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segunda-feira, janeiro 22, 2007

HISTÓRIA DE SÃO SEBASTIÃO


Conhecido como Oxossi em alguns estados como o Rio de Janeiro e Espírito Santo, e como Xapanã, (qualidade de Omulú) nas casas de Batuque no Rio Grande do Sul. Na Umbanda, é patrono das falanges de Caboclo e estes nada fazem sem reverenciar este santo. Na Igreja Católica é protetor contra a peste a fome e a guerra.

Segundo pesquisas realizadas sobre sua vida, Sebastião teria nascido em Narvonne, França, nos idos do século III, e era ainda menino quando seus pais se mudaram para Milão, local em que ele foi educado e cresceu. Como sua mãe, Sebastião sempre foi piedoso e forte em sua fé, o Cristianismo.

Ao atingir a fase adulta, alistou-se como era de praxe no serviço militar, servindo nas legiões do Imperador Diocleciano. Este Imperador ignorava que ele era cristão. Sua figura imponente sua bravura e prudência, logo chamaram a atenção de Diocleciano que o nomeou Comandante de Sua Guarda Pessoal, o que Sebastião usou para se tornar um protetor e guardião de todos os cristãos encarcerados em Roma. Era com freqüência que os infelizes, vítimas do ódio pagão recebiam dele palavras de consolo, nas quais ele animava aos que iria em breve sofrer o martírio, mostrando-os que receberiam a glória no céu.

Assim seguia ele, confortando e amparando as vítimas da intolerância, enquanto o Imperador seguia sua perseguição, culminando por expulsar todos os cristãos de seu exército. E foi então nesta época que Sebastião foi denunciado por um soldado, Diocleciano sentiu-se traído imensamente, afinal era ele, o comandante de sua guarda pessoal. Mandou que prendessem imediatamente seu comandante e o trouxessem à sua presença. Mas tamanha foi sua perplexidade, quando ouviu da boca do próprio Sebastião a confissão de que era realmente cristão. Diocleciano então, tentou fazer com que ele abdicasse de sua fé, ao que ele com firmeza disse que não, e ainda mostrou vários motivos que o convenciam cada vez mais a seguir sua fé, usando-a para socorrer os aflitos e perseguidos.

Tomado de uma ira descomunal, Diocleciano ordenou aos soldados que o matassem a flechadas, ordem esta que foi cumprida imediatamente: os soldados o levaram para um descampado, tiraram-lhe toda a roupa, amararam-no em uma árvore e atiraram uma imensa quantidade de flechas (que posteriormente passaram a ser seu símbolo). Depois foram embora, deixando-o pr que morresse de tanto sangrar.

Mas como a providência Divina não falha, ao cair de noite, a mulher de um outro mártir chamado Castulo, foi com algumas amigas onde se deu a execução, a fim de retirar de lá seu corpo e conceder-lhe uma sepultura. Esta mulher chamava-se Irene. Ao se aproximarem de Sebastião, viram que ele ainda estava vivo, o que de forma alguma poderia ter acontecido, dado a quantidade de flechas que lhe foram atiradas, fazendo com que fosse impossível a qualquer ser humano sobreviver. Assim elas o tiraram da árvore, e Irene o escondeu em sua casa, cuidando para que suas feridas cicatrizasse. Após completamente recuperado daquele mortífero ataque, Sebastião rejeitou a idéia de se esconder, e deu continuidade ao seu processo de evangelização, terminando por se apresentar ao Imperador e até mesmo censurando as perseguições e injustiças praticadas por ele contra os cristãos.
Porém mesmo com todas as provas dos poderes que vinha dos céus, Diocleciano ignorou todos os pedidos de seu antigo comandante, e determinou que ele fosse morto com pauladas e golpes de bolas de chumbo. Se negava assim Diocleciano a reconhecer um poder maior que o seu: O Poder de Deus! Insatisfeito com a morte de Sebastião, o Imperador a fim de impedir que seus seguidores levassem seu corpo e o venerassem, mandou que o jogassem em um esgoto público de Roma.
Mas uma piedosa mulher chamada Luciana recolheu seu corpo e deu-lhe uma sepultura nas catacumbas. Estes fatos se passaram no decorrer do ano de 287. Muito depois, no ano de 680, seus restos (relíquias) foram transportados com solenidade para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, onde se encontram até hoje. Uma terrível peste destruía Roma na época e desde o translado de seus restos mortais, ela simplesmente desapareceu.
Foto:São Sebastião, por Mantegna
Odé Mutaloiá
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segunda-feira, janeiro 15, 2007

Cancelamento de e mail

Venho informar a todos, que à partir desta data, por motivos de troca de provedor, não mais estarei usando o e mail do uol. Todas as mensagens deverão ser encaminhadas apenas para os endereços: odemutaloia@hotmail.com, e, odemutaloia@pop.com.br.
Pena que as pessoas aos nos procurarem para resolver uma questão seja ela qual for, pensem que somos possuidores de poderes mágicos, ao invés de enxergarem que apenas somos sacerdotes e sacerdotisas. Não vêem que não possuímos Varinha Mágica, e que assim sendo Jamais poderemos resolver suas questões da noite para o dia. Muitos quando nos procuram, pensam que ao entregarem uma oferenda aos Orixás, seus problemas desaparecerão imediatamente, mas se esquecem de que no plano espiritual, o tempo não é o mesmo da terra, e de um outro fator importante: O Merecimento! Sim, sem o merecimento nossos antepassados pouco podem fazer por nós, afinal eles cumprem a mesma lei que rege tudo e todos; a lei de Deus nosso pai.

