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domingo, julho 15, 2007

RELIGIÕES


Nos dias de hoje, é comum vermos as ramificações cristãs, se confrontarem em verdadeiras batalhas, para a conquista de novos membros, ou para a manutenção dos atuais em seus templos.

Acho que isso é um absurdo até porque na maioria das vezes, este confronto em nada tem a ver com a realidade moral, mas sim, com a realidade financeira de seus administradores que não medem conseqüências para aumentarem as rendas de suas facções.

Pergunto-me apenas, onde estão os valores éticos, morais e filantrópicos destes cultos. Somos sabedores de que o dízimo pago por seus fiéis, deveria ser aplicado nas comunidades onde estes templos estão erguidos. Mas, basta darmos uma olhada nestes bairros, em suas maiorias carentes, que veremos que a quantia arrecadada, tão somente engorda cada vez mais a conta bancária destes seguimentos e em nada é utilizado no sentido de abrandar a dor daqueles abandonados pela elite de nossa sociedade.

O próprio governo deveria atentar para este fato, pois que esses templos são isentados de impostos justamente para isso: para que acolham através de doações àqueles menos favorecidos, que apliquem seus recursos nessas comunidades.

Mas, o que vemos muitas vezes, é um total abandono destas pessoas, que muitas vezes dividem o pouco que ganham com sua religião.

Em outros casos, esses recursos são aplicados na construção de templos faraônicos, que tão somente imperam em exuberância, vindo de contra outro princípio que a eu ver, deveria ser à base de qualquer religião: a humildade. Sim, a humildade pregada e exemplificada por Cristo, nada tem a ver com a exuberância, luxo ou qualquer outro fator mundano.

Nosso amado Mestre nasceu em uma manjedoura, era filho de carpinteiro, viveu toda sua vida na pobreza, e culminou com sua crucificação, pelo império que não o suportava, justamente por sua pregação de que “deveríamos nos preocupar em acumular tesouros no céu e não na terra”.

Oras, se Cristo viveu assim de forma tão humilde, por que aqueles que se AUTO INTITULAM SEUS REPRESENTANTES, insistem na ostentação, na aparência mundana e vulgar, ao invés de, por exemplo, dividirem suas riquezas com aqueles que pouco ou nada possuem?

Deus como sabemos, é o criador de tudo e de todos. Seu filho Jesus, nosso irmão, foi o exemplo da humildade, amor e resignação, não seria mais lógico que seus seguidores seguissem seus exemplos? E se parassem com esta guerra, para se auto afirmarem “seus representantes” e se unissem em prol da humanidade de forma verdadeira?

Cuidar de nossos irmãos, não é interferir, por exemplo, na justiça, fazendo com que criminosos deixem de pagar suas dívidas com ela. Mas sim, erradicar a fome, a miséria, doar amor, caridade, honestidade. E não ficar caluniando a quem quer que seja levantar falsos testemunhos contra demais filosofias, religiões, e grupos variados.

Sermos Cristãos em meu ver é vivermos como Cristo Jesus, ou seja, na humildade e não na soberba, luxo, ganância e avareza. De nada adianta nos proclamarmos religiosos, se não tivermos a consciência de que nosso maior mentor, Jesus Cristo, condenou o acúmulo de fortunas terrenas.

Talvez se as igrejas assim procedessem, estaríamos perto de mudanças no mundo, como a paz tão sonhada por todos. Estaríamos mais próximo de um mundo justo onde todos tivessem sem distinção de raça, cor e credo, seus direitos, como o de ter uma alimentação diária garantidos.

E quem sabe assim, poderíamos dormir sem o medo de tanta guerra, tantos assassinatos e outras barbaridades que se acumulam em nosso dia adia?

Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

Mutaloiá é, Escritor, Pesquisador, Vice-Presidente da UNESCAP, União Espírita Capixaba, Entidade federativa e sem fins lucrativos e membro de seu conselho sacerdotal.

