obsessores, tentem se passar por nosso guia protetor, ou até mesmo, que esses seres, suguem nossas energias vitais, no momento em que estivermos incorporados.

Cuide de seu anjo da guarda, ore para ele, faça seus pedidos e verá que muita coisa se transforma em sua vida.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá.











segunda-feira, setembro 27, 2010

ESCOLA DOMINICAL

É comum nos templos Cristãos, a escolinha dominical, onde ensinam seus filhos, a doutrina de sua fé, onde os colocam amantes de sua prática religiosa e assim evitam que eles, os pequeninos se aproximem de outras religiões e, até mesmo incentivam que, seus filhos, levem coleguinhas de escola, vizinhos, para a escolinha a fim de que possam introduzi-los em sua doutrina.

Infelizmente não vemos o mesmo acontecendo nos Templos de Umbanda e Candomblé. Poderiam seus sacerdotes, convidarem professores que ali frequentam, para que nos domingos, desenvolvessem trabalhos sobre a cultura negra, por exemplo, a fim de colocarem em prática o que já está previsto em Lei, incentivando assim, que nossos pequeninos, se mantivessem dentro de nossa fé, e dela não se envergonhassem nas ruas.

Se quisermos combater o preconceito e a intolerância, eis aí uma grande arma: educar nossas crianças e jovens! Poderiam dentro das escolas dominicais, estudarem sobre os antepassados, sobre a mãe África e ainda aprenderem sobre o risco da ingestão de bebida alcoólica, drogas, sobre o risco do sexo sem proteção, do aborto e da gravidez na adolescência, e estariam assim, nossos Templos, exercendo sua função de cidadania.

Nossos Templos têm essa função mas muitos poucos são os sacerdotes que se dedicam de alguma forma para tal ato.

Ao introduzir as escolas dominicais, estariam fazendo com que nossos jovens e nossas crianças tivessem armas para se defender do preconceito que sofrem nas escolas quando se descobre que são adeptos ou filhos de adeptos das religiões de matriz africana. Isso se dá tão somente pela falta de informação.

Obviamente que muito ainda temos que fazer para acabarmos com esses males que assolam nossa comunidade. Leis foram criadas para garantir nossos direitos, mas, enquanto não colocarmos em prática ações como esta,dificilmente, veremos nossos direitos respeitados.

Enquanto isso, crianças são doutrinadas para os julgarem adeptos de satã, filhos do capeta e nada fazemos para dar combate a isso.

Assim,fica aqui a sugestão: que todos os Templos de Umbanda e Candomblé abram suas portas aos domingos, para que essas escolas funcionem, para que essas crianças e jovens sejam doutrinadas de acordo com nossas leis, que aprendam a respeitar e a amar nossos princípios, pois somente assim poderão se defender durante a intolerância e a perseguição que se faz presente em nosso mundo. E ainda, que eles possas ter acesso à palestras sobre temas tão importantes que possam alertá-los sobre drogas,álcool, gravidez e aborto, lembrando que esse ultimo, agride diretamente aos preceitos de nossa amada mãe Oxum.

Tatetú N'Inkisi: Odé Mutaloiá







sábado, setembro 11, 2010

Obrigação de Final de Ano!

Queridos Amigos e Clientes;

Sempre preocupado com seu bem-estar e vendo chegar mais uma passagem de ano, venho oferecer a chance para que todos tenham acesso a uma firmeza para o início do próximo ano. Sabemos como é extramamente importante que tenhamos um início de ano com o pé direito, assim sendo, disponibilizo oferendas individuais para que cada pessoa tenha a chance de ter um ano com mais paz, saude, prosperidade e amor. Conhecedor da atual conjuntura financeira do país, disponibilizo de uma ferramenta ao qual você poderá programar o seu valor de investimento para a transição do ano.

TENHA SUA OFERENDA DE FIM DE ANO PARCELADOS EM ATÉ 15X EM SEU CARTAO DE CRÉDITO!

Interessados entrar em contato:

odemutaloia@hotmail.com

quarta-feira, setembro 01, 2010

TEMOS QUE RESPEITAR A CIÊNCIA E OS TRATAMENTOS MÉDICOS

Muitas vezes nos deparamos com sacerdotes, e até mesmo com entidades que determinam que as pessoas parem de tomar seus medicamentos, pois terão a cura através da espiritualidade somente, e isso acontece até mesmo dentro de algumas igrejas evangélicas.

