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quarta-feira, julho 09, 2008

A RELIGIÃO PEDE SOCORRO

Há muito tempo, vários seguidores do Candomblé e da Umbanda, vêm abandonado as casas de santo, sacerdotes antigos estão preferindo fechar as portas de seus templos, a continuar atendendo clientes e filhos de santo. Quem mais perde com isso, somos nós, sacerdotes que poderíamos com isso aprender mais ainda com esses antigos zeladores, e também perdem os filhos nossos que se vêm recebendo bem menos fundamentos que os de outrora.

Quem vive nesse hall, sabe que santo é um eterno aprendizado acima de qualquer coisa, sabe que quanto mais vivemos, mais aprendemos que nosso aprendizado só se dá por encerrado quando Olorúm (Deus) nos chamar de volta para sua morada.

Enquanto vemos VERDADEIRAS LENDAS de nossa religião se afastando, vemos por outro lado, um MAR DE FALSOS PROFETAS, DE CHARLATÃES se aproveitando da boa fé dos consulentes que recorrem aos seus préstimos sem saber que na verdade, estão entrando uma verdadeira arapuca. Temos visto pessoas sem o mínimo preparo, atendendo através de algo sagrado como o Oráculo de Ifá, falando asneiras para as pessoas, com o intuito tão somente de ganhar dinheiro.

Vemos também as Igrejas se encherem de pessoas que se dedicam sem dó nem piedade a nos atacarem, a nos difamarem e com isso difamarem nossos ancestrais, nossos Orixás. Temos acompanhado através de jornais e televisão um crescente número de notícias de assassinato, sendo associadas a nossa religião. Culminam por dizerem: “tal ato aconteceu em um terreiro de macumba”! E nada fazemos para coibir tais arbitrariedades.

Precisamos com urgência rever nossos conceitos, solicitarmos que esses mais antigos zeladores retomem seus cargos e suas casas e assim sendo, nos submetermos à humildade de aprendermos com eles.

Sabemos que uma pessoa até mesmo para acender uma vela e invocar o nome de um orixá, tem que estar preparado para isso, pois do contrário terá sido em vão até mesmo a vela, que dirá as oferendas.

Quantos de nós não se encontra com um sentimento de vazio em nosso peito e nossa alma devido a tantos acontecimentos? Levantemo-nos, pois, e busquemos na natureza a força para que nossos mais velhos se voltem novamente para a religião e nos ensinem como procedermos dentro de nossa fé para que nossas oferendas sejam plenamente aceitas por todos os santos e possamos assim realmente praticar o Candomblé e a Umbanda que herdamos de nossos antepassados.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi, Mutaloiá.

Contatos:

odemutaloia@hotmail.com

odemutaloia@pop.com.br

domingo, julho 06, 2008

POR QUE TANTA SUNTOSIDADE?

Em tempos outrora, as pessoas que praticavam a religião de nossos antepassados, tinham-na apenas no sentido religioso, e não como fonte inesgotável de renda. As pessoas que buscavam ajuda nas casas de santo, iam em busca de auxílio espiritual para a solução de seus problemas, e em nada significavam para elas, o poder, o luxo, ou qualquer outra coisa que não fossem os conhecimentos dos sacerdotes.

Mas, hoje em dia, sacerdócio tem que ser sinônimo de poderio econômico, de luxo e suntuosidade, muito pouco tem valor os conhecimentos dos zeladores das casas de orixá.

Os barracões antigamente, eram construções simples, mas hoje em dia, se não forem palácios luxuosos, não têm valor junto aos pretensos clientes. Uma vez que essas pessoas avaliam os fundamentos dos zeladores pela imponência de seus templos. Não vêm que com isso estão colaborando para que pessoas de má índole ganhem espaços maiores, e quem termina pagando caro por isso, é justamente esse consulente.

Verdadeiros sacerdotes não se preocupam com luxo, não têm avareza, e quando cobram por seus serviços, os valores não são de forma alguma exorbitantes como os cobrados por charlatães. Esses exigem muitas vezes que as pessoas até mesmo se desfaçam de bens que possuem para pagar por seus serviços, e sempre os resultados são ínfimos e até mesmo jamais aparecem.