Existem ainda aqueles que pensam que ao se iniciarem no santo, levarão uma vida de paz, alegria e prazeres tão somente. Doce engano. Não procuram aprender e se o fazem simplesmente se esquecem de que nosso espírito se aperfeiçoa dia a dia, e este aperfeiçoamento se deve justamente em nosso aprendizado diário e infinito. Temos que enxergar que nossos problemas são nada mais nada menos que degraus que galgaremos um de cada vez, são os temperos de nossas vidas, são as maiores formas de aprendermos a valorizar aquilo que temos e que possuímos de maior valor: NOSSA VIDA! Ao nos proporcionar a vida, nosso Criador tão somente espera que cumpramos nossa tarefa de aprender e assim podermos voltar para junto dele cientes de nossas responsabilidades mesmo como espíritos desencarnados.

Mas nossos consulentes, filhos e amigos esperam algo que não podemos oferecer: a eliminação de seus problemas. Tudo que nossos antepassados podem fazer e que é importantíssimo é dar-nos a fé e o amor para passarmos por nossas provações com humildade e tolerância. Humildade para nos resignarmos e tolerância para sabermos que além de toda esta tribulação que é o planeta terra, existe um mundo melhor, onde a justiça e a paz reinam absolutas. Tanto nossos orixás e até mesmo nossos caboclos e pretos-velhos, ajudam-nos constantemente, mas nossa incoerência faz com que apenas olhemos as tormentas de nossa vida, e não a ajuda e amor indispensáveis que nos chegam dia após dia. Claro que todos queremos um mundo melhor, isso não pecado algum, mas este mundo está longe de alcançarmos, pois que nossa arrogância, impaciência e incompreensão nos levam cada vez mais a um caminho de sofrimento. Somente com muito amor, paz e humildade poderemos construir este mundo tão sonhado.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambaranguange, Odé Mutaloiá.

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quinta-feira, novembro 30, 2006

O QUE É BORI?


A palavra bori se traduz como: Cabeça comendo. Bo = comer, Ori = cabeça. Esta é uma obrigação à qual podem receber toas às pessoas, iniciadas ou não. Dependendo da situação e do que solicita o orixá de cada um.

Esta obrigação Constitui-se basicamente de recarregar as energias da pessoa fazendo com que toda a carga negativa existente em sua áurea seja substituída por uma positiva. Dependendo de cada situação, podem ocorrer formas variadas de bori e de sacrifício de aves para o Orixá. Em nosso dia a dia, convivemos com situações várias, e que nos colocam em contato com energias que na maioria das vezes em nada são benéficas.

Com os iniciados na religião esta obrigação é realizada uma vez por ano, ocasião que o iawô, recolhe-se por um período de 12 horas, se não for obrigação de feitura, podendo chegar até mesmo há três dias. Neste caso o bori unifica-se com a obrigação de seu tempo de feitura. Estas obrigações são de: 01, 03, 07,14 e 21 anos após sua iniciação. Antes do recolhimento, a pessoa passa por uma sessão de limpeza (ebó ou sacudimento), destinada a retirar as forças inferiores que possam estar junto dele, e neste recolhimento, se oferece, vários tipos de comidas, desde o feijão preto e o inhame cará de Ogum até o ebô (canjica branca) de Oxalá. Nesta ocasião o sacerdote sacrifica aves pré-determinadas pelo Orixá da pessoa, a fim de que esta possa ter mais um ano de vida, alegria, saúde e conquistas em sua vida. Em caso de obrigação grande são oferecidos os chamados bichos de quatro pés, e estes variam de acordo com a qualidade e a solicitação de cada Orixá.

Para os que não são iniciados, esta obrigação varia muito, dado que cada pessoa tem um problema e assim sendo a solução do mesmo difere. Temos o bori de misericórdia, no qual são oferecidos apenas comidas brancas para Oxalá e Yemanjá, e os sacrifícios, constituídos apenas de aves destes santos.

Os antigos africanos acreditavam na força dos elementos da natureza, tanto como parte ativa da nossa existência, como para nos reabastecer de forças positivas que se bem direcionadas, vão nos levar ao alcance de muitas vitórias na vida terrena. Um dessas forças era a comida. Acreditava-se que os ancestrais ao se transladarem para o Orúm (céu), levariam consigo as experiências adquiridas na terra, e em um futuro poderiam aqui retornar para nos auxiliarem de forma direta em vários aspectos de nossas vidas.

