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sábado, setembro 01, 2007

O PODER DA ORAÇÃO

É comum em nosso dia a dia, orarmos a Deus nosso Pai, na intenção de solicitarmos alguma intervenção em assuntos variados de nossas vidas. Isso é bom, pois a Oração tem o poder de extirpar males diversos que nos rondam constantemente.

Mas, será que oramos da maneira correta?

A Oração deve ser proferida antes de tudo com o coração e não apenas com a boca, numa repetição inconstante de palavras. É válido sim, proferirmos um Pai Nosso, uma Ave Maria, mas, devemos nos acautelar e dar um sentido especial na oração.

Antes de orarmos, é necessário que façamos uma avaliação de nossas atitudes, peçamos perdão ao Criador, limpemos nossos corações de sentimentos impuros que nos rodeiam frequentemente, e nos recolhamos ao silêncio absoluto.

Devemos escolher um local no qual possamos ter privacidade total, como por exemplo, nosso quarto. Ali, após limparmos nossos corações, pedirmos perdão de nossos erros, elevemos nosso pensamento aos bons espíritos de luz, à Cristo e a Deus, e iniciemos nossa oração.

Não importa que ela seja um Pai Nosso ou outra qualquer que conheçamos o que vale, é que estejamos com nossa mente totalmente voltada para àquele momento, sem nos importar as coisas do mundo. O poder de uma oração é imenso, incomensurável, para diluir todas as forças negativas que nos rondam e teimam em nos arrastar para seu precipício.

Devemos nos entregar de corpo e alma naquele momento, implorar a presença de Deus através de seus mensageiros, suplicar a ajuda para nós, e principalmente, dedicarmos à mesma aos nossos inimigos, para que toda fúria, todo mal que exista dentro dele, seja transformado em bem e amor. Peçamos neste momento a Deus, que perdoe nossos inimigos, que dê luz ao seu anjo da guarda para que ele enxergue que o mal verdadeiro, está fazendo contra si mesmo.

Feito nossa oração, devemos praticar uma segunda parte que muitos se esquecem: dar continuidade a tudo que pedimos enquanto orávamos, ou seja, praticar a caridade, levar a alegria a quem se encontra triste, espalhar o amor e o perdão. Aí sim, poderemos ter a certeza que nossa oração subiu como oferenda aos pés de nosso Pai Celestial.

Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá, escritor e pesquisador.

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odemutaloia@hotmail.com

sexta-feira, agosto 24, 2007


Por mais que o mundo o deixe triste, as pessoas a magoem, as lágrimas desçam em seus olhos, ainda assim, olhe para cima, para o céu e sinta a força que provém dos anjos. Eles jamais nos abandonam, estão sempre ali, prontos para nos auxiliarem. Olhe para a natureza, encare ali a face de Deus, converse e encontrarás o aconchego que sua alma necessita.
Ame a Deus acima de tudo, honre seus antepassados, e verás a diferença que isso fará em sua vida.




Sérgio Silveira, Tatetú N'Inikisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá.






quinta-feira, agosto 16, 2007


A FORÇA DA MAGIA

Anteriormente abordamos aqui o assunto MAGIA, hoje desejo falar sobre sua força.

É comum vermos pessoas aclamarem alguns, e difamarem outros zeladores de Candomblé ou mesmo de Umbanda sobre a força de sua magia e de sua mediunidade.

Queridos, eis que um engano fortíssimo paira sobre este quesito: como descrevi no texto anterior, a magia, é um elemento da natureza, sua força assim sendo é única, o que conta é a força, o desejo de cada um em resolver este ou aquele problema.

A força verdadeira está dentro de nós e não existe força maior ou menor na natureza e em tudo por ela criado. Temos dentro de nós a essência viva de tudo que há na terra, assim sendo sua força também. O que faz um médium ser maior que o outro? Nada! Apenas e tão somente existem aqueles que se dedicam verdadeiramente aos orixás, resguardando os dias santos, abstendo-se de sexo, carne vermelha e outros itens antes de uma sessão por exemplo, e aqueles que apenas seguem uma filosofia por não terem algo melhor para se ocupar. Não realizando assim nada em busca do aprimoramento de sua energia, de sua força.