Contatos:

odemutaloia@hotmail.com

odemutaloia@pop.com.br

terça-feira, maio 15, 2007

ORAÇÃO AO ANJO DA GUARDA

Meu companheiro fiel, a quem Deus confiou minha guarda, protetor e defensor meu.

Muitas graças vos dou por me haverdes livrado de tantos perigos. Guiai-me, preservai-me de todo erro e de toda desgraça.

Apresentai à divina majestade minhas orações e obras, meus trabalhos e minhas aflições e fazei com que eu siga buscando a perfeição que me está destinada.

ORAÇÃO PARA PEDIR A PROTEÇÃO DO ARCANJO MIGUEL

Ó Deus, que entre todos os anjosEscolhestes Miguel para comandar vosso exército,Chamando-o de semelhante a Deus.

Trazei a mim a força e a proteção de Miguel, Para derrotar meus opositores,Para me dar a vitória,Para guardar meus passos.Arcanjo guerreiro, luta comigo!Arcanjo guerreiro, trabalha comigo!

Arcanjo guerreiro, afasta de mim o mal!

PAI NOSSO DA UMBANDA

Pai Nosso que estais nos céus, nos mares, nas matas e em todos os mundos habitados; santificado seja o Teu nome, pelos teus filhos, pela natureza, pelas águas, pela luz e pelo ar que respiramos.

Que o teu reino, reino do bem, do amor e da fraternidade, nos una a todos e a tudo que criastes, em torno da Sagrada Cruz, aos pés do Divino Salvador e Redentor. Que a Tua vontade nos conduza sempre para o culto do amor e da caridade.

Dai-nos hoje e sempre a vontade firme para sermos virtuosos e úteis aos nossos semelhantes.

Dai-nos hoje o pão do corpo, o fruto das matas e a água das fontes para o nosso sustento material e espiritual.

Perdoa se merecemos as nossas faltas e dê o sublime sentimento do perdão para os que nos ofendam.

Não nos deixei sucumbir ante a luta, dissabores, ingratidões, tentações dos maus espíritos e ilusões pecaminosas da matéria.

Enviai Pai, um raio da Tua Divina complacência, luz e misericórdia para os teus filhos, pecadores que aqui labutam pelo bem da humanidade.

Salve a Umbanda!

segunda-feira, maio 14, 2007

PRECE À YEMANJÁ

“Oh”! Doce, meiga e querida mamãe Iemanjá. Vós permitis que no seio de vossa moradia fossem geradas as primitivas formas de vida, o berço de toda a criação, de toda a natureza, e de toda a humanidade. Aceitai nossas preces de reconhecimento e amor.

Oh! Visão divina e celestial. Que os lampejos que emanam de vosso diáfano de estrelas venham, como benéficas vibrações espirituais, aliviar os nossos males, curar os doentes apaziguar os nossos irmãos irados, consolar os corações aflitos.

Que as flores e oferendas que depositamos em vosso tapete sagrado, sejam por vós aceitas e quando entrarmos nas águas para ofertá-las sejam as ondas do mar portadoras de vossos fluidos divinos. Fazei senhora Rainha das águas, com que à espuma das ondas em sua alvura imaculada traga-nos a presença de Oxalá, limpe os nossos corações de todas as maldades e más querências.
Que os nossos corpos, tocados por vossas águas sagradas, libertem-se em cada onda que passa, de todos os males materiais e espirituais.

Que a primeira onda afaste de nossas mentes todos os eventuais desejos de vingança. Que a Segunda, lave nossos corações e nosso espírito, para que não nos atinjam a infâmias e mau querências de nossos desafetos.

Que a terceira onda afaste a vaidade de nossos corações.

Que a quarta lave nosso corpo de todos os males e doenças físicas para que, sadios, possamos prosseguir.

Que a quinta onda afaste de nossa mente a ganância e a cobiça.

Que a sexta, venha carregada de flores e que nosso maior desejo seja o de cultivar o amor fraternal que deve existir entre todos os homens.

