“Oh”! Doce, meiga e querida mamãe Iemanjá. Vós permitis que no seio de vossa moradia fossem geradas as primitivas formas de vida, o berço de toda a criação, de toda a natureza, e de toda a humanidade. Aceitai nossas preces de reconhecimento e amor.
Oh! Visão divina e celestial. Que os lampejos que emanam de vosso diáfano de estrelas venham, como benéficas vibrações espirituais, aliviar os nossos males, curar os doentes apaziguar os nossos irmãos irados, consolar os corações aflitos.
Que as flores e oferendas que depositamos em vosso tapete sagrado, sejam por vós aceitas e quando entrarmos nas águas para ofertá-las sejam as ondas do mar portadoras de vossos fluidos divinos. Fazei senhora Rainha das águas, com que à espuma das ondas em sua alvura imaculada traga-nos a presença de Oxalá, limpe os nossos corações de todas as maldades e más querências.
Que os nossos corpos, tocados por vossas águas sagradas, libertem-se em cada onda que passa, de todos os males materiais e espirituais.
Que a primeira onda afaste de nossas mentes todos os eventuais desejos de vingança. Que a Segunda, lave nossos corações e nosso espírito, para que não nos atinjam a infâmias e mau querências de nossos desafetos.
Que a terceira onda afaste a vaidade de nossos corações.
Que a quarta lave nosso corpo de todos os males e doenças físicas para que, sadios, possamos prosseguir.
Que a quinta onda afaste de nossa mente a ganância e a cobiça.
Que a sexta, venha carregada de flores e que nosso maior desejo seja o de cultivar o amor fraternal que deve existir entre todos os homens.
E que ao passar a sétima onda, nós, puros e limpos de mente, corpo e alma, possamos ver, ainda que por apenas alguns segundos, o esplendor de vossa radiosa imagem. È o que humildemente vos suplicam os filhos de Umbanda."
O Abassá Lambanranguange,(Casa de Oxóssi) existe desde Dezembro de 1993,e está registrado na UNESCAP, União Espírita Capixaba. Seu sacerdote é o Sr. Sérgio Silveira, Tatetú N'Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá.
segunda-feira, maio 14, 2007
domingo, abril 08, 2007
OS ORIXÁS E SUAS ERVAS
Um fator importantíssimo na formação de um sacerdote é o conhecimento das INSABAS, (ervas sagradas), pois que sem elas, não podemos realizar nada dentro do axé orixá. Delas dependemos desde a realização de um ebó até a feitura de um yawô, como até mesmo no preparo de um corpo para ser sepultado. Mas estas ervas são de uma complexidade muito grande, pois que umas servem para vários orixás, outras tão somente para algumas qualidades. As ervas de Nanã e Omulú, por exemplo: JAMAIS podem ser usadas em pessoas de alguns santos. Já existem outras que apanhadas de manhã bem cedo, são para um determinado fim, de tarde para outros, e assim por diante. Ainda existem aquelas que não podem ser utilizadas em hipótese alguma por qualquer que seja a qualidade do orixá dado a serem ervas de egum, exú e assim por diante. Algumas destas ervas proibidas no axé orixá são:Folha de amora por ser erva de egum e não de santo como dizem alguns,
Folha de fogo,
Folha de canssanção
Urtiga
Pinhão roxo
Folha de carambola
Folha de jamelão
Folha de corredeira e assim por diante.
É necessário que um zelador tenha profundo conhecimento das insabas para que ao preparar um banho, por exemplo, não venha a destruir a vida das pessoas. As ervas são a natureza viva, e como tal, sua força é pura, ou como dizemos normalmente: “uma força bruta”, esta força é totalmente independente da vontade do homem, ou jamais será manipulada por ele, a não ser para seu uso diário, assim, devemos estar bem conscientes de nossas atitudes, dado que estas forças uma vez invocadas, atuarão na vida das pessoas podendo causar malefícios ou benefícios, e isso se dará de conformidade com o uso que fazemos dela. Assim é imprescindível que as cultuemos que zelemos pela natureza para que possamos sempre estarmos utilizando de suas riquezas. E que aprendamos corretamente o uso das Insabas antes de utilizá-las. Faz-se necessário também que nós do axé orixá, nos empenhemos no combate ao desmatamento, e qualquer outra coisa que venha a destruir a natureza, pois basta que lembremos que nossos santos, governam esta natureza e, que sem ela, não TEREMOS COMO CONTINUAR a praticar esta religião tão maravilhosa.
Assim, passamos a seguir a discriminar algumas ervas de cada orixá:
Folhas de Ogum:
Folha de dendezeiro
Junça (espada de S. Jorge)
Folha de jurubeba
Abre caminho
Gervão
São gonçalinho
Folha de canela
Eucalipto (não se usa em banhos)
Oxossi
Chapéu de couro
Alecrim da horta
Aroeira
Pitanga
Alfavaquinha
Pariparóba (capeba)
Cinco folhas
Lança de Ogum
Folha de coqueiro
Taquarinha
Dinheiro em penca
Ossanha ou Agué
Castanheira (amendoeira)
Folha de fumo (não se usa em banhos)
Erva de passarinho (não se usa para banho)
Alfavaca
Manjericão
Vassourinha
Essas são algumas das ervas que se usa em Agué, uma vez que por ser ele o dono das folhas são utilizadas praticamente todas as ervas para este santo.