Assim sendo, existem também aqueles que acreditam verdadeiramente em um ritual realizado e aqueles que apenas crêem se verem algo resolvido em seu favor. Ao começarmos um ritual, é imprescindível que trabalhemos nosso íntimo, a fim de colocarmos nossa energia pura, em prol daquele trabalho.

O desejo mais profundo de nossos corações, já nos garante boa parte do resultado almejado. Acreditar em si mesmo e em nossos mentores, é algo de suam importância para que possamos alcançar este ou aquele favor das entidades às quais recorremos.

Temos antes de tudo que acreditarmos em nós mesmos, nas forças com as quais estamos lidando e confiar que obteremos os resultados.

Não existe mágica maior que essa. Não conseguiremos encontrar em lugar algum uma força maior do que aquela que está dentro de nós.

Sabia que os espíritos usam boa parte desta nossa força para trabalharem em nosso favor? Sim, eles a utilizam como fonte primária ao saírem em caminhada em busca daquilo que solicitamos. Basta que encontrem dentro de nós esta energia incomensurável, que terão mais condições de nos alcançarem o pedido.

Um outro fator que temos que observar, é o nosso merecimento. Sim, não basta pedir para receber, temos que nos mostrar dignos do que pedimos, e não esquecermos que nosso futuro dependerá tão somente de nossos atos no presente.

Aí está a força que tanto buscamos: dentro de nós, seres vivos e integrantes da natureza.

Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá.

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odemutaloia@hotmail.com

odemutaloia@pop.com.br

sexta-feira, agosto 10, 2007

DEUS

Nosso erro, é procurar Deus nas coisas mais complexas. Devemos olhar à nossa volta e veremos que ele está presente nas coisas mais simples: nas folhas de uma árvore, no canto dos passáros, numa formiga que trabalha, no riso de uma criança, no correr das águas de um riacho. Sim, nestes elementos, podemos ver o rosto de Deus nosso pai e falar com ele, e se tivermos capacidade, ouvir sua voz.

Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N'Inkisi Lambanranguange Odé Mutaloiá, babalorixá, escritor, pesquisador, vice-presidente e conselheiro sacerdotal da UNESCAP.


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terça-feira, agosto 07, 2007

ORAÇÃO AOS BOIADEIROS


Getuá


Meu amigo Boiadeiro! Tu que guia teu gado pelas porteiras dos caminhosde Ogum, que passa por rios, sob Sol e chuva com seu berrante aanunciar tu chegada, com teu chicote em punho, hábil com o laço e nãodeixa demanda criar ajuda-me nesta hora, abra as porteiras de meuscaminhos, traga no teu laço aqueles que me querem mal, que na suachibata haja justiça de minha causa. Que eu encontre em meus caminhos a solução pros meus pedidos.

odemutaloia@hotmail.com


odemutaloia@pop.com.br






domingo, julho 29, 2007

MAGIA


É comum vermos as pessoas falarem sobre a magia, sempre incluindo em seus discursos a magia boa e má. Mas, poucos sabem sentir a magia que existe em nossa volta, afinal ela está presente em tudo pertinente ao mundo que nos rodeia. Seja no ar, na água, no fogo, nas folhas, nos animas, a magia está ali, basta sentirmos sua presença e sabermos como utilizar esta imensa força da natureza.

Muitas vezes as pessoas se degladeiam no assunto magia boa e ruim. Dizem sempre: “fulano é um bruxo do bem, cicrano é do mal”. Mas o que elas não se dão conta, é que na natureza, não existe maldade. A força está ali para quem quiser se servir da mesma, e da forma que achar mais conveniente.

A maldade queridos, está em nós e não nas forças elementais que usamos em nossas vidas. Afinal, essa força foi criada por Deus, com um motivo único independente de sua forma ou feição. Nós seres humanos é que ao manipularmos tais forças, as direcionamos para um ou para outro lado, isso dependendo de nossa índole, de nosso modo de ver e viver cada situação que a vida nos impõe.