E que ao passar a sétima onda, nós, puros e limpos de mente, corpo e alma, possamos ver, ainda que por apenas alguns segundos, o esplendor de vossa radiosa imagem. È o que humildemente vos suplicam os filhos de Umbanda."

domingo, abril 08, 2007

OS ORIXÁS E SUAS ERVAS

Um fator importantíssimo na formação de um sacerdote é o conhecimento das INSABAS, (ervas sagradas), pois que sem elas, não podemos realizar nada dentro do axé orixá. Delas dependemos desde a realização de um ebó até a feitura de um yawô, como até mesmo no preparo de um corpo para ser sepultado. Mas estas ervas são de uma complexidade muito grande, pois que umas servem para vários orixás, outras tão somente para algumas qualidades. As ervas de Nanã e Omulú, por exemplo: JAMAIS podem ser usadas em pessoas de alguns santos. Já existem outras que apanhadas de manhã bem cedo, são para um determinado fim, de tarde para outros, e assim por diante. Ainda existem aquelas que não podem ser utilizadas em hipótese alguma por qualquer que seja a qualidade do orixá dado a serem ervas de egum, exú e assim por diante. Algumas destas ervas proibidas no axé orixá são:

Folha de amora por ser erva de egum e não de santo como dizem alguns,
Folha de fogo,
Folha de canssanção
Urtiga
Pinhão roxo
Folha de carambola
Folha de jamelão
Folha de corredeira e assim por diante.

É necessário que um zelador tenha profundo conhecimento das insabas para que ao preparar um banho, por exemplo, não venha a destruir a vida das pessoas. As ervas são a natureza viva, e como tal, sua força é pura, ou como dizemos normalmente: “uma força bruta”, esta força é totalmente independente da vontade do homem, ou jamais será manipulada por ele, a não ser para seu uso diário, assim, devemos estar bem conscientes de nossas atitudes, dado que estas forças uma vez invocadas, atuarão na vida das pessoas podendo causar malefícios ou benefícios, e isso se dará de conformidade com o uso que fazemos dela. Assim é imprescindível que as cultuemos que zelemos pela natureza para que possamos sempre estarmos utilizando de suas riquezas. E que aprendamos corretamente o uso das Insabas antes de utilizá-las. Faz-se necessário também que nós do axé orixá, nos empenhemos no combate ao desmatamento, e qualquer outra coisa que venha a destruir a natureza, pois basta que lembremos que nossos santos, governam esta natureza e, que sem ela, não TEREMOS COMO CONTINUAR a praticar esta religião tão maravilhosa.

Assim, passamos a seguir a discriminar algumas ervas de cada orixá:

Folhas de Ogum:

Folha de dendezeiro
Junça (espada de S. Jorge)
Folha de jurubeba
Abre caminho
Gervão
São gonçalinho
Folha de canela
Eucalipto (não se usa em banhos)

Oxossi

Chapéu de couro
Alecrim da horta
Aroeira
Pitanga
Alfavaquinha
Pariparóba (capeba)
Cinco folhas
Lança de Ogum
Folha de coqueiro
Taquarinha
Dinheiro em penca

Ossanha ou Agué

Castanheira (amendoeira)
Folha de fumo (não se usa em banhos)
Erva de passarinho (não se usa para banho)
Alfavaca
Manjericão
Vassourinha
Essas são algumas das ervas que se usa em Agué, uma vez que por ser ele o dono das folhas são utilizadas praticamente todas as ervas para este santo.

Oxum Marê

Rama de batata doce (não se usa em banhos)
Folha de bananeira (não se usa em banhos)
Melão de S. Caetano (não se usa em banhos)
Jibóia (não se usa em, banhos)
Taioba (não se usa em banhos)
Erva de passarinho (não se usa em banhos)
Capeba (Pariparóba)

Omulú/ Obaluayê:

Canela de velho
Assa peixe
Alfavaca
Jarrinha (não se usa em banhos)
Taioba (não se usa em banhos)
Cordão de frade
Taquarinha
Aroeira (só pertence a este santo em determinados horários)

Tempo:

Castanheira (não se usa em banhos)
Boldo
Canela de velho
Palmeira (não se usa em banhos)
Alecrim
Cana de macaco
Manjericão
Aroeira (seguindo o mesmo horário de Omulú)