Oxum Marê
Rama de batata doce (não se usa em banhos)
Folha de bananeira (não se usa em banhos)
Melão de S. Caetano (não se usa em banhos)
Jibóia (não se usa em, banhos)
Taioba (não se usa em banhos)
Erva de passarinho (não se usa em banhos)
Capeba (Pariparóba)
Omulú/ Obaluayê:
Canela de velho
Assa peixe
Alfavaca
Jarrinha (não se usa em banhos)
Taioba (não se usa em banhos)
Cordão de frade
Taquarinha
Aroeira (só pertence a este santo em determinados horários)
Tempo:
Castanheira (não se usa em banhos)
Boldo
Canela de velho
Palmeira (não se usa em banhos)
Alecrim
Cana de macaco
Manjericão
Aroeira (seguindo o mesmo horário de Omulú)
Xangô:
Akôkô
Betis cheiroso
Sucupira
Elevante
Folha de quiabo
Gameleira
Logum Edé
Chapéu de couro
Oriri
Colônia
Alecrim da horta
Manjericão
Alfazema
Patióba
Alfavaquinha
Oyá:
Para raio (não se usa para banho)
Folha de manga espada
Eucalipto (não se usa em banhos)
Erva prata
Catinga de mulata
Perecum vermelho (somente se usa em determinados banhos)
Malva cheirosa
Oxum:
Manjericão
Colônia
Oxubatá (não se usa em banho)
Sândalo
Erva de Santa Luzia (não se usa em banhos)
Capeba
Oriri
Yemanjá:
Brilhantina
Cana do brejo
Imbaúba (não se usa em banhos)
Saião
Colônia
Folha de algodão
Trançagem
Betis cheiroso
Nanã:
Negramina
Assa peixe
Taioba (não se usa em banho)
Taquarinha (só pertence a este santo em determinado horário)
Cordão de frade (não se usa em banhos)
Jarrinha (não se usa em banhos)
Alfavaca
Mostarda
Oxalá:
Boldo
Saião
Colônia
Folha de algodão
Poejo
Trançagem
Melão de S. Caetano
Como dissemos, estas são apenas algumas das ervas que cultuamos dentro do axé orixá. É de suma importância que observemos os horários em que vamos tirar as insabas, uma vez que podemos ter um aproveitamento inadequado e dependo de qual orixá, os riscos poderão ser irreparáveis. Muito importante também é sabermos as rezas para se retirar as ervas, o que damos para agué, o que faremos com elas ao chegarmos ao barracão.
Estes são procedimentos indispensáveis ao manuseio das ervas sagradas. Cada orixá, como já dissemos, possui suas ervas, mas como sabermos ao certo? É necessária uma convivência com nosso (a) zelador (a), para que possamos aprender o uso correto delas. Nossos orixás são: paz, amor, perdão, e para tanto devemos obedecer às regras que existem em toda sua iniciação bem como na utilização de seus favores.
Se nossos orixás são: paz, amor e perdão, também são seres que já viveram nesta terra, e como tais, precisam de sabedoria nossa ao lidar com tudo que lhes diz respeito. Se ao lidarmos com determinado fator dentro de nosso axé, não sabemos exatamente o que fazermos, é imprescindível que peçamos auxílio a uma pessoa mais velha, e que por estar a mais tempo nesta prática, saberá como nos orientar. E um desses imprescindíveis auxílios, é justamente o uso das ervas sagradas aos orixás.
É comum vermos pessoas utilizando algumas ervas, mas sem o devido conhecimento de seus segredos. E basta um banho com uma erva imprópria ao orixá e danificamos e em muito a vida daquela pessoa. Como pudemos observar mais acima, existem ervas que não são utilizadas em banhos, e tão somente por serem ervas QUENTES e acabariam assim por esquentar muito o ori da pessoa. Fazendo com que seu anjo da guarda fique de tal forma agressivo, que poderá ao invés de ajudar, levar prejuízos a aquele ser.
Tatetú N'Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá.
Contatos: odemutaloia@hotmail.com
Tel:0(xx)27 3282-1860
sábado, março 17, 2007
Mãe Meninha

Mãe Menininha do Gantois
(Mãe-de-santo brasileira)
10-2-1894, Salvador 13-8-1986, Salvador.
(Mãe-de-santo brasileira)
10-2-1894, Salvador 13-8-1986, Salvador.
Batizada no catolicismo como Maria Escolástica da Conceição Nazaré e no candomblé como Mãe Menininha do Gantois, foi a mais respeitável mãe-de-santo da Bahia.
Além de seguidores do candomblé, por seus poderes espirituais e carisma pessoal, conseguiu agregar pessoas de todas as religiões em seu terreiro, inclusive personalidades como Dorival Caymmi, Caetano Veloso, Tom Jobim, Antônio Carlos Magalhães e Vinícius de Moraes, que só tomavam decisões importantes após consultá-la.
Neta de escravos africanos da tribo Kekeré, da Nigéria, ainda criança foi escolhida pelos santos do candomblé do terreiro fundado pela bisavó, o Axé La Masse, como mãe-de-santo (yalorixá). Iniciada tia, assumiu o topo da hierarquia da religião ao completar 28 anos.
Ditando as regras e comandando o terreiro, conhecido como Gantois, conseguiu maior respeito e aceitação do candomblé por outras religiões e pelo poder político, que perseguia e condenava os praticantes dos rituais. Seu mérito estendeu-se também à modernização do candomblé: mesmo abrindo as portas para integrantes e pessoas de outros cultos e religiões, não deixou que se transformasse em exploração folclórica e turística.
Um modelo de vitalidade e bondade conciliou as atividades do terreiro com a família, realizando obras de caridade.
Pesquisa relizada por Sérgio Silveira, Odé Mutaloiá.
Sacerdote da Nação Angola, Escritor, Pesquisador, Vice-Presidente da UNESCAP, e membro do Conselho Sacerdotal.
Sacerdote da Nação Angola, Escritor, Pesquisador, Vice-Presidente da UNESCAP, e membro do Conselho Sacerdotal.
Contatos:
UNESCAP:
0 (xx) 27 3241-9709
segunda-feira, março 12, 2007
XANGÔ
Dia: Quarta – feira
Data: 29 de Junho
Metal: cobre, ouro e chumbo.
Cor: Vermelho e branco
Parte do corpo: Plexo solar e coronárias
Comida: Amalá e rabada
Arquétipo de seus filhos: Bem sensuais e até e agressivos, voluntariosos, qualidade de chefia e ansiosos pela posição de comando.
Símbolos: Oxé, (machado) Edumará (pedra de raio), Xéri (chocalho)
Xangô é o símbolo do rei Deus em Benin, é o Deus dos raios e trovões contrariamente à Ogum, Deus dos ferreiros que emprega o fogo artificial. Xangô manipula o fogo nos estado selvagem. O fogo que os homens não sabem utilizar. Deve-se pedir as coisas a Xangô com muita consciência, pois é também o Deus da justiça, e ele fará com que ela se cumpra.
Circulam a seu respeito, às vezes contradições, mas todos são unânimes em reconhecer seu caráter violento, impetuoso, autoritário e fogoso. Mesmo se ignorados em detalhes as astúcias constatamos que sua magia profunda consiste em suprir a tempo os acontecimentos que se superpõe, ao invés de desenrolarem-se ao longo de um tempo linear, e irreversível. Seu tempo não tem começo nem fim, é um tempo irreversível que supre sua duração. Xangô pode estar morto no rio, e ao mesmo tempo vivo diante do rei.