Colocarmos a culpa em maldades praticadas por nós, nas forças da natureza, é algo desprezível. Vejamos o exemplo de um exú: este foi criado para encaminhar nossos pedidos às esferas superiores, foi também criado na intenção de propiciar o coito entre nossa raça, colaborando assim para a multiplicação nossa. Mas quantas vezes os utilizamos para o mal? Várias! Isso por culpa dele? Não, em hipótese alguma! Esta entidade, não tem a mínima noção de que o que está fazendo é bom ou ruim. Apenas em seu modo de ver, está prestando um serviço a quem o chamou e assim sendo será recompensado após sua jornada.

O mesmo acontece com egum e tantas outras formas de energia existentes a nossa volta. São seres na verdade, puros em sua essência, e nós pobres mortais, em nossa ganância por poder, é que os utilizamos contra nosso semelhante, nos esquecendo que todas as nossas ações repercutirão em um breve futuro.

Lembremo-nos que: “viver, é tão somente colher hoje, o que plantamos ontem”, e assim, todas nossas ações nos trarão conseqüências seríssimas mais a frente. Enquanto lutarmos por um mundo melhor, de forma justa e sem o desejo ínfimo da vingança, estaremos preparando um banquete de paz e harmonia para nós mesmos em nosso futuro. Mas, se nos deixamos levar pela vingança, ódio, raiva ou qualquer outro sentimento inferior e contrário às leis de Deus nosso Pai Celestial, estaremos nos condenando a uma vida completamente cheia de todos os tipos de sofrimentos e dores.

É preciso que saibamos usar a magia, para beneficiar as pessoas e não para nos fazermos seus juizes e algozes. Temos que entender que as leis de Deus são para todos e não somente para alguns. Esta lei, jamais nos fará réus se formos vítimas, mas também jamais irá tirar o direito de quem tem para dar a quem não tem.

Lembremo-nos de nosso Mestre Jesus, que soube como ninguém perdoar os que o odiavam até mesmo em seu suplício pediu ao pai que os perdoasse. Será então que estamos realmente agindo em conformidade com as leis divinas?

Temos que nos atentar também de que nossos orixás, e todas as entidades, são partes vivas desta lei, compõem o grandioso elemento denominado MAGIA e, estes seres com certeza não compactuam nem concebem tais atitudes.

Que possamos aprender a amar sem sermos amados, perdoar sempre, e pedir em nossas orações que Deus perdoe nossos inimigos. Mas se formos feridos de forma imensa, entreguemos nas mãos de Deus e de seus Ministros, que são nossos orixás e seus mensageiros.

Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá. Escritor, pesquisador, vice-presidente da União Espírita Capixaba e membro de seu conselho sacerdotal.

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terça-feira, julho 24, 2007

CARIDADE


Segundo a doutrina espírita, bem como os próprios ensinamentos bíblicos, esta é a maior forma de demonstrarmos amor a Deus. Afinal, estarmos ajudando a um de seus filhos, estamos agradando antes de tudo nosso Eterno Pai.

Mas quanta tristeza ao verificarmos no dia a dia, que muitos seguidores de diversas ramificações religiosas, apenas se degladeiam numa eterna auto afirmação de SER O ÚNICO REPRESENTANTE DE CRISTO NA TERRA. Dando vazão assim apenas a soberba tanto criticada por Cristo Jesus.

Basta avaliarmos as escrituras sagradas e verificarmos que a única religião que ele pregou, foi o amor a Deus e nosso semelhante, jamais afirmando que este ou aquele estaria certo. Este mesmo Mestre e Irmão nosso, nos ensinou a sermos tolerantes com nossos irmãos, a suportarmos as agruras da vida, com tenacidade em nossa fé. E hoje, enquanto acontece verdadeira batalha por uma causa sem justificativa, muitos adeptos se encontram jogados na sarjeta das ruas, outros passando fome com suas famílias, outros abandonados à própria sorte ainda pequeninos.

Será que este é o ensinamento de Jesus? Podemos afirmar que não. Ele tão somente amou sem ser amado, padeceu sem odiar àqueles que o imolaram feito cordeiro na hora do inevitável sacrifico. E como se não bastasse, suas últimas palavras foram para pedir perdão para seus algozes.

Não pretendemos de forma alguma criticar a quem quer que seja, apenas desejamos, que ao invés de batalhas por um posto de alto satisfação, fossem essas forças dedicadas a ajudar àqueles que sofrem pelo abandono e sofrimento de todas as formas.

Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange Odé Mutaloiá. Escritor, Pesquisador, Vice-Presidente da UNESCAP, União Espírita Capixaba.

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quinta-feira, julho 19, 2007

VIOLÊNCIA


O que mais tem incomodado a todos nós nos últimos anos, é a crescente onda de violência que se espalha cada vez mais forte em nosso meio. Muito temos acompanhado os assassinatos, as verdadeiras carnificinas que são promovidas por pessoas que de forma alguma carregam a mínima essência de Deus dentro de si. Não que esta não exista, mas tão somente porque preferem mantê-la apagada, ao invés de praticarem-na.

Muito se fala na imprensa e nas conversas entre amigos, de medidas para se coibir tais atos. Realmente algumas medidas se fazem urgentes, mas a verdadeira razão para que esta onde não diminua, é o completo afastamento das pessoas de Deus nosso Eterno Criador.

Ao afirmar isso, não nos referimos a esta ou aquela religião, mas sim, na busca de um entrosamento maior, de uma reaproximação com nosso pai.

Acreditamos que no momento que o homem, se voltar para Deus, reconhecer sua magnânima existência, e aceitar suas leis como únicas no regimento de nossas vidas, esta onde perderá gradativamente suas forças, até chegar o momento em que ela não mais existirá.

Nosso amado mestre Jesus, deixou-nos seus ensinamentos, e dentro dos mesmos, o pedido para que nos amassemos como ele nos amou. Mas, devido às nossas falhas e imperfeições, deixamo-nos ser levados por uma ânsia de nos elevarmos sem nos importar mesmo com quem estamos prejudicando. É imprescindível em nosso ver, que todos os líderes religiosos, voltem seus sermões e esforços, no intuito de anunciar o verdadeiro amor de Deus e Cristo, e começar a praticar a tolerância com aqueles que nada mais são que nossos irmãos.

Oremos, clamemos pelas forças do Céu, que com certeza, os mensageiros da paz e do amor, intercederão para que essa violência seja extinta de nosso meio.


Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N'Inkisi Odé Mutaloiá. Escritor, pesquisador, vice-presidente da UNESCAP, União Espírita Capixaba e membro de seu conselho sacerdotal.


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REPRESENTANTES DE CRISTO


É com muito pesar que vemos nos dias atuais, verdadeira batalha entre as ramificações de religiões Cristãs, no sentido de auto afirmarem “a única representante de Cristo na terra”.

Enquanto se degladeiam neste quesito, não percebem que seus seguidores, estão sucumbindo em um verdadeiro mar de lágrimas e sofrimentos. Não cabe a nós, julgarmos se esta ou aquela está certa, no apogeu de seus verdadeiros templos faraônicos, mas se seguem a Cristo que nasceu em uma manjedoura, e morreu crucificado por ordem de um império, pensamos que a humildade seria mais conveniente.

Enquanto isso, nós espíritas, seguimos nosso dia a dia, vendo Deus e Cristo, em sua verdadeira forma: a natureza. Sim! Que melhor forma para o rosto do Supremo Arquiteto, que a natureza por ele criada?

Não possuímos templos luxuosos, não nos importa que fulano ou beltrano esteja com a razão, pois temos a convicção de que o mesmo Deus julgará a todos independentes de nossas auto afirmações.

Temos a certeza de que o que não podemos fazer em hipótese alguma é manter nossos olhos fechados à pobreza e miséria que se encontram muitos de nossos irmãos menos favorecidos, enquanto buscamos o apogeu exigido por nossa ganância de poder.

Vivemos na tentativa de tão somente ajudar a quem quer que seja não nos apercebendo nem mesmo se comungam ou não nossa fé.

Buscamos nas matas, rios, lagos, e demais elementos naturais, a verdadeira expressão de Deus nosso Pai Celestial. Temos a ele, voltado nosso pensamento e coração em constante oração pela humanidade. Cientes de que tudo que aqui fizermos será cobrado de nós tanto nesta terra, quanto no além túmulo.