Os Africanos possuíam uma filosofia muita a quem das demais seitas e filosofias existentes. Para eles, tudo na natureza possui vida, até mesmo as pedras, e como tais esses elementos são dignos de respeito e proteção. Possuíam desde tempos remotos, uma concepção de proteção à natureza e esta foi passada de pai para filho, tanto que é muito comum nos barracões de Candomblé, existirem uma variedade de flora que surpreende a todos que ali chegam. As comidas oferecidas em obrigações de santo são comumente jogadas dentro de rios e lagos após serem suspensas da mesa do Orixá. O fato de estas comidas serem ali despejadas reflete-se na preocupação com a continuidade da vida. Sabemos que nossos antepassados preocupavam-se com a vida e a preservação da natureza, assim ao despejarem estes alimentos na água, era sua preocupação apenas alimentar os peixes que ali habitam, garantindo assim a continuidade da vida.

Este fator também está evitando o desperdício de alimento. Dentro da casa de uma pessoa iniciada, é verdadeiro tabu desperdiçar o alimento, seja de que forma for. Assim, é comum a divisão da comida de bori entre as pessoas que ali estão, afinal além de não desperdiçar, estariam todos participando daquele banquete, ocasião que aproveitariam o axé deste santo. Nada se desperdiça em uma roça de santo, até mesmo os resíduos que não servem para ser aproveitado para nada, como certas partes dos animais, são enterrados e não jogados no lixo, temos uma concepção de que tudo que se oferece ao santo é sagrado, e assim até mesmo as partes que de forma alguma servem para serem ingeridas, poderão ser utilizadas como adubo natural para a terra, assim ao enterramos estas partes, estaremos dando continuidade ao que nos foi passado por nossos antepassados: na natureza tudo se aproveita, nada se desperdiça.

Tatetú N’Inkisi Lambaranguange, Odé Mutaloiá.

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domingo, novembro 19, 2006


COSME E DAMIÃO

Quem de nós nunca participou de uma festa de São Cosme e São Damião em algum terreiro, seja de Umbanda ou Candomblé? Sempre festejados em Setembro, é uma verdadeira viagem à nossa infância, onde podemos nos fartar como bolos, balas, doces e tantas outras guloseimas servidas neste dia. Mas uma é especialmente gostosa: O Caruru, também chamado de Caruru de Cosme! Sim, esta é uma das preferidas guloseimas servidas nas casas de Candomblé por ocasião das comemorações destes santos, que tanto se dedicaram à pobreza em sua vida terrena, o que lhes causou grande perseguição por parte do Imperador Diocleciano durante o século V.

Vamos ver um pouco da história destes mártires:
Muitos dos relatos sobre a vida destes Santos nos dão conta que eles eram gêmeos e nasceram na Arábia, trezentos anos após Jesus, porém seus pais eram Cristãos. Quando maiores foram para a Síria, onde estudaram medicina e passaram a se dedicar exclusivamente ao atendimento gratuito. Seus verdadeiros nomes eram Acta e Passio. Como a maioria dos mártires, existem vários relatos sobre sua morte: alguns dizem que foram lançados de um precipício amarrados, pois foram acusados de serem feiticeiros e inimigos dos deuses romanos. Outros contam que na primeira tentativa de ceifarem-lhes as vidas, foram afogadas, porém anjos vieram dos céus e os salvaram. Já em outro relato vemos que foram queimados, porém mal algum lhes causou o fogo, e depois desta vã tentativa teriam sido apedrejados, mas as pedras simplesmente voltavam para trás sem atingi-los. E por fim foram degolados.
O que se sabe ao certo, é que Cosme e Damião foram martirizados na Síria, por ordem do Imperador Diocleciano, que os perseguia por saber de sua religiosidade e de seus atos caridosos aos pobres. Sabemos que este Imperador foi Inimigo de todos os que não se curvassem perante os deuses romanos, porém é desconhecida a forma como morreram. Os milagres a eles atribuídos começaram logo após sua morte. Consta que, depois de mortos apareceram materializados ajudando crianças que sofriam violências. Até mesmo no momento de seu suplício os milagres aconteceram. Consta que o gêmeo Acta levitou, e do gêmeo Passio consta à tranqüilidade com a qual aceitou de seu martírio.
Mas os milagres de cura somente apareceram por volta do século V, e fizeram com que fossem considerados “Médicos dos Pobres”, protetores especiais das crianças. Segundo suas histórias, eles não recebiam qualquer tipo de pagamento quando exerciam a profissão na Síria, e com isso ganharam o título de ANARGIROS, inimigos do dinheiro. Depois com a especialização da medicina, foram escolhidos como Patronos dos Cirurgiões.
Seus corpos foram transportados por vários fiéis para Roma, devido à trucidação dos mesmos por Diocleciano, onde foram sepultados em um templo erguido em sua honra pelo Papa Félix IV na Basílica De Roma com as iniciais SS, que se traduzem como Cosme e Damião.
Dado a sua dedicação às crianças em geral, foram eles nomeados protetores das mesmas, e mais tarde as casas de Umbanda passaram a homenageá-los no dia 27 de Setembro, data que o catolicismo também realiza as homenagens. No Candomblé, são sincretizados com IBEJI, gêmeos da África que segundo as lendas, são os protetores das crianças e também da felicidade e riqueza. Segundo algumas casas, seriam eles filhos de Odé e Oyá, mas independente de sua filiação, em uma coisa todos são unânimes: a rapidez com que atendem os pedidos a eles endereçados, em troca de doces e outras guloseimas.
Seu culto foi iniciado no século V, data em que apareceram os primeiros relatos de seus milagres. Existem registros do culto aos irmãos nesta época, que dão conta de que existia em certas igrejas um óleo santo que tinha seu nome e, além do poder da cura, daria filhos a mulheres estéreis.
No Brasil seu culto foi introduzido pelo Donatário Duarte Coelho, 1535, quando este fundou a primeira igreja a eles dedicada, na cidade de Igarassú, (em Olinda, Pernambuco), que em tupi significa: Igara – Canoa, Assu – Grande.
Pai Sérgio, Tatetú N’Inkisi Lambaranguange, Odé Mutaloiá.
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Esta matéria teve como fonte de pesquisa a Wikipédia.