Está morto, e morto, está vivo, nele as oposições existem simultaneamente. Para o ser humano, esta situação é ambígua e fora de lógica, dois tempos contraditórios excluem um ao outro na sincronia. Na lógica de Xangô os dois consistem, pois ela é caracterizada pela sincronia e temporalidade.
Mortal com seu corpo, mortal em sua essência, o OBÁ de Benin, é o único soberano de dupla natureza: humana e divina.
Como personagem histórico, Xangô teria sido o terceiro ALÁFIM DE OYÓ, (rei de Oyó), filho de Oraniãn e Yá Macé Malê, a filha de Elempê, rei dos Tapás, que havia formado uma aliança com Oraniãn.
Xangô cresceu no país de sua mãe, indo Instalar-se mais tarde em Coso, onde os habitantes a princípio, não o aceitaram por causa de seu caráter violento e imperioso.
Mas ele conseguiu finalmente impor-se pela força. Dadá Ajaká, filho mais velho de Oraniãn, irmão sanguíneo de Xangô reinava então em Oyó. Ele amava as crianças, a beleza e, as árvores. De caráter calmo e passivo, ele não tinha a energia que se exigia de um verdadeiro chefe desta época.
Xangô então o destronou, e, Dadá Ajaká, exilou-se em Igbô, durante os sete anos de reinado de seu irmão. Teve, portanto, que se contentar em usar uma coroa de búzios chamada de ADÊ DE BAYAMÍ. Depois que Xangô deixou Oyó, Dadá voltou a reinar, mas agora valente e guerreiro.
Ele possui o raio, o fogo e o XÈRI (chocalho), para produzir o trovão. Lutou e destruiu os reis das cidades que ele usurpou, dando liberdade e justiça ao povo. Deus do fogo que pune aos que lhe querem mal com febres e ervas que lhe são atribuídas. Fogo sobre os inimigos sua bola de fogo através de raios, chamada EDUMARÁ (pedra de raio), que representa o corpo de Xangô.
Texto de: Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá, escritor e pesquisador.
Contatos com Odé Mutaloiá:
odemutaloia@hotmail.com
odemutaloia@pop.com.br
sábado, março 10, 2007
O Quesito Tempo.
Muitas vezes ao se dirigirem a uma casa de santo, ou mesmo solicitarem um favor aos orixás e demais entidades, as pessoas trazem consigo a ilusão de que seus trabalhos obterão resultados imediatamente ou que as coisas se resolverão como em um passe de mágica. Isso é uma ilusão que muito tem decepcionado tanto aos consulentes como aos sacerdotes que encaram com seriedade suas obrigações, dado à cobrança que estes clientes fazem com a demora de seus trabalhos.
Vale a penas lembrar que como qualquer outra coisa, os trabalhos dependem de tempo, as entidades dependem do tempo para que possam realizar aquele pedido. É como um medicamento que pode em alguns casos, dar o efeito mais rápido, mas em outros, demora mais. Muitos são os fatores comprometedores no quesito de tempo para se obter resultados: quanto tempo já vem aquele problema na vida da pessoa, em qual situação as entidades encontrarão a vida dela, e sobre tudo: o merecimento. Sim, sem ele fica muito mais difícil a pessoa obter seus resultados, ao menos em um tempo menor.
Muitas vezes ao chegarem na vida de uma pessoa para resolver determinado assunto, as entidades encontram uma desordem tal, que primeiro têm que arrumar toda aquela bagunça. Isso é em conseqüência de vários fatores: vida desregrada, atitudes que tomou em um passado recente, pragas, inveja, e até mesmo energias que vão se aproximando dela no decorrer da vida. Por exemplo: sempre andamos nas ruas, como não temos conhecimento deste assunto, passamos por qualquer lugar sem nos preocuparmos se ali tem um acidente, se é uma encruzilhada, simplesmente passamos sem a preocupação de pedir licença para atravessar aquele local, passamos por porta de cemitérios e na maioria das vezes está acontecendo um velório, e mesmo tomamos algumas atitudes que para nós nada tem de anormal que magoou alguém, e estas atitudes, estas mágoas, levam aquela pessoa a nutrir algum ressentimento contra nós, e isso atrai uma carga negativa muito grande em nossa vida.
Quando vivemos sem o devido conhecimento, não colocamos regras em nossas vidas e assim cometemos faltas graves aos olhos dos espíritos, e isso contribui também para que nossos trabalhos demorem mais a dar resultados.
Temos também um agravante muito sério: o orgulho. Sim, este é o grande vilão em nossas vidas. Ainda mais se por ventura um trabalho não dá imediatamente o resultado que pedimos, temos o ímpeto de falar coisas que ofendem em demasia nossos mentores, e eles simplesmente se afastam de nós. A palavra é algo que devemos tomar muito cuidado, pois que ela sim, nos condena muito mais que certas atitudes.
Mas, estas pessoas em sua grande maioria, não têm culpa por esta cobrança, e sim, aqueles falsos sacerdotes que apregoam nos quatro cantos do mundo, que resolvem este ou aquele problema em sete dias, em três! Isso é absurdo total, usam esta pregação para agirem de má fé com as pessoas, abusando da credibilidade que elas depositam em nossos serviços. Se assim fosse, com certeza não existiriam mais problemas neste mundo concordam?
Antes de solicitar um trabalho, seja ele qual for, tenha em sua consciência que tudo na vida requer tempo, e este é de Deus, e assim diferente do nosso tempo. Nossos antepassados nos ajudam sim, mas dependem de tempo, não podem simplesmente resolver nossas vidas de um segundo para outro. Lembremos de um ditado que diz: a fruta só é boa, quando colhida no tempo certo.
Limpemos nossos corações do ódio, da mágoa, do rancor, e de tantas outras coisas que são maléficas a nosso espírito. Deixemos de lado as mazelas, as intrigas, o orgulho, a soberba, pois que se hoje estamos em uma situação financeira boa, recordemos do dia em que não estávamos, lembremo-nos de que o mundo gira e com ele nossa vida está em constante mutação. O que hoje está por baixo, amanhã pode estar por cima e vice-versa.