Xangô:

Akôkô
Betis cheiroso
Sucupira
Elevante
Folha de quiabo
Gameleira

Logum Edé

Chapéu de couro
Oriri
Colônia
Alecrim da horta
Manjericão
Alfazema
Patióba
Alfavaquinha

Oyá:

Para raio (não se usa para banho)
Folha de manga espada
Eucalipto (não se usa em banhos)
Erva prata
Catinga de mulata
Perecum vermelho (somente se usa em determinados banhos)
Malva cheirosa

Oxum:

Manjericão
Colônia
Oxubatá (não se usa em banho)
Sândalo
Erva de Santa Luzia (não se usa em banhos)
Capeba
Oriri

Yemanjá:

Brilhantina
Cana do brejo
Imbaúba (não se usa em banhos)
Saião
Colônia
Folha de algodão
Trançagem
Betis cheiroso

Nanã:

Negramina
Assa peixe
Taioba (não se usa em banho)
Taquarinha (só pertence a este santo em determinado horário)
Cordão de frade (não se usa em banhos)
Jarrinha (não se usa em banhos)
Alfavaca
Mostarda

Oxalá:

Boldo
Saião
Colônia
Folha de algodão
Poejo
Trançagem
Melão de S. Caetano

Como dissemos, estas são apenas algumas das ervas que cultuamos dentro do axé orixá. É de suma importância que observemos os horários em que vamos tirar as insabas, uma vez que podemos ter um aproveitamento inadequado e dependo de qual orixá, os riscos poderão ser irreparáveis. Muito importante também é sabermos as rezas para se retirar as ervas, o que damos para agué, o que faremos com elas ao chegarmos ao barracão.

Estes são procedimentos indispensáveis ao manuseio das ervas sagradas. Cada orixá, como já dissemos, possui suas ervas, mas como sabermos ao certo? É necessária uma convivência com nosso (a) zelador (a), para que possamos aprender o uso correto delas. Nossos orixás são: paz, amor, perdão, e para tanto devemos obedecer às regras que existem em toda sua iniciação bem como na utilização de seus favores.

Se nossos orixás são: paz, amor e perdão, também são seres que já viveram nesta terra, e como tais, precisam de sabedoria nossa ao lidar com tudo que lhes diz respeito. Se ao lidarmos com determinado fator dentro de nosso axé, não sabemos exatamente o que fazermos, é imprescindível que peçamos auxílio a uma pessoa mais velha, e que por estar a mais tempo nesta prática, saberá como nos orientar. E um desses imprescindíveis auxílios, é justamente o uso das ervas sagradas aos orixás.

É comum vermos pessoas utilizando algumas ervas, mas sem o devido conhecimento de seus segredos. E basta um banho com uma erva imprópria ao orixá e danificamos e em muito a vida daquela pessoa. Como pudemos observar mais acima, existem ervas que não são utilizadas em banhos, e tão somente por serem ervas QUENTES e acabariam assim por esquentar muito o ori da pessoa. Fazendo com que seu anjo da guarda fique de tal forma agressivo, que poderá ao invés de ajudar, levar prejuízos a aquele ser.


Tatetú N'Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá.

Contatos: odemutaloia@hotmail.com

Tel:0(xx)27 3282-1860

sábado, março 17, 2007

Mãe Meninha


Mãe Menininha do Gantois
(Mãe-de-santo brasileira)
10-2-1894, Salvador 13-8-1986, Salvador.


Batizada no catolicismo como Maria Escolástica da Conceição Nazaré e no candomblé como Mãe Menininha do Gantois, foi a mais respeitável mãe-de-santo da Bahia.


Além de seguidores do candomblé, por seus poderes espirituais e carisma pessoal, conseguiu agregar pessoas de todas as religiões em seu terreiro, inclusive personalidades como Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Tom Jobim, Antônio Carlos Magalhães e Vinícius de Moraes, que só tomavam decisões importantes após consultá-la.