quinta-feira, novembro 16, 2006

CANDOMBLÉ E UMBANDA, UMA DIFÍCIL MISSÃO.
Sempre que falamos sobre nossa religião, seja ela Umbanda ou Candomblé, esbarramos na mesma dificuldade: o preconceito. Sermos membros de um destes seguimentos está se tornando cada vez mais perigoso para nós. Afinal, são tantas as perseguições que não me admiraria se dentro de pouco tempo, começassem a nos amarrar e chicotear em praça pública.

A verdade é que somos discriminados até mesmo dentro das casas legislativas e executivas, locais onde na realidade teríamos que encontrar a paz e a segurança do direito à religião. Isso se dá, pelo fato de não possuirmos representantes de nossa fé dentro destes poderes, e consequentemente terminamos por buscar apoio em candidatos de outras ramificações religiosas, que no momento de nos pedir votos, prometem mil vantagens, que sabemos não terem a mínima intenção de cumprir. Esta é nossa realidade inquestionável. Precisamos rever nossa situação perante estes órgãos que, aliás, são mantidos com nossos impostos.

Um outro fator que nos leva sempre a problemas, é o fato de clientes nos procurarem, achando que possuímos varinha de condão, com a qual, resolveremos seus problemas como num passe de mágica. E isso muitas vezes acontece, dado a irmãos que anunciam esta prática de “em tantos dias resolvo seu problema”. E isso tem levado a inúmeras reclamações por parte de consulentes às federações, afinal se prometemos, temos que cumprir. E como Conselheiro sacerdotal, não poderia deixar de criticar este tipo de atitude. Como sacerdotes, sabemos que o tempo que um orixá ou outra entidade levará para resolver uma questão está totalmente fora de nosso alcance e previsão. Sabemos que ao entregarmos uma oferenda, a entidade irá participar de uma verdadeira batalha com espíritos inferiores, a fim de agir em defesa de quem solicitou tal intervenção. Assim, como podemos prever, quantos dias levará es ta batalha?

Existe ainda, aquela fração de consulentes que nos procuram apenas com o intuito de fazer o mal, como se fôssemos bandidos, pistoleiros, que estivéssemos pronto a sair por aí assassinando as pessoas. Faz-se necessário que estas pessoas entendam que somos sacerdotes e como tais, promovemos a paz, a união e não a destruição de quem quer que seja. Precisam compreender que não basta pedir: temos que sr merecedores daquilo que pedimos. Têm que entender que faz parte do sacerdócio, zelar pala vida, e não a destruir. Temos um Deus somente, independente de religião, e somos submissos a este Deus, em tudo que fazemos. Tentar tirar uma vida é algo que um verdadeiro sacerdote, sequer cogita, se nega até mesmo a pensar nesta possibilidade. Mas infelizmente algumas pessoas, acham que por trabalharmos com esta ciência, temos o direito de atentar contra a vida de outros, isso é um erro, um equívoco e temos que combater.

Sermos sacerdotes é antes tudo primarmos pela vida, pela honestidade e respeito tanto para com as pessoas, como para com a natureza, dado que esta é arte integrante do corpo do Criador do Universo. Ficaria um pai, feliz ao saber que alguém está tencionando ceifar a vida de seu filho, por mais que este seja errado? Com certeza que não. Da mesma forma, Deus, nosso Pai Celestial, não ficará nada satisfeito em saber que alguém tenciona atacar um filho seu.