Apenas nos entristece, saber que enquanto líderes religiosos teimam em degladear, seus adeptos, ficam entre a cruz e a espada, carregando seu fardo, sem saber, se realmente importam para alguém.

Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange, Odé Mutaloiá. Escritor, pesquisador, vice-presidente da UNESCAP, e membro do conselho sacerdotal.

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domingo, julho 15, 2007

RELIGIÕES


Nos dias de hoje, é comum vermos as ramificações cristãs, se confrontarem em verdadeiras batalhas, para a conquista de novos membros, ou para a manutenção dos atuais em seus templos.

Acho que isso é um absurdo até porque na maioria das vezes, este confronto em nada tem a ver com a realidade moral, mas sim, com a realidade financeira de seus administradores que não medem conseqüências para aumentarem as rendas de suas facções.

Pergunto-me apenas, onde estão os valores éticos, morais e filantrópicos destes cultos. Somos sabedores de que o dízimo pago por seus fiéis, deveria ser aplicado nas comunidades onde estes templos estão erguidos. Mas, basta darmos uma olhada nestes bairros, em suas maiorias carentes, que veremos que a quantia arrecadada, tão somente engorda cada vez mais a conta bancária destes seguimentos e em nada é utilizado no sentido de abrandar a dor daqueles abandonados pela elite de nossa sociedade.

O próprio governo deveria atentar para este fato, pois que esses templos são isentados de impostos justamente para isso: para que acolham através de doações àqueles menos favorecidos, que apliquem seus recursos nessas comunidades.

Mas, o que vemos muitas vezes, é um total abandono destas pessoas, que muitas vezes dividem o pouco que ganham com sua religião.

Em outros casos, esses recursos são aplicados na construção de templos faraônicos, que tão somente imperam em exuberância, vindo de contra outro princípio que a eu ver, deveria ser à base de qualquer religião: a humildade. Sim, a humildade pregada e exemplificada por Cristo, nada tem a ver com a exuberância, luxo ou qualquer outro fator mundano.

Nosso amado Mestre nasceu em uma manjedoura, era filho de carpinteiro, viveu toda sua vida na pobreza, e culminou com sua crucificação, pelo império que não o suportava, justamente por sua pregação de que “deveríamos nos preocupar em acumular tesouros no céu e não na terra”.

Oras, se Cristo viveu assim de forma tão humilde, por que aqueles que se AUTO INTITULAM SEUS REPRESENTANTES, insistem na ostentação, na aparência mundana e vulgar, ao invés de, por exemplo, dividirem suas riquezas com aqueles que pouco ou nada possuem?

Deus como sabemos, é o criador de tudo e de todos. Seu filho Jesus, nosso irmão, foi o exemplo da humildade, amor e resignação, não seria mais lógico que seus seguidores seguissem seus exemplos? E se parassem com esta guerra, para se auto afirmarem “seus representantes” e se unissem em prol da humanidade de forma verdadeira?

Cuidar de nossos irmãos, não é interferir, por exemplo, na justiça, fazendo com que criminosos deixem de pagar suas dívidas com ela. Mas sim, erradicar a fome, a miséria, doar amor, caridade, honestidade. E não ficar caluniando a quem quer que seja levantar falsos testemunhos contra demais filosofias, religiões, e grupos variados.

Sermos Cristãos em meu ver é vivermos como Cristo Jesus, ou seja, na humildade e não na soberba, luxo, ganância e avareza. De nada adianta nos proclamarmos religiosos, se não tivermos a consciência de que nosso maior mentor, Jesus Cristo, condenou o acúmulo de fortunas terrenas.

Talvez se as igrejas assim procedessem, estaríamos perto de mudanças no mundo, como a paz tão sonhada por todos. Estaríamos mais próximo de um mundo justo onde todos tivessem sem distinção de raça, cor e credo, seus direitos, como o de ter uma alimentação diária garantidos.

E quem sabe assim, poderíamos dormir sem o medo de tanta guerra, tantos assassinatos e outras barbaridades que se acumulam em nosso dia adia?

Texto de Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

Mutaloiá é, Escritor, Pesquisador, Vice-Presidente da UNESCAP, União Espírita Capixaba, Entidade federativa e sem fins lucrativos e membro de seu conselho sacerdotal.

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