Peçamos ao Senhor Deus, a sabedoria para discernirmos as coisas, o entendimento para que possamos enxergar que nem tudo é do jeito e da forma que desejamos. Sejamos humildes perante nosso semelhante, e quem sabe assim, não estejamos alcançando nossos resultados antes mesmo de entregarmos uma oferenda. E se entregarmos, lembremo-nos de aquela pessoa que fez o serviço é apenas um sacerdote, e não Deus, que resolverá tudo na hora. Pois nem mesmo Deus resolve as cosias no momento, ressaltamos:
TUDO NECESSITA DE TEMPO!
Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.
Vale a penas lembrar que como qualquer outra coisa, os trabalhos dependem de tempo, as entidades dependem do tempo para que possam realizar aquele pedido. É como um medicamento que pode em alguns casos, dar o efeito mais rápido, mas em outros, demora mais. Muitos são os fatores comprometedores no quesito de tempo para se obter resultados: quanto tempo já vem aquele problema na vida da pessoa, em qual situação as entidades encontrarão a vida dela, e sobre tudo: o merecimento. Sim, sem ele fica muito mais difícil a pessoa obter seus resultados, ao menos em um tempo menor.
Muitas vezes ao chegarem na vida de uma pessoa para resolver determinado assunto, as entidades encontram uma desordem tal, que primeiro têm que arrumar toda aquela bagunça. Isso é em conseqüência de vários fatores: vida desregrada, atitudes que tomou em um passado recente, pragas, inveja, e até mesmo energias que vão se aproximando dela no decorrer da vida. Por exemplo: sempre andamos nas ruas, como não temos conhecimento deste assunto, passamos por qualquer lugar sem nos preocuparmos se ali tem um acidente, se é uma encruzilhada, simplesmente passamos sem a preocupação de pedir licença para atravessar aquele local, passamos por porta de cemitérios e na maioria das vezes está acontecendo um velório, e mesmo tomamos algumas atitudes que para nós nada tem de anormal que magoou alguém, e estas atitudes, estas mágoas, levam aquela pessoa a nutrir algum ressentimento contra nós, e isso atrai uma carga negativa muito grande em nossa vida.
Quando vivemos sem o devido conhecimento, não colocamos regras em nossas vidas e assim cometemos faltas graves aos olhos dos espíritos, e isso contribui também para que nossos trabalhos demorem mais a dar resultados.
Temos também um agravante muito sério: o orgulho. Sim, este é o grande vilão em nossas vidas. Ainda mais se por ventura um trabalho não dá imediatamente o resultado que pedimos, temos o ímpeto de falar coisas que ofendem em demasia nossos mentores, e eles simplesmente se afastam de nós. A palavra é algo que devemos tomar muito cuidado, pois que ela sim, nos condena muito mais que certas atitudes.
Mas, estas pessoas em sua grande maioria, não têm culpa por esta cobrança, e sim, aqueles falsos sacerdotes que apregoam nos quatro cantos do mundo, que resolvem este ou aquele problema em sete dias, em três! Isso é absurdo total, usam esta pregação para agirem de má fé com as pessoas, abusando da credibilidade que elas depositam em nossos serviços. Se assim fosse, com certeza não existiriam mais problemas neste mundo concordam?
Antes de solicitar um trabalho, seja ele qual for, tenha em sua consciência que tudo na vida requer tempo, e este é de Deus, e assim diferente do nosso tempo. Nossos antepassados nos ajudam sim, mas dependem de tempo, não podem simplesmente resolver nossas vidas de um segundo para outro. Lembremos de um ditado que diz: a fruta só é boa, quando colhida no tempo certo.
Limpemos nossos corações do ódio, da mágoa, do rancor, e de tantas outras coisas que são maléficas a nosso espírito. Deixemos de lado as mazelas, as intrigas, o orgulho, a soberba, pois que se hoje estamos em uma situação financeira boa, recordemos do dia em que não estávamos, lembremo-nos de que o mundo gira e com ele nossa vida está em constante mutação. O que hoje está por baixo, amanhã pode estar por cima e vice-versa.
Peçamos ao Senhor Deus, a sabedoria para discernirmos as coisas, o entendimento para que possamos enxergar que nem tudo é do jeito e da forma que desejamos. Sejamos humildes perante nosso semelhante, e quem sabe assim, não estejamos alcançando nossos resultados antes mesmo de entregarmos uma oferenda. E se entregarmos, lembremo-nos de aquela pessoa que fez o serviço é apenas um sacerdote, e não Deus, que resolverá tudo na hora. Pois nem mesmo Deus resolve as cosias no momento, ressaltamos:
TUDO NECESSITA DE TEMPO!
Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.
quinta-feira, março 08, 2007
O QUE SÃO EBÓS?
Ebós ou Sacudimentos são limpezas que se realizam em uma pessoa, a fim de afastar dela toda a influência negativa que a está atrapalhando a seguir seus caminhos. Este tipo de obrigação é realizado a partir de alimentos cozidos, torrados e até mesmo crus, que ao serem passados no corpo da pessoa, têm o poder de afastar dela aqueles espíritos inferiores.
Para cada caso, existe um tipo de sacudimento específico no qual são usados tipos de materiais e alimentos diferentes. Estes serviços são recomendados pelos orixás através do jogo de búzios, e não apenas o tipo de ebó que a pessoa deve passar, mas até mesmo o local onde o mesmo deverá ser entregue depois de concluído o trabalho.
Existem ebós relacionados a todos os tipos de problemas que possamos ter em nossa jornada terrena. E estes, são desde uma limpeza para abertura de caminhos, até para afastar a carga, a influência de um espírito de morto. Muitas vezes temos um problema que não se resolve, nosso dinheiro nunca é suficiente como antes, objetos se quebram sem explicação alguma dentro de casa, vemos seres andando em nosso lar, uma pessoa tem uma doença que a medicina sozinha não resolve..., enfim: para cada caso existe um ebó para ajudar na solução.
E para cada problema, invocaremos uma entidade diferente para receber aquele ebó e assim ajudar aquele consulente em sua missão. De todos os ebós, os mais pesados são os de praga, e o chamado Ebó Ikú, sendo este último preparado com todo tipo de comida além de outros materiais e destina-se a afastar a influência perigosa de egum. Quando esta entidade se aproxima de alguém no intuito de prejudicar, todo cuidado é pouco, pois que suas manifestações podem provocar desde vômitos sem causa aparente, até mesmo brigas horríveis, separação de um casal, e tantos outros males que seria impossível relatar todos eles em poucas páginas.