Trocaram-se o conhecimento por valores econômicos, tiraram as verdadeiras razões de existir do orixá, e as substituíram por valores e interesses comerciais. Apenas me pergunto onde vamos parar com tanta ganância e ânsia de poder. As pessoas não buscam mais os terreiros apenas por amor aos orixás, mas sim, para obterem favores totalmente equívocos diante das forças desses seres que governam a natureza.

Se observarmos algumas imagens de televisão, por exemplo, veremos que em sua grande maioria, as pessoas que se dedicam ao santo, são de pouca cultura, pessoas que lutam no dia a dia pelo pão de cada dia. Que mesmo que cobrem o chão, ou axé, o que é de direito sim, não exploram as pessoas, não fazem essa cobrança de forma errônea, uma vez que, ao pedirmos valores exorbitantes ao consulente, estamos deixando de lado a principal identidade de nossos orixás: A Religião.

Religião ao que me consta, não combina com essas práticas, ao contrário, muitas vezes as pessoas que buscam ajuda nos terreiros, já não possuem recursos fartos, e nessa hora devemos praticar a fé acima de tudo.

É imprescindível que pratiquemos uma religião verdadeira e não apenas o interesse financeiro e comercial. Lembremos que a situação de uma pessoa hoje, pode ser perfeitamente a nossa no amanhã.

Lembremos que fé nunca foi suntuosidade, e conhecimentos não são medidos por templos luxuosos e muito menos soberba.

Mantenhamos nossos pés no chão, tratemos os assuntos de nossos antepassados e de nossos clientes com mais responsabilidade e aí estaremos combatendo de forma direta os meios que usam membros de outros seguimentos religiosos para nos atacarem e nos difamarem.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi, Odé Mutaloiá.

Babalorixá, escritor, pesquisador e Presidente do Conselho Sacerdotal da UNESCAP, União Espírita Capixaba.

Contatos:

odemutaloia@hotmail.com

odemutaloia@pop.com.br

sábado, junho 28, 2008

CONVOCAÇÃO

A UNESCAP, União Espírita Capixaba solicita a todos os presidentes das Federações do Estado do Espírito Santo, que entrem em contato URGENTE através dos e mails: uniaoespiritacapixaba@hotmail.com e uniaoespiritacapixaba@yahoo.com.br , para que seja marcada uma reunião para analisarmos questões seríssimas, como o crescente número de Sites discriminando e perseguindo as religiões afro-brasileiras, e as inúmeras denúncias que temos recebido através de nossos e mails, no tangente a exploração de consulentes, charlatanismo e até mesmo de pedofilia em Templos Religiosos.

LEMBRAMOS QUE A OMISSÃO É CRIME GRAVÍSSIMO.

UNESCAP,

Orlando Santos, Presidente.

Sérgio Silveira, Presidente do Conselho Sacerdotal.

A UNESCAP, União Espírita capixaba, mantenedora dos cultos afro-brasileiros em pleno uso de suas atribuições legais e estatutárias, vem alertar aos sacerdotes e sacerdotisas em geral, que busquem junto aos órgãos públicos competentes, a comprovação de que a federação à qual sua casa está afiliada, está devidamente em dias no pertinente a documentação como CNPJ, Inscrição estadual e municipal e outras mais. Uma vez que caso essa documentação não esteja em dia, os alvarás por elas fornecidos não possuem nenhum valor jurídico, estando assim os dirigentes dos templos, sujeitos até mesmo a terem suas casas fechadas por fiscalização judicial, policial e de outra federação que esteja devidamente em dias com sua documentação.