Neta de escravos africanos da tribo Kekeré, da Nigéria, ainda criança foi escolhida pelos santos do candomblé do terreiro fundado pela bisavó, o Axé La Masse, como mãe-de-santo (yalorixá). Iniciada tia, assumiu o topo da hierarquia da religião ao completar 28 anos.


Ditando as regras e comandando o terreiro, conhecido como Gantois, conseguiu maior respeito e aceitação do candomblé por outras religiões e pelo poder político, que perseguia e condenava os praticantes dos rituais. Seu mérito estendeu-se também à modernização do candomblé: mesmo abrindo as portas para integrantes e pessoas de outros cultos e religiões, não deixou que se transformasse em exploração folclórica e turística.


Um modelo de vitalidade e bondade conciliou as atividades do terreiro com a família, realizando obras de caridade.


Pesquisa relizada por Sérgio Silveira, Odé Mutaloiá.
Sacerdote da Nação Angola, Escritor, Pesquisador, Vice-Presidente da UNESCAP, e membro do Conselho Sacerdotal.


Contatos:





UNESCAP:




0 (xx) 27 3241-9709

segunda-feira, março 12, 2007

XANGÔ



Dia: Quarta – feira
Data: 29 de Junho
Metal: cobre, ouro e chumbo.
Cor: Vermelho e branco
Parte do corpo: Plexo solar e coronárias
Comida: Amalá e rabada

Arquétipo de seus filhos: Bem sensuais e até e agressivos, voluntariosos, qualidade de chefia e ansiosos pela posição de comando.

Símbolos: Oxé, (machado) Edumará (pedra de raio), Xéri (chocalho)

Xangô é o símbolo do rei Deus em Benin, é o Deus dos raios e trovões contrariamente à Ogum, Deus dos ferreiros que emprega o fogo artificial. Xangô manipula o fogo nos estado selvagem. O fogo que os homens não sabem utilizar. Deve-se pedir as coisas a Xangô com muita consciência, pois é também o Deus da justiça, e ele fará com que ela se cumpra.

Circulam a seu respeito, às vezes contradições, mas todos são unânimes em reconhecer seu caráter violento, impetuoso, autoritário e fogoso. Mesmo se ignorados em detalhes as astúcias constatamos que sua magia profunda consiste em suprir a tempo os acontecimentos que se superpõe, ao invés de desenrolarem-se ao longo de um tempo linear, e irreversível. Seu tempo não tem começo nem fim, é um tempo irreversível que supre sua duração. Xangô pode estar morto no rio, e ao mesmo tempo vivo diante do rei.

Está morto, e morto, está vivo, nele as oposições existem simultaneamente. Para o ser humano, esta situação é ambígua e fora de lógica, dois tempos contraditórios excluem um ao outro na sincronia. Na lógica de Xangô os dois consistem, pois ela é caracterizada pela sincronia e temporalidade.

Mortal com seu corpo, mortal em sua essência, o OBÁ de Benin, é o único soberano de dupla natureza: humana e divina.

Como personagem histórico, Xangô teria sido o terceiro ALÁFIM DE OYÓ, (rei de Oyó), filho de Oraniãn e Yá Macé Malê, a filha de Elempê, rei dos Tapás, que havia formado uma aliança com Oraniãn.

Xangô cresceu no país de sua mãe, indo Instalar-se mais tarde em Coso, onde os habitantes a princípio, não o aceitaram por causa de seu caráter violento e imperioso.

Mas ele conseguiu finalmente impor-se pela força. Dadá Ajaká, filho mais velho de Oraniãn, irmão sanguíneo de Xangô reinava então em Oyó. Ele amava as crianças, a beleza e, as árvores. De caráter calmo e passivo, ele não tinha a energia que se exigia de um verdadeiro chefe desta época.
Xangô então o destronou, e, Dadá Ajaká, exilou-se em Igbô, durante os sete anos de reinado de seu irmão. Teve, portanto, que se contentar em usar uma coroa de búzios chamada de ADÊ DE BAYAMÍ. Depois que Xangô deixou Oyó, Dadá voltou a reinar, mas agora valente e guerreiro.