Nos caminhos de Exú, temos, ebós de: praga, de saúde, para abrir caminhos para emprego, para reconciliação de um casal, para afastar inveja, para desmanchar feitiço e uma quantidade que seria quase infinita.
Existem ebós até mesmo nos caminhos dos orixás, estes se destinam a emprego, saúde, afastar perseguição, prosperidade, paz, amor, e mais uma lista incomensurável. Além dos ebós aqui citados, existem ainda aqueles que são direcionados exclusivamente para residências, comércios, escritórios, etc.
Existem entre outros, os ebós abaixo relacionados:
Ebós de estrada, encruzilhada, rio, mar, mata, porta de cemitério, porta de igreja, praça.
Independente do local a que se destina o ebó e de sua qualidade é importante que ele seja feito por pessoas preparadas e não por iniciantes nos preceitos da religião. Deve-se também respeitar o resguardo que o sacerdote determinou, pois que com certeza este foi recomendado pelos orixás através do jogo de búzios.
Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.
Contatos:
odemutaloia@hotmail.com
odemutaloia@pop.com.br
Tel: 0(xx) 27 3282-1860.
Para cada caso, existe um tipo de sacudimento específico no qual são usados tipos de materiais e alimentos diferentes. Estes serviços são recomendados pelos orixás através do jogo de búzios, e não apenas o tipo de ebó que a pessoa deve passar, mas até mesmo o local onde o mesmo deverá ser entregue depois de concluído o trabalho.
Existem ebós relacionados a todos os tipos de problemas que possamos ter em nossa jornada terrena. E estes, são desde uma limpeza para abertura de caminhos, até para afastar a carga, a influência de um espírito de morto. Muitas vezes temos um problema que não se resolve, nosso dinheiro nunca é suficiente como antes, objetos se quebram sem explicação alguma dentro de casa, vemos seres andando em nosso lar, uma pessoa tem uma doença que a medicina sozinha não resolve..., enfim: para cada caso existe um ebó para ajudar na solução.
E para cada problema, invocaremos uma entidade diferente para receber aquele ebó e assim ajudar aquele consulente em sua missão. De todos os ebós, os mais pesados são os de praga, e o chamado Ebó Ikú, sendo este último preparado com todo tipo de comida além de outros materiais e destina-se a afastar a influência perigosa de egum. Quando esta entidade se aproxima de alguém no intuito de prejudicar, todo cuidado é pouco, pois que suas manifestações podem provocar desde vômitos sem causa aparente, até mesmo brigas horríveis, separação de um casal, e tantos outros males que seria impossível relatar todos eles em poucas páginas.
Nos caminhos de Exú, temos, ebós de: praga, de saúde, para abrir caminhos para emprego, para reconciliação de um casal, para afastar inveja, para desmanchar feitiço e uma quantidade que seria quase infinita.
Existem ebós até mesmo nos caminhos dos orixás, estes se destinam a emprego, saúde, afastar perseguição, prosperidade, paz, amor, e mais uma lista incomensurável. Além dos ebós aqui citados, existem ainda aqueles que são direcionados exclusivamente para residências, comércios, escritórios, etc.
Existem entre outros, os ebós abaixo relacionados:
Ebós de estrada, encruzilhada, rio, mar, mata, porta de cemitério, porta de igreja, praça.
Independente do local a que se destina o ebó e de sua qualidade é importante que ele seja feito por pessoas preparadas e não por iniciantes nos preceitos da religião. Deve-se também respeitar o resguardo que o sacerdote determinou, pois que com certeza este foi recomendado pelos orixás através do jogo de búzios.
Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.
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quarta-feira, março 07, 2007
OBI
Obi, obi d’água ou simplesmente obi. Todos estes nomes referem-se à mesma obrigação, voltada exclusivamente a confortar uma pessoa em um caso de doença, desemprego, distúrbios nervosos, ou até mesmo para um iniciado dentro dos preceitos do axé orixá, quando por um motivo ou outro, o mesmo não pode passar por um bori. Esta obrigação tem seu nome em referência a uma fruta africana, o obi, sem a qual nada podemos realizar para os orixás, no tangente a sacrifícios, uma vez que é com ela que conversamos com nossos antepassados para sabermos se aquele santo está satisfeito com a obrigação, etc.
Esta obrigação é a mais simples realizada dentro do axé, no tangente a dar de comer a uma cabeça. Muito embora algumas pessoas achem que ela não tem maiores fundamentos junto com o orixá, mas já presenciamos muitos casos que foram resolvidos com esta. Trata-se neste ato, de confortar o anjo da guarda da pessoa, seja consulente ou filho de santo, ocasião onde alimentamos Oxalá, no intuito de pedir a misericórdia para aquele filho que se encontra em tal sofrimento.
Claro que esta obrigação não cria uma obrigatoriedade do cliente com o santo, ela apenas serve como um modo de resolver de imediato uma questão. Existem aqueles que após o obi, sentem-se tão felizes que optam por penetrar de forma mais profunda dentro de nossa religião.
Nesta obrigação são utilizados: ebô (canjica de Oxalá), ebô yá (a mesma canjica, porém preparada para Yemanjá e de forma diferente), o obi (que é uma fruta de origem africana), frutas variadas, vela e uma quartinha com água além da comida do santo da pessoa. Em alguns casos é utilizado um pombo branco.
Antigamente quando uma pessoa desejava entrar para os preceitos de uma casa, ou seja, ser filho ou filha de santo naquele templo, ou mesmo quando seu orixá exigia feitura, os zeladores tinham por hábito realizar esta como uma primeira obrigação, para daí então estudar a pessoa, ver se ela realmente tinha amor e dedicação para com os orixás, e até mesmo para se certificarem de que era realmente sua casa e sua mão que aquele santo desejava, e não apenas uma empolgação material ou espiritual. Agiam assim, pois que, nesta época não existia o fato de uma pessoa fazer santo com um e tomar obrigações com outro, provocando um rodízio ridículo nas roças de santo como as que se vê hoje em dia.
Para uma pessoa se iniciar, existia todo um processo de identificação dele com a casa e vice-versa. Era uma época em que a fidelidade de um iniciado era realmente levada a sério, assim como a do sacerdote com relação a seus iniciados. E o obi, era justamente a obrigação que funcionava como uma espécie de flerte, vulgarmente comparando, evitando constrangimentos futuros.
Hoje em dia, parece que esta fidelidade simplesmente evaporou-se com a fumaça dos defumadores, pois que uma pessoa se inicia em uma casa e quando desencarna, traz uma longa passagem de terreiro em terreiro. Claro que ainda existem aqueles que prezam a fidelidade, mas são bem poucos nos tempos atuais.
