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segunda-feira, agosto 19, 2013

O QUE É MACUMBA?



É comum vermos pessoas leigas, e que são manipuladas por sacerdotes das religiões cristãs, se referirem ao Candomblé e à Umbanda como Macumba. Os sacerdotes usam esse termo para humilhar e desacreditar as religiões afrodescendentes.

Macumba não se trata de religião, mas sim de um instrumento musical que era usado desde tempos remotos.

Encontramos a tradução para essas palavras em alguns dicionários e neles a palavra se traduz como um Instrumento Musical, um tipo de reco-reco, que era utilizado na África desde os tempos mais remotos. Esse instrumento produz um som rasgante, ou seja: um som áspero, semelhante ao que produz o diamante ao cortar o vidro, ou ainda parecido com um tecido que se rasga. A pessoa que toca esse instrumento é chamada de Macumbeiro.

O termo pejorativo macumba, surgiu segundo historiadores, com João Paulo Emílio Cristovão dos Santos Barreto, mais conhecido como João do Rio, que viveu no Rio de Janeiro no período de 1881 a 1921, escreveu sobre os negros e seus cultos no Rio de Janeiro. Segundo esse escritor, “as seitas de origem africanas no Rio eram chamadas de Candomblés assim como na Bahia”. Porém o preconceito sempre falou mais alto, e a burguesia da época, denominou esses cultos de “macumbas”, devido aos toques dos tambores e demais instrumentos musicais utilizados.

Podemos ver assim que: nunca a palavra macumba se traduziu como religião verdadeiramente e que somente pessoas sem cultura alguma, que são mais facilmente manipuladas traduzem esse termo de forma tão grotesca e mesquinha.

Algumas pesquisas na história do Brasil nos mostram que apesar de muitos donos e senhores de escravos procurarem seus cativos a fim de receber “favores” de suas divindades, desprezavam depois os mesmos, dizendo que eram eles adoradores de satanás.

O que ainda encontramos nos dias de hoje, quando pessoas de classe elevada buscam nos Terreiros de Candomblé, solução para seus mais variados problemas e que depois de atendidos, proclamam-se aos quatro cantos, contrários a essa religião.

Isso acontece por que, como no tempo do cativeiro, a igreja ainda é predominante em nosso meio e para que possam manter seus fiéis submissos, ameaçam com o fogo eterno todos que não compactuam com seus princípios e isso traz medo aos seguidores das igrejas.

Ter uma religião africana como fonte de referência, não faz em hipótese alguma daquela pessoa um ser que compactue com forças do mal, ao contrário, muitos dos seguidores dessas religiões têm muito mais medo da ira Divina do que se possa imaginar, uma vez que temem até mesmo a palavras que saem de suas bocas, pois as mesmas são verdadeiras orações e uma vez soltas, não voltam atrás.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Odé Mutaloiá.


                                                                                              


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