Acontece que isso é um erro muito grande. Se assim fosse, grandes médiuns como o saudoso Chico Xavier, não teria ido ao médico durante sua vida. Tantos pastores não usariam óculos, por exemplo, e nenhum padre precisaria tomar medicamentos nem mesmo zelador de Santo morreria.

Não que eu não acredite na cura através da fé, ao contrario, sei que a fé ajuda e muito na cura de vários males, inclusive já presenciei várias curas através dela, mas enfatizo que o tratamento clínico é necessário sim. Não podemos simplesmente mandar uma pessoa abrir mão de seus medicamentos, pois não estudamos medicina.

Sermos sacerdote é antes de tudo sermos conscientes da realidade e essa nos obriga a enxergarmos a realidade das coisas do mundo. Eu, por exemplo, uso óculos e faço uso de medicamentos controlados, antes, quando comecei meu tratamento, fui a várias pessoas jogar e todas disseram a mesma coisa: “seu problema é físico, tem que ser cuidado pela medicina”.

Lógico que acendo minhas velas e arreio minhas comidas ao santo na esperança da ajuda, mas, por nada nesse mundo abro mão de meus medicamentos que tanto me ajudam em meu dia a dia.

Temos que entender que zelador é ser humano e não um deus como pensam muitos. Temos problemas e muitas vezes muito maiores do que possuem os que nos procuram, e temos que estar aptos a ajudar e para isso temos que nos cuidar.

O uso da medicina é sim, de suma importância na vida do ser humano e penso ser uma total irresponsabilidade quando um sacerdote seja de qual religião for, orienta e pessoa a parar com seus medicamentos.

Se a medicina não fosse necessária, Deus não a teria criado.

Temos que respeitar uma pessoa que passa uma vida estudando e que tem a capacidade, por exemplo, de abrir uma pessoa e devolvê-la com vida para o mundo. Outras que possuem o dom de entender a mente humana e assim por diante.

Que seria de nós sem a medicina?

Posso garantir que não seria muita coisa, pois graças a seus conhecimentos, é que a raça humana ainda existe nesse planeta. Assim, se você, meu irmão ou minha irmã, pratica o sacerdócio, nunca oriente a quem quer que seja a deixar de lado seus medicamentos, ao contrário: faça um trabalho paralelo, pois as duas energias juntas conseguirão grandes êxitos.

Para você que estiver lendo essa postagem humilde e segue algum tratamento, não se deixe enganar por falsos profetas e abandonar assim seu tratamento médico, pois sem ele, sua matéria sucumbirá e seu espírito pode ter sérias consequências. Faça seu tratamento espiritual, mas, siga com o clínico e verá quanta coisa mudou.

Eu, simples sacerdote, quantas vezes já me disseram para largar meus medicamentos, mas somente eu, sei o que se passa comigo quando estou sem eles.

Isso é fanatismo e não fé! Orixá cuida do espírito e a medicina da matéria!

Tatetú N’Inkisi Odé Mutaloiá.


sexta-feira, agosto 27, 2010

EXISTEM SIM, AQUELES QUE NÃO PRECISAM SER RASPADOS.

Em postagem anterior, falamos sobre a importância da feitura e o porquê de uma pessoa ser raspada para que possa ser iniciada nos preceitos dos Orixás. Tenho recebido alguns e mails de pessoas questionando se são lendas as afirmações de que existem algumas pessoas que não precisam ser raspadas.

Sim, essas pessoas existem sim, mas são raras. São pessoas chamadas de Abikú, ou seja: já vêm prontas antes mesmo de seu nascimento. A essas pessoas é dado todo o preceito do Santo, mas seu cabelo não é retirado.

São feitos outros tipos de fundamentos, que somente zeladores preparados podem realizar, pois senão forem feitos de forma correta, podem acontecer coisas terríveis com a pessoa e essas não terem mais retorno.

Os abikús são pessoas sensíveis com uma mediunidade aguçada e avançada e precisam de auxilio especial, pois muitas vezes são incompreendidos, pois têm uma percepção que vai além do alcance de seu aprendizado.