Ele possui o raio, o fogo e o XÈRI (chocalho), para produzir o trovão. Lutou e destruiu os reis das cidades que ele usurpou, dando liberdade e justiça ao povo. Deus do fogo que pune aos que lhe querem mal com febres e ervas que lhe são atribuídas. Fogo sobre os inimigos sua bola de fogo através de raios, chamada EDUMARÁ (pedra de raio), que representa o corpo de Xangô.

Texto de: Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá, escritor e pesquisador.

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sábado, março 10, 2007

O Quesito Tempo.


Muitas vezes ao se dirigirem a uma casa de santo, ou mesmo solicitarem um favor aos orixás e demais entidades, as pessoas trazem consigo a ilusão de que seus trabalhos obterão resultados imediatamente ou que as coisas se resolverão como em um passe de mágica. Isso é uma ilusão que muito tem decepcionado tanto aos consulentes como aos sacerdotes que encaram com seriedade suas obrigações, dado à cobrança que estes clientes fazem com a demora de seus trabalhos.

Vale a penas lembrar que como qualquer outra coisa, os trabalhos dependem de tempo, as entidades dependem do tempo para que possam realizar aquele pedido. É como um medicamento que pode em alguns casos, dar o efeito mais rápido, mas em outros, demora mais. Muitos são os fatores comprometedores no quesito de tempo para se obter resultados: quanto tempo já vem aquele problema na vida da pessoa, em qual situação as entidades encontrarão a vida dela, e sobre tudo: o merecimento. Sim, sem ele fica muito mais difícil a pessoa obter seus resultados, ao menos em um tempo menor.

Muitas vezes ao chegarem na vida de uma pessoa para resolver determinado assunto, as entidades encontram uma desordem tal, que primeiro têm que arrumar toda aquela bagunça. Isso é em conseqüência de vários fatores: vida desregrada, atitudes que tomou em um passado recente, pragas, inveja, e até mesmo energias que vão se aproximando dela no decorrer da vida. Por exemplo: sempre andamos nas ruas, como não temos conhecimento deste assunto, passamos por qualquer lugar sem nos preocuparmos se ali tem um acidente, se é uma encruzilhada, simplesmente passamos sem a preocupação de pedir licença para atravessar aquele local, passamos por porta de cemitérios e na maioria das vezes está acontecendo um velório, e mesmo tomamos algumas atitudes que para nós nada tem de anormal que magoou alguém, e estas atitudes, estas mágoas, levam aquela pessoa a nutrir algum ressentimento contra nós, e isso atrai uma carga negativa muito grande em nossa vida.

Quando vivemos sem o devido conhecimento, não colocamos regras em nossas vidas e assim cometemos faltas graves aos olhos dos espíritos, e isso contribui também para que nossos trabalhos demorem mais a dar resultados.

Temos também um agravante muito sério: o orgulho. Sim, este é o grande vilão em nossas vidas. Ainda mais se por ventura um trabalho não dá imediatamente o resultado que pedimos, temos o ímpeto de falar coisas que ofendem em demasia nossos mentores, e eles simplesmente se afastam de nós. A palavra é algo que devemos tomar muito cuidado, pois que ela sim, nos condena muito mais que certas atitudes.

Mas, estas pessoas em sua grande maioria, não têm culpa por esta cobrança, e sim, aqueles falsos sacerdotes que apregoam nos quatro cantos do mundo, que resolvem este ou aquele problema em sete dias, em três! Isso é absurdo total, usam esta pregação para agirem de má fé com as pessoas, abusando da credibilidade que elas depositam em nossos serviços. Se assim fosse, com certeza não existiriam mais problemas neste mundo concordam?
Antes de solicitar um trabalho, seja ele qual for, tenha em sua consciência que tudo na vida requer tempo, e este é de Deus, e assim diferente do nosso tempo. Nossos antepassados nos ajudam sim, mas dependem de tempo, não podem simplesmente resolver nossas vidas de um segundo para outro. Lembremos de um ditado que diz: a fruta só é boa, quando colhida no tempo certo.