Ser um iniciado é antes de tudo sermos fiéis a mão que alimenta nosso orixá, nosso anjo da guarda, assim como ele é fiel a nosso zelador. Pertencermos ao axé orixá é antes de tudo sermos humildes, desprovidos de arrogância e soberba, é seguirmos nosso destino na certeza de que um ser tão puro e iluminado se dedica a zelar por nós e nossa vida.
ISSO SIM É SERMOS PARTE DESTE MARAVILHOSO MUNDO O QUAL CHAMAMOS; CANDOMBLÉ!
Tatetú N’Inkisi lambaranguange: Odé Mutaloiá.
Contatos:
odemutaloia@hotmail.com
odemutaloia@pop.com.br
Tel: 0 (xx) 27 3282-1860.
Esta obrigação é a mais simples realizada dentro do axé, no tangente a dar de comer a uma cabeça. Muito embora algumas pessoas achem que ela não tem maiores fundamentos junto com o orixá, mas já presenciamos muitos casos que foram resolvidos com esta. Trata-se neste ato, de confortar o anjo da guarda da pessoa, seja consulente ou filho de santo, ocasião onde alimentamos Oxalá, no intuito de pedir a misericórdia para aquele filho que se encontra em tal sofrimento.
Claro que esta obrigação não cria uma obrigatoriedade do cliente com o santo, ela apenas serve como um modo de resolver de imediato uma questão. Existem aqueles que após o obi, sentem-se tão felizes que optam por penetrar de forma mais profunda dentro de nossa religião.
Nesta obrigação são utilizados: ebô (canjica de Oxalá), ebô yá (a mesma canjica, porém preparada para Yemanjá e de forma diferente), o obi (que é uma fruta de origem africana), frutas variadas, vela e uma quartinha com água além da comida do santo da pessoa. Em alguns casos é utilizado um pombo branco.
Antigamente quando uma pessoa desejava entrar para os preceitos de uma casa, ou seja, ser filho ou filha de santo naquele templo, ou mesmo quando seu orixá exigia feitura, os zeladores tinham por hábito realizar esta como uma primeira obrigação, para daí então estudar a pessoa, ver se ela realmente tinha amor e dedicação para com os orixás, e até mesmo para se certificarem de que era realmente sua casa e sua mão que aquele santo desejava, e não apenas uma empolgação material ou espiritual. Agiam assim, pois que, nesta época não existia o fato de uma pessoa fazer santo com um e tomar obrigações com outro, provocando um rodízio ridículo nas roças de santo como as que se vê hoje em dia.
Para uma pessoa se iniciar, existia todo um processo de identificação dele com a casa e vice-versa. Era uma época em que a fidelidade de um iniciado era realmente levada a sério, assim como a do sacerdote com relação a seus iniciados. E o obi, era justamente a obrigação que funcionava como uma espécie de flerte, vulgarmente comparando, evitando constrangimentos futuros.
Hoje em dia, parece que esta fidelidade simplesmente evaporou-se com a fumaça dos defumadores, pois que uma pessoa se inicia em uma casa e quando desencarna, traz uma longa passagem de terreiro em terreiro. Claro que ainda existem aqueles que prezam a fidelidade, mas são bem poucos nos tempos atuais.
Ser um iniciado é antes de tudo sermos fiéis a mão que alimenta nosso orixá, nosso anjo da guarda, assim como ele é fiel a nosso zelador. Pertencermos ao axé orixá é antes de tudo sermos humildes, desprovidos de arrogância e soberba, é seguirmos nosso destino na certeza de que um ser tão puro e iluminado se dedica a zelar por nós e nossa vida.
ISSO SIM É SERMOS PARTE DESTE MARAVILHOSO MUNDO O QUAL CHAMAMOS; CANDOMBLÉ!
Tatetú N’Inkisi lambaranguange: Odé Mutaloiá.
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sábado, março 03, 2007
Cancelamento de e mail
Venho informar a todos, que à partir desta data, por motivos de troca de provedor, não mais estarei usando o e mail do uol. Todas as mensagens deverão ser encaminhadas apenas para os endereços: odemutaloia@hotmail.com, e, odemutaloia@pop.com.br
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
LOGUM EDÉ
Eis um grande orixá, filho de Oxum Apondá e Odé Iboalamo, apenas mal compreendido. Uma de suas lendas conta que sua mãe Oxum estava já grávida dele, mas seu pai não sabia. Certo dia Xangô veio visitá-los em sua casa, e como Odé tinha por hábito oferecer banquete a quem fosse em sua casa, retirou-se para o mato a fim de caçar.Porém como era de costume Odé se embrenhar na mata e demorar a voltar, devido ao encanto que a mesma o proporcionava, tanto por sua beleza quanto pela solidão, algo que ele muito admirava, somente retornou a sua casa três meses depois. Mas hei que ao chegar, encontrou sua esposa Oxum já com cinco meses de gravidez, e vendo sua barriga, disse que aquele filho era de Xangô, renegando aos apelos de sua esposa que tentava explicar que já estava esperando um filho quando ele saiu.
Tomado de um acesso de ciúmes, Odé expulsou Xangô de sua casa e depois a própria esposa. Este sentida foi queixar-se com a mãe de odé, Yemanjá, a qual se compadeceu da situação da nora, e a convidou a morar com ela perto do oceano.
Odé não se conformava e foi para a mata tentar através de ebós, fazer com que ela perdesse a criança. Oxalá interferiu e por mais ebós que fizesse a gravidez vingou. Yemanjá, vendo a hora do parto se aproximar, foi conversar com seu filho, mas este cego de ciúmes, culminou por expulsar sua mãe de sua casa.
Mas o tempo passou e após o parto, estava Oxum a passear com seu filho quando encontrou com Odé e mostrou-lhe a criança a quem chamou Logum Edé. O pai vendo que a criança era muito parecido com ele, se arrependeu e quis levar consigo o filho, o qual Oxum se negou terminantemente. Então Odé pegou sua faca e disse que rasgaria a criança ao meio. Neste exato momento, roncou uma trovoada e um antigo Rei (Xangô), se aproximou e ao ouvir a história, determinou em nome de Oxalá que a criança seis meses moraria com a mãe nas cachoeiras e rios, e seis meses com o pai nas matas.