UNESCAP, União Espírita Capixaba,

Orlando Santos, Presidente,

Sérgio Silveira, Tatetú N'Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá, Presidente do Conselho Sacerdotal.

odemutaloia@hotmail.com


quinta-feira, junho 05, 2008

FANATISMO NUNCA FOI FÉ


Na história das religiões, vemos que muitas guerras foram provocadas, tendo estas como fontes inspiradoras. A intolerância sempre causou danos irreparáveis em todos os seres humanos. O conquistador sempre impunha sua religião ao conquistado, e a conquista após guerra terrível, se dava justamente em sua maioria, por conta do processo religioso de cada povo.

Entendemos que religião, é tão somente uma forma de cada povo, ver Deus. Para uns, a vida se apaga com a morte, para outros como no nosso caso, a morte nada mais é que uma transformação.

Se formos observar toda a trajetória da humanidade, veremos atos aterrorizantes que tiveram como motivo o credo de um povo. Por exemplo, a busca e a apropriação do Santo Sepulcro, causaram um derramamento de sangue, uma carnificina que temos medo até de pensar em tal ato. A Intolerância romana, com os cristãos se dava pelo mesmo motivo.

Nós espíritas, não concebemos tais atitudes, não matamos como fonte de exterminar o preconceito que sofremos, não caluniamos nenhum seguimento contrário ao nosso, mas, vemos constantemente nosso nome ser enlameado, tão somente por conta do fanatismo.

Temos que entender que fanatismo e fé se distinguem. Enquanto o primeiro provoca a morte, a destruição, a segunda prega e promove o amor incondicional, o perdão, a paz e tantas outras coisas benéficas ao ser humano.

Existem ainda aqueles que por conta do fanatismo, levam o terror ao seu lar, maltrata sua esposa, filhos e depois se esconde atrás do livro santo, em busca de teses que justifiquem seus atos covardes.

Apenas nos perguntamos o porquê de tanta hipocrisia. Deus, nunca foi nem será um assassino, um vingador. Ele criou leis sérias e sábias, que promovem o bem estar geral da raça humana. Ao olharmos nosso passado recente, podemos ver que pessoas foram escravizadas e domesticadas como animais, apenas por uma coisa: a tonalidade de sua pele. Muitos desses foram esquartejados, pois a “santa inquisição” (?) os chamava de adoradores do demônio, outros apenas por possuírem uma mancha de nascença na pele, eram condenados a morte ainda recém nascidos.

Quanta crueldade, quanta ignorância! Mas, nos dias de hoje essa crueldade e ignorância ainda prevalecem no seio da “sociedade”. Pessoas são atacadas de todas as formas, apenas por acreditarem no mesmo Deus, só que de forma diferente. Acreditam num Deus amoroso, piedoso, mas também na vida após a morte, no culto aos espíritos de nossos antepassados.

E seus sacerdotes, os vulgos “pastores” são os que mais incentivam essas práticas horrendas e que desclassificam quem as pratica do restante da humanidade. Deixam de serem dignos de serem chamados de gente civilizada e adentram por um caminho de monstruosidade apenas.
Precisamos nos cuidar com esse FLAGELO humano, chamado FANATISMO, pois ele como o ácido, corrói a toda fé verdadeira que deve habitar em qualquer seguimento religioso e/ou filosófico.

Lembremos a estes religiosos de outros seguimentos, uma das máximas do fundador do cristianismo: “AME A TEU PRÓXIMO COMO A SI MESMO”.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi, Odé Mutaloiá.

Babalorixá, escritor, pesquisador.

odemutaloia@hotmail.com

INVASÃO DE TEMPLO UMBANDISTA

Há muito que viemos prevendo que em pouco tempo, os fiéis de igrejas evangélicas, e até mesmo de outros seguimentos religiosos, invadiriam nossos templos e os depredariam totalmente. Pois bem, aconteceu. Sim, e o fato foi segunda feira, dia 02 de Junho do corrente ano, no Catete, Rio de Janeiro. Reportagem está no G1.

Isso nos repudia, mas também, mostra a necessidade de nos unimos em prol de uma causa única: nossa fé. Em tempos remotos, muitos foram queimados em fogueiras, por não seguirem a religião oficial dos Reis e dos Senhores Feudais e donos de escravos, e isso dado somente ao fanatismo.