Porém, seu processo de iniciação é diferente dos demais, justamente por ser ele, uma pessoa que dispensa a iniciação comum. Claro que ele passa por obrigações, mas, ao contrário do iniciante comum, não cumpre os sete anos de yawô, pois já nasce com sete anos.

Seu ibá já posto no alto, mas, repito somente pessoas que realmente estejam preparadas para isso podem realizar seus fundamentos, pois existe até mesmo o risco de desencarne para ambos os lados.

Abikú já nasce feito, mas isso não o isenta de obrigações e é justamente aí que o zelador tem que estar muito ciente para não fazer coisa errada, pois como muita coisa dentro do santo, pode ter consequências gravíssimas depois.

Um processo de iniciação é por demais complexo, ainda mais se tratando de um abikú, pois esse tem outros tipos de fundamentos a serem feitos em sua cabeça. Da mesma forma, como existem determinados santos que não são raspados, e outros que não trazem mãos nas dores.

Assim sendo, não se trata somente de uma lenda, existem sim, pessoas que não precisam ser raspadas.

Tatetú N’Inkisi: Odé Mutaloiá





domingo, agosto 15, 2010

TEMOS QUE TER REPRESENTANTES NA POLÍTICA

Mais um ano de eleições chegou e ao que me consta faltam candidatos que sejam adeptos do Candomblé ou da Umbanda. Isso é um erro.

Todas as eleições acontecem às mesmas coisas: candidatos que nunca tiveram compromisso com nossa religião usam o pleito para buscar apoio de membros das religiões afro-brasileiras, para se elegerem.

Nesse período prometem “mundos fundos”, se dizem contrários à intolerância religiosa, contra a discriminação seja ela qual for, pedem nosso voto e prometem que em sua gestão não encontraremos obstáculos para praticar nossa fé. Alguns mais abusados, mesmo sendo evangélicos, se dizem até mesmo a favor da liberdade religiosa. Porém, depois de eleitos, nos abandonam nos perseguem de todas as formas.

E isso acontece por quê?

Porque não temos candidatos de nossa religião. Eu mesmo já vi uma pessoa feita de santo filho de uma das maiores babás de Umbanda do Espírito Santo, visitar templo por templo, pedindo apoio das pessoas para sua candidatura e teve uma péssima votação.

Pergunto-me até quando iremos votar em pessoas que nada teem com nossa fé! Busco noite e dia respostas que sei, nunca virão e por quê?

Porque sempre votamos errado! Não buscamos promover reuniões e quando são promovidas, muito poucos aparecem, para que possamos ter um candidato nosso.

Não quero crer que seja por vergonha de nosso povo! Não quero acreditar que nossa gente, ainda continua vendendo seu voto e dando assim poderes a quem nunca fará algo por nossa religião!

Se não temos um candidato de nossa fé, façamos então reuniões com os que existem, e peçamos um documento registrado em cartório, no qual, ele se comprometa a combater a discriminação e a intolerância religiosa e ainda mais: façamos com que nesse documento existam parágrafos dizendo que aquele candidato irá apoiar as causas de nossa religião, como por exemplo:

• Novos templos sejam construídos com a ajuda das prefeituras e até mesmo dos governos estaduais.

• Que fará aquele candidato fazer valer a lei que isenta os terreiros de impostos, assim como as demais religiões são isentas.

• Que terá ele, compromisso com a questão religiosa sem que para isso tenhamos que oferecer suborno.

• Que promoverá a reforma de monumentos das religiões afro-brasileiras que existem em todo o país.

• Que buscará dentro das leis, coibir a forma pejorativa como somos tratados por igrejas como a universal etc.

Somente quando tomarmos consciência de nossa importância, poderemos obter o respeito desses que são SUSTENTADOS com o dinheiro público e que nada fazem para coibir os abusos que sofremos em nosso dia a dia.

Busquemos apoio de pessoas sérias, conscientizemos os zeladores e seus filhos para que possamos fazer valer nossos direitos que estão na Constituição Federal, pois da forma que andam as coisas, não me surpreenderá se daqui a algum tempo, estiverem queimando nosso povo em fogueiras como fez a Igreja Católica.

Tatetú N’Inkisi Odé Mutaloiá.