E assim cresceu Logum, e aprendeu tanto o ofício da caça quanto o da pesca. Por este motivo é que ainda hoje o relacionam com o homossexualismo, mas isto em nada é verdade. O Orixá, jamais influenciará seu filho em questões como a opção sexual, por exemplo, isto em nada condiz com a verdade, apenas usam esta e outras lendas para justificarem uma opção, justa, porém nada tendo a ver com o axé orixá.
Logum é caçador, pescador e oluwô, ou seja, tem o dom de enxergar as coisas através do opelê Ifá, quanto do jogo de búzios. Ao se transladar de volta ao orúm (céu) ainda era um rapaz jovem e bonito, deixando assim com legado, o dom da sedução para seus filhos.
Seu dia é quinta feira.
Sua cor é o verde translúcido e o amarelo translúcido.
Come: feijão fradinho, milho cozido, acaçá, mel, azeite de oliva e dendê.
Sua sudação: Oloriqui, loci, loci.
Vive nos rios e cachoeiras com sua mãe, e nas matas com seu pai.
Tatetú N’Inkisi Lambaranguange: Odé Mutaloiá.
Contatos:
odemutaloia@hotmail.com
odemutaloiá@pop.com.br
quarta-feira, janeiro 31, 2007
DOIS DE FEVEREIRO, DIA DE YEMANJÁ. ODOYÁ!
YEMANJÁ
Este Orixá é natural de Abeokutá, na Nigéria, local onde seu culto prolifera com muita intensidade, mas seus principais seguidores são os naturais de Egbado localidade cuja rainha é Okoto, também conhecida como Osá. Seu principal templo está localizado em Ibará, bairro de Abeokutá e, embora seja cultuada no rio Ogum, seus seguidores vão, anualmente, recolher água para lavar os seus axés, numa fonte de um afluente denominado rio Lakaxa.
Yemanjá seria tão velha quanto Obatalá (em algumas regiões), e talvez tão poderosa quanto ele. É filha de Olóòkun que em Benin é considerado como um deus e em Ifé como uma deusa, cujo reino são os oceanos. Olô – Senhor, dono Okun – Oceano. Teria sido casada com Orunmilá ou Oxalá de quem gerou filhos, ou seja: os demais Deuses, nossos Orixás.
Conta uma lenda que Yemanjá, cansada de viver em Ifé, seguiu em direção ao Oeste indo instalar-se no "por do sol". Inconformado com o abandono Oxalá mandou seu exército à sua procura. Cercada pela tropa, Yemanjá, ao invés de se deixar prender, quebrou um frasco contendo um líquido mágico que lhe havia dado seu pai Olokun, o que fez com que surgisse ali mesmo, um caudaloso rio, cujas águas a levaram até o oceano, local de residência de seu pai.
Por seu caráter intempestivo, Yemanjá perdeu a hegemonia do mundo terrestre assumindo, desde então, domínio sobre a orla marítima em cujo movimento hora calmo, hora agitado e revolto, tem representada a sua personalidade inconstante.
Seu nome em yoruba, Yéyé Omo Ejá (Iyemonjá), significa: "Mãe de Filhos Peixes", ressalta, sobremaneira, seu instinto maternal, uma vez que assume como filhos todos os seres humanos, independente de quais sejam os seus.
Isto está exemplificado num Itan Ifá que descreve a forma como Yemanjá assume a maternidade de Omolú, filho legítimo de Nanã, desprezado pela própria mãe por ser portador de lepra.
Yemanjá representa, portanto, o instinto maternal, assumindo, de muito boa vontade todos os seres humanos como filhos bastando, para tanto, que se recorra aos seus préstimos e que se solicite sua proteção.
Como Oxum, Yemanjá tem, mesmo na África, diversos nomes, todos relacionados aos lugares diferentes e profundos do rio onde é cultuada. Para algumas casas de santo no Brasil, sua relação com o oceano, está também ligada ao fato de ser através deles que os negros aqui chegaram a bordo dos navios como escravos. Como ansiavam por se tornarem livres e retornarem para sua terra natal, e também pelo fato dela ser considerada mãe de todas as pessoas, recorriam a ela com esta expectativa.
Na África é representada por imagens de madeira com seios enormes, símbolo da maternidade fecunda.
O fato de possuir seios enormes tornava Yemanjá demasiadamente suscetível e qualquer menção a eles, era motivo mais do que suficiente para despertar a sua fúria.
Uma lenda narra de que forma um comentário irônico, feito por seu marido, em relação aos seus seios, fez com que Yemanjá, irritada, bate-se com o pé no chão provocando o surgimento de um rio que a teria transportado para o oceano, da mesma forma que na lenda anteriormente descrita.
Segundo as tradições, Yemanjá veste-se de diversas cores, destacando-se, dentre elas, o branco, o azul, o verde-água e o rosa, sempre em tons claros e transparentes.
Aprecia rosas brancas como oferenda e é certo que, seus filhos, quando têm problemas de saúde, possam recuperá-la oferecendo a Orixá, um ramo destas flores na beira da praia.
Na África, Yemanjá é cultuada no rio Ogum (Odo Ogum), onde recebe regularmente os presentes oferecidos por seus filhos e seguidores.
Nas Américas, no entanto, onde seu culto é grandemente difundido, recebe oferendas nas águas do mar. Sua saudação mais comum é "Odo Iyá!" Que significa "Mãe do Rio". Outras formas de saudá-la, utilizadas no Brasil são: "Erú Iyá!" E "Odo fé Iyagbá!" Sendo que esta última saudação, muito utilizada nos ritos de Umbanda, significa: "Amada Senhora do Rio".
É chamada também de "Iyá Ori" (Mãe da Cabeça), devido à crença de que o líquido existente no crânio entre a massa cefálica e a parede craniana, pertence a ela, estando, desta forma, presente e representada em todas as cabeças. E também pelo fato de que durante a gestação, Oxum retém o sangue menstrual, para que Yemanjá possa atuar no útero, a fim de que nele seja gerada uma outra vida.
No Brasil, grandes festas em louvor dela são organizadas na passagem do ano e no dia dois de fevereiro, ocasião em que seus fiéis, reunidos em grandes grupos ou sozinhos, depositam suas oferendas nas águas do mar.
A festa de dois de fevereiro na Bahia atrai para a praia do Rio Vermelho, uma multidão imensa de fiéis que formam longas filas diante da porta de um pequeno templo construído em sua honra, sobre um promontório que domina toda a praia.