Ainda existe também o comércio desvairado, a ganância de alguns sacerdotes. Não questiono aqui a cobrança do axé ou do chão por um trabalho, mas sim a forma como alguns casos nos chegaram. Zeladores que ao serem consultados, exigem que a pessoa até mesmo desfaça-se de algo de valor, para a realização de uma obrigação. Isso ao nosso ver, é uma atitude de mercenários e não de um zelador. É correto se cobrar pelo trabalho, até mesmo porque a manutenção de um barracão, terreiro, sabe-se que não é nada barato, ao contrário, onera em muito o sacerdote, mas daí a levarmos uma pessoa a se desfazer de algo, ou exigir que nos dê aquilo, é algo totalmente avesso á cultura de nossos orixás.

O que conseguimos com isso? Sacerdotes serem vítimas de armas de fogo, suas casas serem perseguidas tanto por meios legais como ilegais dado a sua atitude, descrença cada vez maior de nossa religião, entre outros. Volto a dizer: concordo com a cobrança por um trabalho realizado, mas algo que não explore a pessoa, afinal, não estaríamos assim tirando proveito da desgraça alheia? Cobrar axé é uma coisa, porém extorquirmos as pessoas é outra. Se olharmos com mais atenção, veremos que certas atitudes é que estão exterminando com nossa religião.

Nos reservemos desses atitudes, sejamos sérios, honestos, fiéis aos nosso clientes e filhos. Vamos combater a discriminação, mas também combatamos atitudes que somente denigrem nossa religião e nossa imagem. E combatamos esta idéia de que somos milagrosos e que trabalhamos contra a vida ao invés de ser em prol dela.

Pai Sérgio,

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quarta-feira, novembro 08, 2006

YAMIM

Estas senhoras conhecidas por Yamins, ou seja, minha mãe, são seres muito antigos da mitologia africana. Segundo as lendas, foi graças a uma oferenda feita pela mãe de Odé, a elas, que ele conseguiu matar com sua única flecha, o pavoroso pássaro que assombrava determinado reino.

Sua forma mais antiga e mais temida é Oxorongá, antiga feiticeira, que da mesma forma que suas irmãs, Abotô, e Alá, possuem cabeça, pés e asas de pássaro, e corpo de mulher. Moram no mais profundo recanto das matas em cima de árvores. Jamais se socializam, não suportam que as chamemos em vão, a não ser se desejamos guerrear contra alguém.

São mães de egum, e as Oxuns mais antigas que existem. O certo é que não devemos pronunciar seus nomes sem um motivo justo ou mesmo proferirmos seu Oriki, palavras litúrgicas, sagradas, que tem o poder de as invocar independente do local que estejamos. Também não devemos pronunciar seus nomes, próximos de alguns elementos da natureza, como a terra vermelha, por exemplo.

Um outro fator importante, é que antes de solicitarmos algum favor delas, devemos estar muito ciente do que pedimos, pois que não poderemos mais tarde nos arrepender e voltarmos atrás. Alguns dos zeladores mais antigos ensinavam que não se deviam cultuar esses seres em residências onde houvesse crianças. Muitos deles, aliás, tinham verdadeiro pavor até mesmo em proferir seus nomes. Isso era tabu. Seu culto sempre foi um dos mais secretos no Candomblé e sua cerimônia de padê, somente é presenciado pelos iniciados na casa e assim mesmo, que tenham certo tempo de feitos. Um abiã, (iniciando), um cliente, jamais presenciam esta cerimônia.

Muitos acreditam que sem a preparação do Encantamento do Orixá em nossas cabeças, elas podem até mesmo nos matar. São seres de poder imenso e, que uma vez invocados nada nem ninguém poderá subjugá-las. Em sua cerimônia de padê, geralmente as mulheres é que participam, assim mesmo, dependendo da Qualidade de seu santo. Uma pessoa de Oxalá, por exemplo, participa da cerimônia, mas tão somente como observador e não como parte ativa.

Suas oferendas são entregues em primeiro lugar, para depois então agradarmos as demais entidades, antes de iniciarmos os festejos de um terreiro de Candomblé. Ao que se sabe, elas não possuem filhos, ou seja: não se raspa uma pessoa para Yamim, se por ventura existe alguém que seja seu filho, é necessário que o sacerdote recorra a Ifá, e se aconselhe sobre qual santo deve ser encantado, dado que não é qualquer outro santo que pode ser feito em seu lugar. Somente algumas qualidades poderiam substituir as mesmas.

Se precisarmos de um favor delas, devemos nos preparar muito antes, afinal são seres muito antigos, desconhecem muitas coisas, porém, conhecem segredos que jamais poderíamos imaginar que existem. Quando provocadas, causam terrores inimagináveis na vida de quem as provocou.