Quem de nós, umbandistas ou candomblezistas, nunca foi agredido de uma forma direta até mesmo na rua? Basta olharmos os discursos dos ditos “pastores”, e assim me pronuncio, pois a palavra pastor sugere alguém que guia seu rebanho para o bem e não para ato bárbaros, que veremos tal situação. Xingam-nos, nos caluniam, nos difamam, e simplesmente cruzamos os braços e nos calamos diante de tanto preconceito.

Ontem invadiram um templo, amanhã invadem outro, e no futuro próximo? Será que não voltarão a nos queimar em praças públicas?

Não condeno as igrejas em soberania por tal ato, mas busco tão somente o direito a uma vida sem esse fanatismo e acesso de loucura, pois ferem nossos direitos constitucionais. Será que esses membros dessas igrejas, nunca ouviram falar em Deus? Ou será que seguem o mesmo ensinamento obsoleto de que Deus é vingança e quem não seguir os ensinamentos de uma determinada religião, tem que ser atacado e morto? Deus é amor e não violência queridos!

Essa atitude mostra o verdadeiro estado de selvageria em que vivemos, e o que realmente se tem visto em muitas igrejas: o fanatismo ser professado como amor e adoração a Deus.

Agora fica a pergunta: e os danos irreparáveis na moral, que sofreram essas pessoas? Esse, por mais que a justiça puna os culpados, ficará para sempre com esses irmãos. Temos que agir imediatamente e cobrarmos da justiça ações rápidas a fim de impedir que tais atos aconteçam novamente, enquanto coisas piores ainda não aconteceram.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi, Odé Mutaloiá.

Babalorixá, escritor e pesquisador.

odemutaloia@hotmail.com

odemutaloia@pop.com.br

quarta-feira, maio 28, 2008

KARDEC E O PRETO VELHO

É incomum vermos em sessões Kardecistas, a presença de espíritos como Caboclo, Preto velho e outros. Inclusive quando da primeira incorporação do Médium Zélio Fernandino de Moraes, em 15 de Novembro de 1908, seu guia protetor o Caboclo das Sete encruzilhadas, foi contestado em sua totalidade.

Porém o que poucas pessoas sabem, é que o Decodificador dessa doutrina, o Médium Allan Kardec, teve sim um contato com espírito de um preto velho conforme notícia veiculada no Jornal SEI Serviço Espírita de Informações.

Segundo o referido jornal, Allan Kardec teria solicitado a presença de um espírito que se anunciava com o nome de Pai César, e que teria falecido no ano de 1859, mais precisamente em 08 de Fevereiro com 138 anos de idade. Essa reunião aconteceu em 25 de Março do mesmo ano, pouco mais de um mês, portanto do desencarne do espírito.

Consta ainda na noticia que Allan Kardec teria indagado ao espírito que coordenava a reunião, espírito de São Luís, sobre a possibilidade de algum impedimento daquele irmão se comunicar dado ao seu recém retorno ao plano espiritual, o que São Luís, haveria dito que não, inclusive se colocando a prestar auxílio no intercâmbio e assim o teria feito.

Relata ainda o Jornal, que, a comunicação teria sido mal iniciada o que chamou os participantes a várias reflexões. O espírito de Pai César revelou muitas feridas que trazia em seu coração, dado aos sofrimentos que passara em sua existência terrena, devido ao preconceito que naqueles dias, graçava muito mais do que nos dias atuais. Ele ainda relatou ao Codificador que não gostaria jamais de voltar ao planeta como negro, pois em seu entendimento estaria assim fugindo da maldade q impera nos seres humanos.

Se tinha mesmo vivido 138 anos, ele não soube informar, o que segundo Kardec, seria compreensível, uma vez que os negros não possuíam certidão de nascimento, assim sendo, somente poderiam ter uma noção aproximada de seu tempo de vida no plano carnal.