Limpemos nossos corações do ódio, da mágoa, do rancor, e de tantas outras coisas que são maléficas a nosso espírito. Deixemos de lado as mazelas, as intrigas, o orgulho, a soberba, pois que se hoje estamos em uma situação financeira boa, recordemos do dia em que não estávamos, lembremo-nos de que o mundo gira e com ele nossa vida está em constante mutação. O que hoje está por baixo, amanhã pode estar por cima e vice-versa.

Peçamos ao Senhor Deus, a sabedoria para discernirmos as coisas, o entendimento para que possamos enxergar que nem tudo é do jeito e da forma que desejamos. Sejamos humildes perante nosso semelhante, e quem sabe assim, não estejamos alcançando nossos resultados antes mesmo de entregarmos uma oferenda. E se entregarmos, lembremo-nos de aquela pessoa que fez o serviço é apenas um sacerdote, e não Deus, que resolverá tudo na hora. Pois nem mesmo Deus resolve as cosias no momento, ressaltamos:

TUDO NECESSITA DE TEMPO!

Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

quinta-feira, março 08, 2007

O QUE SÃO EBÓS?

Ebós ou Sacudimentos são limpezas que se realizam em uma pessoa, a fim de afastar dela toda a influência negativa que a está atrapalhando a seguir seus caminhos. Este tipo de obrigação é realizado a partir de alimentos cozidos, torrados e até mesmo crus, que ao serem passados no corpo da pessoa, têm o poder de afastar dela aqueles espíritos inferiores.

Para cada caso, existe um tipo de sacudimento específico no qual são usados tipos de materiais e alimentos diferentes. Estes serviços são recomendados pelos orixás através do jogo de búzios, e não apenas o tipo de ebó que a pessoa deve passar, mas até mesmo o local onde o mesmo deverá ser entregue depois de concluído o trabalho.

Existem ebós relacionados a todos os tipos de problemas que possamos ter em nossa jornada terrena. E estes, são desde uma limpeza para abertura de caminhos, até para afastar a carga, a influência de um espírito de morto. Muitas vezes temos um problema que não se resolve, nosso dinheiro nunca é suficiente como antes, objetos se quebram sem explicação alguma dentro de casa, vemos seres andando em nosso lar, uma pessoa tem uma doença que a medicina sozinha não resolve..., enfim: para cada caso existe um ebó para ajudar na solução.

E para cada problema, invocaremos uma entidade diferente para receber aquele ebó e assim ajudar aquele consulente em sua missão. De todos os ebós, os mais pesados são os de praga, e o chamado Ebó Ikú, sendo este último preparado com todo tipo de comida além de outros materiais e destina-se a afastar a influência perigosa de egum. Quando esta entidade se aproxima de alguém no intuito de prejudicar, todo cuidado é pouco, pois que suas manifestações podem provocar desde vômitos sem causa aparente, até mesmo brigas horríveis, separação de um casal, e tantos outros males que seria impossível relatar todos eles em poucas páginas.

Nos caminhos de Exú, temos, ebós de: praga, de saúde, para abrir caminhos para emprego, para reconciliação de um casal, para afastar inveja, para desmanchar feitiço e uma quantidade que seria quase infinita.

Existem ebós até mesmo nos caminhos dos orixás, estes se destinam a emprego, saúde, afastar perseguição, prosperidade, paz, amor, e mais uma lista incomensurável. Além dos ebós aqui citados, existem ainda aqueles que são direcionados exclusivamente para residências, comércios, escritórios, etc.

Existem entre outros, os ebós abaixo relacionados:

Ebós de estrada, encruzilhada, rio, mar, mata, porta de cemitério, porta de igreja, praça.

Independente do local a que se destina o ebó e de sua qualidade é importante que ele seja feito por pessoas preparadas e não por iniciantes nos preceitos da religião. Deve-se também respeitar o resguardo que o sacerdote determinou, pois que com certeza este foi recomendado pelos orixás através do jogo de búzios.

Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

Contatos:

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Tel: 0(xx) 27 3282-1860.