Segundo antigos zeladores, elas seriam as Bruxas do Candomblé, e como tais, com muito conhecimento tanto para o bem como para o mal. Dado a isso, esses antigos sacerdotes sempre buscavam alternativas diversas antes de invocarem seus nomes e sua presença. Também nos ensinavam que: “uma pessoa, sem o devido preparo e conhecimento necessário, jamais deve se atrever a invocar essas poderosas feiticeiras”.

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terça-feira, outubro 31, 2006


FAZER O BEM


Eis aí uma questão que muitas vezes nos leva a um pensar profundo, uma certa sensação de incômodo dentro de nossa alma, e conseqüentemente a uma pergunta: será que realmente fazemos o bem?

Muito embora seja este um dos incansáveis ensinamentos de Cristo (Oxalá), é comum passar desapercebido em nosso dia a dia. Como constituir uma sólida vida futura se tão somente nos esquecemos deste verdadeiro Emblema de Jesus?

Uma questão das mais polêmicas para nosso espírito com certeza. O que afinal seria FAZER o Bem sem Olhar a Quem?

Constituiria-se este ato, apenas em conceder doações financeiras ou não para mendigos e entidades beneficentes? Esses nossos atos, apagariam nossas intolerâncias com outros?

Devemos pensar e repensar de forma incansável neste tópico que tão primordial é, para que possamos obter de nossos orixás e de nossos guias protetores, a proteção que tanto necessitamos nesta nossa caminhada pela terra.

Diz um antigo ditado que: “palavras convencem, exemplos arrastam”. Assim devíamos observar com maior atenção os exemplos deixados para nós, pelo homem que mais sofreu nesse mundo, mas mesmo padecendo feito carneiro imolado nas mãos de seus carrascos, não desanimou nem um dia sequer de quem quer que fosse.

Apesar de seu tamanho poder, ele acreditava que dentro de cada um de nós, existia a chama de Deus Nosso Pai, e assim nutria a esperança, a certeza de que se nos empenhássemos de verdade, conseguiríamos levar adiante este seu pensamento e esta sua prática.

Fazer o bem com certeza não se constitui apenas de nossas doações a entidades que sequer nos conhecem. Claro, elas são válidas, mas e quanto aquele nosso semelhante, que está tão próximo de nós, mas que por motivos de rancor, mágoa, deixamos de ajudar? Não seria justamente este, o ato que ele, Cristo, esperaria de nós?

Fazer o bem é darmos um sorriso que seja a quem está triste, é consolar a quem chora, mostrando que podemos transformar em risos nossas lágrimas, é alimentar a esperança de cura em um doente, enfim, são tantas as formas. E isso tudo também se constitue em amor e caridade.

Não nos adianta somente fazermos o bem a quem nos ama, ou simplesmente não nos conhece, o principal ato de fazer o bem, é justamente com aqueles que nos odeiam, nos caluniam, nos roubam, que simplesmente não desejam nosso bem. Aí sim, nossa atitude com certeza terá o valor esperado pelo Criador de tudo e de todos.

A tolerância é fazer bem. A chance que damos de alguém aprender, é fazer o bem. Enfim; qualquer que seja o bem que fizermos, é importante que façamos, Sem Olhar A Quem.

A partir do momento, que sairmos do comodismo, e realmente praticarmos este ato, veremos o quanto aumentaremos nossas conquistas neste mundo. Sejam elas, materiais ou espirituais.

Porém é preciso que façamos, sem esperar recompensa, pois que esta deve ser uma conseqüência, e não uma meta principal. Se dividirmos nosso pão com quem precise, deixemos que o anonimato nos livre da arrogância e do falso reconhecimento. Afinal, qual deles seria mais importante: o dos homens, ou o dos espíritos superiores?

De nada nos adianta juntarmos reconhecimentos terrenos, se nos corrompemos com o orgulho e outros vícios da matéria, perdendo assim o glamuroso reconhecimento das esferas superiores.

Deus meus queridos, é sabedoria, mas também é humildade. Façamos por nossos semelhantes, na certeza de que estamos fazendo por nossos irmãos legítimos, e veremos a verdadeira recompensa que nos guarda o Grande Arquiteto do universo.

Antes de xingarmos, amaldiçoarmos, perdoemos, pois este é um Fazer o Bem, Sem Olhar a Quem.

Que a paz de nosso Pai Oxalá reine em nossos corações.

Tatetú N’Inkisi Lambaranguange, Odé Mutaloiá.

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A MORTE


Quem de nós nunca sofreu com a horrível sensação que nos causa a morte? A triste certeza de que nunca mais veremos aquele nosso ente querido, nos machuca como nunca fomos machucados.

Esta certeza FALSA é que nos faz sofrer. Para os que realmente crêem no espírito, na vida após a morte e na reencarnação, esta tão temida sombra não existe. Afinal, vamos todos, nos reunirmos um dia.