Com certeza essa incorporação ajudou e muito a Kardec, a reforçar as suas teses contra o preconceito que o levou há fazer dois anos mais tarde, em sua “Revista Espírita” “Revuc Spirite”, uma declaração na qual deixou certo de que o Espiritismo teria um papel de suma importância no processo árduo de evolução da humanidade, contribuindo de forma significativa para retirar o véu da escuridão que mantém subjugados os corações e mentes humanas.

Referência: Matéria publicada no Jornal Espírita de Informações, no dia 19/04/2008.

domingo, maio 18, 2008

DEDICAÇÃO AOS NOSSOS SEMELHANTES

Todas as vezes que falamos em Deus, Jesus Cristo e nossos Orixás, os Deuses do panteão africano, ouvimos falar na necessidade de nos dedicarmos ao bem, ao amor universal como formas únicas de alcançarmos as graças tanto nesse plano físico como em outros planos, os espirituais.

Porém em que grau temos que nos dedicar ao nosso semelhante para que possamos ver aparadas as arestas de nossa vida terrena?

Bem, pensemos que a dedicação aos nossos semelhantes, é antes de tudo, uma dedicação à Olorúm, Zambi, Jeová, Alá, Deus apenas. Vier em prol de outros meus irmãos, é algo dos mais difíceis de realizarmos, até mesmo porque em sua maioria as pessoas não reconhecem todo nosso esforço em prol delas.

Aí está explícita uma das máximas de Jesus Cristo: “faça ao seu próximo somente aquilo que gostaria que ele lhe fizesse”. Será que não gostaríamos de ver uma outra pessoa mesmo que estranha, se dedicando, por exemplo, a nos conceder um minuto de seu tempo para nos oferecer um sorriso? Claro que sim! Somos humanos se como tal, necessitados de muito mais coisas do que podemos imaginar.

Em nossa caminhada queridos irmãos somos sempre chamados a abdicar de nosso tempo em prol da felicidade de alguém. E se soubermos fazer com desprendimento, veremos quão maravilhoso é o ato de deixarmos de lado nossos afazeres e até mesmo nossa felicidade momentânea em prol de um irmão.

Ás vezes temos uma pessoa amada passando por uma dificuldade e em nosso egocentrismo é comum nossas mentes dizerem: “e eu com isso? Não é problema meu, então que se vire e resolva seus dilemas”. Outras vezes nos diz nossa mente:” quando passei por algo semelhante ou até mesmo pior resolvi sozinho pois ninguém me ajudou”.

Bem, em primeiro lugar temos que ter a certeza de que não existem problemas maiores ou menores. Cada problema é único e para quem o sofre é incomensurável. Mas, se tivermos a capacidade de abrirmos mão de nosso sorriso naquele instante, se não nos negarmos a doar aquele sorriso a outro, com certeza isso valeu nossa vida!

Ao observarmos os filmes de aventura, veremos que os heróis fazem justamente isso, ou seja, abdicam de seus sorrisos e de sua felicidade em prol de pessoas que jamais vimos!

Existe um herói que abdicou tanto de seu sorriso, de sua felicidade e paz, que um belo dia deu em prol de pessoas as quais não conhecia e nem mesmo sabia da existência delas, a sua vida! Esse herói mesmo depois de mais de 2.000 anos de sua morte é cultuado por toas as religiões do planeta e seus ensinamentos passaram de geração para geração e chegaram aos nossos dias atuais. Vocês o conhecem não é mesmo?

Aprendamos irmãos a doar um pouco de nós aos nossos irmãos encarnados ou desencarnados. Sirvamos para que possamos ser servidos, amemos para que possamos ser amados.

Lembremo-nos de que a vida é passageira, e nada mais receberemos do que aquilo que doamos. Afinal, “viver é colher hoje o que semeamos ontem”.

Que nosso pai Oxalá os abençoe, os guarde e aos seus lares e familiares, e que a fartura do gozo pleno do amor e da caridade reine em seus dias.

Sérgio Silveira, Tatetú N’Inkisi Lambanranguange: Odé Mutaloiá.

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