No Espírito Santo, sua festa mais famosa e disputada, acontece em Jacaraípe, em frente ao Templo a ela erguido em 1977, pelo senhor Orlando Santos, Presidente da UNESCAP e precursor desta homenagem, juntamente com o apoio da associação dos pescadores de Jacaraípe, sem os quais seria impossível o transporte das oferendas.
Texto de: Sérgio Silveira, Odé Mutaloiá, Vice-Presidente da Unescap, Membro do Conselho sacerdotal, Escritor e Pesquisador.
Contatos com a UNESCAP: uniaoespiritacapixaba@yahoo.com.br
Contatos com Sérgio: odemutaloia@hotmail.com
Este Orixá é natural de Abeokutá, na Nigéria, local onde seu culto prolifera com muita intensidade, mas seus principais seguidores são os naturais de Egbado localidade cuja rainha é Okoto, também conhecida como Osá. Seu principal templo está localizado em Ibará, bairro de Abeokutá e, embora seja cultuada no rio Ogum, seus seguidores vão, anualmente, recolher água para lavar os seus axés, numa fonte de um afluente denominado rio Lakaxa.
Yemanjá seria tão velha quanto Obatalá (em algumas regiões), e talvez tão poderosa quanto ele. É filha de Olóòkun que em Benin é considerado como um deus e em Ifé como uma deusa, cujo reino são os oceanos. Olô – Senhor, dono Okun – Oceano. Teria sido casada com Orunmilá ou Oxalá de quem gerou filhos, ou seja: os demais Deuses, nossos Orixás.
Conta uma lenda que Yemanjá, cansada de viver em Ifé, seguiu em direção ao Oeste indo instalar-se no "por do sol". Inconformado com o abandono Oxalá mandou seu exército à sua procura. Cercada pela tropa, Yemanjá, ao invés de se deixar prender, quebrou um frasco contendo um líquido mágico que lhe havia dado seu pai Olokun, o que fez com que surgisse ali mesmo, um caudaloso rio, cujas águas a levaram até o oceano, local de residência de seu pai.
Por seu caráter intempestivo, Yemanjá perdeu a hegemonia do mundo terrestre assumindo, desde então, domínio sobre a orla marítima em cujo movimento hora calmo, hora agitado e revolto, tem representada a sua personalidade inconstante.
Seu nome em yoruba, Yéyé Omo Ejá (Iyemonjá), significa: "Mãe de Filhos Peixes", ressalta, sobremaneira, seu instinto maternal, uma vez que assume como filhos todos os seres humanos, independente de quais sejam os seus.
Isto está exemplificado num Itan Ifá que descreve a forma como Yemanjá assume a maternidade de Omolú, filho legítimo de Nanã, desprezado pela própria mãe por ser portador de lepra.
Yemanjá representa, portanto, o instinto maternal, assumindo, de muito boa vontade todos os seres humanos como filhos bastando, para tanto, que se recorra aos seus préstimos e que se solicite sua proteção.
Como Oxum, Yemanjá tem, mesmo na África, diversos nomes, todos relacionados aos lugares diferentes e profundos do rio onde é cultuada. Para algumas casas de santo no Brasil, sua relação com o oceano, está também ligada ao fato de ser através deles que os negros aqui chegaram a bordo dos navios como escravos. Como ansiavam por se tornarem livres e retornarem para sua terra natal, e também pelo fato dela ser considerada mãe de todas as pessoas, recorriam a ela com esta expectativa.
Na África é representada por imagens de madeira com seios enormes, símbolo da maternidade fecunda.
O fato de possuir seios enormes tornava Yemanjá demasiadamente suscetível e qualquer menção a eles, era motivo mais do que suficiente para despertar a sua fúria.
Uma lenda narra de que forma um comentário irônico, feito por seu marido, em relação aos seus seios, fez com que Yemanjá, irritada, bate-se com o pé no chão provocando o surgimento de um rio que a teria transportado para o oceano, da mesma forma que na lenda anteriormente descrita.
Segundo as tradições, Yemanjá veste-se de diversas cores, destacando-se, dentre elas, o branco, o azul, o verde-água e o rosa, sempre em tons claros e transparentes.
Aprecia rosas brancas como oferenda e é certo que, seus filhos, quando têm problemas de saúde, possam recuperá-la oferecendo a Orixá, um ramo destas flores na beira da praia.
Na África, Yemanjá é cultuada no rio Ogum (Odo Ogum), onde recebe regularmente os presentes oferecidos por seus filhos e seguidores.
Nas Américas, no entanto, onde seu culto é grandemente difundido, recebe oferendas nas águas do mar. Sua saudação mais comum é "Odo Iyá!" Que significa "Mãe do Rio". Outras formas de saudá-la, utilizadas no Brasil são: "Erú Iyá!" E "Odo fé Iyagbá!" Sendo que esta última saudação, muito utilizada nos ritos de Umbanda, significa: "Amada Senhora do Rio".
É chamada também de "Iyá Ori" (Mãe da Cabeça), devido à crença de que o líquido existente no crânio entre a massa cefálica e a parede craniana, pertence a ela, estando, desta forma, presente e representada em todas as cabeças. E também pelo fato de que durante a gestação, Oxum retém o sangue menstrual, para que Yemanjá possa atuar no útero, a fim de que nele seja gerada uma outra vida.
No Brasil, grandes festas em louvor dela são organizadas na passagem do ano e no dia dois de fevereiro, ocasião em que seus fiéis, reunidos em grandes grupos ou sozinhos, depositam suas oferendas nas águas do mar.
A festa de dois de fevereiro na Bahia atrai para a praia do Rio Vermelho, uma multidão imensa de fiéis que formam longas filas diante da porta de um pequeno templo construído em sua honra, sobre um promontório que domina toda a praia.
No Espírito Santo, sua festa mais famosa e disputada, acontece em Jacaraípe, em frente ao Templo a ela erguido em 1977, pelo senhor Orlando Santos, Presidente da UNESCAP e precursor desta homenagem, juntamente com o apoio da associação dos pescadores de Jacaraípe, sem os quais seria impossível o transporte das oferendas.
Texto de: Sérgio Silveira, Odé Mutaloiá, Vice-Presidente da Unescap, Membro do Conselho sacerdotal, Escritor e Pesquisador.
Contatos com a UNESCAP: uniaoespiritacapixaba@yahoo.com.br
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