Sabemos que quando Deus nos colocou aqui, foi tão somente para que pudéssemos cumprir nossa missão, e após, retornarmos a nossa verdadeira morada. Se observarmos com atenção, veremos que a tão temida morte, na verdade, não é nada mais que o retorno ao lar, depois de longa viagem.

Observemos: nascemos, crescemos, estudamos, nos apaixonamos, nos casamos, constituímos nossa família e após todo este trabalho, voltamos ao encontro de nosso criador. Temos assim a chance real de nos redimirmos de nossas falhas, de nossos erros do passado, e darmos assim quitação plena de nossas dívidas para com nossos irmãos, nossa consciência e principalmente para com Deus Nosso pai.

A única coisa que temos que fazer para merecermos o descanso após esta exaustiva jornada é praticarmos o amor, o perdão incondicional e o desapego aos bens materiais. Afinal sabemos que uma pessoa extremamente apegada aos seus bens terrenos corre o risco de tornar-se um espírito incapaz de se separar de seu invólucro terrestre.

Estudando as filosofias espíritas, seja ela Kardecista, Umbandista e até mesmo no Candomblé, encontraremos uma unanimidade em um fato: nosso corpo é para nosso espírito, como uma roupa suja para nós. Ao chegarmos ao fim do dia, tudo o que desejamos é tomar nosso banho e nos livrarmos daquela roupa, pesada e incômoda de tanta poeira acumulada no decorrer do dia.

Assim nosso espírito age com relação a nosso corpo: passados os anos neste planeta, ele não vê o momento de se libertar e poder assim, ir ao encontro daqueles que lhes são caros, e que teve que separar dado a sua encarnação.

Morrer é tão somente nos libertarmos dos sofrimentos que são peculiares na terra. Assim sendo, por que tememos esta finalização de nossa jornada?

Claro que muitos dirão: “mas nunca voltaram os mortos para nos dizer como é do outro lado”. Mas a ciência já está provando a existência do espírito, e de uma vida após túmulo. Se olharmos com atenção e carinho a vida de Jesus de Nazaré, veremos que ele se preparou à vida inteira para a morte. Teria se preparado sabendo que acabaria tudo ali? De forma alguma.
Cristo se preparou para a morte, justamente por saber que ela na verdade não existia. Tão somente se preparou para encontrar-se com seu pai. Eis a sabedoria!

Com certeza alguns de nós já ouviu o ditado que diz: “viver, é tão somente aprender a morrer”. Caros e amados irmãos: eis a verdade puríssima. Ao desencarnarmos, levamos para além túmulo, as nossas qualidades, mas também nossos erros e defeitos.

Acompanhando as leis de Deus, nosso espírito deverá prestar contas de seus atos aqui na terra. Assim sendo se deixamos atrás de nós, um rastro de maldades, com certeza haveremos de obrigatoriamente resgatá-los um por um. Mas posso afirmar, que jamais este resgate seria em uma imensa cozinha, com caldeirões extraordinariamente grandes, e um ser de chifres e rabo a nos cozinhar como se fôssemos o prato do dia em caríssimo restaurante.

Este resgate se fará através da reencarnação. Esta é uma forma justa que nos concede nosso Pai Celestial; de pagarmos nossas dívidas para com aqueles que ferimos e machucamos, seja de forma direta ou indireta.

Para provarmos isso, basta que olhemos quantas famílias existem, onde impera a desavença entre irmãos consangüíneos. Seria criação deturpada por parte dos pais? Claro que não! Apenas são espíritos resgatando males que fizeram em uma outra encarnação.

E para que isso pudesse acontecer, tiveram que retornar ao nosso verdadeiro lar, ou seja, tiveram que morrer. Então por que temermos a morte sendo ela, uma chance de resgatarmos nossos débitos?

Seria algo injusto uma pessoa desejar voltar para sua casa? Da mesma forma acontece com nosso espírito. A morte também garante o direito daqueles que aguardam sua vez de voltar, a “vaga” que precisam. Afinal tudo na vida é um ciclo, basta que tenhamos amor, fé em Deus e haveremos de ultrapassarmos esta barreira imposta pelo medo.

A psicologia nos ensina que o temos medo, daquilo que nos é incompreendido. Assim sendo, precisamos enfrentar nosso medo, passarmos a compreender e entender o que realmente significa a morte, e aí venceremos a batalha.

São Francisco de Assis, de forma magnânima nos mostrou isso quando proferiu a seguinte frase de sua linda oração: “... e é morrendo que se vive, para a vida eterna!”.

Será então que a morte é o “salário do pecado” como pregam as igrejas? Posso lhes assegurar que não. E se os asseguro, é tão somente por conviver a mais de 30 anos com nossos guias, orixás, e principalmente por ter vencido este medo. Morrer meus amados é retornarmos para junto de nossos entes, entes esses que sequer lembramos, mas, que existem. Afinal não somente falo daqueles que nos foram caros na terra, mas daqueles que nos são caros na vida espiritual.

Uma forma de nos tornarmos merecedores desta paz pós-morte é a caridade, e a maior caridade é amarmos nossos inimigos. Perdoar-lhes tudo que nos fizeram, não um perdão fictício, mas aquele que emana de nosso coração.

Em vez de desejarmos mal para nossos inimigos, rezemos para seus anjos guardiões, a fim de enxerguem que não é a nós que fazem o mal maior, mas, a si mesmo. Eis aí a maior de nossa prova, afinal como amarmos quem nos odeia? Neste momento lembremos de Jesus que perdoou seus algozes em seus últimos momentos de vida.

Deus com certeza habita em um coração tão puro assim, conduzirá este espírito a local onde poderá receber toda ajuda possível após seu desencarne, mas, se por ventura não formos capazes de perdoar, não esperemos que nos perdoe nossos irmãos e Deus Nosso pai. Vingança de Deus? Não Justiça apenas.

Lembremos de uma lei: “para cada ação, existe uma reação”. E estaremos assim entendendo um pouco mais desta maravilhosa justiça. Se perdoarmos, por qual motivo não seríamos perdoados?

Mas lembremos também de que um criminoso, paga por seus crimes, e nós teremos que pagar por tudo que fizemos aqui. Nossos anjos da guarda, nossos orixás, tão somente esperam que possamos ter a sensatez de usarmos nosso conhecimento para promovermos a paz e o perdão, e não para atacarmos impiedosamente àqueles que feriram a nós ou à outra pessoa.

Sei que em muitos casos, a violência é tão grande que chegamos mesmo a desejar a morte de uma pessoa. Mas, será que não cometemos erros tão graves também? A calúnia, por exemplo, ela age de forma cruelíssima naqueles que dela são vítimas, quantas vezes uma pessoa desejava apenas um sorriso, e não fomos capazes de ceder-lhe?

Sei amados, que muitas vezes, falar é mais fácil, mas por que não começarmos hoje mesmo? Poderíamos por exemplo começar perdoando aquele nosso vizinho que de forma tão ríspida se dirigiu a nós, sem que motivo aparente o déssemos para tal. Se perdoarmos uma pessoa que seja, veremos como este ato nos deixará leve, com a sensação de que estamos em um lugar agradabilíssimo à nossa alma.

Assim estaremos realmente nos preparando para morrer. E passaremos doravante, a não temermos este tão incompreendido e certo destino, único a tudo que tenha vida neste planeta.

Morrer, não consiste em término de nada, mas no recomeço de nossa jornada espiritual, pois que é a única maneira de nos reunirmos com todos que amamos aqui e lá, em nosso mundo verdadeiro.

Lembremos de outra frase de São Francisco de Assis: “..., pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado”. E com certeza o ato de dar, constitui-se principalmente em DAR O PERDÃO, O PÃO, A ÁGUA PARA NOSSO INIMIGO.

Amemos para sermos amados, perdoemos para sermos perdoados, e principalmente, aprendamos a destemer a morte, pois quando nascemos, já temos nosso retorno marcado. É como se fizéssemos uma viagem e antes de embarcarmos, já efetuássemos a compra de nossa passagem de volta.

Deus é amor, paz e caridade, nos lembremos disso.

E nos lembremos também que como um pai saudoso, ele espera o retorno de seu filho amado.

Sérgio Silveira

Tatetú N’inkisi Lambaranguange, Odé Mutaloiá.

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quinta-feira, outubro 26, 2006

Prece de Ismael


Glória a DEUS nas alturas, paz aos homens na Terra ! JESUS, bom e amado Mestre, sustenta os Teus humildes irmãos pecadores nas lutas deste Mundo!
Anjo bendito do SENHOR, abre para nós Teus compassivos braços. Abriga-nos do mal, levanta nossos espíritos à majestade do Teu Reino, infunde em todos os nossos sentidos a luz do Teu imenso amor !
JESUS, pelo Teu sublime sacrifício, pelos Teus martírios na cruz, dá a esses que se acham ligados ao pesado fardo da matéria, a orientação perfeita do caminho da virtude, o único pelo qual podemos TE encontrar !
JESUS, paz a eles, misericórdia aos nossos inimigos ! Recebe em Teu seio bendito, a prece dos últimos de Teus servos !
Bendita estrela, farol das imortais falanges, purifica-nos com Teus raios divinos, lava-nos de todas as culpas, atrai-nos para junto do Teu seio, santuário bendito de todos os amores !
Se o mundo, com seus erros, paixões e ódios, alastra o caminho de espinhos, escurecendo o nosso horizonte com as trevas do pecado, rebrilha mais com a Tua misericórdia, para que seguros e apoiados no Teu Evangelho, possamos trilhar e vencer as escabrosidades do carreiro e chegar às moradas do Teu reino.
Amiga estrela, farol dos pecadores e dos justos, abre o Teu seio divino e recebe nossa súplica pela humanidade inteira ! Que assim seja !


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